A Chance Of Happiness
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Respirei fundo antes de tomar o cálice em minhas mãos e sentir a haste entre meus dedos. Mexi o conteúdo, vendo o vinho se balançar de um lado para o outro no bojo e deixando que seu aroma subisse em minhas narinas. Estava em uma festa, a de uma amiga, para ser mais exato. Tomei um gole, deixando que meus lábios tomassem a borda da taça, olhando para a festa.
Era uma festa daquelas com telão de cinema e todos bebendo de forma mais cordial, menos a aniversariante, esta que tomava direto da garrafa de vinho e ria, mostrando sua embriaguez, fazendo piruetas e caindo. Deixei escapar um risinho. Não era um dos melhores dias para a Cat, mas, meu amigo tava de olho no que ela fazia, para não dar algo muito ruim, dando uma olhada demorada nela e olhando os meninos de forma rápida para indicar que ela era "dele", tirando isso, Sam tinha um sorriso tranquilo nos lábios e se levantava para dançar com ela a musiquinha do filme.
Escutamos alguém bater na porta e ela se desvencilhou dos braços do Sam, andando meio sem direção e dando passagem para a pessoa entrar no apartamento. Era uma menina bem bonita, cabelos castanhos meio claros e escuros, olhos preto e um rosto meio angelical. Levantei de súbito, deixando a taça na mesa e forcei minha visão para ver se estava sonhando. Ela era linda. Minha maravilhosa amiga sorriu cheia de malícia.
— Rob, essa é a Lily. Lily, esse é o meu amigo solteiro que você achou bonitinho.
Eu cocei minha nuca, meio desconcertado com ela e ela riu meio sem graça. O Ter ria no sofá, abraçado com a Rebecca, Tyson e Dylan davam "olhadas" entre a Lily e a Cat, Tammy e Carla conversavam sobre o filme enquanto Tracy escutava tudo e dava sua opinião legítima e forte. Não demorou muito e eu conversava com a Lily.
— Não, você não vai tomar mais nenhum gole de álcool, pode tomar água. -Sam a repreendeu e a morena revirou os olhos, eu e a Lils rimos.
— Mas a bebida... -ela ia retrucar.
— Água, agora. -ele a cortou.
— Nossa! Tá bom, seu chato... -ela resmungou e pegou uma garrafa de água, tomando e fazendo caretas. Lily ria bastante da cena meio casal deles dois, eu a acompanhava assim como as outras pessoas. Erika riu junto, cutucando Rebecca e comentando algo. Lily era uma garota muito sensacional, eu sorria enquanto conversávamos e ela dava um sorrisinho meio tímido, mostrando um pouco os dentes, eu tava caidinho por ela.
— Nossa, vai se foder, Dylan -a Tammy jogou uma doce nele, que desviou e acertou a Erika.
— Quem? -ela pontuou bem puta, tentando salvar a blusa nova dela.
Todos apontaram para a Tammy e ela apontou pra Tracy.
— Você é uma mulher morta. -ela frisou, deixando a taça na mesa. Tive medo dela por um momento.
— Caralho, Sam, onde tá a porra dessa latinha?
— Tá bem aí em baixo, isso aí.
Escutamos da cozinha e o pessoal parou com as ameaças.
— Minha bunda tá doendo.
— Tem que agarrar não com muita força, pode machucar.
Ficou um silêncio, mas não foi algo normal. Todo mundo literalmente calou a boca pra escutar o diálogo na cozinha.
— Porra, você não ajuda também.
— Tá nas suas mãos, é só você movimentar que depois eu cuido do resto.
— Pronto!
Um gemido soou. Curiosos como somos, levantamos a cortina do balcão da cozinha. A morena fazia carinho na cabeça com uma careta de dor e enquanto o coelhinho dela estava no seu colo, o Sam estava bem vestido e segurava umas cenouras na mão.
— A gente pensou que vocês tavam transando. -a Lily comentou.
— Na verdade eu achei que você tava matando ela. -o Ter soou levemente preocupado.
Os dois começaram a rir.
— Se estivéssemos transando, estaríamos no meu quarto trancados, vocês são todos mente poluída. -a morena disse meio séria.
— Até que não seria te todo mal... -o Sam sorriu maroto pra ela.
— Sammuel! -ela corou e bateu na perna dele. Ele riu e a ajudou a levantar depois de colocarem o Bonnie na pia para ele não fugir.
A festa continuou sem cerimônias, com outro filme agora, um que a gente gostasse dessa vez. De terror, porque, as meninas grudavam na gente. O filme corria bem, eu não prestava atenção em quaisquer outro casal, apenas na linda mulher ao meu lado, com medo. Passei um braço pela cintura dela e ela apertou meu braço. Começamos a sussurrar:
— Eu tô com medo.
— Eu vou te proteger.
— Rob, eu não quero ver...
— Eu estou aqui. Não vão tocar em você, ok? Nenhum desses demônios vai vir de noite e te puxar, eu vou te proteger.
Ela se aninhou mais em mim e nossos olhares cruzaram. Fechamos os olhos e senti nossos lábios no chocando.
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