A Chance to Change [HIATUS]
3 Sendo Uma Laranja
Notas iniciais
Tive a sensação de que no mesmo instante em que me deitei, a Sra. Weasley veio me acordar.
– Hora de acordar, Harriet, querida.
Levantei-me de má vontade, ainda com as pálpebras pesadas. Merlin! Creio que vou desmaiar de sono.
– Hey Gina – pausa para um bocejo – Hey Mione!
– Vocês estão horríveis!
A fala aguda de Gina me fez acordar totalmente. Hermione e eu nos entreolhamos e sorrimos, encarando a ruiva em seguida.
– Você também – dissemos em uníssono.
Começaram a se trocar enquanto eu ainda coçava os olhos. Pra que pijama se eu posso me precaver e dormir com a roupa certa? Sou um gênio.
– Não vai se arrumar? – Gina apareceu com a escova na boca.
– Daqui a pouco, já estou trocada – indiquei com o dedo.
– Muito esperta, Cattleford – Hermione parecia surpresa.
– Por que esse tom de surpresa? – perguntei risonha.
– Eu nunca havia pensado em nisso – murmurava pensativa.
– Papai disse que temos que ir sem chamar atenção; disfarçados com roupas similares às de trouxas – revelou Gina.
Dei os ombros, os filhos dos Weasley sempre se vestiram normal, acho que essa regra estava valendo mesmo é para o Sr. Weasley.
– Não acredito que Percy, Carlinhos e Gui podem dormir mais só porque eles vão aparatar – Gina continuava o monólogo em meio a espreguiçadas – Mamãe não nos deixa aparatar porque somos menores – fez careta.
– Aparatar é complicado – Hermione dizia em seu tom racional – Muitos bruxos não conseguem mesmo sendo experientes; Se você não sabe o que está fazendo as coisas vão dar muito erradas. Já ouvi falar de casos em que as pessoas só conseguem aparatar metade do corpo – fez uma careta estranha – Parte do corpo vai e a outra fica – suspirou – Por isso é preciso realizar um exame para ter permissão.
– Meninas? – a Sra. Weasley apareceu na porta com o costume sorriso cativante – Estão prontas? Estão todos lá em baixo.
Descemos em completo silêncio, podendo ouvir apenas o som de nossos sapatos em contato com os degraus. Apesar de já termos despertado, o cansaço era evidente em todos, percebi ao chegarmos na cozinha, onde todos, exceto Carlinhos, Gui e Percy, estavam reunidos.
– Por que temos que acordar tão cedo? – franzi o cenho, segurando a vontade de bocejar.
– Vamos ter que andar até uma parte – explicou o Sr. Weasley – Como somos um grupo grande, é difícil não chamar atenção... Temos que evitar problemas.
– Jorge! – gritou Sra. Weasley, assustando a todos – O que há em seu bolso?
– Nada – fez-se de inocente.
– Não minha pra mim! – já com a varinha em mãos – Accio! – apontou para o bolso de Jorge.
Em seguida inúmeros pontos coloridos dispararam pelo ar, flutuando. Ele bem que tentou salvar alguns. Só Merlin sabia o quanto os gêmeos estavam lutando para contrabandear esses caramelos.
– Esvaziem os bolsos, os dois!
A cena seguinte não foi mais agradável.
– Accio! Accio! Accio!
Nunca vi tantos caramelos escondidos. Saíram alguns até das barras dos jeans de Fred e do forro da jaqueta de Jorge. Seria engraçado se não fosse trágico. Fred começou a gritar com a mãe assim que a viu jogar todos os doces no lixo, ela rebateu através dos N.O.M’s obtidos por ele e o irmão e de repente, o ar pareceu ficar desagradável.
Os vimos sair já de mochilas em mãos, sem se despedir da Sra. Weasley, que beijava o marido, ainda enfurecida.
– Divirtam-se – desejou a Sra. Weasley – Carlinhos, Gui e Percy chegam por volta do meio-dia.
Caramba! Seria um longo percurso então já que ainda era madrugada. Como senti que ia demorar, prendi meus cabelos em uma trança embutida, rígida, para que meus fios rebeldes não ricocheteassem em meu rosto caso uma ventania surgisse.
Fazia frio e a lua ainda estava de pé; O horizonte estava bonito numa mescla de azul e verde sutis; Logo amanheceria.
Harry apertou os passos até caminhar lado a lado do Sr. Weasley.
– Como é que vamos chegar à Copa Mundial de Quadribol sem chamar a atenção dos trouxas? – Potter perguntou.
– Foi um enorme problema para a organização, já que milhares de bruxos de todos os cantos do mundo aparecem para apreciar o evento. É claro que não temos nenhum local mágico de porte tão grande para acomodar todos, imagine cem mil bruxos espremidos na plataforma nove e meia ou no Beco Diagonal? Tivemos que encontrar um lugar deserto para tomar todas as precauções possíveis antitrouxas. O Ministério está trabalhando nisso há meses. Tivemos de escalonar as chegadas, quem compra as entradas mais baratas precisa chegar duas semanas antes. Parte tem usado transportes trouxas, mas nem todos poderiam, pois lotaríamos os ônibus e trens chamando atenção; os que aparatam precisam escolher pontos que assegurem que nenhum trouxa estará presente para ver. Já que não podemos, usaremos portais. Eles nos transportam de um lugar para o outro em um horário exato. Duzentos portais foram instalados em pontos estratégicos em toda Grã-Bretanha e o mais próximo de nós está no alto do Morro Stoarshead; é para lá que estamos indo – apontou para uma massa escura que ia além do povoado de Oterry St. Catchpole.
– Como... Como são esses portais? – questionei curiosa.
O mais próximo que minha mente conseguia imaginar eram aqueles pontos de luz que surgiam do nada, como as que a aparição da mulher usava para surgir em meu quarto.
– Podem ser qualquer coisa discreta, isso evita que os trouxas saiam brincando com elas por aí.
Depois disso ninguém falou mais nada. Caminhamos – ofegantes – acompanhados do som das folhas sendo pisoteadas. No meio do caminho Hermione sentiu cãibra, mas preferiu não fazer caso.
– Está tudo bem? – aproximei-me ainda mais, ela apenas balançou a cabeça em sinal de sim.
– Ufa! – ouvi o Sr. Weasley comemorar também cansado.
Hermione e eu fomos as últimas a alcançar o morro, ela ainda apertando um lado do corpo pela cãíbra.
– Agora só precisamos da Chave do Portal; suponho que não seja grande... Vamos...
Revirei os olhos, sem que ninguém percebesse. Iríamos andar ainda mais? Minha vida de sedentária não está párea para isso.
Espalhamos pela crista para procurar um bendito portal durante incontáveis minutos, quando um berro cortou o ar, fazendo todos pararem de procurar de imediato.
– Arthur! Filho, achamos!
Dois vultos borrados entraram em meu campo de visão pelo céu fantástico.
– Amos! – o Sr. Weasley se encaminhou para o homem que havia berrado, conosco em seu encalço.
O tal de amos tinha o rosto rosado, com uma barba castanha de um comprimento relativamente curta e num tom castanho e tinha em mãos uma bota velha que parecia ter um cheiro nada agradável de tão desgastada.
Eles trocaram apertos de mãos e sorriram.
– Este é Amos Diggory, pessoal – apresentou-o – Trabalha no Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas. Conhecem o filho dele, Cedrico?
Cedrico Diggory. Ó céus! Por que ele tinha que surgir quando eu estou com uma aparência de trasgo? Passei a mão em meu cabelo em um ato automático e as garotas e eu entreolhamo-nos com um sorriso discreto.
Cedrico era muito bonito, tinha dezessete anos, era o capitão e apanhador do time de quadribol de Lufa-Lufa, sem contar que também era o monitor da casa em Hogwarts. Um partido e tanto. Fazia do tipo calado e misterioso. Isso é de atiçar qualquer imaginação feminina.
– Oi – disse ele mais para os garotos.
Todos, exceto Fred e Jorge retribuíram o cumprimento. Eles ainda guardavam ressentimento por Lufa-Lufa ter derrotado Grifinória no jogo de quabribol no ano passado. Foi uma vitória injusta, diria eu, mas não por culpa do Diggory. Ele bem que tentou cancelar a partida quando viu o que estava acontecendo, mas já era tarde e assim Grifinória ficou por um tris. Essa foi a onda de azar.
– Uma longa caminhada, Arthur?
O que você acha, homem? Observe as nossas caras sonolentas, levemente suadas, cabelos desgrenhados e atreva-se a perguntar isso de novo.
– Não foi tão ruim assim – respondeu. Sr. Weasley, porque sempre tão modesto?
– Tivemos de levantar as duas, não foi, Ced? – mas que raios de apelido é esse – Confesso que ficarei satisfeito quando ele passar no exame de aparatação, mas não vou me queixar... Afinal é a Copa Mundial de Quadribol! – mirou-nos bem-humorado – São todos seus, Arthur?
– Ah, não, só os ruivos – apontando para as cabecinhas de cada filho – Estas são Harriet e Hermione, amigas de Rony e Harry Potter...
– Pelas barbas de Merlin! – Amos Diggory arregalou os olhos – Harry Potter.
Pronto, agora ele vai ficar em choque, depois em estado de euforia e como todo o resto do mundo mágico, vai analisar a cicatriz.
– Hum, é – Harry confirmou desconcertado.
– Ced nos falou de você. Nos contou tudo sobre a partida do ano anterior – ai minha nossa, como eu odeio quando resolvem reviver esse episódio – Eu disse a ele: Ced, isso vai ser uma grande história para contar aos seus netos, você derrotou Harry Potter!
Senti minhas veias pulsarem nervosas. Harry manteve-se quieto, os gêmeos amarraram ainda mais a cara e Cedrico ficou constrangido.
– Harry caiu da vassoura, papai – murmurou tentando concertar – Contei a você, foi um acidente...
– Mas você não caiu, não foi? Sempre tão cavalheiro, Ced...
Ora, esse homem é um saco. Mamãe e papai que me perdoem por pensar assim, mas ele é um velho caduco que não bate bem das ideias... Oh Merlin! Acabei de falar... Pensar como o Malfoy! Pelas barbas de Merlin! Que nojo de você, Harriet.
– Deve estar quase na hora – Sr. Weasley mudou de assunto, olhando para o relógio de bolso – Estamos esperando mais alguém?
– Não. Os Lovegood já estão lá há uma semana e os Fawcett não conseguiram as entradas.
– Um minuto, é melhor nos prepararmos – olhou pra mim, Harry e Hermione – Vocês só precisam tocar com um dedo na Chave do Portal.
Com dificuldades, pelo grupo ser grande e as mochilas volumosas, juntamo-nos em uma rodinha em torno da bota encardida, todos a segurando.
– Três... – o Sr. Weasley iniciou a contagem regressiva – Dois... Um...
De repente tudo ao meu redor pareceu se esvair, tive a sensação de algo me sugando. Senti meus pés deixarem o chão sem esforço, ainda com todos lado a lado, com ombros de um encontrando os ombros de outro e no segundo seguinte já estava de cara no chão; o portal também despencou.
Não tem como piorar.
Foi só eu pensar em nisso que Gina caiu logo em seguida, amassando a minha panturrilha. Ótimo! Vi que não era apenas eu. Harry havia recebido um encontrão do Ronald e os outros não se encontravam em uma situação melhor, exceto o Sr. Weasley, Sr. Diggory e o próprio Cedrico... Desgraçados, fazendo-nos ficar com cara de amadores para darem uma de Deuses do Ar. Realmente, espero que o a partida valha tudo isso.
– Sete e cinco chegando do morro Stoatshead – alguém anunciou.
Assim que me levantei, vi com dificuldades – por causa da névoa – que o local encontrava-se deserto, a não ser por nós e dois homens com cara de quem não teve ontem à noite. Um segurava um relógio e o outro um rolo de pergaminho e uma pena.
Embora tivessem os semblantes rabugentos, as vestes não contribuíam muito com esse ar de seriedade. Era evidente a tentativa de ambos de se disfarçarem de trouxas, porém ridiculamente mal. Quem é que usa terno com galochas até o joelho? E saia escocesa com um poncho? Se queriam passar despercebidos, estavam fazendo errado. Troquei olhares confusos com Hermione; ela certamente compartilhava da minha ideia.
– Bom dia, Basílio – o Sr. Weasley cumprimentou o homem do relógio, entregando-lhe o portal, onde simplesmente jogou em um saco com variados objetos. Outros portais; suponho.
Os homens aparentavam não querer nenhum papo conosco, então nos cortaram antes que alguém tentasse iniciar um.
O homem do pergaminho olhou para o rolo à procura da localização de onde iríamos passar a noite.
– ... Primeiro acampamento que encontrar há quatrocentos metros daquele lado. O gerente é o Sr. Roberts.
Agradecemos e seguimos sob a névoa durante uns estimados 15 minutos. Era dificílimo conseguir distinguir alguma coisa. Jurava ter visto um monte de barracas, mas nunca se sabe se é miragem ou não. Andando um pouco mais, demos de frente com um homem – este sim se vestia digno de um trouxa – apreciando as barraca.
– Bom dia! – Sr. Weasley cumprimentou alegre – Sr. Roberts?
– Dia. Isso mesmo e quem é o senhor?
– Weasley, duas barracas reservadas há dois dias.
– O senhor vai pagar agora?
– Ah... Certo – deu alguns passos para trás, chamando Harry com a mão.
Os dois se afastaram um pouco do grupo, como se não quisessem que ninguém escutasse. O Sr. Roberts, por tanto, insistiu em rondá-los. Quando se voltaram a nós, o Sr. Weasley tinha em mãos o pagamento pela barraca.
– Estrangeiro? Acreditaria se eu contasse que a confusão com o dinheiro tem sido bem frequente? – o Sr. Weasley tremeu nervoso – Ainda pouco, quiseram me pagar com moedas de ouro do tamanho das calotas de um automóvel.
E a cada fala do trouxa – descobri isso depois que todo mundo já tinha noção, o Sr. Weasley ficava mais apavorado. O homem realmente parecia um pé no saco.
No mesmo instante, um homem de bermudão surgiu ao lado da casa.
– Obliviate! – apontou a varinha sem esperar a reação de ninguém.
Observei maravilhada com a execução do feitiço. Já havia lido sobre ele em um livro largado numa mesa qualquer da biblioteca. Sempre quis executá-lo, mas obviamente é avançado demais. O feitiço apaga uma memória específica que eu sinceramente acho isso uma maravilha.
Não seria interessante apagar a memória daquele amigo pra quem você estava devendo uma quantia considerável de galeões?
O bruxo de bermudão nos acompanhou até o portão do acampamento. Se os primeiros dois homens já tinham uma expressão rabugenta, este era semelhante à um dragão. Aparência desgastada, olheiras roxas e a barba pra fazer.
– ... Precisa de um feitiço de memoria dez vezes ao dia para ficar feliz – ouvi-o sussurrar ao Sr. Weasley quando alcançamos uma distância considerável do Roberts.
Pobre homem. Como será que fica a mente dele, depois de dez vezes apagada? Uma bagunça? Bem, eu não queria ficar assim. Por um breve momento, senti pena dele... Mas quer saber? Bem-feito! Quem manda meter o nariz onde não deve... Dez vezes ainda!
– Ludo Bagman não está ajudando – quem é esse? – Anda por aí berrando em plenos pulmões sobre balanços e goles sem se preocupar com a segurança – continuou a murmurar. Pode apostar que eu sou um dos que vai ficar aliviado quando tudo acabar. Até mais, Arthur.
E desaparatou.
– Pensei que o Sr. Bagman fosse chefe de Jogos e Esportes Mágicos – Gina parecia surpresa – Ele não deveria ter mais juízo?
– Devia – o pai concordou – Mas Ludo sempre foi assim... Displicente. Ele já jogou pela Inglaterra.
A cada passo que avançávamos mais barracas enfileiradas surgia em meu campo de visão. Era perceptível novamente a tentativa de passar despercebidos pelos trouxas, falha também. Definitivamente não existem chaminés em barracas.
Paramos quando alcançamos a orla da floresta no ponto alto do campo, sem contar nos deparamos com um letreiro fincado ao solo, onde podíamos ler: Weezly.
– Não podíamos ter ficado em lugar melhor! – exclamou Sr. Weasley sorridente – Os jogos acontecerão do outro lado da floresta; não podíamos estar mais perto – dizia enquanto descarregava a mochila – Como temos que evitar ao máximo usar magia, usaremos nossas próprias mãos para armá-las.
A medida que passava as instruções rigorosas quanto à magia, o Sr. Weasley ia empilhando no chão todos as itens e ferramentas.
– Não deve ser tão difícil... Os trouxas fazem isso o tempo todo. Harry, por onde acha que devemos começar?
Todos direcionaram os olhares a ele, que pareceu ficar sem graça. Ao julgar pela cara, ele não fazia ideia. Os Dusley’s não pareciam gente que gostava de acampar e se fossem, duvido muito que deixariam Harry desfrutar de algo.
Fitei as pilhas de materiais... Por Merlin! Tinha paus suficientes para enfiar em todo lugar que podíamos imaginar e não imaginar... Não creio que eu tenha formulado esses pensamentos.
Harry, Hermione e eu nos juntamos para descobrir como faríamos para tornar essa missão tão inalcançável em algo possível, ou pelo menos que desse para cogitar. Demoramos um bom tempo para entender a lógica, afinal, como havia reparado... Eram muitos paus.
No fim das contas, ficou aceitável. O Sr. Weasley ficou tão empolgado com o martelo que pelo amor! Queria ver se ele ficaria nessa empolgação se martelasse o próprio dedo. É. Eu estava torcendo pra que isso acontecesse. Todavia, era capaz dele ficar ainda mais feliz por ter adquirido um dedo inchando por um artefato trouxa. Eu realmente não entendo.
Parando pra pensar em tudo, cheguei à conclusão que eu sou tão má. Força do hábito. Tenho cada pensamento ignorante que finalmente posso entender o porquê do Chapéu Seletor ter aceitado a hipótese de eu parar na Sonserina. Realmente, eu tenho pensamentos tão arrogantes que me parecem tão “normais” que nem percebo o veneno. Eca.
Quando erguemos as barracas até eu me surpreendi. Não estava aquela coisa profissional e isso dava um toque... Natural, mas...
Comigo sempre tem um “mas”. Sou meio pessimista, mas tínhamos um grande problema, um bem grande mesmo! E ele só pioraria quando Carlinhos, Gui e Percy chegassem. As barracas só tinham espaço para portar duas pessoas e bem, já estávamos em oito! Acho que finalmente vou entender o que as laranjas sentem quando são espremidas... Esta noite, eu seria uma laranja.
Olhei descrente para Hermione e depois Harry. Hermione nos mirou de modo estranho ao ver o Sr. Weasley ficar de quatro e adentrar a barraca. É; não é uma das melhores coisas que podíamos ver, realmente.
Hoje era o dia... O dia em que eu seria uma laranja.
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