A Cidade Dos Rios
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Capitulo1: o início
Liliem
Quando você acha que algo impossível não pode acontecer, então sugiro a você que pense melhor nisso, pois eu era assim como você até o dia em que sofri um grave acidente de carro com meus pais. Eles morreram no local, mas eu não, até hoje me culpo por isso, se eu não tivesse brincando com minha bola de borracha nada daquilo teria acontecido, eu estava no hospital internada, não falava e nem comia nada, depois que fiquei sabendo do que tinha acontecido, eu só queria chorar, mas não podia, eu estava sozinha, eu tinha que me virar sozinha, mas doía continuar sem algo para me apoiar, sem algo pra me proteger; algumas enfermeiras falavam que tudo estava bem e que eu tinha que ficar forte, mas nos olhos delas eu só via pena; pena de uma garotinha que não tinha como ficar menos sozinha.
A cada dia que passava eu ia piorando, mas nada daquilo aliviava minha dor, minha tormenta, minha solidão, eu fiquei sabendo de algumas pessoas que vinham me visitar, dar os pêsames, mas eu não queria os ver, não queria outra pessoa lamentando a minha dor. Mas algo estranho vinha acontecendo nos últimos dias, vários médicos vinham me visitar para fazer alguns exames como os sanguíneos, também fizeram alguns exames para ver se eu era bastante forte; acho que logo eu irei ter que passar por algumas cirurgias para ver se tem algo errado com meu organismo.
Depois de alguns dias esses mesmos médicos vieram sós que de noite eu só ouvia o que eles falavam, pois pelo jeito alguma coisa seria estava acontecendo:
— Nós temos que fazer isso, é o único jeito, se não fizermos eu a perco de vez, não posso aturar perdê-la de novo, sinto muito irmão, mas não posso!- disse uma voz que eu não reconheci.
— Eu sei meu irmão, mas isso pode matá-la você esta me entendendo, nós estaríamos colocando nossas ultimas esperanças de sobrevivência nesta garota, que nem ao menos sabe o que é? — essa era a voz do Doutor John, o medico pediatra que estava cuidando de mim, é que era muito amigo da minha mãe.
-olha, eu não posso fazer isso sozinho, e sem isso ela pode morrer, eu fui obrigado a ficar longe dela, mas eu não posso vê-la morrer e ficar aqui parado sem fazer nada, ela é tudo pra mim! – parai, eu era tudo pra ele, eu nem o conhecia, esse cara só pode ser louco.
— Eu sei que você sente saudades da sua filha, meu irmão, mas ela é só uma criança, você pode matá-la, só porque você está com saudades da Kelly, sinto muito, mas eu não posso fazer nada! Mas se você quiser não posso fazer nada você é o tutor dela afinal. – eu não estava entendendo nada, como assim tutor dela, o que eles iam fazer comigo, e quem era aquele cara?
Eu ouvi passos se aproximando da minha cama, e uma dorzinha aguda no meu braço direito. E passos se afastando da cama.
— Pronto, esta feito, só espero que você não se arrependa do que você acabou de fazer a ela, e espero que ela te perdoe algum dia.
O que eles fizeram comigo afinal, porque meu braço esta pinicando, aarrr... Meu braço esta pegando fogo, a dor só ia aumentando, até que não aguentei mais e desmaiei.
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