A Chave Para O Submundo

1 Capítulo 1 - Quase sou esmagada


Pra começar , eu odeio minha vida. Tenho uma mãe estérica e nunca conheci meu pai , e pra piorar minha mãe se casou de novo , com um cara , nada legal . Me chamo Annelise e essa é a 6° que tento fugir esta semana .

Era a hora perfeita pra fugir , amanhecia e todos estavam dormindo , preparei minha mochila com alguns livros , sanduiches e água . sentei na cama e peguei o porta retrato que ficava em baixo do meu Travesseiro .

- Essa é a unica pista que tenho de você — murmurei.

Derrepente ouvi uma voz , quando olhei pra janela uma menina de vestidos brancos e pele bem branca estava sentada no peitoril .

- Então vai fugir de novo , hm? ela disse com tom ironico

- Não vou pra escola de garotas de jeito algum . Respondi

- Não se cansa ? já é a 6° tentativa...

- Desista Aya, não vai me fazer ficar . Está tranquila porque está morta e pode vagar por ai sem ter que aguentar um mala como o Daniel . Se não fugir ele vai me jogar num internato .

- Bom , se não consigo faze-la mudar de ideia ... Pelo menos fuja direito , sabe que o gramado está com alarmes .

- Como quer que eu saia daqui ? voando ?

- Não . Mas escalando .

A menina desapareceu . Corri até a janela e olhei pra cima , lá estava Aya , sentada no telhado .

- Vai levar o dia todo? — Aya resmungou.

- Você está louca? como acha que vou chegar até ai ? -respondi.

Foi então que percebi que a calha e os tijolos davam uma parede de escalada perfeita .

Escalar usando jeans e all star de cano alto não é nada facil, ainda mais se você é uma adolescente sedentaria que nem eu . Demorou um pouco mais por fim estava no topo do telhado .

- Como espera que eu saia daqui agora gênio ? — Perguntei.

- Já ouviu falar de "parkour"? — Aya respondeu com um sorrisinho.

- A não ... Não espera que eu saia pulando no telhado dos outros?

- É isso ou vai vestir saia longa no internato de garotas até o proximo verão. — Ela disse rindo .

- Você tá adorando né?

- Sem você eu fico com o quarto .

- Também adoro você Aya . Disse com um tom de voz ironico

- Se apresse , já vão acordar e dar falta do seu desaparecimento.

Corri e pulei nos telhados de umas 7 casas até chegar em uma rua deserta , ainda de paralepipedo . Devo ter caminhado por umas 3 horas e não sabia exatamente onde estava , tirei a foto do meu pai do bolso e a segurei forte no meu peito.

Preciso encontra-lo — murmurei

Minha mãe sempre me disse que meu pai era um louco , um vagabundo qualquer , que à abandonou sozinha nos EUA com uma criança nos braços. Eu nunca acreditei , do jeito que é minha mãe ele deve é ter fugido , e eu não o tiro a razão , invejo-o por ter consiguido , to tentando desde os 5 anos.

Continuei andando até uma ladeira , tudo parecia calmo , poucas pessoas circulavam na rua . Ouvi um barulho , como se dois caminhões tombassem ao mesmo tempo , foi então que o chão tremeu , quando olhei pra traz vi a coisa mais feia que já tinha visto .

Uma coisinha antes de continuar, em toda minha vida , toda mesmo , desde bem pequena eu vejo e converso com fantasmas , o porque ? eu não sei, eles entram e saem da minha vida , assim como a Aya . Esse é um dos motivos da minha mãe e seu marido nojento acharem que sou louca. Mais uma coisa daquelas ? nunca tinha visto na vida.

O monstro era feio , grande e muito , muito gordo , usava uma tanguinha muito pequena pro seu numero , o que o tornava ainda mais bizarro , mais o que realmente me chocou foi seu enorme unico olho no meio da testa . Tinha um sorriso ainda mais assustador com um unico dente na frente e segurava uma tora do tamanho de um carro .

- Não sei sou só eu mais essa coisa parece estar motivada a me matar . Pensei .

Foi então que de traz de umas latas de lixo saiu um cachorrinho lindo que começou a latir pro monstro .

- Sai daqui ! Gritei . — Você vai se machucar , mais nada que eu dizia parecia afastar o pequenino .

O monstro se irritou com o barulho do cachorro e então gritou algo que parecia minha mãe com indigestão

- AAARG , HAAAARGS — Gritava

- Desculpa ai seu monstro , mais não faço a minima ideia do que está falando .

Ele gritava e batia com seu bastão no chão , parecendo um daqueles homens das cavernas . Ele tentou acertar o cachorrinho , mais fui mais rapida , me joguei e agarrei o cachorrinho e nós rolamos pela calçada . O cachorrinho me lambeu no nariz e se aquele não fosse um momento de panico seria uma linda cena .

O monstro veio pra cima de nós novamente e eu pensei que iria morrer , mas foi dai que uma figura estranha surgiu , um homenzinho gordinho com uma flauta entrou entre mim e o monstro e começou a tocar . No começo achei que ele era louco e que iria se machucar , mais então o mostro começou a ser enrrolado por umas ervas que nasciam alí do chão .

- Como você ... quem é você ? ... e por que você ....

- Calma criança .Respondeu o homem

Sua voz era calma e seu sorriso simpático e convidativo , seus cabelos encaracolados caiam no rosto , ele usava uma simpática boina , bem parecida com a do meu avô e cheirava a morangos frescos.

- Me chamo Adkym , e você ?

- Me chamo Annelise .

Criança , devo dizer que você ter visto esse ciclope não é um bom sinal. Significa que você terá que vir comigo.

- Mas porque? o que eu fiz?

- Se acalme minha criança , no caminho te explico tudo.