A Chance for You
30 Meia Verdade - Ibuki Munemasa
Notas iniciais
De repente você foi ao chão. A batida doera um pouco e você demora a descobrir o que acabou de acontecer. Alguém esbarrou com força em você lhe derrubando. Levantando a cabeça, seus olhos avistam um garoto alto de cabelos brancos como neve e olhos magenta, era Ibuki Munemasa.
— Hey, você está bem?
— Sim, só com um pouco de dor.
— Por que você tinha que ficar parada aí?! — Ele resmunga.
— Não é minha culpa se um brutamontes não olha por onde anda. — Você responde rudemente.
— Tanto faz... — Ibuki dá de ombros meio emburrado. — Não consegue se levantar? — Ele questiona vendo que você continua no chão.
— Se conseguisse já levantaria. — Respondeste com o mesmo tom de voz. Na verdade, você conseguia se levantar. Suas pernas tinham apenas arranhões por culpa da terra, mas por uma razão desconhecida, preferiu não dizer toda a verdade.
Ele por sua vez deu um suspiro longo, se abaixa e rodeia um braço em volta de sua cintura, o outro em volta das pernas e lhe tira do chão.
— O que você tá fazendo?! — Você exclama ao ser pega de surpresa literalmente.
— Te carregando. — Então ele anda carregando-lhe ao estilo noiva. Todos olhavam para vocês, alguns sussurravam coisas inaudíveis.
— Ei, n-não precisa. — Nervosa você recusa ajuda. — S-sei me virar! — Mas Ibuki apenas ficou calado.
Seu rosto queimava de rubor. As mãos do garoto estavam posicionadas em áreas muito sensíveis. Perto das coxas e a cintura, onde podia-se sentir cócegas e claro, um tremendo arrepio na sua espinha dorsal. Seus corpos estavam extremamente próximos. Entretanto, estranhamente você fica quieta e deixa-se levar por ele, apoiando a cabeça em seu peito e fechando os olhos para evitar pensar nos olhares alheios e a vergonha.
Ao chegar na enfermaria da escola, Ibuki te deita numa das camas. A enfermeira se aproxima, mas ele a dispensa.
— Por que fez isso? — Você pergunta.
— Fui eu que te derrubei, é justo eu assumir minha responsabilidade. — Após responder ele pega alguns curativos, algodão e uma espécie de remédio líquido, provavelmente para feridas.
— Eu te desculpo, mas não precisa fazer isso. — Você retruca.
— Mas eu quero fazer. — Com a cabeça baixa ele responde enquanto pega um pedaço de algodão e começa a limpar suas feridas, que sangravam.
— Não se incomode, Ibuki.
— Isso não é um incômodo. — Essas palavras por parte dele lhe surpreendem, então você apenas o deixa.
Uma coisa no entanto, era o fato do garoto ficar o tempo todo com a cabeça baixa, como se tentasse esconder algo. Logo você percebe que se tratava apenas de um leve rubor em suas bochechas.
— Pronto. — Ele conclui.
— Arigatou gozaimasu. — Você agradece.
— Tome mais cuidado, tente não ficar no meu caminho. — Logo ele volta a ser o mesmo de sempre e sai em direção ao campo.
— Acho que depois de hoje vai ser difícil... — Você diz após ele sumir de vista.
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