A Conselheira

8 Mulher mística


Notas iniciais
Título peculiar, não??? Capítulo pequeno, mas tá legal... Boa leitura!!!

P.O.V Do Beck

— Quem é a próxima pretendente? — Perguntei a Jade.

Eu já não estava tão animado para o encontro. Eu teria de novo que bancar o Sheik.

— Elvira Rodriguez. É cigana. Tem 24 anos. Gosta de praticar a arte do Tarot. Ama a cultura gótica apesar da própria cultura... Gosta de filmes estrangeiros. Trabalha como vendedora. — Me passou as informações.

Ela me mostrou a foto da Elvira.

— Uau! — Me surpreendi.

E lá estava ela de novo me ajudando a me preparar para o meu próximo encontro.

Seria algo diferente... Num restaurante retrô. Pequeno e íntimo. Comidinha caseira da culinária européia.

Até comecei a me animar. Eu queria conhecer a tal cigana.

Cheguei pontualmente no local marcado. Estava ansioso.

Elvira não demorou, era de fato a moça da foto. Muito exótica e bonita.

Lhe entreguei rosas vermelhas.

— Trouxe para você. — Tirou da bolsa estampada um frasco.

Parecia um vidrinho de perfume trasparente com tampa preta.

— Colônia da sorte. Chama felicidade. — Explicou.

— Obrigado. — Agradeci pelo presente, o guardei no bolso.

Fizemos nossos pedidos, pão de batata e bolinhos de abobrinha como entrada.

— Posso ler sua mão? — Elvira perguntou de repente.

— Oh, claro... — Estendi as duas.

Ela pegou minha mão direita, seu toque era leve e macio. A moça cheirava à sândalo.

Reparei em suas unhas vermelhas. Bonitas.

Passou o dedo pelas linhas da palma da minha mão.

— Vejo desespero, confusão e muito descontrole emocional... Uma mulher vai mexer com sua cabeça e com o seu coração. — Disse me deixando todo arrepiado.

— Essa mulher seria você? — Fiquei animadinho.

— Não, não! — Negou.

— Então, quem é? Me fale mais sobre ela. — Pedi curioso.

— Está bem. Vou jogar as cartas para você. — Concordou.

Ela abriu a bolsa e tirou uma caixinha preta.

Embaralhou as cartas com figuras estranhas e espalhou sobre a mesa.

— Devo escolher? — Fiquei ansioso.

— Eu viro a primeira linha. — Não entendi nada.

Uma por uma, ela desvirou algumas cartas.

— Amor intenso... Brigas. Dinheiro. E aqui está ela... Essa mulher vai roubar seu coração. Ela é como um furação! — Apontou para figura que me deu arrepios. — Você vai ser traído por um amigo. — Avisou. — Ah, uma morte na família. — Sua voz ficou sombria.

Fiz o sinal da cruz tremendo de medo.

— Isso explica o dinheiro. Você vai receber uma herança. — Garantiu.

— É o meu vovôzinho? — Perguntei temeroso.

— Você vai saber quando a hora chegar. — Respondeu.

Socorro.

— Tome muito cuidado! — Me alertou.

Com o susto, eu quase tombei com a cadeira.

— O que foi? Alguém quer me matar? — Me apavorei.

— Não... Tem alguém que tem muita inveja de você. Está de olho no seu cargo. — Avisou séria.

Devia ser algum colega meu.

— Vou te ajudar... Você tem um bom coração. — Tirou uma agenda e uma caneta da bolsa.

Ela começou a escrever depressa.

Mil coisas se passavam por minha cabeça.

— Tome. Siga ao pé da letra. — Elvira arrancou a página da agenda e me entregou.

Tinha feito uma lista de recomendações.

"Jogar sal grosso na casa.
Banho com ervas na lua cheia.
Beber chá de camomila com folhas de laranja 3 vezes ao dia.
Usar cuecas vermelhas às sextas-feiras."

Ritual: Rezar o Pai Nosso 3 vezes e acender velas amarelas para o anjo da guarda clamando por ele.

Eu estava mesmo precisando de proteção?

Meu encontro havia virado uma sessão com uma cigana.

Jantamos e Elvira foi embora sem cobrar nada.

Quem será a misteriosa mulher que vai roubar o meu coração?

Notas finais
Esse encontro com a cigana rendeu, né??? O destino aguarda coisas para o Oliver... Será que as cartas mentem??? Me acabei de rir escrevendo esse kkkkkkk Até o próximo. Bjs