Steve dormia na poltrona e Natasha na maca. James acordou 2 horas depois, chorando. Natasha e Steve acordaram. Steve pegou James no colo.

S: Eu acho que é fome.

Natasha olhou para Steve, petrificada.

S: Quer tentar amamentar ele?

Natasha abriu a boca mas não saía palavra nenhuma.

Steve colocou James no colo dela.

S: Quer que eu saia?

Natasha fez negativo com a cabeça.

Natasha abaixou a camisola e tentou fazer James mamar, mas ele só chorava.

N: Eu não sei como fazer.

S: Inclina ele mais pra você.

James conseguiu encaixar a boca, mas nada saía e ele voltava a chorar. Natasha estava nervosa.

N: Eu acho que estou fazendo errado. Chame a enfermeira.

Steve foi no corredor e não viu ninguém, James já estava berrando.

N: Meu Deus, o que está acontecendo?

Steve ficou nervoso e esqueceu que haviam outras grávidas e gritou por ajuda. A enfermeira veio na direção dele, esbravejando que eles tinham acordado todos os bebês. Literalmente todos estavam chorando agora.

– O que?

S: O bebê está com fome.

A enfermeira olhou para Natasha.

– Ajuda bebê, aperta mama. Aperta.

Natasha apertava, mas nada saía.

N: Eu acho que não tenho leite.

A enfermeira olhou o laudo de Natasha, que estava numa prancheta preso à maca e viu as anotações de Cho, sobre ela não ter produzido leite.

– Okay. Eu levar bebê.

N: Não.

– Bebê fome.

S: Está tudo bem, Nat.

A enfermeira levou James e o trouxe mais calmo. James ainda acordou mais 3 vezes naquela noite.

Quando Steve acordou na manhã seguinte, Natasha estava de pé com James no colo.

S: Você devia estar na cama.

N: Me sinto bem.

S: Ele está bem?

Natasha fez positivo com a cabeça e estava nitidamente triste.

S: O que foi?

N: Eu não posso alimentar meu filho. Como serei uma boa mãe?

S: Natasha, para quem nem podia ter filhos e foi considerada como gravidez de risco, quase morreu, quase perdeu o bebê... Não amamentar é o de menos.

N: Eu sei, mas...

Steve levantou e a abraçou de leve para não apertar James.

S: Ele estar bem é o que importa, não é?

Natasha e Steve ouviram batidas na porta.

S: Pode entrar.

Era Sam, Bucky e a Sra. Johnson.

Sam: Dindo chegou, pequeno Sam.

Disse Sam, pegando James do colo da Natasha.

N: O nome dele é James.

Sam estava ofendido. Bucky olhou para Steve e Natasha, chocado.

B: Sério?

S: Você o salvou e o trouxe à vida. Nada mais justo.

Sam: Eu estava lá também! Por um curto espaço de tempo, mas estava.

Natasha encostou a mão nas costas de Sam, para consolá-lo.

N: Eu sei e eu sou muito grata aos dois, é por isso que escolhemos você para padrinho.

Sam sorriu e olhou para James.

Sam: Ouviu isso, Buckyzinho. Saca só, o que eu trouxe para o meu afilhado favorito.

Sam tirou de uma das sacolas, uma blusa de basquete tamanho de bebê.

Natasha abraçou Steve pela cintura e olhava para Bucky,

N: Obrigada.

Bucky sorriu sem graça e apertou a mão de Steve.

– Sr. Rogers.

S: Sra. Johnson eu não esperava a senhora por aqui.

– Eu sei, me perdoe. Os meninos passaram no seu apartamento e me disseram sobre o bebê e eu insisti que me trouxessem, porque queria entregar meu presente.

Natasha e Steve observavam Sra. Johnson pegar uma caixa e retirar uma linda manta, bordada à mão, e ainda tinha os dizeres “Pequeno Rogers”.

– Me desculpe, eu não sabia o nome, então escrevi isso. Estou bordando desde que notei sua namorada ficando barrigudinha, já sabia que aí vinha um neném.

Steve e Natasha sorriram. Steve lhe deu um abraço de agradecimento. Ficou imaginando ela naquela idade, bordando uma manta. Ela realmente gostava deles.

– Posso ver o bebê?

N: Claro.

Sra. Johnson se sentou e Sam colocou James no colo dela.

– Meu Deus, é um bebê maravilhoso. James Rogers? Deus te abençoe, James Rogers.

Por incrível que pareça, James deu um pequeno sorriso. Steve e Natasha ficaram chocados.

Sam: Vamos, olhem para cá.

Natasha olhou Sam com uma câmera na mão.

N: Sam!

Steve puxou Natasha e a colocou ela na frente dele.

N: Não, eu estou horrível.

Natasha se virou para Steve e escondeu o rosto no peito dele.

Steve sussurrou para ela.

S: Não haveria um jeito possível de você ficar horrível.

N: Vai começar...

S: Só estou tentando ser romântico, Natasha...

N: Eu sei, mas você exagera.

S: Então não falo mais.

N: Não, por favor, fale.

Steve a olhou sério e Natasha estava sorrindo, como ele não sabe ficar chateado com ela, sorriu também, ele a virou de volta pra câmera de novo.

S: Vem Bucky.

Bucky se aproximou e ficou atrás da poltrona.

Sam: Sra. Johnson vira mais o James pra cá. Isso! Agora todos sorriem.

Sam virou a câmera frontal, para que ele pudesse fazer uma selfie com eles no fundo. Natasha notou que Hill estava chegando e parou na porta, esperando a foto.

N: Espera. A madrinha dele tem que sair na foto!

Natasha olhava para Hill, que apontou para si e olhou para trás, para ter certeza que era com ela que Natasha estava falando.

N: Vem logo.

Hill estava sem graça e ficou ao lado de Bucky, todos saíram sorrindo, menos Hill.

Sam: Ficou ótimo, vou postar agora.

S: Postar? Onde?

Sam: Ué, no meu instagram.

S: Instagram?

N: Steve não conhece.

S: É como o facebook? Acho que já ouvi falar.

N: Oh Deus.

S: O que? Ninguém vai me explicar?

H: Não.

B: Desculpa, Steve, mas...

Sam: Eu já expliquei 5 vezes.

– Oh Sr. Rogers, é uma rede social, onde você compartilha fotos e vídeos. Aí você insere uma legenda legal e umas carinhas engraçadas.

Todos olharam para a Sra. Johnson, surpresos.

N: Que vergonha, Sr. Rogers, vocês tem a mesma idade, ops... Esqueci que o senhor é mais velho.

Sra. Johnson não entendeu nada.

S: Eu me lembro que você falou sobre Instagram, Nat.

N: Ah é? Eu não... Não lembro.

S: Lembra quando você me comprou uma...

Sam: O que?

S: Uma cueca idiota.

Sam e Hil começaram a rir.

Hill: A cueca que é a bandeira dos EUA.

S: Como você sabe disso?

Sam e Hill riam mais ainda.

N: Você fica uma graça nela.

S: Você postou isso, Natasha?

N: É... Eu te disse.

S: Não, você disse que ia colocar no instagram, eu lembro.

N: E eu coloquei.

S: Eu perguntei o que era Instagram, e você disse que era como chamava o armário.

N: Ops.

Natasha deu um sorriso sarcástico.

S: Quem mais viu isso?

H: Todo mundo?

Steve olhou sério para Natasha.

Sra. Johnson levantou com James no colo e estava saindo do quarto, quando Natasha a olhou.

N: Sra. Johnson! Aonde você vai com ele?

– Trocar as fraldas!

N: Ai que ótimo, Okay, vai sim.

Natasha estava aliviada por se livrar dessa mais uma vez.

Hill mexeu no celular.

H: Fury está subindo.

N: Ele está aqui?

H: Desde ontem.

N: Por que?

H: Foi baleado no braço ontem.

S: Ele está bem?

H: Tá ótimo. Vaso ruim, não quebra.

Fury chegou no quarto.

F: Cadê a criança?

N: Bom te ver também, Fury.

Sra. Johnson trouxe James de volta.

S: Aí está ele.

Fury olhou James, aproximou o rosto dele.

F: É, ele é ok..

N: Ah, Fury, ele é maravilhoso e você está encantado, admita.

F: Eu não.

Pepper e Tony chegaram na porta com os gêmeos.

P: Oiii papai e mamãe! Parabéns.

Tony apertou a mão de Steve.

T: Vamos fumar um charuto ali fora.

S: Eu não fum...

T: Relaxa, era só brincadeira.

Carol, Jessica e Peter chegaram também.

Carol pegou o bebê da Sra. Johnson.

Carol: Oh meu Deus, você é a coisinha mais fofa que eu já vi na minha vida, é sim, é sim. Modeuso tchu tchu tchu, meu tchuco tchuo, coisa linda.

Jess olhava James por cima do ombro de Carol, sorrindo. Enquanto o restante estava assistindo Carol falando com James, como alguém que sofreu derrame.

F: Tem muita gente aqui. Estou indo, liguem se precisar de algo. Você vem, Hill?

Hill demorou a responder porque deu uma breve olhada para Sam, que a estava observando e Fury notou.

F: Jesus Cristo!

Hill ficou sem jeito e ajeitou o cabelo atrás da orelha, fazendo uma cara confusa.

H: O que? Eu vou junto também.

Hill saiu com Fury, mas quando estava na porta, ainda checou se Sam ainda estava olhando para ela, e ele estava.

Natasha também notou e deu um sorriso sarcástico, mas guardou para si.

Steve foi até a porta.

S: Sr. Parker.

P: Senhor. Capitão.

S: Por favor, só Steve.

P: Sim, senhor.

S: Entra, venha conhecer meu filho. Mas não me vá postar foto dele no seu jornal.

P: Não, senhor. Quer dizer.... Steve.

Cho chegou no quarto e pediu para segurar James. Ela o colocou no trocador e o deixou nu, pesou e mediu, anotou na ficha dele.

Cho: Ele está ótimo.

N: Você tem certeza?

Cho confirmou com a cabeça.

N: É que ele chora demais.

Cho: Ele é só um bebê, é a maneira dele de comunicar que precisa de alguma coisa.

N: E como vou saber o quê?

Cho: Instinto materno.

N: Ai Cho, por favor, preciso de algo racional e lógico.

Cho: Mas é assim mesmo, Natasha. Se ele estiver alimentado, cheque se não é xixi, ou caquinha. Porque essas coisas incomodam. Às vezes choram porque estão com sono e não querem dormir... Qualquer dúvida, vocês me liguem. Estão os dois de alta.

N: Alta? Isso quer dizer que ficaremos sozinhos com ele.

Cho a olhou, confusa.

N: Eu prefiro ficar aqui, é mais seguro.

Cho: Natasha você não pode criar o bebê no hospital.

N: Mas ele sente fome toda hora e eu não tenho leite.

Cho: Você vai comprar um leite especial para recém nascido.

Pepper: Eu também posso amamentar, Natasha. Se você não se importar.

Natasha olhou para Pepper chocada.

N: Mas seus filhos já tem 2 anos.

P: E ambos ainda mamam!

N: Cruzes!

P: Pois é, que sorte você teve, vai ficar com tudo em cima.

Cho: Olha leite materno é ótimo, se Pepper puder ainda estocar um pouco de leite pra vocês, é ótimo para o James.

S: Obrigada, Pepper.

Cho: Natasha e Steve, deixa eu falar com vocês a sós ali no canto.

Natasha e Steve foram para perto da Dra. Cho.

Cho: Vocês sabem o que é resguardo?

Os dois estavam com a testa franzida, esperando ela soltar mais informações.

Cho: Natasha não pode se esforçar ainda.

Natasha deu de ombros.

N: Okay.

Cho falou mais baixo.

Cho: Isso quer dizer, que não podem fazer sexo.

N: Quê??

S: Quanto tempo dura isso?

Cho: No mínimo 30 dias.

N: O que? Não posso. Isso é um absurdo, eu estou há meses...

Steve olhou para Natasha.

S: Nat...

N: Eu estou estressada. Você sabe que preciso aliviar meu stress.

Cho: Olha, Nat, você teve uma gestação perturbada, seu parto foi complicado. Você terá que se esforçar. E, Steve, segura a onda. Gente, tenho que ir. Boa sorte.

Steve estava vermelho, mas de vergonha. Falar de sexo com Natasha já deixava ele tímido, ouvir de outro alguém, era pior ainda.

N: Quero morrer.

S: Não é tanto tempo assim.

Natasha bufou, olhando Steve.

Sam: Bom então vamos indo, gente? Dou carona pra vocês e a Sra. Johnson.

Steve e Natasha se despediram de todos e foram para casa. Sam só os deixou na portaria e disse que tinha outros assuntos a resolver.

Quando chegaram no pavimento da Sra. Johnson, Natasha tocou no ombro dela.

N: Sra. Johnson.

– Pode me chamar pelo primeiro nome. Ruby...

N: Ruby, você se incomoda de vir com a gente, só um pouquinho?

Ruby sorriu.

R: Claro, minha filha.

Todos subiram para o apartamento. Quando Steve abriu a porta, Clint estava na sala dele.

S: Eu preciso trocar essas fechaduras de novo.

C: TCHAMRAMMMM!

Clint abraçou Natasha, e deu 2 tapinhas nas costas de Steve.

C: Meus parabéns! Ele é cabeçudo.

N: Cala boca, a cabeça dele é menor que a do Nathaniel.

C: Ah mas não é mesmo. Foi parto normal, né? Vish, Nat, como isso passou aí? Deve tá toda estragada.

N: Veio cometer suicídio, Clint?

Clint estava rindo.

C: Não, vim entregar meu presente.

N: Presente?

C: Venham comigo.

Steve entregou James no colo da Sra. Johnson e segui Clint até o quarto de hóspedes.

Clint abriu a porta e deixou os dois passarem.

N: Clint!

S: Não acredito!

Clint tinha montado um quarto de bebê completo, e estava tudo decorado de azul e vermelho.

C: O berço foi eu mesmo quem fiz, na fazenda.

Natasha se segurou para não chorar, ela abraçou Clint com força.

N: Obrigada.

Steve entrou e viu o escudo dele pintado no teto e sorriu. Ele tocou no berço, todo entalhado, era muito bonito.

S: Não sei como agradecer, nem tínhamos pensado aonde o bebê ia dormir.

C: Eu sei. E é por isso que comprei roupas e fraldas.

Clint abriu a porta do armário e as gavetas.

C: Na verdade, Laura comprou as roupas e fraldas e eu trouxe pra cá.

N: Clint... Nós deixamos Sam ser o padrinho.

C: Ah tudo bem.

N: Nós demos o nome do Bucky para o bebê e Sam ia ficar triste.

C: Ele ama esse bebê tanto quanto eu.

S: Mas queremos que seja o de consagração.

C: É uma honra. Agora tenho que ir, Laura está me esperando.

Clint saiu do quarto, olhou para o bebê, tirou uma foto para mostrar à Laura, se despediu da Ruby e foi embora.

Steve e Natasha ainda analisavam o quarto.

N: Como não pensamos nisso, antes?

Steve se aproximou e abraçou a cintura dela, dando um selinho nos lábios dela.

S: Não sabemos nada de bebês.

N: Só como fazê-los.

Natasha sorriu, com a sobrancelha arqueada. Steve deu mais um selinho nos lábios dela, seguido de mais dois e quando menos esperavam, as línguas deles já estavam enroscadas uma na outra. Natasha agarrou na blusa de Steve com força e sentiu sua respiração ficar acelerada. Steve segurou na nuca de Natasha e apertou o corpo dela contra o dele, ele começou a andar agarrado com ela pelo quarto, até atingirem a cômoda e fazer o abajur cair no chão e quebrar. Os dois pararam nesse momento, congelados.

R: Tudo bem aí dentro?

Natasha olhou para Steve chocada, eles até esqueceram que a Sra. Johnson está na sala e com o filho deles. E esqueceram sobre o resguardo.

Steve estava com o pescoço vermelho, e ambos estavam ofegantes, olhando um pro outro.

N: Nós não devíamos.

S: Não.

N: Vamos voltar pra lá.

S: Okay...

Natasha ajeitou a roupa dela, e foi olhar Steve e notou que ele não estava em condições de ir na sala.

N: Steve!

S: Oi?

N: Melhor você ir pro banheiro.

S: Hã?

Natasha olhou pra calça dele, e Steve foi reparar o estado que estava. Ele colocou as mãos na frente, saiu do quarto do James e foi pro dele.

Natasha voltou para a sala.

R: Ele dorme que nem um anjo.

N: Espere até de noite.

R: É melhor eu ir, meu gato está sozinho.

N: M-ma-mas Sra. Johnson, Ruby...

R: Minha filha, ele está dormindo e ele está ótimo. Qualquer coisa você me chama. Tá legal?

Natasha consentiu com a cabeça e pegou James no colo.

R: Lembre que tem que ficar 1 mês sem fazer obra.

Natasha a olhou, com uma expressão confusa. Ruby piscou o olho e saiu do apartamento.

Natasha foi até o quarto de James e o colocou no berço e ficou um tempo olhando para ele. Tão perfeito, daquele tamanho. Natasha sorriu e foi por quarto.

Notas finais
Esse resguardo de Natasha está por um fio, hauhauahauhaa P.S.: Não sei se estão tímidos ou decepcionados, mas vamos comentar mais? Nem que seja pra dizer o que pode melhorar.