A Chance for You

46 Diary - Ishigashi Gorham


Notas iniciais
Gente! Eu quero pedir muitas desculpas pelas promessas que faço e não consigo cumpro @.@ Eu realmente queria, mas só posso mexer com calma essas horas da madrugada. Impossível fazer isso quando meu irmão tá acordado ;-; Infelizmente é tudo o que tenho pra hoje até eu mexer de novo no pc .-. Eu sei que tem gente que pode não conhecer e não gostar do personagem. Ishigashi Gorham só aparece no IE Galaxy. A escrita, e o enredo tão infantis e super fofinhos, porque acredito que esse um dos primeiros, se não o primeiro capítulo que escrevi uma fic PersonagemXLeitor. Então, se puderem me perdoar, eu peço que não me xinguem por odiar o cap. Escrevi em 2013 quando quase não conhecia nem o galaxy direito e eu não tinha experiência nenhuma com fanfics e muito menos com esse tipo de texto. A "OC" está super fora de encaixar e muito clichê, eu sei :P Enfim, mas foi através dele que começou a minha jornada nesse mundo. Com o tempo, com certeza amadureci. Título: Diário Boa Leitura.

Relatórios pessoais de Ishigashi Gorham

Dia 1

Acabamos de chegar com nossa nave no planeta Terra. Em breve começaremos a estudar as formas de vida daqui e enviarei alguns relatórios à Faramobius.

Dia 2

Nos dividimos em grupos, cada um escolheu estudar uma forma de vida diferente. O meu se encarregou de ficar com os humanos. Isto vai ser interessante...

Dia 3

Fiquei confuso sobre onde começar, há humanos em toda parte e todos são tão diferentes. Andando pela cidade, entrei em todos os lugares possíveis anotando tudo o que queria, mas ao contrário do que disse antes, nada me interessou. O estilo de vida dos humanos parecia-se bastante com o nosso, porém de forma bem menos avançada.

Dia 6

Decidi fazer estudos à noite. Uma pena era que a cidade estava vazia. Passei perto de uma torre e avistei uma garota com um telescópio, por sinal bem antiquado se comparado aos nossos. Ela estava observando os astros. Com um caderno, caneta e um mapa astral ela fazia anotações.

"Ah, como eu queria ver uma nave espacial e conhecer um alien!" — Isto me despertou interesse. Humanos temiam tudo que era desconhecido, ainda mais Alienígenas, mas ela queria ver um!

Dia 10

Ainda ando observando aquela garota e digo que descobri fatos não muito interessantes... Bem, ela é fanática por nossa espécie; ama felinos; sua comida predileta é ramen; odeia estudar história; é tímida e tem poucos amigos. Quando está muito animada começa a saltitar e correr na rua; costuma ir no karaokê. Ah, por sinal ela tem uma voz bonita e canta bem.

Dia 15

Por que eu continuava estudando a garota? Ela é somente uma humana como todas as outras certo? Mas...

Por que ela parece tão diferente, tão perfeita ao meu olhar?

Dia 17

Aqueles olhos brilhantes como diamantes; cabelos macios e sedosos; as mãos delicadas; o corpo com curvas discretas; personalidade encantadora... Comecei a reparar em cada mínimo detalhe e as pequenas mudanças. Quando cortava as pontinhas do cabelo; passava um novo esmalte ou uma base brilhante nas unhas, até quando os seus lábios atraentes tinham batom ou gloss.

Dia 18

Geralmente quando ela vai dormir eu saio de sua casa e volto ao local de nossa base, só que desta vez decidi ficar mais um pouco.

Descobri que dormindo profundamente era mais graciosa. Os cabelos soltos se espalhavam na cama, sua expressão tornava-se calma e relaxada. Descansando daquela forma, parecia um anjo puro e inocente.

Ah, devo mencionar também que todas as vezes que se deitava colocava uma pelúcia ao seu lado. Hoje era um alienzinho azul com antenas. Ah e também digo que ela tinha o hábito de dormir com gloss na boca, hoje era um de fruta, muito cheiroso por sinal.

E enquanto a olhava me sentei na cama e cheguei mais perto de seu rosto.

Senti aquele doce aroma em minhas narinas. Naquele momento seus lábios estavam tão apetitosos; tão macios; tão sedutores... Não pude resistir...

Encostei os meus nos dela.

Nem sei explicar o que senti. Era como se algo quente me queimasse todo por dentro, meu coração batia na velocidade da luz. Mesmo que não fosse correspondido, senti um calafrio ao encostar na sua pele.

Retornei à base e dormi esta noite com cheirinho de melancia em minha boca.

Dia 21

Já não a tiro mais da cabeça. Quando a vejo, meu coração bate rápido e me sinto nervoso, mesmo estando invisível. Preciso falar com ela, tocá-la, me falta coragem...

Todos me questionam sobre os relatórios da pesquisa, a qual estou demorando de enviá-los. E o pior, daqui a nove dias partiremos de volta a Faramobius. Preciso fazer algo.

Dia 22

Pensei em dizer o que sinto, mas, não poderia ficar visível repentinamente e dizer que sou um alienígena vindo de outro planeta que a ama. Não, definitivamente não, primeiro ela precisa saber que alguém a ama, mas como exatamente?

Para isso pesquisei o dia todo. Procurei saber como os humanos demonstram que estão apaixonados. Uma enxurrada de informações veio até mim, cada um dizia uma coisa diferente. Uns demonstravam com pequenos atos; outros já diziam Eu te Amo logo de cara. Tinha aqueles que eram mais românticos e convidavam a pessoa amada para um lugar especial e se declaravam. Havia várias opções. Por fim resolvi escolher um jeito romântico, acho que ela gostaria e essa forma combina mais comigo.

Depois de um tempo grande pensando, resolvi escrever uma pequena carta.

*Garota do telescópio, sei quem você é, mas você não sabe quem sou. Estou tão perto, mas ao mesmo tempo longe...

Fico te admirando e te querendo à distância e sempre estarei. Porém em breve espero que possa me conhecer.

De Seu Alien*

Deixei o envelope em cima de sua cama, com uma pequena rosa vermelha junto. Espero sinceramente que ela goste. Não sei o que me fez escrever estas palavras quando poderia ter escrito coisa melhor.

Dia 23

Boas notícias, ela gostou e muito!

"Mãe, eu tenho um admirador secreto!" — Disse ela, que deu pulinhos de alegria. Fiquei extremamente aliviado e contente. O único problema é que ela estranhou como a carta foi parar lá, sua mãe lhe disse que não viu ninguém entrar na casa e ficou preocupada.

"Será que não é perigoso minha filha? Quando ele entrou aqui? Eu não ouvi nada, talvez pode ser um sequestrador."

Bem, não era essa minha intenção, e tive que ajeitar as coisas.

Escrevi outra carta, desta vez dizendo para nos comunicarmos por escrita. Eu tinha trazido na nave, vários aparelhos de comunicação, mas todos eles são avançados demais. Ela iria suspeitar.

Dia 27

Todos os dias eu escrevia pra ela, fazia elogios, poemas, e ela também escrevia pra mim. Muitas vezes perguntava:

"Quando poderemos nos ver?'' ''Você tem um telefone? Quero ouvir sua voz; "Me diga como você é, do que gosta e o que não gosta."

E eu dizia que ainda não era a hora certa. Eu não estava preparado para encarar sua reação quando me visse. E claro, medo da rejeição. Ah aproveitei também para enviar os relatórios do estudo. Recebi muitas broncas pelo enorme atraso.

Dia 28

Disse a minha amada que faltava apenas dois dias e tomando coragem, decidi me encontrar com ela. Combinamos de nos ver depois de amanhã às sete da noite na torre onde a conheci pela primeira vez.

Não tenho como descrever o que sinto, minhas esperanças estão esgotadas. Mesmo que ela me corresponda terei que deixá-la e voltar a Faramobius. Se pudesse, até a levaria comigo, mas ela tem uma vida aqui, amigos; família; e provavelmente planos para seu futuro. Tenho quase certeza de que não largaria tudo para viver num planeta que nem conhece, além disso teria problemas pra se adaptar ao nosso povo. A única companhia que teria, seria de um alien que nem conhece direito.

Esperei que ela dormisse, dei um leve selinho nela e disse:

"Boa noite meu amor, em breve nos veremos." E deixei seu quarto.

...

Era a última página, você terminava de lê-la completamente chocada. Seu coração havia acelerado. Esse tempo todo estava sendo observada por alguém que não podia ver. Um alien, que veio em uma nave! A verdade é que não acreditava muito, pode ser uma pegadinha, mas os fatos escritos batiam tão bem com o que acontecera...

Após cair no sono, ouves uma voz dizendo-lhe boa noite. Ao acordar você não vê ninguém. Em seguida vai para a cozinha pegar um copo d'água e quando vai se deitar novamente, percebe um pequeno caderno azul marinho com capa de couro. E foi aí que você descobriu tudo.

Era muito confuso, não sabia se ficava alegre; assustada; se acreditava ou não. Se fosse verdade, o tal alien iria embora em dois dias e não poderia ir com ele, seria loucura. Afinal mal se conheciam. Decerto que esses dias falando através de cartas, um sentimento diferente brotou em seu peito. Uma estranha felicidade sempre que as lia e ansiava a chegada das próximas. Você não queria que acabasse assim.

...

Chegou o dia de vocês dois se encontrarem. Após se arrumar, se despediu de seus pais e rumou até a torre onde costumava olhar o céu. Seu nervosismo era previsível, as mãos suadas, coração a mil.

Quando chegou, viu uma pessoa. Os cabelos azuis até os ombros, pele tão pálida que parecia um fantasma. Trajava roupas estranhas de cores preta e cinza. Seria mesmo um alien? Se sim, era totalmente diferente do que imaginou sobre eles até hoje. Foi se aproximando cautelosa até ele te perceber. No momento que se virou pra olhá-lo, você pode ver seus olhos verde-esmeralda, por sinal muito atraentes. Na verdade, esse cara é sexy!

— Então, finalmente estou te vendo. — Você disse.

— Sim. — Fez uma pausa e coçou a cabeça nervoso — O que acha de mim?

— Ah, eu te imaginava de outra forma bem diferente... — Ele pareceu um pouco decepcionado — Então, onde vamos?

— Hã? — O alien fez um tom confuso.

— Onde vamos? Bem, já que estamos aqui, temos que curtir certo? Que tal tomar um sorvete?

— Ah sim, claro.

Ambos seguiram a uma sorveteria e pediram dois sorvetes de casquinha e se sentaram. Você percebe então que ele fica um tempo olhando para o próprio sorvete, que começava a pingar.

— Seu sorvete está derretendo, melhor comer logo. — Após seu aviso, o alien tenta abocanhar toda a massa gelada. Uma parte dela cai no chão e o suja um pouco. Você começa a dar risadas.

— Deixa eu adivinhar, nunca comeu um desses na vida né? — O azulado a olha meio envergonhado. Você o ajuda a se limpar. — Você tem que dar lambidas e não abocanhar entendeu? Assim, olha. — Faz uma breve demonstração. — Ah, ainda não sei nome, pode me dizer?

— É um nome estranho...

— Mas como vou te chamar se não saber isso?

— ... —

— Não seja tímido, eu não vou rir se é o que pensa.

— I-Ishigashi... Ishigashi Gorham.

— É um nome bonito.

— Você acha? — Disse ele com um leve rubor nas bochechas.

— Sim. — Confirma com um sorriso, que o fez ficar ainda mais corado e virar o rosto. — Que tal irmos ao cinema agora?

— Sim... — Ishigashi respondeu hesitante.

— Suponho que não sabe o que é. Mas tenho certeza que vai gostar!

Ao entrar na sala de filme, Ishigashi assistia à tudo surpreso como uma criança que acabava de encontrar um baú do tesouro. Após o filme acabar, ele disse:

— Posso te levar à um lugar?

— Claro. — Você se surpreendeu quando ele segurou sua mão entrelaçando seus dedos nos dele.

Assim vocês andaram até um lugar mais isolado dos prédios da cidade. Havia um gramado com várias flores de todos os tipos. Um pequeno lago com alguns peixes. Era possível ver perfeitamente a lua alta e cintilante no céu. A brisa suave fazia as flores balançarem. Era calmo e pacífico. O alien a convidou a sentar na borda do lago.

— Obrigado. — Disse repentinamente.

— Pelo quê? — Pergunta você confusa.

— Por me fazer sentir todas essas coisas... Nunca imaginei que alguém pudesse provocar isso em mim... — Fez uma pausa. — Nunca fiquei tão feliz por passar algumas horas me divertindo e experimentando algo novo, nem que uma pessoa pudesse querer passar um tempo comigo. Por isso digo, obrigado.

— Eu me diverti muito também, você é uma pessoa mais legal do que pensa, mesmo sendo tímido. — Ishigashi corou e começou a fitar o céu. Fizeste o mesmo.

— Bonito, não? — Você pergunta.

— Sim, desde a primeira vez que notei a lua no céu, venho aqui pra relaxar. Seu brilho me lembra os olhos de alguém.

— Você é bem filosófico. — E novamente ambos se calaram.

— Preciso te dizer uma coisa importante... — Suspirou fazendo pausa — Provavelmente você não vai acreditar, mas...

— Acho que sei o que vai dizer... — Tiraste um pequeno caderno da bolsa e entregou ao alien. — Ishigashi, isto é seu não é? Parecendo muito surpreso ele pegou-o de sua mão.

— Então, você já sabe tudo...

— Sim e preciso que me explique... O que está escrito aí é verdade?

— Sim, e vejo que não acredita. Então vou mostrar-lhe. — Apertando um botão de um aparelho desconhecido, o alien desaparece e reaparece te deixando boquiaberta. Em seguida ele a puxa para mais longe na imensidão do gramado, sussurra algo em outro aparelho no pulso. Sua expressão não podia ser descrita. Uma nave espacial real aparece em sua frente.

— Você... É... Um alien... DE VERDADE! E TEM UMA NAVE! Isso é... Incrível! — Você dá um pulo em Ishigashi e o abraça. Ele quase te derruba, decide soltá-lo e perguntar. — Mas, como! É tão parecido com um humano!

— Algumas espécies sim, mas outras não.

— Gostaria de vê-las! — Sorriste alegremente enquanto Ishigashi faz a nave ficar invisível.

— Há outra coisa que quero te dizer...

— Diga... — E esperou ele completar a frase.

— Eu te Amo. — O rosto de ambos corou. Você não teve tempo de raciocinar, pois ele juntou os lábios dele com os seus, mas separou-os brevemente. — Desculpe.

— Não se desculpe, quer dizer, eu gostei... Me beije de novo Ishigashi. — Você pede em tom sedutor. Sem hesitar ele avançou novamente em sua boca. Você sentia a sensação daqueles lábios frios no seu, uma mão massageando seus cabelos suavemente enquanto a outra ia pra sua cintura aprofundando o beijo. Não havia limites naquele momento, não existia nada e nem ninguém, apenas vocês. A lua era a única a testemunhar tudo, mas não importa, mesmo que seja um beijo entre um humano e um alien.

...

Após o encontro da noite anterior, você decidiu ver o alien novamente, desta vez de tarde. Aproveitaram novamente e no fim do encontro tiveram uma conversa, afinal de madrugada Ishigashi iria partir de volta a Faramobius e talvez não mais se veriam.

"Eu não queria que as coisas acabassem desse jeito..."

"Eu também não... Mas não vejo outra forma, você não pode ir comigo." — Ishigashi a confortava. Era duro ter que se separarem por culpa de distância.

Uma lágrima caiu ao se recordar, entretanto você acaba de tomar sua decisão. Pegando caneta e papel começou a escrever uma carta.

...

A nave estava prestes a alçar voo, preparava-se a contagem regressiva: 5... 4... 3... 2... 1, assim partiram na velocidade da luz.

Ishigashi estava em seu aposento, deitado na cama com olhos fechados e a mão no peito esquerdo. Não sabia ao certo o que sentia. Dor; amargura; raiva; tristeza; arrependimento. Talvez uma mistura de tudo.

Melhor assim, não iria dar certo jamais. Ele só poderia vir a Terra em condições especiais ou seja, a trabalho e estudos. Uma lágrima rolou de seus olhos. Pouco tempo depois ele adormeceu.

...

Você o via ali deitado, dormindo, e começou a acariciar seus cabelos azuis. Um tempo depois o alien começou a se mexer e por fim acordou sentando na cama. Seus olhos se arregalaram quando detectou sua presença.

— O que faz aqui?! E como? — Exclamou Ishigashi extremamente surpreso.

— Por mais incrível que pareça eu consegui entrar na nave sem ninguém me perceber, enfim, Ishigashi... Tomei minha decisão, decidi que vou ficar com você em seu planeta.

— O quê?! Mas sua família, seus amigos, como vão ficar?

— Escrevi uma carta a todos eles explicando tudo. Provavelmente não acreditarão, mas prometi que mandaria notícias, além disso poderei visitá-los de vez em quando certo?

— Sim, mas...

— Mas não importa. — Cortou a frase e o beijou. Desta vez as línguas os dominavam. Ambas as mãos passeavam um no corpo do outro. Em um calor intenso, o resto da noite se seguiu, entretanto pra vocês o tempo parou.

E tudo graças a um pequeno diário.

Notas finais
Realmente foi apenas para não deixá-los com muita expectativa, de qualquer jeito um dia eu teria que postar esse cap :P Beijos e Abraços da Dark - See Ya!