Ele estava sentado no sofá, já tinha preparado a pipoca e agora colocava play no filme, pensando assim que pelo menos com esse filme ele poderia talvez senti-la mais perto.

“Baixei aquele filme que, c disse que era bom,

E vi que nada é tão bom

Quando c não ta aqui.”

No primeiro dia depois da partida dela ele se arrependeu, uma semana depois ele pensava que não iria mais cinseguir viver sem ela junto com ele depois de um mês ele chegou a conclusão de que morreria sem ela ali, resolveu então arrumar um jeito de vê-la.

“Um dia sem você é triste,

Uma semana é maldade.

Um mês não existe.

Dou meus pulos, atravesso a cidade.”

Pensou em tudo o que poderia presisar de basico, primeiramente dinheiro, depois alguma coisa pra comer e beber, pois precisava chegar lá idratado.

“Junto dinheiro pra financiar a viagem.

Uma bolacha, salgadinho,

2 "refri" e a passagem”

Pegou a melhor roupa que tinha e vestiu colocando o cartão no bolso, saindo logo em seguida. Uma loja de flores...”Ah, como ela gostava de rosas...talvez fosse legal levar algumas!” Pensou Jellal, imaginando a ruiva feliz ao recebe-las.

“Já era, já fui, me espera amor,

Vo atrasar mais 10 minutos,

Parar pra te comprar uma flor

E to pronto, na melhor roupa que eu tenho.

Uma rosa na mão esquerda, na outra mão um cartão com desenho.”

Saiu correndo para a rodoviaria, pois estava atrasado, os cabelos encharcados pela chuva caindo em sua testa. Lembrou então de que o cartão devia estar ensopado...

“Correndo pra rodoviária,

O "buso" sai às 9.

Desculpa o cartão molhado,

É que novembro sempre chove à tarde”

Sentou-se então em seu lugar na janela, vendo as montanhas passarem ele começa a se lembrar de quantas vezes brigaram e, de quantas vezes ele foi atras dela arrependido pedindo perdão.

“To indo sentado,

Vendo as montanha.

Lembrando que quanto mais você me perde,

Mais vezes você me ganha.”

A ultima briga que tiveram tinha sido a pior...

“-Eu não te quero!-Jellal gritou para a ruiva.- Pode ir se quiser!

A ruiva sem dizer uma palavra se retirou e se foi... deixando um vazio no peito de Jellal.”

“E aquela briga ontem foi foda,

Eu não queria te dizer, que eu não queria ter você,

Mas eu queria que você soubesse que eu me importo.

E que eu sinto que essa chuva é o reflexo do estado do meu corpo”

Lembrava ainda da ligação dela, que dizia pra ele que se a quisesse devolta teria que provar ser o homem certo pra ela, ao contrario disso ele nunca mais a veria... Pois um garotinho que nada tinha a lhe oferecer nunca se casaria com ela.

“É como uma necessidade,

De poder ter a certeza que não era verdade,

O que você disse por telefone,

Que tava na hora de eu te provar que podia ser o seu homem.

Que um menino

Que nem pode sustentar um lar,

Nunca seria bom o suficiente

Pra tu casar.”

Foi pensando nisso que ele agora tinha entrado naquele ônibus.Talvez ele não fosse o que ela queria, mas iria pelo menos tentar te-la de volta. Liga então para a moça, que apesar da demora o atende.

-Amor, eu estou indo...por favor me perdoa! Daqui a pouco eu chego ai na rodoviária.Me espera?- O garoto não tinha mais palavras.

Talvez sua tentativa estivesse indo em vão, pois a garota desligou o telefone sem ao menos deixa-lo ouvir sua voz.

“Foi pensando nisso

Que eu entrei nesse "busão",

Mas talvez

Eu seja só um menino com uma rosa na mão.

E eu te ligo no celular,

Te avisando que eu to indo,

E te pedindo,

Pra ir lá par me esperar,

Mas você,

Que nunca disse que me ama,

Mais uma vez desliga sem dizer

Se arruma e vai pra cama.”

Talvez ela não tivesse ligado para o que ele disse, mas de toda forma ele lhe desejava mentalmente uma boa noite.

“Tudo bem,

Dorme bem amor,

Te amo,

Quando acordar passa perfume

Que o seu homem "tá" chegando, vai.

(Me espera, tá? me espera...)”

A janela agora estava embaçada, talvez fosse pelo numero de gente dentro do ônibus em um lugar fechado por causa da chuva. Ele fechou os olhos, ainda pensando se ela aceitaria ele de volta, pensando se por mais que ele não tivesse muito a oferecer em materiais, pelo menos ele tinha seus sentimentos para oferecer, amor, carinho...

“Janela embaçada,

Tampando minha visão.

Eu fecho os olhos

E praticamente sinto sua respiração.

É como o silêncio do meu quarto sem você.

Culpa dessa distância

Que me impede de te ver.

Me impede de provar que te mereço,

E te mostrar que o dinheiro "tá" pouco,

Mas que a alegria não tem preço.”

Ele estava pensando nela, nada a tirava de sua cabeça.Tinha conseguido comprar uma aliança, será que ela aceitaria o pedido de casamento? Ele não sabia, ele apenas queria lhe mostrar que talvez ele pudesse faze-la feliz.

“E eu pensando em você nesse momento,

Aproveito o tempo, pra treinar o pedido de casamento.

Depois da briga, acordei cedo,

Peguei toda economia e comprei a aliança em segredo.

Juntei moeda por moeda,

Pra poder "tá" aqui.

Pra mostrar

Que um menino pode te fazer sorrir.”

Um barulho repentino começa e ele derrepente fica atordoado. Lembra-se da alliança, mas quando coloca as mâo no bolso esta já não esta mais lá. O desespero começa a crescer e enquanto tudo girava ele tentava chamar seu nome.

“Mas pera aí,

Eu ouço um barulho,

Que que "tá" pegando.

A aliança caiu do meu bolso, tudo balançando.

Quem "tá" gritando? Por quê ta girando?

Alguém sabe?

Tento chamar seu nome,

Mas minha boca nem abre.”

Ele estava ficando fraco,usou suas ultimas forças para segurar a rosa que lhe restava. A ruiva não saia de sua cabeça, será que pelo menos ela o amava? Seu celular toca, o celular estava um pouco abaixo de seu peito no meio da lama, mas ele conseguia ver “Erza”, sabia que era ela lhe mandando mensagem, mas o que seria? Seus olhos se fecham, ele não pode mais segura-los abertos. Ele partiria agora, nunca mais poderia ve-la.Ele partiria agora, sem saber o que ela queria lhe dizer...

“Barulho de chuva, pneu, escuridão.

Lembrar seu rosto se tornou a ultima opção.

Agarro forte a rosa na lama.

Menino ou homem vc me deixou partir sem dizer que me ama.

Eu não pensei que fosse pra tão longe essa viagem.

Toca o celular é vc me mandando mensagem.

Eu preso nas ferragem sem me mexer.

Sei que vc me escreveu mas fecho os olhos sem saber o quê.”

Notas finais
muito obrigada a todos vocês que leram minha história, ela é curta e me desculpem se tiver algum erro....
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!