Notas iniciais
Olá aos meus novos leitores! Apenas digo a vocês que essa é a história mais fanfic de Crepúsculo. Uma história perfeita com a mesma desenvoltura de Stephenie Meyer. Não perca, leia e aproveite, falo com todas vocês nas notas finais! ♥

Meu nome é Isabella Swan, e sou uma vampira. Fui transformada há dez anos, por um vampiro inexperiente. Ainda quero achar aquele filho da puta pra acabar com ele, por ele ter destruído minha vida. Brincadeirinha. Se eu achar aquele homem vai ser só pra agradecê-lo mesmo. A melhor coisa que aconteceu na minha vida pacata foi ter sido transformada. Eu não era provida de beleza, era desajeitada e tropeçava em qualquer superfície plana. Tudo mudou quando fui mordida. Os hormônios diminuíram a ansiedade do meu corpo, tudo que já me fez mal foi embora, e eu tinha o corpo e o rosto que era pra ter com dezessete anos. Havia umas desvantagens, como os olhos vermelhos da cor do sangue que eu bebia, e as presas surpreendentemente pontiagudas, a sede inumana, claro, mas isso dá para disfarçar. Eu aparento ter dezessete, tenho vinte e sete anos, mas apenas dez anos de experiência sobrenatural. É claro que depois que eu vi o mundo com outra dimensão, como se tivesse outra frequência escondida e despercebida dos humanos. Eu lidei com um ou outro vampiro nesses dez anos, descobri que meu único ficante era um transformador, ou se preferir um lobo, mas principalmente não achei o vampiro dono da minha mordida. Ele deve ter de dez a doze anos de experiência agora, porque a memória vívida do dia em que fui transformada transparecia um vampiro sem controle.

Eu não ando muito em lugares que contenham aglomerações de humanos, como baladas, shoppings, praias durante o dia. Conviver com meu pai foi muito difícil, mas o que me ajudou é que ele não sabia o que eu era e nem sabe. Não podia matá-lo de uma hora pra outra. Ser vampiro no início é como ser dividido. Com meu pai eu queria devorá-lo, mas eu o amava. E às vezes o amor nos move irracionalmente, mas nos move.

Mesmo atraindo olhares humanos masculinos e até femininos com a beleza sobrenatural e a maestria de ser um vampiro, eu não era completa. Eu sentia falta de algo, e por ter mudado muito minha personalidade, busco esse “algo” arriscando-me em tudo.

A minha dieta? Não mordo humanos, embora uns realmente mereçam (e os que merecem, eu mordo). Pego em média de quatro bolsas de sangue no hospital por mês. Faz mal sim aos humanos, mas fazer o que? Melhor que machucá-los. E várias pessoas doam sangue.

[Música: http://www.kboing.com.br/paramore/1-1003972/]

Enfim, lá se vai a minha jornada. Quero o local que fui transformada, e ver se o cheiro do meu criador ainda está impregnado lá, porque foi numa rua muito escura e escondida, pode ser sim, que ainda tenha algum rastro dele lá. Afinal ele é vampiro, seu cheiro deve se sobressair muito difícil. Assim eu posso assimilar o seu cheiro em algum canto daqui ou próximo daqui, e encontrando-o posso achar outros como eu, da minha espécie.

Meu dom? Um escudo mental, que livra a mim e a quem eu quero de ameaças vindas da mente. Posso escapar de dons mentais de vampiros obscuros.

Para meu pai, vou fazer apenas uma longa viagem. Ele não se preocupa muito com isso, porque é como se meu instinto, e o que eu sou passasse pra ele segurança. Afinal, se acontecesse um acidente de carro, um tiro, uma facada, um assalto, um assassinato... Eu sobreviveria. Ser imortal é uma das melhores coisas do século.

São 3h00min da manhã. Vou percorrer minha cidade, denominada Forks, a esse horário, onde não tem ninguém na rua. Quem seria o humano idiota que caminharia nesse frio a essa hora? Um louco, talvez. Como Forks é deserta, pacata, desanimada e infeliz, não tem ninguém acordado agora.

Depois da minha rua, comecei a correr em alta velocidade, inspirando sem parar. Passei pelas ruas mais estranhas. Passei pelas mais claras. Passei perto da floresta. No começo da cidade. Até que cheguei ao fim. Ao fim de Forks, sem encontrar nenhum cheiro nas supostas ruas que eu achava que tinha sido mordida.

Inspira, expira. Forcei o pensamento. Eu estava no fim da cidade, mas parecia que eu estava cada vez mais perto...

Inspira, expira.

Flashback ON

- Bella, o que achou desse? – falou Angela, com um vestido azul celeste e um penteado em coque.

— Está legal. – dei um sorriso tentando transparecer alguma animação. Ela voltou para o trocador.

— Bella, gostou? Acho que realçou os meus peitos... – essa foi Jéssica com um vestido completamente rosa pink, sorrindo para a frente do espelho.

- Está ótimo.

- Você disse isso dos últimos cinco!

- É porque todos estavam bons.

- Você não queria vir aqui, né? – disse Angela, voltando com um vestido esverdeado.

- Na verdade não... Queria ir a uma livraria.

- Você pode ir e nos encontrar no La Bella Itália, às oito.

- Posso mesmo?

- Sim, vai lá!

- Muito obrigada. Até mais meninas.

Flashback OFF

Eu corria indo para Portland. Foi lá que eu fui transformada. Quanto mais eu corria longe de Forks, mais eu me lembrava da noite em que me morderam.

Flashback ON

Eu estava congelando e a rua estava muito escura. Eu já havia pegado meus livros e estou a caminho para o La Bella Itália.

O frio começa a ser insuportável. Um ar gelado passou por mim, como se passasse um vulto. Olhei pra trás, não havia nada. Comecei a ficar nervosa e a rua mais escura. Meu coração palpitava forte, eu ofegava. Olhei pra trás novamente. Havia muita névoa. Meu instinto aguçou-se. “Corra!” grita a voz na minha cabeça. “Corra!”

Seguindo meus instintos, corri pela ruela, que parecia mais um corredor.

Eu já estava surpreendida por não ter caído. Corri mais um pouco e tropecei na pedra. Fechei os olhos e senti novamente como se um vulto passasse.

- P-por fav-vor. Não me machuque. Por favor, tenha misericórdia. – comecei a rezar. Mesmo sem saber o que tinha perto de mim, havia algo. – Tenha misericórdia – implorei.

- Desculpe-me, eu sinto muito. – sussurrou a voz aveludada. E eu não senti mais nada, a não ser minha cabeça queimando e meu corpo ardendo de dor.

Flashback OFF

Corri na maior velocidade que consegui e encontrei o lugar. Estava mais acabado do que na minha memória, as plantinhas haviam ficado murchas, as paredes mais velhas, o chão mais sujo. O lugar estava mais inóspito e o cheiro do vampiro que se alimentou de mim estava profundo, assim como o cheiro do meu sangue. Ainda havia pingos na parede do pequeno corredor. Pingos do meu sangue, que eu não sabia nem nunca iria descobrir que tinha um aroma fascinante. Eu nunca havia sentido nenhum cheiro assim. Nenhum humano cheirava assim. Eu cheirava... E ele não conseguiu se controlar. Mas o cheiro dele... estava recente demais no local. Como se ele tivesse voltado alguns anos depois.

Eu vou achá-lo. Tenho certeza que vou.

Notas finais
Vocês gostaram? Por favor comentem, nem que seja um "gostei" ou "odiei", isso me ajudará a ter inspiração pra escrever e vou postar rápido. Favoritem, acompanhem a fic, aposto que vai rolar muito amor e fogo nessa história! Não percam o próximo capitulo, Capítulo II - Longa Viagem.

Beijos, comentem, não arranca pedaço! ♥