A Chave Para O Outro Lado
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder mover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Imagine que um dos prisioneiros consiga se libertar e, aos poucos, vá se movendo e avance na direção do muro e o escale, enfrentando com dificuldade os obstáculos que encontre e saia da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.
Caso ele decida voltar à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, correrá, segundo Platão, sérios riscos - desde o simples ser ignorado até, caso consigam, ser agarrado e morto por eles, que o tomarão por louco e inventor de mentiras.
Platão não buscava as verdadeiras essências na simples Phýsis, como buscavam Demócrito e seus seguidores. Sob a influência de Sócrates, ele buscava a essência das coisas para além do mundo sensível. E o personagem da caverna, que por acaso se liberte, como Sócrates correria o risco de ser morto por expressar seu pensamento e querer mostrar um mundo totalmente diferente."
Essa é a melhor a explicação que encontramos a partir do Filosofo Platão para explicar o que se encontra a seguir,esperamos que gostem.
Capítulo 1
Olá,eu sou o Romeu, estou vagando por aqui pela terra já algum tempo,então conheço um pouco sobre tudo,eu e meu amigo Hamlet somos o que vocês chamariam de deuses,mais ou menos isso,não nos pergunte a nossa idade,pois são muitos números para se colocar em um papel,mas com a nossa aparência poderíamos ser seus filhos.Vamos narrar juntos em perfeita união,a vida de uma garota chamada Francine,pois chamou muito a nossa atenção,essa é uma história muito linda,com mistério,romance,fantasia e outras coisas que vão tocar os seus corações.
Era mais um dia de aula para Francine White,todos na sala entediados com a voz super lenta do professor explicando a Teoria do Big Bang com qualquer outro professor essa aula teria se tornado motivo de debate e motivação dos alunos,mas incrivelmente Tobias, um professor coroa que estava por volta dos seus quarenta anos,conseguia deixar o assunto absurdamente insuportável até para os melhores alunos,o que não era exatamente o caso de Francine,uma aluna mediana,não chamava muita atenção para si,tinha poucos amigos,ela era uma pessoa observadora,em sua sala também estudava Émile Brown de beleza chamativa e meio forçada,pois a mesma usava muita maquiagem,cabelo sempre pranchado,roupas caras,sem deixar sutiã de enchimento,para atrair rapazes e causar inveja nas meninas. Émile não aceitava o fato de uma pessoa não se curvar diante dela,Francine,pois a mesma observou que que isso não passava de puro narcisismo.O sinal ticou e todos saltaram de suas cadeiras como se a sala estivesse pegando fogo,Émile saiu acompanhada de suas "servas"geralmente chamadas de amigas,uma mais puxa saco do que a outra,era o que Francine sempre murmurava para si,a mesma levanta calmamente pensando sobre o assunto que ninguém prestara atenção.
–Big Bang,vida fora da terra,extra terrestres,submundo...mundos paralelos!
De repente ela foi tomada por um calafrio assombroso e logo esqueceu o que estava pensando.Caminhava pelo corredor do colégio quando avistou um garoto moreno claro,alto,de olhos cor de mel,todo de preto, que nunca vira antes,seria ele um novato?pensou curiosa.Andando distraída Francine da de cara com Émile, deixando cair seus livros que iria devolver para biblioteca, e também borrando o batom vermelho forte na boca da vaidosa moça de cabelos negros e longos,que deixou cair o raro espelho de maquiagem que ela tanto amava.
–Pegue! -Ordenou Émile
Francine abaixou-se, pegou suas coisas e saiu.
–Ei, vadia! você está surda?pegue minhas coisas
Émile observava o dedo do médio da mão esquerda de sua arquirrival levantar lentamente enquanto ela caminhava em direção a biblioteca,não suportando tal desaforo então pegou o espelho e atirou em Francine,que não pode aceitar isso então ela voltou agarrando o cabelo da colega de classe tão rápido quanto um guepardo perseguindo a presa. A briga ficou feia e logo muitos alunos faziam um circulo em volta das duas incentivando a luta,para azar das moças o diretor da escola,senhor George Taylor pegou as duas atracadas no chão.
–Mas o que é isso?! -exclamou ele.
–Corram, é o diretor!
De repente como em um passe de magica o corredor estava vazio e lá só haviam Francine e Émile, com os cabelos bagunçados e marcas de unhas em seus rostos.
–Vá até a enfermaria parar esse sangramento no nariz,aliás belo gancho de direita Francine,não imaginava que era tão boa de briga!
–Obrigado senhor. -Respondeu temerosa.
–Uma semana de detenção,para as duas!
–Mas! -reclamou Émile
–Sem mais.
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