A Civil War Upon Us
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Quando chegaram no apartamento, Natasha se sentiu enjoada e foi no banheiro vomitar. Steve esperou ela melhorar e a pôs na cama. Ele beijou a testa dela e disse que estaria na sala se ela precisasse de alguma coisa. Natasha consentiu com a cabeça e adormeceu.
Steve foi pra sala e estava desenhando, depois de umas horas, Bucky chegou.
Os dois bateram um papo sobre o Registro, desenhos, os vingadores e Bucky se retirou pro quarto.
Steve também foi pro quarto e notou que Natasha ainda dormia. Ele foi até o banheiro e do nada Natasha começou a gritar.
Steve saiu correndo e a olhou.
Natasha chegava a estar suada, sentada na cama, respirando ofegante.
S: Natasha?
Natasha não se movia.
S: Você teve um pesadelo. De novo.
Steve se aproximou e sentou na cama. Ele encostou a mão nas costas dela.
S: Você está bem?
Uma lágrima escorria pelo rosto de Natasha.
Steve agora estava mais preocupado que nunca.
Bucky apareceu na porta, querendo saber se estava tudo bem. Natasha o olhou e algo no Bucky despertou nela uma sensação de nostalgia, mas uma nostalgia ruim.
S: Está tudo bem, Bucky. Obrigada.
Bucky a olhava e fechou a porta.
Steve deitou do lado de Natasha e a puxou pra ela deitar com ele, mas Natasha não quis.
S: O que tem de errado?
Natasha balançou a cabeça negativamente.
S: Queria que você se abrisse mais comigo. Eu me sinto incapaz quando você tem esses sonhos e não posso te ajudar.
Natasha suspirou.
N: Quando eu era pequena, eu estava nas ruas, passando fome. Não lembro dos meus pais.
Steve se sentou novamente para ouvir a história dela.
N: Um dia eu estava com fome e tentei roubar pão de uma mesa em um restaurante. O garçom me viu e me pegou pelo pulso e disse que ia chamar a polícia. Eu estava assustada, eu chorei e...
Natasha fez uma pausa e Steve a olhava com compreensão.
N: O cliente que estava na mesa da qual eu roubei o pão, me defendeu. Ele perguntou qual era meu nome. Ele me serviu a comida dele. Ele perguntou se estava sozinha e se eu queria ir pra casa dele.
S: Você foi?
N: Ninguém nunca tinha sido tão gentil comigo, eu aceitei. Ele me tratou bem, ele disse que eu era especial, me comprou roupas, me perguntou se podia me adotar e eu não poderia estar mais feliz.
Steve sorriu ao notar um pequeno sorriso nos lábios dela.
S: O que houve depois?
N: Ele me adotou e me tratava muito bem, ele não quis que eu frequentasse a escola, disse que eu era muito inteligente, ele mesmo me ensinou a ler e escrever.
S: Quantos anos você tinha?
N: 8 anos eu acho... Quando eu fiz 10, ele me disse que ia me colocar numa escola especial, para meninas especiais como eu, que que aprenderia balé e várias outras coisas. Eu adorava dançar.
Natasha deu um pequeno sorriso de novo.
N: Ele me deixou na escola e foi embora. Eu corri atrás dele pelo jardim e o abracei, implorei para não me deixar e ele me disse “Natalia você está aqui para crescer e aprender a não chorar mais. Já conversamos sobre isso” Ele me afastou, me deu as costas e foi embora. Ele nunca olhou pra trás. Eu me lembro de chorar a noite inteira.
S: Eu sinto muito, Nat.
N: Não sinta. Na manhã seguinte, a professora nos fez iniciar as lições de balé, eu não estava acostumada a ter contato com outras crianças e todas elas pareciam infelizes. Quando eu tentei falar com uma delas, eu fui atingida por uma vara fina no estômago com toda força. Eu me curvei e chorei. Ela me atingiu de novo e de novo, eu estava com muita dor.
Disse Natasha que começou a ficar com a respiração alterada.
N: Ela disse que ia parar quando eu parasse de chorar, mas doía tanto, algumas partes do meu corpo ficaram em carne viva, até que eu conseguisse conter as lágrimas. Eu pensava como Ivan me deixou naquele lugar. Eu estava com mais raiva do que tristeza. Não demorou muito até nos colocarem para lutar umas com as outras. E eu as vencia sempre. Exceto a Yelena que me dava mais trabalho, mas no fim, era derrotada. Quanto mais eu me sobressaía no balé e nas lutas, melhor eles me tratavam e eu comecei a ter prazer nisso.
Steve estava quieto prestando atenção em Natasha.
N: 3 anos depois, eles me colocaram num teste, eles trouxeram uma novata que nunca tinha lutado antes, ela estava assustada, eu me lembro bem. Me fizeram lutar com ela e a menina chorava e a professora me disse “Você sabe como funciona” e eu continuei batendo nela, até ela desfalecer. Eu achei que a tinha matado e eu não me importei.
Natasha estava chorando de novo, Steve tentou abraçar ela, mas ela não deixou.
N: Eu não sentia empatia por ninguém. Exceto Ivan.
S: Seu pai adotivo?
Natasha consentiu com a cabeça.
N: Eu o odiava, mas o amava, ele foi a única coisa que eu tive parecido com um pai. Ele sempre vai ter um significado na minha vida.
S: Compreensível.
N: Não... Nesse mesmo ano, Ivan reapareceu. Quando eu o vi, eu achei que ia querer mata-lo mas só notei o quanto sentia falta dele. Eu estava feliz por vê-lo. Ele disse que estava feliz em me ver e que sentiu saudades e que aquele lugar só me fez bem. Ele disse que tinha novidades pra mim, que eu ia embora com ele. Eu estava contente até descobrir que ele estava me levando para dentro da KGB. Ele disse que eu devia seguir as ordens deles e trabalhar pra eles e eu concordei.
S: Ele tinha poder sobre você.
Natasha consentiu com a cabeça
N: Naquela mesma noite, ele me levou num restaurante e depois pra casa dele. Ele disse que eu estava linda e que eu tinha crescido e que ia quebrar muitos corações por aí.
Natasha estava gelada e tremendo, Steve segurou na mão dela.
S: Nat... Você está gelada.
Steve pegou o cobertor e botou nas costas dela. Natasha olhava pra baixo, tentando contra as lágrimas.
N: Steve... Ele...
S: O que?
Natasha tremia a cabeça, tentando falar.
S: Ele te tocou?
Natasha fez que sim com a cabeça.
N: Eu podia ter impedido, podia ter parado, mas não consegui. Ele me disse que se eu chorasse, me colocaria de volta na Red Room porque não estava pronta. Quando ele terminou, ele disse que eu era a menina dele ainda e que sempre seria e eu quis vomitar.
Natasha dizia soluçando entre as lágrimas.
N: Eu senti muito nojo de mim mesma, ele me fez sair com vários homens, eu...
Steve a abraço e passou a mão nas costas dela.
S: Tá tudo bem, ele não pode te fazer mal agora.
N: Eu não sei se é verdade.
S: O que?
N: Essas lembranças, eles mexeram tanto com a minha cabeça que eu não sei.
S: Você nunca mais o viu?
N: Não, eu não quero vê-lo nunca mais.
S: Eu sinto muito por tudo que te aconteceu, Natasha. Queria poder ter evitado tudo isso, só posso garantir que nunca mais isso vai acontecer de novo. Eu vou estar aqui com você. Pra você.
Natasha o olhava e tornou a abraçar ele. Steve acariciou os cabelos dela.
S: Sempre.
Steve a deitou novamente na cama e deitou de conchinha com ela.
Na manhã seguinte, Steve explicou pra Natasha sobre o Registro e a posição de Tony quanto a isso, Steve deixou claro que era terminantemente contra. Natasha só o ouviu e entendeu os motivos dele, ela mesma, não tinha tomado nenhuma decisão a respeito.
O discurso de Steve foi interrompido por uma ligação. Steve olhou no celular e era Sharon o ligando.
S: É a Sharon.
Disse Steve com uma expressão de surpreso.
S: Sharon?
Sharon: Steve?
Sharon estava com a voz chorosa.
S: O que houve?
Sharon: A minha avó.
S: Peggy? O que tem ela, Sharon?
Sharon começou a chorar e desligou o telefone.
N: O que foi?
S: Eu não sei, ela só chorou. Eu vou até ela. Algo aconteceu com a Peggy.
Natasha observou que Steve estava preocupado.
S: Nós temos uma consulta hoje, né?
N: É só rotina, Steve. Eu posso ir sozinha.
S: Tem certeza?
N: Sim! Vai lá.
Steve saiu do quarto e cruzou com Bucky.
B: Aonde vai nessa pressa toda?
S: Peggy... Algo aconteceu com ela.
B: Peggy? Nossa, eu não sabia que ela ainda está viva.
S: Tenho que ir.
B: Espera, Steve. Eu vou com você.
Bucky e Steve ligaram pra saber aonde Sharon estava, e ela disse que estava na casa de Peggy. Os dois dirigiram até lá.
S: Sharon... O que houve?
Sharon ao ver Steve, correu até ele e o abraçou.
Sharon: Ela se foi, Steve.
Steve a abraçou e ficou em choque com a notícia. Bucky encostou a mão no ombro dele para mostrar solidariedade. Steve ia visitar Peggy nessa semana, porque no mês passado ele ficou ocupado com a Natasha, e acabou deixando de vê-la e agora ela se foi.
Sharon avisou que o enterro seria ainda hoje, no fim da tarde. Steve prometeu que estaria lá, assim como Bucky.
...
Enquanto Steve estava na casa de Peggy, Natasha foi se consultar com Cho. Cho demonstrou estar preocupada com o resultado dos últimos exames, a pressão de Natasha estava alta e seus hormônios estavam anormais. Ela restringiu a alimentação de Natasha e pediu para ela retornar mais vezes ao consultório.
Ao sair da sala de Cho, Natasha deparou com Hill.
H: Natasha. No consultório... Tá doente?
N: Não.
H: Você nunca fica né, então veio aqui fazer o quê?
N: Nada demais.
H: Aproveitando que está aqui, quero conversar com você.
N: Comigo?
H: Sim. Mas não aqui. Vem.
Hill levou Natasha até a sala da SHIELD.
N: Então... É alguma missão?
H: Não, na verdade, um pedido.
N: Pedido?
H: Você já está sabendo sobre o Registro, provavelmente.
N: Sim.
H: Você entende que o Registro é necessário para manter a ordem pública?
N: Não, necessariamente.
H: Natasha, a SHIELD está a favor do Registro.
N: E?
H: O seu namorado Rogers, tem grande influência pública e política.
N: E?.
H: Ele parece estar contra o Registro.
N: Não parece, ele está.
H: Você precisa fazer ele mudar de ideia.
N: Eu não tenho esse poder, Hill. Steve é um homem honesto acima de tudo, os ideais que ele tem, ele jamais abandonaria, nem por mim e nem por ninguém.
H: Mas se a namorada dele estiver a favor, já vai diminuir a credibilidade dele, talvez faça ele refletir.
N: Eu não estarei contra ele. Eu concordo com o ponto de vista dele.
H: Esse é o problema, você não pode estar a favor dele.
N: Do que você está falando? Não são vocês quem decidem isso.
H: Natasha, estou falando pro seu bem. Essa discussão sobre o Registro pode causar uma guerra civil, mas se você convencer Rogers...
N: Hill, acho que não estou sendo clara o suficiente. Eu estou do lado do Steve. Não há nada que a SHIELD possa fazer pra mudar isso.
H: Okay.
Hill a observava e deu um pequeno sorriso, enquanto Natasha se levantou, achando que a conversa estava encerrada, foi quando ouviu Hill perguntar:
H: Como está o bebê?
Natasha a olhou confusa e chocada.
H: Achou que a gente não soubesse?
N: Eu não sei do que está falando.
H: Sabe.
Natasha fechou a mão com força e bufou.
N: Deixa meu filho fora disso.
H: Eu apenas perguntei como ele está...
Hill sorriu falsamente.
H: Você sabe que a SHIELD vai fazer tudo para proteger seu filho, Natasha. Até mesmo protege-lo de você e de Rogers.
Natasha bateu na mesa com força e olhou pra Hill, furiosa.
N: Não ouse me ameaçar, Hill.
H: Eu? Ameaçar? Não... Mas se eu fosse você, pensaria bem a respeito da sua posição perante o Registro. Imagine como a KGB reagiria sabendo que sua melhor espiã vai ter um filho com o Capitão América e que a criança pode ter a combinação do soro dos dois... Eu ficaria muito preocupada com a ameaça da KGB ao seu filho... Não, a SHIELD. Nós só queremos o bem do bebê.
Hill se levantou e se dirigiu a porta.
H: Pense bem.
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