A Chance for You

81 Apenas o Necessário - Nishikage Seiya


Notas iniciais
Yo gente, foi umas férias bem longas, né? xD Mas estou voltando a escrever de novo pois estava com saudades :3 A minha volta está devagar dessa vez, então por enquanto essa reader é pra dizer que eu não faleci kkkkk (cruzes :V) Maseu andei pensando bem e vou dar uma pausinha nas readers e me focar em outros fandons, mas não se preocupem eu vou escrever readers, só não com a mesma frequência que eu tinha. E, se tratando de readers, vou me focar mais na saga Ares x3 Ah eu iria fazer uma twoshot dessa fic, mas não achei conveniente então só uni tudo kkkk é que eu só queria inovar de novo. Espero que gostem e aproveitem o/

“Do jeito que você quiser eu aceito. Desde que ao menos um dia, nossos lábios se toquem.”

O projeto Ares praticamente obriga você a fazer o que não quer. Ficar longe de casa, abrir mão de seus hobbies e dar mais de si. O objetivo é o futuro da humanidade, mas para isto todos precisam sacrificar a si mesmo.

Você é uma das pessoas escolhidas para suportar esse fardo quase impossível. Havia em você, um tipo de talento que favorecia o time. Porém em troca, é necessário dar seu corpo, alma, sangue e suor para eles. Como um pacto. Treinamentos insanos, lições e aprendizado além dos limites humanos. Por sorte, você consegue suportar tudo facilmente. Mas já viu milhares ao seu lado, caírem exaustos e terem sequelas horríveis.

Por isso você iria sair antes que algo ruim acontecesse.

Já era tarde da noite e você se encontrava na Outei. Como é uma jogadora importante, seu lar passou a ser a escola. Desse modo, ia progredir mais rapidamente. Não era a primeira, vários alunos já tentaram escapar desta insanidade, portanto criaram passagens secretas ao redor da escola como um meio de fugir. O desespero falava mais alto. A vontade de sair daquela jaula e fazer o que quisesse; viver a própria vida, tentadora.

Você seguiu tudo direitinho até o portão principal. Com chave em mãos, só precisava abrir devagarzinho que a liberdade era toda sua. O resto de seus pertences ficaram para trás, mas não importava. Celular era o suficiente.

Você parou.

Não era justo o resto continuar sofrendo enquanto você aproveitava cada dia livre. Não. Quase ninguém ali era muito próximo. Contudo muitos se importavam uns com os outros. Quantas vezes, te ajudaram a levantar até fazer isso sozinha?

E, tinha uma certa pessoa. Por mais que você não quisesse admitir.

— Então, está esperando o quê pra fugir? — Uma voz masculina lhe tira dos pensamentos e você automaticamente já reconhece o dono dela.

Um rapaz alto de pele alva, olhos cinza escuros e cabelos castanho-claros se revela a uns metros de distância, bloqueando seu único ponto de saída. Normalmente estaria com sua habitual roupa de goleiro, mas se encontrava vestido de forma casual. Sua pose, como sempre autoritária e sua feição, dura. Seu olhar penetrante em você, te fez paralisar e engolir em seco.

— Não se cansa de tentar fugir? — Indagou sem tirar os olhos de ti. Você se aproximou, quem sabe não teria uma chance?

— Não existem motivos para ficar. — Responde esboçando um tom como se fosse uma resposta óbvia.

— Sabe que existe uma punição para isso, certo? — Nishikage indaga, chegando mais perto ainda como quem acusa. Antes que ele pudesse informar qual era sua repreensão, você teve a ideia de uma proposta. Não iria funcionar, mas servia para ganhar tempo.

— Quero propor algo. Um jeito para que eu fique. Se você não cumprir a proposta, vou continuar fugindo até conseguir. — Você sugere com determinação.

— E o que você quer? — O rapaz pergunta sem nenhuma hesitação.

Você não pôde evitar um sorrisinho vitorioso. Nishikage com certeza ia recusar levando em conta seu orgulho.

— Nada de mais. Só que para que eu abdique minha liberdade, é necessário que você me beije todos os dias. — O deboche era notável em sua voz. Era prazeroso a sensação de estar no controle de algo. Pela primeira vez naquele curto período, Nishikage ficou surpreso de leve, pois arregalou as pálpebras.

— Te beijar todos os dias?

— O que você mesmo ouviu.

— Você me dá trabalho... — Ele se lamenta. — ...Que tipo de beijo?

Essa pergunta te pegou.

— O quê? Ahn, bem. Qualquer tipo. Contanto que os lábios se toquem...

Ficaram estatelados fitando a cara um do outro. Provavelmente esperando alguma iniciativa. Agoniada, você quebra esse silêncio.

— Mas... Já que você não é capaz disso, licença que eu vou...

O rapaz chegou sem dar tempo para sua reação e decidiu cumprir a proposta. Foi um longo selinho, que te fez enrubescer na hora. Tudo por culpa de você ser pega pela cintura bruscamente. Também pela força usada para não te deixar escapar. Ao se separar, um estalo grande foi ouvido. Seus olhos foram forçados a fitar os dele. Isso só lhe fez ferver mais.

— Assim está bom? — Nishikage indaga e não espera resposta para te arrastar de volta pelo pulso. — Só farei isso porque é necessário.

Sua liberdade iria esperar.

Mas se soubesse que ele ia aceitar a proposta, teria exigido beijos mais demorados.

Um dia, um selinho. Noutro, beijos de cinema. Não tinha horário certo para ele te procurar. Nishikage apenas ia lá quando bem entendia e selava sua boca na dele. Uma vez foi de manhã ao abrir a porta. Outra vez, faltando um minuto para meia-noite. Isso prova que ele estava sendo cuidadoso para evitar quebrar o acordo.

Seu interior gritava e torcia para que na verdade o rapaz estivesse se importando contigo. Impossível é, teorizar algo desse homem. Porém de uma coisa você tem certeza.

Seus beijos estavam mudando cada vez mais.

Se não ligasse, Nishikage poderia fazer isso de qualquer maneira e o mais rápido possível, mas não. É claramente notável a diferença. Às vezes intercalava entre selinhos demorados e beijos elaborados. Gestos extras não ficavam de fora. Um carinho discreto no cabelo; um roçar no braço; aproximação de corpos; toque nas maçãs do rosto.

Se o objetivo dele era te provocar ou te fazer se apaixonar, conseguiu. Na verdade, fazer seu desejo aumentar porque paixão já existia, só estava escondida esperando uma fagulha para se expandir.

Mas... Não tinha como dar certo. Então você decidiu fazer o que achava melhor no momento.

Se proteger para evitar decepções.

— Nishikage, eu quero desmanchar esse acordo. — Você o aborda, tentando não ficar nervosa; tratando de botar um fim nisso logo.

O Seiya confuso, perguntou o óbvio.

— O que é isso de repente?

— Você não precisa mais fazer isso. Eu não irei mais fugir. — O Seiya apenas tinha confusão no olhar. — Isso... Foi um erro, tá?

Concluindo, você se distancia antes de ser bombardeada de questões, ou antes que começasse a ficar nervosa por algum motivo.

Você também usou esse tempo para testar e ver se ele apenas queria brincar contigo ou se sentia algo. Mas ele não veio atrás de você, apenas deixou quieto.

Angústia era a definição para esse momento. Nem você e nem ele faziam alguma coisa. Então você ficou indignada. Se sentiu enganada e idiota. Como podia esperar que Nishikage, tivesse algum sentimento em relação a você?

Ou seja, esse tempo todo não passava de um passatempo; uma distração em meio a essa insanidade. É horrível a sensação de ser usada, ainda mais quando enfim admitiu seu amor.

Porém corações sempre têm um pouquinho de fé até mesmo após se convencerem cem por cento do que acontece.

Então se ele preferiu não ter nenhuma atitude. Você teria. E desta vez iria tomar decisões muito radicais.

— Eu preciso que você me responda honestamente. — Você ordena ao rapaz de madeixas de cor castanho claras.

Novamente como naquele dia, vocês se encontravam no portão que muitos alunos usavam para fugir do projeto Ares. Enquanto o Seiya estava aparentemente calmo e pleno, você contrastava com sua notável frustração.

— Eu não te entendo. — A voz séria do homem te interrompe antes. Um minuto de seriedade se faz. — Primeiro você exige uma condição que favorece suas vontades. Depois, a desfaz. Depois, quer outra coisa de mim? Eu não sou seu escravo.

As lágrimas não vieram e sim mais frustração.

— Não Nishikage, eu nunca quis ter um escravo.

— Então o quê? Um passatempo para não sucumbir as loucuras desse local?

— O único que está falando de passatempos é você! — A situação era o oposto, certo? Pelo menos é o que mostra.

— Não entendo sua exaltação. — Como sempre tranquilo e sério. Isso só a deixava a ponto de o chacoalhar pela camisa.

— Claro que não entende. — Sua mente teve uma ideia não muito natural, mas decidiu simplesmente tacar o foda-se e colocar tudo nas mãos do destino. Se não era pra acontecer como queria, então que seja. — E provavelmente não vai entender isto.

Você se aproxima com o coração palpitando e lutando para sua cabeça não se arrepender do que iria fazer ali, ou te obrigar a parar. Os olhos de Seiya se encontram fixos aos seus seus. Ele tinha uma feição intimidante, isso não foi o bastante para te assustar.

Sem receio ou vergonha, você já estava pertinho dele.

— Não é muito bom invadir o espaço pessoal dos outros. — Nishikage, alega em tom de aviso.

— Você já invadiu o espaço pessoal dos meus lábios, várias vezes.

Você por fim decide atacar a boca do goleiro logo. Sem aguardar resposta. Somente se concentrou em fechar os próprios olhos e se deixar guiar por seus instintos. O esperado era que somente você conduzisse o beijo. Mas a surpresa foi o rapaz entrando no ato.

Suas pálpebras se abriram por reflexo e contemplaram o rosto sereno de Nishikage. Por ser a primeira vez que ele parecia totalmente relaxado, seu corpo esquentou. Você voltou a fechá-los. Sua tensão se esvaiu e seu corpo sentiu-se livre para fazer o que queria ali. Isso incluía acarinhar as madeixas claras do jovem; dar leves mordidas, mas principalmente explorar sua boca.

Nesse gesto, uma leve disputa começou e quase avançou até demais, se você não tivesse tomado a consciência de parar aos poucos. Mas quando o fez e ficou cara a cara com o Seiya, veio a vergonha.

Pois mesmo que tivessem se beijado antes, nada se equiparava a um beijo tão profundo e íntimo.

— Eu queria que você respondesse... — Você retoma seu drama atual. Não queria sofrer mais. Precisava de uma resposta para botar um ponto. — Tudo isso significou alguma coisa pra você ou eu fui apenas um entretenimento?

Vocês se distanciam um pouco para dar espaço pra reflexões. Mas a resposta veio rápido.

— Eu não sei. — Seiya falou sem a menor sensibilidade. Isso foi o suficiente.

— Não sabe? Então eu nunca devia ter te deixado —

— Eu não sei, mas quero desvendar essas emoções que passei a senti com você.

— Ah! Mas. — Você não sabia o que dizer ao certo, não tinha palavras corretas. — Porque não disse antes?

Nishikage não respondeu. E você foi convidada, talvez até forçada a voltar a sede da Outei.

— Mas, esses sentimentos surgiram antes ou depois daquele acordo?

Nishikage não respondeu de novo e você entrelaçou seu braço no dele, recebendo um resmungo.

Afinal de contas, ele só precisava aprender a reconhecer que está amando.

Notas finais
Até a próxima, e estou descobrindo que meu computador está meio loko '-'