A Comando Do Rei
3 Outros pontos de vista
George:
O príncipe estava parado na amurada de uma das torres, com uma alijava pela metade, jogada ao seu lado. O arco ainda erguido, com três flechas, os músculos contraídos, as pernas tremendo. Ele atirou as últimas flechas e gritou abrangente, para a mata e a aldeia abaixo. Um grito com a sua voz grave, um grito de dor e raiva. Virou-se e se deixou cair encostado na parte interna no muro, com as lágrimas incessantes escorrendo por suas bochechas. Só então reparou na minha presença. Arregalou os olhos e depois os fechou e encolheu a cabeça, esperando um sermão. Apenas caminhei até ele e sentei ao seu lado, passando as mãos por seus cabelos ruivos. Ele ergueu os olhos verdes pra mim, surpresos.
_Deve haver uma excelente explicação pra tudo isso, não é Charlie?_ Cocei a barba lentamente e olhei pro céu acima de nós, tão azul.
_Ela... A ruiva filha da mulher dos teares. A que o senhor contratou. Pra mim. Estava..._Charlie escondeu a cabeça com as mãos, frustrado_ Com outro homem. Aquela que o senhor me deixaria deflorar quando completa-se dezoito anos, ambos. Estava com aquele irmão dela, porém não entendo. São irmãos.
_Não, não são. Ele é filho do Angus. Com uma escrava qualquer. Ela morreu logo após, o que realmente me poupou inúmeros problemas._ Ergo as mãos pro céu e sorrio.
_Bom, eu quero os dois mortos. A ruiva e o garoto. Mas eu quero torturá-los antes. Assim que os capturarem, os tragam pra mim._ Ele levantou, decidido._ Pai, vamos, a rainha deve estar preocupada, com todos aqueles preparativos. Meu jantar de 17 anos... Que evento. Aposto que o senhor dirigirá sua atenção ao gim, mas eu realmente não me importo.
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Ron:
Continuei correndo, com Tar, puxando meu braço pela mata. Andamos mais que o usual para atingir a entrada do Clã, ela não parava de gritar “Não, é um caminho direto e fácil de seguir, temos que despistá-los”. É isso que amo em minha antiga irmã adotiva. Sempre sabe o que fazer, sabe como comandar. Apaixonei-me por ela a cada metro que vencíamos até chegar á toca. Ela me empurrou pra dentro e entrou logo depois. Assim que fechou a “tampa” do buraco, segurei seu rosto em minhas mãos e a beijei. Por um segundo, ela aderiu a mim, relaxando sob o meu toque, porém me afastou e sussurrou.
_Ah meus deuses. Olha a minha roupa, não posso entrar assim. E você tem que se controlar. Não sabemos o que Julie faz se souber disso. _ ela fez um nó com os cabelos, ainda agachada na beirada da toca.
_TAR. Pelo amor de Zeus, não fique aí se importando com suas roupas. Ninguém vai te respeitar mais ou menos por ter um corpo lindo_ comecei a beijar seu pescoço.
_Ronnie, não. Agora não, pelo menos. Não dá pra falar com a Julie muito tempo, temos que voltar pra lá._ ela começou a descer o túnel, indo parar na sala da recepção do Clã. Bom, ela estava mesmo com razão sobre as roupas. O top aderiu à pele por causa da água, deixando aparecer mais que o recomendado.
_Te levo pro seu quarto?_ perguntei, olhando pra ela.
_Óbvio_ Ela pulou em minhas costas e eu corri até o quarto dela. Sentei na cama enquanto ela se vestia com a sua camiseta de algodão, o jeans surrado e os coturnos. Roupas da reunião. Não era um bom sinal.
_É rápido, certo?_eu levanto uma sobrancelha_ temos que voltar cacete.
Julie entrou no quarto como um furacão, sentando ao meu lado e dispensando os seguranças.
_ Por que diabos tinham nobres na sua casa?
_NÃO SEI, JULIE. EU JÁ FUI UMA IDIOTA DE LIGAR, ELES PODERIAM TER OUVIDO._ela explodiu, Arrancou as roupas, lembrando que íamos voltar.
_Calma, Tar. Eu só quis saber. Por que tá trocando de roupa?_ Ela franziu as sobrancelhas.
_Vamos voltar rápido. Temos que proteger os meninos, Julie, me desculpe. _ Segurei a cintura dela e dei um beijo na testa dela. Julie pareceu confusa, com meu beijo e meu pedido de desculpas, mas me virei pra Tar _ Está pronta?
_Claro que estou.
Saímos correndo em direção á toca antes que Julie se recuperasse do beijo. Eu chutei a tampa e joguei Tar pra fora. Saí e vedei a passagem.
_Temos que levar o jantar_ Eu disse. Tar parecia brava comigo, então tirei a pistola da cintura e atirei num porco que rolava preguiçosamente pela lama do lago _ Oba.
_Vamos logo!_ Tar bateu o pé na água, ensopando a barra do vestido azul. Eu a peguei no colo e a beijei. A beijei até que ela parasse de tentar me bater, até que não existisse nada, exceto eu e ela. Depois de uns dez minutos desfrutando da melhor sensação do mundo, ela me afastou delicadamente _ Vamos levar aquele porco, sim?!
Como ela era previsível.
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