A Chance for You

28 A wish for the moon - Amemiya Taiyou


Notas iniciais
Olá genteney! Mais um cap, só pra não ficar sem postar kkkk ^^' Dessa vez a vítima é o senhor Taiyou vulgo Solzinho #apanha Ficou fofo e engraçadinho, pra variar :P Ah sim, esse aqui é meio diferente, eu cometi a loucura de mesclar dois tipos de narrativa, ou seja esse cap vai mostrar a perspectiva do leitor e tbm a do Taiyou, portanto ñ estranhem. Porque fiz isso? Slá, sou doida. Mas a resposta mais cabível é que com ele narrando umas partes ia ser engraçado e do jeito normal essas mesmas partes iam ser cortadas. Enjoy. Título: Um pedido para a lua.

Me chamo Amemiya Taiyou, um mero estudante colegial e jogador de futebol da Arakumo Gakuen.

Taiyou significa sol e ironicamente sou totalmente apaixonado por ele, quer dizer, não literalmente, mas tenho muita admiração. Afinal, o sol é o astro mais importante de nosso Sistema Solar. Além de ser o maior, ele traz calor e vida para a Terra. Sua bela luz nos aquece harmoniosamente e ilumina tudo ao redor. O sol nos acorda para aproveitar cada dia de nossas vidas. Sem falar que este astro faz dois incríveis fenômenos naturais ocorrerem: o arco-íris e colore o céu com a cor azul. Caso alguns não saibam, o céu só é azul por causa dele.

O sol traz luz; alegria; calor; vida. Ele é perfeito!

Mas...

Ao contrário dele, a lua sua irmã, é tudo de ruim! Não tem graça alguma e não faz diferença. Não tem nenhuma importância, serve só para enfeitar! De noite apenas ilumina um pouco, mas sua luz é fraca e fria. Chega até a me dar nervosismo. Um astro completamente sem graça, tanto que alguns planetas chegam a ter mais de uma.

Eu odeio a lua!

O motivo não é simplesmente os que acabei de citar. Tem um em especial que fez este ódio nascer. Bem... É que a lua me lembra uma certa pessoa. Uma garota no caso e eu estou apaixonado por ela, é minha melhor amiga. E o pior, já tem um namorado!

Todas as noites penso em minha amada digo, na verdade penso nela a todo momento, porém a noite meus pensamentos se tornam mais fortes e intensos. Ah como posso explicar?

Hum...

À noite é que as coisas começam a esquentar, quero dizer, bem... O clima entre casais costuma ser mais romântico à essa hora. É aí que isso me envolve. Deito na cama, apesar de ser confortável sinto-me solitário, tristonho. Minha mente torna a fantasiar com ela, imaginar seu corpo ao meu lado na cama, sentir o aroma de seu doce perfume e o sabor da sua boca. Ou melhor, ser o sol que aquece o seu coração.

E aí quanto tudo parece tão bom, lá vem a maldita lua me interromper. Me faz olhar para ela lembrando-me que são apenas ilusões; desejos em vão.

"Ela não te pertence tolinho, pare de se machucar." É como se dissesse a mim.

— Me deixe sonhar em paz, maldita.

Afinal eu e "minha amada" somos como sol e lua. Amantes que não podem ficar unidos por um obstáculo, no caso o namorado idiota dela. Enfim, odeio a lua! Ela traz a noite estrelada e me faz ficar todo carente.

Apoiei-me no parapeito da janela e me pus a observar o astro que tanto odeio. Foi aí que lembrei da superstição das estrelas cadentes. Se tiver a sorte de ver uma, faça um desejo que ele vai se realizar.

Esperei quase duas horas sem sucesso. Não é algo que acontece sempre, mas, hey! Será que funciona com a idiota da lua? Pensei na hipótese com uma fagulha de esperança, que logo se apagou.

— Bobagem de criança. Estou tão desesperado assim?

...

No outro dia acordei contando os segundos. Era dia de visitas no hospital. Eu ansiava a chegada dela, minha amada.

De repente ouvi um barulho de sapatos. Agucei meus ouvidos e pude detectar uma voz melodiosa. Calafrios percorreram todo o meu corpo até a nuca. Rapidamente peguei um espelho e comecei a ajeitar minhas madeixas laranjas, que se pareciam com raios de sol. Comi uma bala de menta e disfarcei a cara de sono.

Após terminado, percebi que o barulho parou e sobrou apenas a voz, não, na verdade eram "as vozes". Quando reconheci a segunda, fiz uma expressão de puro desgosto e raiva. Era ele, o namorado inútil de minha amiga. Ao parecer estavam discutindo. Tentei com todas as forças escutar as falas, mas como sou humano, tudo que consegui foram apenas poucas frases.

"Não pode me impedir! Ele é meu melhor amigo!"

"E eu sou seu namorado!"

"Não significa que manda em mim!"

"... Esse cara tá afim de você, não gosto do jeito como ele fica quando está perto!"

"Ele me faz sentir alegre e me trata bem, ao contrário de você!"

"Faça o que quiser." — As vozes cessaram e um deles andou na direção oposta ao meu quarto. Não podia descrever o quanto adorei aquilo! Queria ver a cara do trouxa! HAHAHA!

...

Você se dirigia ao hospital central da cidade de Inazuma. Iria visitar seu melhor amigo Taiyou, o qual tinha uma doença e vivia praticamente no hospital tratando-a.

Te acompanhando na caminhada veio seu namorado, emburrado e contragosto. Andava na frente, nem dando tempo para esperá-la. No começo do relacionamento tudo era flores. Mais adiante ele começou a mostrar um lado que não te agradou nem um pouco. Extremamente ciumento. Implicava com todos os seus amigos do sexo oposto, na verdade até mesmo com suas amigas.

A relação se tornava caótica. A proibia de sair acompanhada sem que ele estivesse junto. Estava sempre a vigiando. As coisas chegavam ao ponto de agressão. Agora a implicância era com o pobre Taiyou. Ele queria proibi-la de visitar o garoto. Principalmente porque não ia com a cara dele e quando descobriu que o mesmo nutria um amor por você, as brigas tornaram-se constantes.

De jeito algum você iria deixar de vê-lo. Havia se privado de todos os amigos, mas de Taiyou? Não! Ele foi o único que não te abandonou no pior momento de sua vida. Deu-lhe carinho; um ombro amigo para te apoiar; palavras carinhosas; pequenos gestos que significaram muito para você. Não ia abandoná-lo agora que ele precisava de seu apoio. Quase alcançando o dormitório de Amemiya, vocês dois começam a discutir.

— Hey, me espera! — Ouvindo seu pedido, ele para de andar, mas continua de costas.

— Será que pode parar com isso? — Pergunta aproximando-se.

— Já disse, não quero que veja esse cara.

— Pode ter me privado de todos os meus amigos, mas dele não!

— O que esse cara tem de mais? Tá com pena porque ele é doente? — Seu namorado te provoca, fazendo sua raiva aumentar.

— Não. Não é por pena. Minha amizade por ele é verdadeira. Além disso, quando eu estava numa cama de hospital, Taiyou ficou a meu lado todo o tempo. Diferente de você, que veio me ver só quando recebi alta! — Falaste exaltada. Uma mão se levanta e vai em direção do seu rosto, mas para no último segundo.

— Vamos embora! — Ele diz pegando seu braço. Você o puxa de volta.

— Não pode me impedir! Ele é meu melhor amigo!

— E eu sou seu namorado!

— Não significa que manda em mim!

— ... Esse cara tá afim de você, não gosto do jeito como ele fica quando está perto!

— Ele me faz sentir alegre e me trata bem, ao contrário de você! — Mesmo após quase ser agredida, continua a contrariá-lo.

— Faça o que quiser! — Sai a passos largos deixando-lhe sozinha.

Você vai até a porta, dá três batidas. Após ouvir um ''entre'', gira a maçaneta e adentra o cômodo. Taiyou lhe recebeu com um sorriso caloroso, o qual foi capaz de expulsar a tristeza e raiva que acabava de sentir.

— Flores para alegrar seu dia! — Você diz colocando um buquê de margaridas em um vaso ao lado da cama. Feito isso foi até o garoto dando um abraço inesperado. Você pode sentir ele estremecer de leve, como se tivesse levado um susto e logo retribuir o gesto. Ao notar que ele demorava a desfazê-lo, você o avisa sem jeito. — Ahn... Taiyou. — Dá leves cutucadas nos ombros dele.

— Ah! — Taiyou se afasta bruscamente, muito corado — Gomen. — Se desculpa coçando a cabeça e fechando os olhos. Era seu jeito de disfarçar a vergonha.

— Como vai o garoto-sol de Inazuma? — Você pergunta brincando com os cabelos laranjas que ele possuía.

— Engraçadinha. — Responde ironicamente retirando suas mãos. — Agora que você tá aqui me sinto melhor. A bateria de exames que estão fazendo em mim de deixa acabado! — Suspira em um desabafo.

— Você vai sair dessa. Se eu consegui você também irá.

— Ah, mas a minha doença é mais complicada. — Seu tom se tornou cabisbaixo.

— Pensar assim só vai te desanimar e não vai adiantar em nada.

— Eu sei, mas é tão difícil ser otimista nessas horas.

— É por isso que estou aqui, pra sempre te dizer que tudo vai ficar bem, não importa o que aconteça — O consola olhando-o em seus olhos azuis dando um grande sorriso.

O que não esperava era receber um abraço apertado em troca desse gesto.

— Taiyou...

— Obrigado. — Ele agradece afrouxando os braços. — Não consigo entender como o idiota do seu namorado pode te tratar tão mal.

— Escutou nossa conversa agora à pouco? — Questiona constrangida.

— Conversa? Discussão é a melhor palavra. — Você fica em silêncio. — Com certeza você merece alguém melhor!

— Como quem? — Você se interessa.

— Como eu! — Taiyou exclama te deixando com uma sobrancelha arqueada de dúvida. — Se eu tivesse no lugar desse cara, não me cansaria de dar abraços e beijos em você.

— T-Taiyou v-você... — Boquiaberta e confusa se pergunta se isso acaba de ser uma declaração.

— E-estou apenas brincando. — Ele explica sem jeito com um olhar de decepção. — Ahn... Você já fez um desejo pra lua? — Muda o assunto.

— Desejo pra lua? — Taiyou acena que sim. — Não, por quê?

— Bom, eu ouvi dizer que se fazer um pedido para ela, pode virar realidade.

— Não é para uma estrela cadente?

— Sim, mas será que funciona com a lua?

— Não sei, talvez. Por quê? Quer pedir uma coisa especial?

— Claro que não. Isso é coisa de criança!

— Por que o interesse repentino então? — O outro deu de ombros. — Seria por causa de uma garota?

— Não. O que uma coisa tem a ver com outra?

— Ora, a lua é romântica. Não é à toa que os casais saem de noite sozinhos. É perfeito pra curtir um momento, um encontro ou até se declarar. Muitos romances surgem à luz da lua. — Conclui a explicação com um ar sonhador.

— Sério? — Novamente o interesse do garoto volta.

— Certeza, pode confiar em mim que ela vai gostar. — Você incentiva deixando-o confuso.

— Tá falando do quê?

— Você não me engana Amemiya Taiyou. Sei que esconde algo e tenho quase certeza que envolve amor.

— Certo espertinha e o que sugere que eu faça? — Taiyou desiste de contrariá-la.

— Uma hora vai ter que falar pra ela... Então...

— Não! Não posso fazer isso, é impossível. — Ele interrompe, negando em desespero.

— Por que não? É alguém que você não conhece?

— Ela é uma amiga... — Isso lhe deixa curiosa.

— Fale mais.

— A única coisa que posso dizer é que ela é a luz que faz meu sol brilhar. Bem, fora isso não tem mais palavras. Eu poderia falar que ela é linda; gentil; inteligente, mas não seria suficiente. — Taiyou disse com tanta sinceridade estas poucas palavras. De um modo sério e verdadeiro, que não se podia duvidar. Essa garota é muito importante no coração dele. De alguma maneira você sentiu-se incomodada. Devia estar feliz pelo amigo, porém não estava. No fundo, bem no fundo gostaria que ele estivesse falando de você.

No momento em que começa a se perguntar quem tinha roubado o coração dele, seu celular vibra uma vez, indicando um novo SMS recebido.

"A conversa tá boa hein? Pode continuar e não se importe comigo, o SEU NAMORADO que está pegando uma chuva fria pra te esperar. Fique o tempo que quiser com o Solzinho. Afinal quem não gosta de ficar encharcado?"

A mensagem era cheia de sarcasmo e ironia e com certeza com uma pitada de irritação e muito ciúme para acompanhar. Ao terminar de ler, você dá um suspiro de cansaço. Não tinha mais paciência com essa situação. Invejava muito a garota misteriosa de Taiyou. Era muito sortuda de ter um garoto bonito, charmoso, e gentil amando ela. Como queria que seu namorado fosse como o rapaz de cabelos laranjas.

— Deixa eu adivinhar, seu namorado idiota? — Taiyou pergunta e você o deixa ver a mensagem. — Aff, ele nem liga pra você, só tem medo de ser chamado de chifrudo.

— Sabe Taiyou... — Você chama obrigando-o a olhar em seus olhos, dizendo seriamente. — Eu gostaria de ser a garota que conseguiu te conquistar, digo, queria ser sua namorada. — Corada e enrolando-se nas palavras você confessa. Taiyou paralisou e o rosto ficou vermelho em segundos.

— É s-sério? — Os olhos safira dele brilhavam de alegria.

— Sim. — Você confirma. Ele abre a boca e a fecha várias vezes querendo pronunciar algo.

— Se eu pudesse, te faria ser minha pra sempre. — Ele murmura baixo para si mesmo, entretanto você ouve e antes que pudesse perguntar o que significava aquilo, seu celular vibra de novo.

"Que chuva boa, vou adorar ficar doente."

— Bom, é melhor eu ir Taiyou. Antes que meu namorado resolva vir me buscar.

— É, é melhor mesmo. — Você olha incrédula para ele. — Não quero que tenha de ouvir mais besteiras desse cara.

— Impossível, todo o dia eu ouço. Foi bom ter te visitado mais um dia meu amigo, você sempre o faz ficar melhor. — Você dá um abraço apertado e um beijo nas bochechas dele e sai do quarto.

...

A noite já se fazia presente no céu. Eu me deitava na cama após finalizar o último exame do dia. Minha mente se perdia em pensamentos sobre o que ocorrera mais cedo. Era totalmente impossível acreditar que ela disse que queria ser minha namorada! Já posso até imaginar nós dois juntinhos, se abraçando, se beijando e fazendo coisas de namorados. Ah, essa não. Lá vem a lua pondo pensamentos maliciosos na minha cabeça e é sempre à noite!

Olho novamente o astro prateado, me lembro de alguém que não gosto nem um pouco, o namorado de minha amada. Se ela quer ser minha e eu quero ser dela, primeiro, o cara chato tem que sair do meio. Mas eu me pergunto, como?

Talvez eu pudesse convencê-la a terminar o namoro, mas... Se ela ainda amar ele? Na verdade, mesmo se isso acontecer aquele baka não ia deixar a gente em paz ou até machucá-la! Não sou bom de briga pra me defender, seria surrado em instantes. Além de tudo nem disse o que sentia de verdade por ela. Ainda tenho chances de ser rejeitado.

Perfeito! O que faço agora?

Cansado de torturar meu cérebro, debrucei-me na janela olhando fixamente a lua que tanto odiava. Fica parada com aquele brilho, se exibindo no meio do céu. Parecia que caçoava de meu sofrimento, ou talvez eu estava ficando louco. Respirei fundo e me ajeitei. Desta vez não ia xingá-la como costumava fazer. Através do meu desespero decidi dar a ela outra coisa, ou melhor, pedir.

— Ó lua, grande lua, que é capaz de formar casais e dar momentos românticos. Ajudante do cupido do amor, eu imploro! Atenda ao pedido deste pobre rapaz doente que sofre com um amor difícil com sua magia lunar, ó grande lua... Faça minha amada ser minha! — Gritei com meus pulmões. No mesmo instante a porta se abre, revelando uma enfermeira com uma cara confusa.

— Taiyou-kun, tudo bem? Eu e outras enfermeiras ouvimos você falar alto e gritar. Aconteceu algo?

— Ah e-eh, n-não é nada, apenas tive um pesadelo. — Menti, vermelho de vergonha por escutarem meus delírios.

— Entendo. Bem, qualquer coisa, me chame. — Ela se foi dando uma leve risada, desejando-me boa noite.

Deitei novamente ainda envergonhado, agora fiquei maluco de vez! O que diabos acabei de fazer? Agora foi o cúmulo. Preciso de um psicólogo ou psiquiatra, sei lá. Uns minutos depois, meu celular toca. No visor vi justamente o número e nome da dona de meus pensamentos, atendi sem hesitar.

— Moshi moshi?

— Taiyou-kun... Desculpe i-incomodar, m-mas eu preciso falar com você. — Sua voz era de choro e tristeza.

— O que houve? — Perguntei aflito.

— E-eu t-terminei com meu namorado.

Fiquei em silêncio uns segundos, estático e sem mover um músculo. Olhei para a lua sem acreditar. Fora mesmo obra desse astro que me irritava? Como resposta, uma estrela cadente contornou o céu. Acho que preciso rever meus conceitos sobre ela.

— T-Taiyou? Você está aí? — Ouço a voz feminina no celular.

— S-sim, Ahn... Você não acha a lua maravilhosa?

— Eh?!

Pois é, agora eu odeio a lua somente um pouquinho.

Notas finais
Esse aqui é meio antigo, por isso tá meio diferente dos outros que são mais atuais :) Até a próxima!