A Chance to Change [HIATUS]

9 As Maldições Imperdoáveis


Notas iniciais
Hello people! Capítulo dedicado especialmente Hailey Potter Malfoy, obrigada por ter favoritado a fic, sua linda!

As fofocas sobre as extraordinárias coisas que Moody sabia fazer e as experiências novas e incríveis que os alunos tiveram nas aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas se espalharam tão rápido que acabou deixando todos ainda mais ansiosos.

Fred e Jorge nos contaram que Olho-Tonto era sem igual... Fantástico! E aqui estamos formando fila para entrar na sala de DCAT antes mesmo do sinal tocar para comprovar se é verdade ou não. Isso é vontade de aprender. Só que não.

No último instante, Hermione chegou toda ofegante.

– Estava na...

– Biblioteca. – completamos.

– Andem! – empurrei-os – Senão não pegaremos bons lugares.

Agarramo-nos aos nossos exemplares de As Forças das Trevas: Um Guia Para Sua Proteção e corremos para pegar as primeiras carteiras que ficavam de frente para a escrivaninha.

Um silêncio anormal se instalou na sala. A tensão era evidente.

Eu mesma lutava comigo para controlar as emoções. Talvez estivéssemos criando expectativas demais com tudo que soltaram pelos corredores sobre Olho-Tonto, porém meu coração insistia em bater freneticamente toda vez que a imagem assombrosa daquele homem vinha-me à mente. Ele me apavorava; havia algo que não me permitia ficar calma...

De súbito, Moody invadiu a sala mancando com semblante indiferente, assim como na primeira noite.

– Podem guardar os livros, não vamos precisar deles.

A turma toda voltou a colocar os exemplares na mochila com pressa ao mesmo tempo em que o professor, com uma folha na mão, começou a fazer a chamada.

Assustador. Seu olho normal estava preso à lista, enquanto o mágico percorria a sala inteira em busca do aluno. Pude perceber, mesmo que tenha sido em uma fração de segundo, que seu olho demorara mais em Harry.

– Muito bem. Recebi uma carta do professor Lupin e me parece que vocês receberam uma boa base para criaturas das trevas. Pararam em lobisomens, correto? – assentimos.

– Mas vejo que estão muito atrasados em maldições. Tenho um ano para lhes mostrar do que um bruxo é capaz de fazer com o outro e para lhes preparar para lidar com as verdadeiras forças das...

– O senhor não irá ficar? – Rony o interrompeu, encolhendo em seguida ao ver que era o foco do olho anormal.

Para a surpresa geral, Moody sorriu.

– Você deve ser o filho de Arthur Weasley... Seu pai me tirou de uma grande enrascada esses dias... Mas estou fazendo apenas um favor especial a Dumbledore. Depois de um ano, voltarei para o conforto de minha aposentadoria.

Um favor especial?

– Voltando então... Maldições. Elas têm vários graus e formas. Segundo o Ministério, devo ensiná-los apenas as contra-maldições e só. Eles acham que vocês não vão estar páreos até o sexto ano. Já Dumbledore, tem uma visão mais positiva neste aspecto e acredita que vocês podem aprender. Acredito que quanto mais cedo aprenderem com o que estão lidando, melhor. Não podem esperar o seu adversário revelar as táticas e nem que o mesmo lance uma maldição com suavidade e educação. É preciso que estejam em vigilância constante. Você veria guardar isto enquanto eu falo, Srta. Brown.

Virei-me para olhar Lilá, agora constrangida, que escondia algo por baixo da carteira... Mas como ele... O OLHO DELE VÊ ATRAVÉS DAS COISAS? E PELA NUCA? AI MEU MERLIN! ELE CONSEGUE NOS VER NUS?

Quando percebi, estava de braços cruzados, tentando sentir-me menos desnuda. Nunca mais vou conseguir me sentir a vontade... A aula bem que podia acabar agora.

– Alguém saberia me dizer quais são as maldições mais punidas pelas leis da magia?

Várias pessoas levantaram a mão, ainda hesitantes. Hermione e Rony estavam incluídos no grupo. Então, Moody escolheu Rony.

– Hm... Meu pai... Me falou de uma, hm... – estava com medo de errar provavelmente – Maldição Imperius.

– Oh, sim! Ela já deu muito trabalho ao Ministério uma vez. – dizia ele abrindo uma das gavetas da escrivaninha.

Rony estremeceu com a visão. Olho-Tonto havia tirado um pote de vidro contendo uma aranha dentro. Não era segredo pra ninguém que Rony as detestava. O professor enfiou a mão no pote e a pegou, erguendo para que todos enxergassem. Apontou a varinha para a aranha e murmurou:

– Imperius!

A aranha começou a balançar de lá pra cá, dando giros e até cambalhotas. Alguns se atreveram a rir.

– Acham engraçado? Controle total! – e a aranha começou a rodar – Eu poderia fazer ela se afogar ou simplesmente enfiá-la goela abaixo em vocês. – seu tom era sinistramente assustador.

Rony se contorceu um pouco ao imaginar.

– Muitos bruxos foram controlados pela Maldição Imperius anos atrás. Foi uma trabalheira para o Ministério descobrir quem realmente esteve sob a maldição e quem estava por vontade própria. – contava enquanto enfiava a aranha de volta ao frasco.

– Alguém sabe mais alguma?

Hermione ergueu o braço novamente e para minha surpresa, Neville também e olha que ele só se candidata para as questões de Herbologia.

– Qual? – Moody apontou para Neville.

É Hermione, hoje realmente não é o seu dia. Perdeu pro Rony e até para o Neville.

– Tem a Maldição Cruciatus. – Neville respondeu olhando pra baixo, mexendo os dedos.

De repente, os dois olhos do professor fixaram-se nele, pela primeira vez, visto que ele não fazia questão nenhuma de olhar para os alunos com seu próprio olho até então.

– Você é Longbottom? – indagou, conferindo na folha de chamada e vi Neville apenas assentir nervosamente.

Ao contrário do que eu achava, Moody não lhe perguntou mais nada. Esse voltou a sua atenção para a aranha.

— Vou precisar dela maior para que vocês vejam... Engorgio! – e a aranha ficou cinco vezes maior, fazendo Rony ir para trás devido ao susto – Agora vejam... Crucio!

No mesmo instante, o bicho ficou de barriga pra cima e começou a se contorcer. Ela não emitia nenhum grito e isso só auxiliava para aumentar a sensação agonizante que havia pairado dentro de mim.

Uma sensação terrível de náusea apoderou-se do meu estômago. Não era a única. Deixei meus olhos vagarem para as expressões dos meus colegas e nenhum deles estava muito diferente, entretanto uma se sobressaía do padrão. Neville... Ele estava um pouco suado, agarrando as bordas de sua mesa um pouco forte demais, visto que seus dedos estavam brancos em razão da força exercida.

– Professor... Pare! – um grito me escapou sem ao menos ter percebido e quando percebi, já era tarde demais.

Mordi minha língua enorme, mas meus olhos não desgrudavam da imagem de Neville totalmente vulnerável e ofegante.

– Reducio!

– Dor... – finalmente voltei-me ao professor – Não se precisa de objetos cortantes quando se sabe lançar a Maldição Cruciatus... Alguém conhece outra?

Todo mundo se entreolhou. Sabíamos o que iria acontecer a seguir. Parecíamos constrangidos o suficiente para não levantar a mão, exceto Hermione, que tremia.

– Avada Kedavra – disse baixinho. Meus pelos se arrepiaram e minhas mãos começaram a ficar úmidas, repentinamente.

– Sim... – um sorriso micro surgiu nos lábios tortos dele – A maldição da morte, a pior de todas – Avada Kedavra! – berrou e meu cérebro não conseguiu mais focar em nada ao meu redor.

– Livre-se deles, mate-os – alguém ordenou e uma segunda pessoa surgiu, ainda omitindo sua identidade pelas sombras.

Sua varinha foi apontada em minha direção.

– AVADA KEDAVRA!

– NÃO! – berrei com todo o pulmão e dificuldades de respirar.

Levantei-me da cadeira e dei alguns passos para trás ainda desnorteada. Meus olhos permaneciam fortemente fechados.

Estava dominada pelo terror. Era mais um daqueles flashbacks, isso era certo, mas eram reais demais. Meu peito formigava como se estivesse recebido a maldição, o que não fazia sentido, pois pelo que sabia, quem recebia um Avada, morria instantaneamente, sem dor ou sofrimento algum.

– Harriet! – um coro de vozes me chamou, senti alguém pegar em meu antebraço também.

– Não... – minha garganta secou – Não... – tentava inutilmente dizer algo, ainda que trêmula.

– Abra os olhos, filha. – neguei – Vamos!

Entreabri meus orbes aos poucos, mas bem lentamente mesmo, a tempo de encontrar todos me encarando com semblantes de espanto total.

– Ela precisa ir para a ala hospitalar – meus olhos seguiram para Hermione.

– Sim. Vá filha... – o olho-mágico se remexia sem parar, como se me analisasse e procurasse por vestígios estranhos em mim – Nome.

– Harriet Cattleford. – minha fala saiu num fio.

– Vá, Cattleford.

Não hesitei. Cambaleei um pouco, devido à falta de noção, mas logo me coloquei a deixar a sala.

– Mas professor, ela precisa de ajuda... – foi a última coisa que pude escutar.

Andava pelos longos corredores sem ânimo.

Essas visões ainda não faziam sentindo... Por que é sempre a mesma desgraça de visão? Quem eram eles? Quem eles haviam matado?

– Srta. Cattleford? – a voz do diretor me fez despertar.

Trajava vestes pesadas e longas, como sempre, azuis. Com um sorriso sereno e seus típicos óculos meia-lua.

– Professor... – cumprimentei-o tentando demonstrar mais emoção.

– Me faça companhia para um chá, por favor? – retomou os passos, pondo suas mãos para trás e entrelaçando os dedos.

O segui em silêncio, fitando os meus sapatos, pensando na maneira mais educada possível de recusar o convite e voltar para a aula o mais breve possível.

– O professor Moody pode esperar minha querida. Creio que no momento, você tenha algumas perguntas para fazer – soltou como se lesse meus pensamentos.

– Então o senhor sabe o que está acontecendo comigo?

– De fato... Conversaremos com mais tranquilidade em minha sala sim?

– O que eu tenho? Por que eu comecei a ter essas visões malucas? – desatei a questionar assim que dei o primeiro gole do chá, ainda com a xícara em meu colo.

– O mundo da magia é bastante imprevisível. Gostaria que me contasse o que tem acontecido, Srta.

– Um espírito em forma de uma mulher tem me visitado, fazendo profecias misteriosas e dizendo que eu fui “A Escolhida”, o que não faz nenhum sentindo. Depois esses flashbacks invadindo a minha mente quando eu menos espero. É sempre a mesma cena.

– Que cena?

– Nunca é nada nítido, mas vejo um lugar escuro com alguém nele e em seguida... O raio verde. – encolho-me da cadeira automaticamente.

– Hm... – foi tudo que disse e voltou a bebericar seu chá.

– O que isto significa, professor?

– Nossas escolhas, até mesmo aquelas que aparentam ser as mais insignificantes, trazem consequências. Existe um futuro traçado a cada um de nós, porém são as nossas escolhas que nos direcionarão para ele, ou não. Escute, Harriet... Você é uma garota astuta e fez escolhas com o coração, quando pequena, e elas ligaram você a outras vidas.

– Como assim? O que eu escolhi?

– Nossos corações são capazes de nos esconder os nossos desejos mais desesperados. Não é questão de saber, é de enxergar e se você não entende agora, é porque ainda não é o momento. Os fatos foram postos na mesa, você escolhe a maneira como irá os encarar.

Abri a boca para contestar, mas ele prosseguiu.

– Agora vá, seus amigos devem estar preocupados. – mantinha o mesmo tom tranquilo.

Levantei-me contrariada.

Dumbledore não havia sanado nada das minhas dúvidas. Apenas ficou enrolando com um discurso que já conhecia bem demais.

– Não fique brava. Não há motivos para isso. Creio que eu não seja a pessoa certa para dar as respostas que você quer. Quanto à mulher... Ela não lhe fornecerá nenhum tipo de perigo, caso tenha curiosidade de saber.

Caminhei até a sala comunal da Grifinória, irada. Será que nem mesmo Dumbledore sabia o que estava acontecendo, pela primeira vez?

Pisei na sala desanimada, ninguém, pelo menos do quarto ano, havia chego ainda. Deparei-me com Fred e Jorge cochichando nos cantos e sem Lino, o que era de fato, demasiadamente estranho.

– O que eles estão aprontando? – perguntei a mim mesma, aproximando deles.

– Não podemos falar assim, ele pode não querer nos pagar... – Jorge sussurrou.

– Hey! – eles pularam de susto – Do que vocês estavam falando? – quis saber.

– Nada. – mentiram descaradamente.

– Não acredito... Não vão me contar? – coloquei as mãos na cintura, fingindo estar brava.

– Não! – responderam em uníssono.

– Não seja por isso. – sorri, arrancando o pedaço de pergaminho das mãos de Fred – Vejamos...

Tentei ler, numa tentativa falha, já que os gêmeos tentavam recuperar a posse da folha a qualquer custo.

– Está bem, está bem... Nós te contamos. – Jorge suspirou, derrotado.

– É Ludo Bagman... – Fred revelou, tirando o pergaminho das minhas mãos, bruscamente – Ele nos enganou.

– Como assim?

– Usou ouro de duende para nos pagar a aposta da Copa Mundial de Quabribol.

– Agora estamos tentando recuperá-lo, uma vez que já tínhamos planos para ele.

– As Gemialidades Weasley. – conclui, vendo-os assentirem.

– Mas vamos conseguir recuperar tudo. Não conte pra ninguém, Harriet. É assunto confidencial. – Jorge sorriu amarelo para um ponto acima de meus ombros, repentinamente – Boa noite.

Fred e ele saíram de mansinho pela sala. Virei-me para ver quem Jorge encarava e dei de cara com Harry. Sorri e andei até Rony e ele.

Eles haviam chego e eu nem tinha percebido.

– Hey! – dei um leve aceno.

– Harriet! Você está bem? – Rony largou a pena.

– Muito melhor. – fui franca – O que você estão fazendo?

– O que aconteceu na sala? O que foi aquilo? – ignoraram a minha pergunta.

– Acabei! – Hermione apareceu com uma caixa em mãos e acompanhada de Bichento – Harriet! – exclamou surpresa.

– Tive outra vez, o mesmo flashback da Copa Mundial de Quabribol – dei os ombros – Mas vocês ainda não me responderam: o que estão fazendo?

– Dever de Adivinhação. – Rony fez cara de entediado – Felizmente, acabou.

– Nada de bom para este mês, hm? – Hermione concluía com os orbes vidrados no trabalho dos garotos.

– Me deixa adivinhar... Vocês voltaram a inventar um monte de baboseiras trágicas? – revirei os olhos.

– Funciona não funciona? – Rony disse cheio de si.

– O que tem nesta caixa? – mudei de assunto. Ela ao invés de responder, apenas tirou a tampa de caixa, revelando inúmeros distintivos coloridos com um: “F.A.L.E.” estampado.

Era algum projeto para mudos?

– Fale? – estranhou Harry.

– Não, é F.A.L.E.! – corrigiu impaciente – Fundo de Apoio à Liberação dos Elfos.

– Era isso que você fazia na biblioteca? – arquei as sobrancelhas – Um movimento?

– E quantos membros têm?

– Se vocês se alistarem... Quatro. Fiz algumas pesquisas e descobri que a escravatura dos elfos já existe há séculos e me impressiona que ninguém nunca tenha feito nada contra...

– Talvez, porque eles gostem, Mione! – quem estava impaciente agora, era eu.

Sempre voltávamos para o mesmo ponto da conversa.

Como sempre também, ela e Rony trocaram farpas... Até Harry intervir.

– Como pretende fazer as coisas?

– Primeiramente: recrutar membros. Pensei que as pessoas poderiam pagar 2 sicles para financiarmos a distribuição de folhetos e os distintivos.

Ótimo, ela ia nos colocar nessa loucura que, em minha humilde opinião, não daria certo; sem contar que é uma bela forma de perder tempo. Estava evidente que nem eu, nem Harry e Rony estávamos contentes ou de boa vontade para participar dessa palhaçada.

Batidas na janela nos fizeram correr os olhos pela sala e avistar Edwiges no lado de fora.

Harry correu até sua coruja, totalmente excitado. Estava esperando uma resposta de Sirius antes mesmo das férias terminarem. Desamarrou a carta com pressa e leu em voz alta.

A carta continha palavras breves, parecia ter sido escrita na pressa.

Sirius recomendava que Harry fosse falar com Dumbledore. É... Talvez, para os problemas de Harry, o diretor tivesse soluções mais úteis.

Harry se estapeou na testa, de súbito, para o nosso espanto.

– Não deveria ter contado a ele! – vociferou – O fiz pensar que deve voltar! E se o pegarem? Não quero que ele volte! O Ministério todo está doido para encurralá-lo.

Agiu de maneira bruta com Edwiges – que saiu voando – e subiu. Não quis ouvir Hermione e sumiu do nosso campo de visão feito um furacão.

– Amanhã ele vai estar mais calmo. – consolei Hermione.

Notas finais
Agora vocês vão me ouvir... O capítulo ficou totalmente sem-graça eu sei, mas eu perdi a primeira versão, porque o notebook desligou e não salvou o documento (chorei) e eis que eu passei a tarde inteira do domingo tentando escrever algo decente, porque minha inspiração foi pro espaço :c É frustrante pra caramba isso fjskfjsafa rir pra não chorar. [ENQUETE] Vocês também acham, assim como Harriet, que Olho-Tonto consegue ver as pessoas peladas? fjsalfjsafjalfjsal Beijo na bunda!