Steve e Natasha aguardavam Dra. Cho dentro da enfermaria. Natasha já estava deitada sobre a maca e Steve ao lado dela, em pé e andando pra lá e pra cá.

N: Será que dá pra ficar quieto?

S: Por que ela está demorando?

N: Steve, nós acabamos de chegar.

S: Era pra ela já estar aqui e se acontecer algo?

N: O que é que pode acontecer? Isso é só uma consulta de rotina, não vou parir agora.

Dra. Cho entrou no consultório.

Cho: Muito bem, mamãe.

N: Por favor, não me chame assim.

Cho: Okay, desculpe.

N: De quanto tempo estou grávida?

Cho: Quase 2 meses.

S: É menino ou menina?

Cho sorriu.

Cho: Olha nem com todas as tecnologias que temos, dá pra saber em tão pouco tempo o sexo do bebê.

N: E como é isso?

Cho: Isso o quê?

N: Estar grávida, o que tenho que fazer?

Cho: Olha você tem que viver normalmente, Natasha. Nada de álcool e café. Aqui está uma lista do que pode ou não comer e beber.

Cho entregou a lista para Steve. Natasha olhava assustada para Cho. Cho estava com pena do desespero deles dois. Pais de primeira viagem.

Cho: Natasha está tudo bem. Não tem com o que se preocupar. Vai dar tudo certo.

N: Você comentou com alguém?

Cho: Não, o que falamos aqui, fica aqui.

N: Por favor, não conte nada pra ninguém.

Cho consentiu com a cabeça, enquanto Natasha se levantava e deixava a sala com Steve.

Steve segurava na mão e na barriga dela a amparando, abriu a porta e Natasha parou olhando ele com a sobrancelha erguida.

N: Que isso?

S: Estou te ajudando.

N: Primeiramente, tira a mão de mim, posso andar sozinha.

S: Meu Deus Natasha, só queria ajudar.

N: Você tá me tratando como se eu tivesse doente. Aja normalmente ou vai dar bandeira.

Steve e Natasha chegaram no quarto.

N: Steve eu não quero que ninguém saiba.

S: As pessoas vão notar sua barriga, já está meio saliente.

Natasha olhou pra barriga dela e agora olhou para Steve como se fosse assassiná-lo.

N: Eu vou para meu apartamento na cidade.

S: Que?

N: É, pra ter mais privacidade.

S: E eu vou ficar aqui?

N: Se você quiser sim.

S: Natasha, como vai ser agora? Não podemos morar separados se teremos um filho.

N: O que você quer dizer? Eu não vou me casar.

S: Eu sei. Mas a gente devia morar junto. A gente já dorme junto todo dia aqui.

N: Podemos falar disso uma outra hora? Só quero sair daqui.

S: Por que isso?

N: Tenho medo do que Fury queira fazer com ele e tem muita gente de olho em você. Não quero nosso filho envolvido nisso.

S: É verdade. Você tem razão.

Steve beijou a testa de Natasha e deu um selinho nela.

S: Tenho que contar ao Sam.

N: Não.

S: Ele ainda está chateado comigo e nem tá falando com você. Não quero esconder nada dele.

N: Não é por ele, é por nosso bebê.

S: Eu confio nele. Você vai contar ao Clint que sei.

Natasha suspirou.

N: Não vou. E nem você. Eu sei que é chato, mas Steve...

S: Okay.

Natasha colocou os braços em volta do pescoço de Steve e ficou na pontas dos pés.

N: Okay mesmo? Não fica chateado.

Steve segurou na cintura dela, enquanto Natasha dava beijinhos pelo rosto dele.

S: Tá legal, mamãe.

N: Nunca mais me chame assim.

S: Ué, você me chama de vovô.

N: Mas quando eu chamo é adorável.

S: Não, não é.

N: Steve, você quer continuar fazendo amor comigo?

S: Que golpe baixo, Natasha.

Natasha sorriu, enquanto roçava seus lábios nos de Steve.

N: Bom menino.

...

Enquanto isso na SHIELD, Fury chamou Maria Hill para uma conversa particular.

F: Sabe que você é a funcionária que mais confio aqui, você tem sido leal a mim todos esses anos, se tem uma pessoa que pode ocupar meu lugar, após minha saída, é você.

H: Isso é muito tocante, Fury, mas você vai se aposentar?

F: Não.

H: Tá doente?

F: Não. Mas nunca se sabe sobre o futuro. Coulson é o único que sabe sobre quem estou nomeando para assumir meu lugar na SHIELD. E, hoje estou te nomeando vice-diretora da SHIELD.

H: Mas Fury...

F: Hã hã, sem mais. Está decidido.

H: Obrigada, senhor.

F: Hill, como vice-diretora, suas responsabilidades aumentam, você sabe disso?

Hill consentiu com a cabeça.

F: Em nome da SHIELD, você fará o que for necessário para atingir os interesses da SHIELD.

Hill consentiu com a cabeça novamente.

F: Bem, preciso que fique de olho nessas pessoas e que fique bem próxima delas.

Fury passou um arquivo pra Hill.

H: Senhor, a Natasha...

F: Ela não precisa saber, isso está acima do nível dela. Nem mesmo Coulson sabe a respeito.

Hill estava chateada, mas não demonstrou na hora. As habilidades de esconder emoções de Hill eram impecáveis, a maioria a via como alguém sem coração. Hill também se via assim, o bom é que ela não se sente mal em saber que pensam isso dela, ela tira vantagem disso. Mas o pior era saber o quanto Natasha considera Fury, e o quanto Fury é frio quando se trata de estratégia. Hill não sabia se devia defender seu interesse como vice-diretora, ou defender o filho de sua amiga e dos demais Vingadores.

Notas finais
Vamos começar de levinho para depois esquentar.