A Chama do Amor
3 Capítulo 3
Jason estava curtindo seu momento de alegria com seus amigos jogando uma partida de Call of Duty, quando é interrompido por uma empregada que diz ter uma menina na porta da casa dele.
Jason bufou, deixou seu quarto com o seu jogo rodando para trás, e desceu as escadas velozmente e zangado, odiava quando suas ex vinham visita-lo a fim de voltar o namoro.
Mas dessa vez não era sua ex. Júlia com suas feições bonitas e seu cabelo cor de fogo que refletia no sol da manhã deixou ela duas vezes mais bonita, e Jason teve que se concentrar para manter a postura e não abrir um O com a boca.
– Tudo bem, pode ir empregada. – Jason pronunciou distraído constantemente encarando aqueles olhos azuis intensos. – O que veio fazer aqui?
– Você sabe muito bem! – bufou Júlia se controlando ao máximo para não soltar um grito raivoso. – Ordeno que tire AGORA AQUELAS MONTAGENS! – ela não aguentou e soltou um berro.
Jason viu a agressividade com que se dirigiam a ele, nunca ninguém havia questionado suas ordens ou falado desse jeito com ele, e tonto por causa dessa nova reação ficou apenas alguns segundos olhando para o nada.
– VOCÊ NÃO OUVIU, SEU MULEKE!? – Júlia com a raiva em mente, parecia até que o azul dos seus olhos iria ferver, se apressou mais adentro da casa e ficou ao lado de Jason, e esta deu um empurrão forte nele e o derrubou no chão. Logo em seguida, pegou sua perna e pressionou contra o tórax dele.
Jason ficou todo maluco com aquela situação, aquilo era uma reação nova, ninguém nunca ousava questionar algo ou muito menos bater em Jason. Ele sempre achou que todos obedeciam ele porque mandavam neles, mas esse acontecimento mudou seu modo de pensar.
Então, por mais ridículo que isso fique, Jason começou a chorar. Mas não um choro escandalosos, apenas derramava lágrimas silenciosamente por seu rosto, as cristalinas gotas de água descendo com velocidade e abundância, e logo o rosto de Júlia ficou em pânico.
– Me.. desculpe. – Jason falou as palavras relutante, e finalmente percebeu que algo dentro do seu ser havia mudado, olhava para todos de outra forma, ele era igual eles, não importava dinheiro.
Júlia o olhou assustada, vendo Jason ali a vida inteira tão esnobe e cheio de si, chorando pedindo desculpas para ela. Mesmo com dó dele, manteve sua postura.
– Pois então, retire aquelas fotos imediatamente, e quando as férias voltarem na escola diga que o que fez é montagem! – ela falou agora com mais calma e saiu de sua casa, escondendo uma pequena lágrima que escorreu por seu rosto.
Jason ficou ali por uns 30 minutos, então decidiu voltar pra vida e subir no seu quarto tomar um banho de ducha quente. Durante o banho de banheira, ele ficou pensando em tudo o que fez até ali e como maltratou ótimas mulheres que só queriam ama-lo.
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Dois meses havia se passado desde o acidente ocorrido, e Jason não era a mesma pessoa. Com sua personalidade totalmente diferente, começou a tratar as mulheres realmente como devem ser tratadas, não abusando delas nem esperando elas ficarem bêbadas para as levaram no quarto.
Depois de algum tempo com essa atitude, ele ficou bem falado entre todos, principalmente entre as meninas. Mas até então nunca começou algum tipo de namoro sério, pois não havia criado nenhum sentimento por nenhuma garota até então. Ele só havia dado uma festa neste espaço de dois meses, e se mesmo que a festa ele apenas ficou vigiando as bebidas e salgados e não bebeu nada.
Jason agora sim era uma PESSOA.
Ele constantemente tentava se comunicar com Júlia, a menina que o salvou da ganância e ser esnobe, mas sem sucesso. O que ele não sabia, que por dentro, ele nutria uma pequena queda por Júlia, tanto pelo seu corpo físico tanto para o modo que ela se manteve firme quando ele danou com ela.
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Jason estava indo ao mercado comprar alguma coisa para comer, quando avista na rua ao lado, uma menina inconfundível com o cacho cor de fogo. Ele deu uma olhada melhor e viu seus olhos azuis, e correu para ir ver ela, o que foi burrice pois quando chegou atrás dela bem perto, as palavras não saíram. Até que Júlia olha para trás e se assusta.
– Desculpe, Júlia, não queria lhe assustar. – as palavras finalmente saíram.
– Tudo bem, não tem nada. – ela arregalou os olhos pela educação em que Jason disse aquilo, e percebeu o quanto o garoto havia mudado.
– Então, desde aquele dia eu não tive tempo de me desculpar com você. – ponderou Jason nervoso olhando em volta.
– Bom, você tem tempo agora. – observou Júlia e Jason respirou fundo.
– Olha, eu quero me desculpar por tudo. Por ter tentando te agarrar, gritado com você, fazer aquelas montagens, etc. Mas eu tenho que também agradecer, por me fazer perceber o monstro que havia me tornado, e me melhorando. – quando Jason terminou Júlia abriu a boca em um O perfeito espantada.
– Algum bicho te mordeu? – brincou Júlia e Jason fingiu estar irritado mas não pode deixar de sorrir.
– Não sei, você me mordeu aquele dia? – então os dois não aguentaram e riram com vontade desta afirmação de Jason.
– Eu vou comprar algo de comer no supermercado, vamos? – convidou Jason.
– Eu ia lá de qualquer forma, então vamos.
Os dois andaram até a lanchonete, e no caminho ficaram conversando coisas idiotas e banais, mas Jason podia perceber a tensão entre os dois, o que sempre acontecia quando se arrumava uma amizade de uma hora para outra.
Ambos estavam famintos, pois pediram um Big Mac no Burger King. Comeram em silêncio, os dois concentrados no grande sanduíche gorduroso á sua frente a coca grande do lado.
– Eu sou um desses que come e não engorda. – observou Jason tentando criar algum assunto, Júlia deu uma risada.
– Eu sou mais ou menos, porque eu como muito mas em compensação faço exercícios diários. – ela olhou para Jason com seus olhos azuis e por um momento ele se perdeu nele, depois balançou a cabeça para não dar muita bandeira.
– O que foi? – perguntou Júlia para Jason após ver ele balançar freneticamente a cabeça.
– Tinha um bichinho do calor me enchendo o saco. – mentiu.
Júlia não disse nada, apenas deu de ombro e continuou concentrada em as comida. Jason tinha uma pergunta em mente para ela, mas antes que pudesse falar algo seu Galaxy toca.
– Alô?
– Jason é a sua mãe, venha já para casa mocinho.
– Não vou não mãe, eu estou comendo com uma amiga minha.
– É EXATAMENTE SOBRE ISTO QUE QUEREMOS FALAR, MOLEQUE!
Jason desliga o telefone assustado, e olha para Júlia que deu um súbito interesse quando de longe deu para ouvir a voz gritada da mãe de Jason.
– Enrascada? – pergunta Júlia sarcástica, mas Jason ignora.
– Sim, e tem algo haver com você. – Jason olha para ela com um olhar significativo ao mesmo tempo com raiva.
– Ahn bem, é eu.. preciso ir. Foi bom fazer amizade com você. – ela sai de súbito da mesa e deixa o dinheiro do lanche em cima, e Jason olhou para ela saindo com um súbito interesse e desconfiança. O que será que aconteceu?
Sua dúvida não foi saciada, o que só aumentou seu desejo de saber o que é. Ele foi para sua casa com toda a pressa, preocupado com o que sua brincadeira poderia ter levado. Quando abriu a porta fez uma cena que o fez cambalear.
Na sala de estar, estava o chefe do seu pai com Júlia bem ao seu lado falando palavras aleatórias, e quando todos ouviram o som da porta de abrindo todos olharam para Jason.
– Sente-se, Jason. – seu pai pigarreou um pouco e limpou a garganta como uma forma de aviso.
– O que eu fiz? – Jason já se apressou em dizer antes mesmo de sentar.
– Muito bem, Jason, aquela sua brincadeirinha de mal gosto, foi com minha filha. – o chefe do meu pai olha com uma calma aparente na voz, meu pai era o gerente, acima daquele cargo apenas o fundador mesmo da empresa. Ele salta do sofá em surpresa, e Júlia pede desculpas silenciosamente.
O pai de Júlia sai da casa sem falar mais nada, nem se despedir, e Júlia bem atrás o seguindo relutante. Jason não sabia se o seu pai havia perdido o emprego, mas ele temia pelo pior. Não era de se esperar isso.
– O senhor está demitido, a propósito. – disse o pai de Júlia segundos antes de a porta fazer um baque surdo em casa.
– Pai me desculpas, eu só pensei que.. – Jason tenta se explicar em vão.
Mas seu pai estava descontroladamente indo em direção a ele com o sangue nos olhos.
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