A Cidade Escolar

8 A Princesa Intocável. (03/09)


Parte 3

Escola Sant'Angelus, ginásio esportivo:

Marco se dirigia animadamente até o ginásio onde iria aplicar as aulas práticas de educação física para turma 1-B. Ele escorregou a porta pra a direta e entrou no local.

O ginásio era bastante espaçoso tanto em largura quanto em altura, as arquibancadas circulavam o lugar e estavam a uma altura de dois metros do chão. O piso de mármore estava tão limpo que chegava até mesmo a refletir a imagem das pessoas ali.

Os alunos estavam todos em pé no centro do lugar e usavam as roupas de educação física, uma jaqueta e calça esportiva, a única diferença dos garotos e garotas era a cor. Os garotos usavam a cor azul e as garotas a cor vermelha.

— Muito bem, vamos começar a aula. Mas antes disso, quem aqui se chama Riley?

— Sou eu.

No meio dos alunos, alguém levantou o braço e se dirigiu até a frente do grupo.

— Muito bem, venha aqui.

"Ele vai fazer aquilo, não é?", "É, com certeza é aquilo", "Coitado desse novato", "Vai um massacre total!", "É, vai ser um completo massacre".

Murmuravam os alunos enquanto observavam Riley e Marco ficarem de frente com uma pequena mesa entre os dois.

— E então, o que é isso?

— Um teste! Eu fiz esse teste com todos os alunos a quem dou aulas de educação física, mas saiba que de todos, apenas um passou.

— Não... Não era disso que eu estava falando... Eu estava perguntando o motivo de você ter tirado sua camisa.

— É para mostrar esses gloriosos músculos másculos! O que achou deles? Não estão deixando seu coração mais quente? Não estão te dando uma incrível força de vontade da qual não conhecia?

Perguntou enquanto fazia varias poses exibicionistas para Riley, que acabou ficado com ânsia de vômito.

— Arthur, o que é isso?

— Bem, o professor Marco tem orgulho de seus músculos, então sempre que tem uma oportunidade ele os exibe com esse sorriso orgulhoso no rosto.

— Você parece já estar acostumado com isso... Você deve ter passado por coisas difíceis. Mas afinal, que tipo de teste é esse?

— Ah, muito bem.

Marco parou de exibir seus músculos, mas não vestiu a camisa novamente.

— Nós teremos uma queda-de-braço. Se você perder terá que correr cerca de dez quilômetros durante as aulas de educação física.

— E se eu vencer?

— Se você vencer estará livre dos testes práticos que ocorrem ao fim de cada mês.

— Não sei exatamente o que é isso, mas estou de acordo.

— Muito, vamos começar então. Arthur, você será o juiz. Dê o sinal de inicio à hora que achar necessário.

— Tudo bem.

Arthur andou e ficou em frente aos dois.

"Parece que vai começar", "Sinto pena desse aluno", "Com toda certeza ele vai para na enfermaria".

Murmuravam os alunos enquanto observavam.

— Comecem!

Em menos de 1 segundo Riley obteve vitória imediata. Moveu o braço tão rapidamente que Marco nem teve chances de revidar e ao ter o braço fortemente forçado pra baixo foi direto ao chão inconsciente.

— Muito bem. Riley é o vencedor da partida!

Arthur ergueu o braço do amigo como se fosse o campeão de um torneio de luta livre, e deixou a turma toda sem palavras.

— Pa-para-parabéns... V-você foi muito bem. Com isso, você foi a segunda pessoa que conseguiu me derrotar.

— Hm... E quem foi a primeira?

— Foi... Ela...

O professor apontou o indicador para a aluna que estava escorada na parede no final do lugar, ela mantinha os olhos fechados enquanto aparentava estar em profunda meditação.

— Oh, com certeza é a primeira vez que alguém conseguiu me surpreender depois de tanto tempo.

— Agora que terminamos os preparativos, vamos iniciar as aulas.

— Ah, professor.

— O que foi?

— Vista sua camisa!

...

Aquilo não foi força.— observou Nebrissa após a vitória de Riley sobre o professor de E.F. Aquilo foi velocidade. Ele relaxou o pulso de propósito para que o professor pudesse investir toda sua força de uma única só vez, assim ele usou a força do professor contra ele mesmo enquanto aplicava um rápido movimento. Esse garoto é bastante esperto para ser apenas um aluno comum...

— Hm? Ei, Arthur, você não acha que a Nebrissa está olhando pra cá há tempo já.

— Do que você está falando? Deve ser apenas sua imaginação.

— Hm... Acho que você tem razão. Alias, pra quê estamos fazendo alongamentos em duplas?

— É raro termos algum problema durante a simulação de combate corpo-a-corpo. Quando nos alongamos bem, o fluxo de energia em nossos corpos fica mais estável e mais fácil de usar sem necessitar de muito esforço e concentração.

— Ah, entendi. Mas tem algo me incomodando há algum tempo.

— O que?

— Até agora, eu não vi uma única pessoa se aproximar ou convidar Nebrissa para se alongar? E ela também parece já estar acostumado com isso.

— Ela sempre foi assim. E o fato de ninguém querer ela como oponente é porque na ultima simulação de combate corpo-a-corpo ela derrotou todos os desafiantes... Riley, por acaso, você está interessado nela de forma sexual?

— O que você quer dizer?

— Você sabe do que eu estou falando... Como amantes, um par, um casal... Namorados talvez.

— Não, pois eu só tenho interesse em garotas do fundamental... — sussurrou — De uma certa forma, eu realmente estou interessado nela, mas não de uma forma sexual ou romântica, eu diria que é mais pelo fato de eu ser atraído por pessoas singulares, únicas.

— Hm?

— Digo, se você reparar bem, a aparência dela é bem incomum. Os olhos e cabelos são bastantes negros e sua pele é muito clara. É como se fosse uma combinação perfeita. É meio que irônico também.

— Eu acho que eu não consigo acompanhar essa sua lógica...

— Err... — fez o professor — Muito bem. Parece que vocês já estão bem alongados, então formem um fila única e retirem um papel desta pequena caixa que tenho aqui.

Os alunos obedeceram e formaram uma fila única, Nebrissa, como o esperado, foi a ultima. Cada aluno pegou um pequeno papel com um numero escrito; Riley pegou o número oito e Arthur o número quatro, e após todos os alunos pegarem os papeis, o professor continuou.

— Cada um de vocês pegou um papel contendo um número, os números pares para o meu lado esquerdo e os impares para meu lado direito... Ah, ok. Agora eu irei explicar como será feito a simulação de combate corpo-a-corpo, eu irei chamar dois números, um par e outro impar, consecutivos e os dois alunos que possuírem esses números deverão se dirigir para o centro da quadra, os outros deverão seguir para as arquibancadas. Numero um e dois, por favor, se dirijam até o centro da quadra.

Duas garotas saíram das filas e seguiram até o centro.
Uma era alta e robusta, os cabelos castanhos estavam amarrados num rabo de cavalo bem no topo da cabeça, e seus olhos eram pouco curvados passando a impressão de que a garota era inofensiva.

A outra era um pouco mais baixa e magra, seus cabelos cor-de-mel estavam presos em duas tranças na altura do pescoço e desciam até a metade de suas costas. Ela mantinha uma expressa alegre no rosto, e isso fazia com que seus olhos ficassem fechados, melhorando ainda mais o sorriso natural dela.

— Agora irei explicar as regras. O combate tem o tempo limite de apenas cinco minutos, se durante esse tempo ninguém vencer, será considerado um empate e os dois alunos ganham meio ponto cada. Se durante o tempo limite um dos lados admitir a derrota ou desistir, o outro aluno recebe um ponto, também, se durante esse tempo um dos alunos for acertado por um golpe de ataque, o outro aluno recebe um ponto. Não será permitido nenhuma técnica especial ou manipulação de Spirituali, os alunos devem apenas usar suas habilidades físicas durante o combate. Muito bem... Lutem!

As duas fizeram uma pequena reverência de respeito e se posicionaram para o confronto.

A mais baixa avançou num único e veloz movimento enquanto mirava as pernas de sua oponente com uma rasteira, mas a mais alta saltou conseguindo se esquivar e pousou um pouco afastada de sua oponente.

Dessa vez foi a mais alta que avançou. Ela serrou os punhos e tentou acertar o rosto de sua oponente, mas a mais baixa usou suas mão para desviar o ataque e ao mesmo tempo investiu com um chute de tornozelo no abdômen da mais alta que usou sua mão livre para bloquear o golpe.

As duas estavam imobilizadas um pela outra, estavam paradas enquanto aguardavam por uma chance de ataque durante o movimento da outra.

A mais alta puxou o pé de sua oponente enquanto a obrigava a desfazer a defesa e assim abrir uma brecha, mas a garota com cabelos cor-de-mel apoiou as duas mãos no chão e forçou seu corpo para trás enquanto dava pequenos saltos pelo chão até se afastar de sua oponente.

A mais baixa era ágil e veloz, conseguia escapar facilmente de uma embosca e seu corpo bastante flexível lhe ajudava muito na hora de se esquivar dos golpes, entretanto, seus seios balançavam facilmente com qualquer movimento e isso fazia com os garotos ficassem ainda mais focados no combate.

A mais alta era mais resistente e isso a ajudava a conseguir bloquear os golpes de sua oponente, seus olhos também eram bem afiados, já que conseguia acompanhar a velocidade de ataques que sua oponente possuía.

As duas, de fato, eram bastante ágeis e seus tempos de reação a cada ataque também era formidável, as duas trocaram um sequencia de socos e chutes em um período de tempo tão curto que chegava ser quase impossível de acreditar.

— Arthur, qual o sentido desse combate?

— Hm... Como eu poderia explicar isso... Ah, vejamos... Nossa escola é uma das escolas que aplicam os cursos de Spirituali aos alunos, e por esse motivo precisamos avaliar constantemente nosso desempenho. A simulação de combate é um meio de avaliação do nosso desempenho físico, mas também há a avaliação do desempenho de concentração... se me lembro bem, será o próximo período de hoje.

— Muito bem. Acabou o tempo.

Avisou o professor enquanto olhava num cronometro em sua mão. As duas garotas se aproximaram do centro novamente, fizeram um reverência em respeito e depois deram um aperto de mãos.

— Seus nomes, por favor. — pediu o professor enquanto anotava a pontuação numa lista de alunos. — Tudo certo. Próximo, por favor.

Arthur olhou para o numero em seu papel e confirmou que o próximo combate seria o dele, mas após ver quem seria seu oponente, ele hesitou. Era a pessoa que ele menos queria enfrentar naquele dia.

Nebrissa Valentine.

— Arthur.

— O que?

— Troque comigo!

— Do que você... Ei! O que pensa que está fazendo?

Riley pegou o papel da mão de Arthur e deixou o seu no bolso do garoto sem que ele notasse e então foi até o centro do ginásio onde a garota de cabelos negros estava aguardando.

Ela expressou certa surpresa quando o viu, mas tão logo desapareceu que não teve tempo de ser notada por outras pessoas.

Ambos ficaram frente a frente.

Riley sorria, um sorriso de alguém animado e ansioso enquanto aguarda por um grande evento, Nebrissa, diferente do garoto, não exibia reação alguma, era como se sua face fosse a face inexpressível de um robô.

Ambos fizeram uma reverência e se posicionaram para o combate. Após o sinal de inicio do professor, os dois avançaram ao mesmo tempo.

Nebrissa mirou um chute no rosto do garoto e por pouco o errou, o movimento foi tão rápido que Riley quase não teve tempo de reação e por muito pouco conseguiu curvar o corpo para trás e esquivou do ataque, o pé direito da garota passou tão próximo de seu rosto que fez com os cabelos do garoto balançassem.

Antes que a garota tocasse o chão, Riley segurou seu pé direito que ainda estava no ar e a lançou fortemente para longe, Nebrissa rodopiou no ar enquanto era lançada e pousou perfeitamente com os pés no chão, mas quando percebeu que o garoto já estava em sua frente, quase não conseguiu se defender; usou os dois braços sobre a cabeça e conseguiu bloquear o chute de Riley.

Riley saltou para trás, ganhando uma distancia entre eles. Os olhos atônitos dos outros alunos que estavam nas arquibancadas expressavam perfeitamente seu espanto. Alguém estava conseguindo lutar de igual pra igual com Nebrissa, aquela que possuía o titulo de A Princesa Intocável.

Fora do local, um grupo de três pessoa passava distraidamente — um garoto e duas garotas — quando perceberam a porta semiaberta da quadra, resolveram então dar uma pequena espiada para saber o que estava acontecendo ali.

— Aquela que está lutando não é a Princesa Intocável?

Indagou o garoto, ele tinha os cabelos negros levemente espetados e sua pele era clara, mais não tão clara quanta a de Nebrissa. Ele estava surpreso com aquela cena.

— Parece que ela está lutando com alguém.

Comentou uma das garotas, ela tinha os cabelos estranhamente, mas naturalmente prateados, seus olhos azuis mantinha uma expressão inabalável por detrás das lentes dos óculos; era como se ela fosse uma espécie de robô ou algo parecido.

— Oh, esse deve ser o aluno novo de quem ouvir falar mais cedo, parece que ele já chegou animando as coisas nesta escola. Espero que ele seja alguém interessante, já que faz um bom tempo desde a ultima vez em que peguei um calouro...

A que disse, tinha os cabelos escarlates com um rabo de cavalo que chegava até os ombros; ela parecia ser mais animada que a outra garota, e mais pervertida também. Ao mencionar que 'pegaria' o garoto, foi acertada com uma pancada forte em seu estomago pela garota de cabelos prateados.

— Certo, o intervalo acabou, hora de voltar para seu trabalho como presidente do conselho estudantil.

A garota de cabelos prateados levou a de cabelos escarlates arrastada pela gola do uniforme, já que a mesma estava inconsciente.

O garoto de cabelos levemente espetados apenas sorria daquela estranha, mas diária, cena que observara.

Dentro do ginásio, na quadra, Nebrissa e Riley estavam há apenas dois metros de distancia um do outro, e pareciam bastante preparados para o próximo ataque. Podia-se ler em seus rostos que eles estavam se divertindo com aquilo.

Ele consegue usar aceleração tripla sem dificuldade alguma, mas como é proibido o uso de qualquer habilidade especial ou técnica, ele está simplesmente usando sua própria velocidade. Mas ainda assim ele é rápido. — observava Nebrissa enquanto avaliava completamente o garoto.

Diferente dos oponentes que ela enfrentara durante a simulação de combate corpo-a-corpo, Riley era impossível de se ler, ele não obedecia a nenhum padrão de ataque e era totalmente imprevisível, tornando impossível para a garota tentar descobrir qual seria o próximo movimento dele.

O garoto começou a pular na ponta dos pés enquanto alternava entre um e outro a cada dois pulos.

Sem nenhum sinal de que iria se mover, e sem aviso algum de que iria atacar, ele simplesmente se moveu em direção a Nebrissa. Era rápido, tão rápido que todos ali ficaram surpresos quando ele alcançou a garota em questão de segundos.

Com a palma da mão esquerda aberta ele atacou em cheio o peito de Nebrissa, mas ela usou os braços para se defender, Riley então atacou com a mão direita aberta sobre a esquerda e causou um impacto que jogou a garota para trás.

Um ataque manipulando Spirituali?— pensou o professor Marco quando viu aquilo. — Não. Pode ter parecido um ataque usando Spirituali, mas ele simplesmente usou força bruta para fazer aquilo. Foi parecido com o que ele fez comigo durante a queda-de-braço, quando relaxou o pulso de proposito e me fez investir toda minha força para depois usa-la contra mim... Agora entendo porque Flamel me pediu para observa-lo. Esse garoto é habilidoso demais para ser apenas um aluno comum.

Ainda no ar, Nebrissa girou o corpo para trás e apoiou os dois pés na parede onde o impacto a jogou, pegou impulso e depois avançou ferozmente sobre Riley.

Foi quando aquilo aconteceu, algo inesperado aconteceu com a garota, e isso não passou despercebido aos olhos de Arthur.

Ela sorriu...? Nebrissa sorriu...— observou ele pasmo com aquilo. A garota, que até agora se demonstrou ser totalmente inexpressiva, sorriu. Aquilo era algo que ele nunca esperou que fosse acontecer. Ela está se divertindo tanto assim com esse confronto... Não, não é isso. É ele. Riley é quem está tornando isso divertido a ela... Riley, afinal de contas, quem diabos é você?

Nebrissa rodopiou no ar e acertou um chute com o tornozelo em Riley, mas o garoto usou um dos braços para se defender, e com o outro puxou a garota para baixo enquanto saltava e tentava lhe acertar um golpe com o joelho.

Nebrissa novamente utilizou os dois braços e bloqueou o ataque enquanto se afastava do garoto.

Diferente do primeiro combate, aquele estava sendo muito mais feroz e mais agitado, os dois oponentes eram incrivelmente habilidosos e não deixavam uma brecha sequer para que o outro pudesse acertar um golpe de vitória.

Aquele combate estava ficando tão intenso que os outros alunos estavam totalmente concentrados em descobrir quem seria o vencedor.

Sem sequer parar para respirar, ambos avançaram ao mesmo tempo e atacaram com seus punhos cerrados, ambos os socos se chocaram um contra o outro e causaram um forte estrondo, e mesmo durante esse ataque, ambos já estavam desferindo outro golpe, dessa vez com as pernas erguidas, que acabaram se chocando uma contra a outra no meio do caminho.

Quando estavam preparados para o próximo golpe, o apito do professor soou e tirou toda atenção dos alunos que estavam focados no combate.

Entretanto, Riley e Nebrissa já haviam dado o ultimo golpe e agora estavam parados com o punho um do outro em suas faces. O punho de Nebrissa estava a poucos milímetros do nariz de Riley, que conseguiu até mesmo sentir a respiração do garoto.

— Eu ganhei.

Disse Riley exibindo um sorriso para a garota. Quando disse isso, ninguém ali acreditou, nem mesmo Nebrissa. Ela então com os olhos seguiu a direção do punho do garoto e percebeu que estava voltado para sua testa, e foi quando ela notou.

No ultimo instante antes do apito do professor soar, o garoto foi mais rápido que ela, mas ele não queria machuca-la fortemente, então usou apenas seu dedo indicador para acerta-la.

O mesmo dedo que estava tocando a testa da garota naquele exato momento.

— Foi empate. — anunciou o professor enquanto erguia o braço, um gesto que significava o final da partida.

— Não. Ele venceu.

— As regras dizem que quem acertasse um golpe de ataque venceria a partida, mas como nenhum de vocês dois acertou um golpe de ataque, ninguém venceu.

— Errado. — protestou Nebrissa — Se ele realmente quisesse ter me acertado no ultimo instante, ele teria feito, mas preferiu apenas me acertar com o indicar, enquanto eu nem sequer consegui toca-lo no fim. Eu reconheço a derrota.

— Ah... Muito bem então... Nesse caso... O garoto é o vencedor!

Nebrissa fez uma breve reverência e se retirou do local, mas foi impedida por uma mão que tocou e seu ombro, quando ela virou-se para ver quem era, se deparou com Riley lhe oferecendo a mão para um aperto.

— Você foi uma oponente excelente, foi uma honra ter sido seu oponente.

Ele disse enquanto exibia um largo e gentil sorriso para a garota, que corou levemente quando apertou sua mão. Aquilo era algo estranho para ela, pois ninguém nunca havia feito aquilo.

Mas ela se sentiu alegre, alegre por ter enfrentado alguém tão forte como Riley parecia ser para ela; ela segurou fortemente a mão do garoto e com um sorriso disse:

— Foi uma honra ter sido sua oponente também.