A Centelha da Esperança
3 O intocável
Notas iniciais
Zack
Tifa estava brincando com as outras crianças da vila, eu queria estar lá, mas me conformo em só observa-la, seu cabelo rosado, e seus olhos azuis me atraíram desde quando à vi pela primeira vez. E o dia no lago, aquele abraço, o cheiro de júniper dela, nunca vou esquecer.
Mas tudo mudou em um segundo, uivos e risadas começaram a surgir do nada, todos começaram a correr. Minha irmã e eu entramos dentro de casa e corremos para os braços de nossa mãe, meu pai, um homem de alta estatura, com cabelos negros iguais aos meus, e os olhos castanhos, estava correndo pela casa, colocando coisas dentro de uma mochila, até que não cabia mais nada dentro, me entregando-a.
_Zack, você terá que fugir com sua irmã... – disse ele, alternando o olhar para Daphne e eu.
_Mas e vocês? – perguntou minha irmã, já chorando.
_Vocês terão que correr, e proteger um ao outro. – nossa mãe, cabelo castanho claro, olhos escuros e de estatura média, segurou o rosto de Daphne e disse – Seu irmão te protegerá, você não confia nele? – eu sei que ela sabia que eu não tinha como ajudar minha irmã contra o clã das sombras, mas minha mãe sabia acalma-lá direitinho. Ela puxou meu braço e nos abraçou. – Eu amo vocês, meus filhos! Se cuidem.
_Zack, encontre abrigo para vocês dois. Se ajudem. Amo vocês, e que o antigo Dragonborn esteja com vocês. – Dragonborn, foi, a muito tempo atrás um homem que ajudou muitos povos de Rune, se juntou com o exército do rei antigo e lutou contra os rebeldes que queriam destruir as cidades, e comandar o país.
_Também amamos vocês. — dou o último abraço em meus pais e saio de casa, com Daphne segurando minha mão, segurando o ursinho branco dela. – Maninha, vou pegar um cavalo. Vá na direção da saída da vila, te encontro lá.
_Mas...tudo bem... – e então nos separamos, fui na direção dos estábulos de Pilt, eles abrigavam vários tipos de cavalos, éguas, e os tratavam, mas quando cheguei lá, não havia mais nenhum animal, o caos era total, pessoas gritavam, corriam. Eu estava ficando desesperado, mas lembrei de Daphne, virei para o sul, na qual ficava a saida da vila.
_Aquele menino! – gritou um cara, todo de preto, ele ainda estava longe, mas pude vê-lo vindo em minha direção.
_Droga! – corri, corri para encontrar minha irmã. Havia fogo na maioria das casas. O que havia acontecido com meus pais? Mas agora tenho outra coisa para fazer, passei na frente de várias casas, muitas pessoas corriam para muitas direções, mas uma, no meio de todas, me chamou atenção. Ela tinha o cabelo rosa, segurava alguma coisa nas mãos e corria na direção da floresta. Tifa. Queria ajuda-la, mas ela corriam tão depressa e eu não podia abandonar minha irmã, então comecei a correr o mais rápido para encontra-lá.
_Eu quero aquele menino de cabelos negros! Peguem ele! – mais homens me perseguiam, e se aproximavam cade vez mais. Eles podem até me levar, mas não minha irmã. Virei a esquina, olhei para a frente, e dei de cara com Daphne, de joelhos, olhando para frente, sem se mexer. – Daphne! Daphne!
_Zack! – Ela olhou bem nos meus olhos, não sabendo para onde ir, por isso ficou ali parada, perdida. Ainda bem que nada aconteceu com ela.
_Escuta aqui, você tem que correr para a floresta, vi aquela menina que nos chamava para brincar todos os dias indo para lá. Você tem que encontra-la.
_Mas e você? Não vou te deixar sozinho, e se eu...n-nunca mais... – os olhos verdes dela se enxeram de lágrimas, e então, minha pequena caçula começa a chorar, envolvo-a em um abraço apertado, supiro e digo com todas as minhas forças.
_ Prometa que vai correr o máximo que puder, e eu prometo que nos veremos de novo. – me afastei, olhei nos olhos dela, e continuei. – Daphne, eu não sei o que vai acontecer aqui, nem sei se vou sair vivo, tenho só doze anos, sei que não posso fazer nada para ajudar nesse estrago, mas posso salvar sua vida, e se eu morrer fazendo isso, morrerei feliz. – Principalmente para mim, meus pais sempre falavam sobre morte, e que ela não era ruim. Eu e minha irmã estavamos acostumados com a probabilidade de perder a vida, mas eu não deixaria ela morrer, não agora, nem nunca.
_ Não, não vou deixa-lo aqui! Não posso fazer isso! Eu te amo, não deviamos abandonar quem amamos! – ao falar isso, Daphne pula em meu pescoço, e me abraça forte, seu coelho de pelucia bateu em minhas costas, e tive uma ideia. Eu não tinha a mesma capacidade de minha mãe de acalmar ela, então improvisei.
_Mas como você é teimosa, vamos fazer assim, você me empresta esse seu coelho e prometo te entregar quando nos vermos. – Afastando ela, e segurando suas mãos, disse — Vá! Não se esqueça, encontre aquela menina e fuja com ela. – virei minha pequenina irmã para a direção que ela tinha que ir, e a empurrei. – Eu te amo irmãzinha... – ela correu, correu muito, do jeito que falei. Seu coelho de pelucia estava na minha mão, o apertei, e prometi para mim mesmo que a veria de novo. Mesmo se fosse daqui a muitos anos.
Sentei no chão, cruzei as pernas e esperei os assassinos chegarem, naquele um minuto de espera pensei em muitas coisas. Minha mãe e meu pai na casa, nos salvando. Daphne correndo para a floresta. Tifa desesperada. O ursinho branco que ainda vou entregar para minha irmã, algum dia, mas não hoje, pois os homens do clã das sombras chegaram.
_Cansou de correr, menino? – perguntou um homem, com um casaco preto que chegava até os pés, uma touca que não deixava ver seu rosto direito, e uma voz rouca que me fazia tremer de medo. Mas eu não ia ceder, não queria que eles fossem atrás de minha irmã, então enrolei.
_Apenas fiquei parado para ver se conseguiam me pegar. – provoquei, tentando olhar furiosamente para o homem.
_Menino de coragem. – ele se abaixou, segurou meu cabelo para trás, e disse. – Escuta aqui garoto, se eu fosse você não me provocaria. Você não sabe do que sou capaz. – sorri ironicamente, tentando provoca-lo mais. – Esse menino é meu, até chegarmos aonde temos que ir, que é aonde mesmo Beatrice? – ao terminar de falar, o homem me puxou para cima e jogou-me no chão, fazendo com que eu desse de costas na areia seca.
_Mas você é um idiota mesmo, é para a cidade que fica a dois dias daqui, Yuhr. E não maltrate o menino, a senhora Misty não gosta que sua encomenda chegue machucada. – Era uma jovem garota que falava, devia ter dezessete ou dezoito anos, tinha a pele morena, possuia uma estatura alta para uma mulher, e seus cabelos negros eram mais escuros que os meus. Ela vestia uma roupa mais leve, uma túnica preta, que chegava até os joelhos, pussuía uma aljava nas costas e um arco grande negro, como a escuridão das sombras. – Venha menino, ele não vai fazer nada com você. – a tal mulher estendeu a mão para mim, e a segurei, ela era a melhor escolha que eu podia fazer ali. – Eu vi aquela pequena menina correndo para a floresta, então não faça nada que vá se arrepender depois, pois a gravei em minha mente, e se caso você me desobedecer, irei atráz dela e a torturarei na sua frente, como fiz com meus irmãos. – ou não...
_Beatrice, Carl, vamos logo. Já coloquei as outras crianças na carroça. – falou um cara alto, forte e com voz autoritária. Ele devia estar no comando, então essa mulher não é a melhor.
_Vamos querido, você é tão lindinho que acho que não te colocarei na carroça. – disse Beatrice. – Não te machucarei. Prometo. – Será que ela lembra que acabou de me ameaçar? Segui aqueles patifes até a saída da cidade, ao caminhar por Pilt vi destruição, caos, casas pegando fogo, animais queimados, pessoas que antes ali se divertiam, agora estão mortas ou capturadas pelo clã das sombras.
Chegamos na saída da vila e uma carroça, que foi modificada para ser uma jaula estava lá, a minha espera. Havia mais de dez crianças amontoadas, machucadas e desesperadas. O homem que me bateu, o tal cara chamado de Carl, me empurrou para entrar na jaula, mas foi enterrompido.
_Tire a mão dele, seu inútil. Ele vai andando comigo. – disse Beatrice.
_Inútil é sua mãe, Beatrice.
_É mesmo, ela nem conseguia gritar enquanto eu a torturava. – disse a mulher, de aproximando de mim, e pegando minha mão. Carl ficou parado, pasmo com o que ela disse, então não teve reação quando Beatrice me pegou. Eu não conseguia falar, a cada minuto eu ficava mais apavorado com aquele demônio fantasiado de garota.
Começamos a caminhar, depois de mais ou menos meia hora, escureceu. E continuamos na direção da cidade, eu nunca havia saído da vila, tudo aquilo era novo para mim, então ficava olhando para os lados, querendo identificar as coisas que eu não conhecia.
_Você nunca saiu da sua vila, menino? – perguntou Beatrice, curiosa.
_Não.
_Interessante, na minha antiga vila, para poder sair, tinhamos que duelar até a morte com as crianças da mesma idade. Foi assim que matei minha família, achava injusto acabar com a felicidade dos outros, e então, acabei com a alegria da minha. E os anciões que cuidavam de lá fizeram um acordo comigo, alegando que não existiria mais duelos entre crianças.
_Mas e se eles não cumprissem a palavra? – perguntei, curioso.
_Eu os mataria, lentamente. – ela olhou nos meus olhos, eles brilhavam, e sorriu, delicadamente. Eu definitivamente tinha que fugir daquela mulher, mas por enquanto tenho que ganhar tempo.
_Acho justo, eles acabaram com muitas vidas, imagino.
_Com muitas, mas agora fique quieto, quero sentir o silêncio da noite. – e com isso continuamos andando, os homens fortes e ignorantes na frente da carroça, eu e Beatrice atrás. As crianças enjauladas olhavam para meus olhos, suplicando ajuda, mas nada eu podia fazer, eu também estava sendo sequestrado, só que pela bondade, ou pela maldade dessa arqueira ela me deixou livre, me deixando consciente de que se eu fugisse iria atrás de Daphne.
Algumas horas passaram, até que chegamos na estrada principal para Yuhr. A rua era beirada por um rio a esquerda, e por um pequeno barranco a direita, iluminada por tochas que eram acessas por soldados de baixo escalão da cidade, segundo o que meu pai dizia, os soldados acendiam as tochas para afugentar os animais e maus espiritos, para comerciantes passarem sem problemas no entardecer. Beatrice continuou calada por um bom tempo, ela devia estar pensando em como matar a sua próxima vitima, mas uma coisa a tirou de sua zona de conforto.
_QUEM ESTÁ AI? – pergunta Carl, o homem que me jogou no chão. – QUEM ESTÁ AI? – Carl parou a carroça, fazendo com que todos que o acompanhavam paracem, Beatrice colocou a mão em meu ombro e fez com que eu parece do lado da carroça, me impossibilitando de ver o que acontecia.
_Tem gente aqui, Carl é um idiota, mas conseguiu sentir. – ela cochichou, fazendo com que os outros não a ouvissem.
_Deve ter sido sua imaginação, Carl. Eu não ouvi nada. – fala o homem que deu a ordem para partirmos da vila.
_Pode ser, preciso dormir. Estou cansado.
_Todos estamos, mas precisamos chegar a cidade logo e entregar a mercadoria, a senhora Misty não gosta de atrasos. – falou o mesmo, e continuamos andando, Beatrice ficou calada, me forçando a ficar do lado da carroça, escondido do barranco.
_Um menino, e uma menina. A única coisa que pude sentir. – disse ela, falando em um tom baixo para que os homens não ouvissem.
_Como você sabe? – perguntei, facinado pela habilidade da mulher.
_Como é seu nome mesmo?
_Zack.
_Bem, Zack, sou descendente de uma raça antiga que existia aqui em Rune, os elfos da floresta. Eles eram famosos por suas habilidades com o arco e flecha, por sua furtividade, e por saber farejar o perigo. Essa raça foi sendo aniquilada com o tempo, representando ameaça ao reino, pois criaram uma aliança com os elfos negros e se rebelaram, assim entrou em quase completa extinção, alguns elfos conseguiram se esconder, com o tempo se juntaram com humanos e formaram famílias, e com isso os elfos puros foram extintos, e agora existem poucos descendentes. E eu sou uma dos poucos. – explicou Beatrice, com um certo orgulho em contar essa história.
_Meus pais contavam histórias sobre raças que existiam antigamente, mas sempre pensei que eram só histórias. – e assim ficamos quietos por algum tempo, quebrando o silêncio, perguntei. – Algumas pessoas tem um nome batizado pelo povo das cidades, como os antigos heróis tinham. Você tem ?
_Beatrice, o terror profundo.
_Ah, legal. – esse nome combinava muito com ela, apenas um dia de convivência com essa mulher, ela já havia se tornado meu terror. Não queria cair nas mãos dela nem por um segundo. – Hum, não vamos parar para descansar?
_O clã das sombras não para até cumprir sua tarefa, então não, e pare de falar menino, deixe-me quieta. – disse ela, com um humor nada agradável.
A noite foi passando rapidamente, e meus pensamentos só iam para duas direções. Minha irmã, que correria perdida pela floresta, procurando Tifa, eu não sabia como Daphne estava, ela não foi treinada igual eu pelo nossos pais, minha mãe sempre discutia com meu pai por querer treinar a pequena, e minha mãe sempre vencia. Mas tinha dias que Daphne treinava com o papai, ela não era nada boa com espadas, machados e arcos, ela era boa mesmo na esquiva, tinha uma habilidade com armas leves, como adagas, que eu não possuia. Em duelos, minha irmã sempre perdia, pois ela nunca conseguia me machucar, porque pensava que ia doer e eu ia sangrar, então eu sempre ganhava, o que não era muita coisa.
Também pensava na pequena de cabelo rosa que corria para a floresta com um cobertor nas mãos, Tifa só havia falado comigo no dia em que fugi dos meus pais para vê-la no lago, tudo aconteceu tão rápido naquele dia...
Quando sai de casa, e cheguei no lago que as crianças brincavam nos dias de calor eu a vi, deitada em uma pedra, observando as nuvens, olhei para o céu e disse “Aquela parece um coelho...” . Tifa levantou rapidamente da pedra e olhou nos meus olhos, seus olhos azuis olhando nos meus, me fizeram sentir vergonha, mas a continuei encarando, sem dizer nada, até que ela foi dar um passo e escorregou, caindo de costas na água. Eu fiquei desesperado, não sabia nadar e não conseguia vê-la, até que ela surgiu na margem, respirando pesadamente, puxei ela pelas mãos, tirando-a na água. Nosso primeiro toque. E então olhei para o corpo dela, suas roupas de pano marrom estavam molhadas, fazendo com que colassem no seu corpo, corei e virei o rosto. Tifa começou a rir e logo me juntei a ela, quebrando a sessão de risadas, falei: “Que ótimo jeito de nos conhecer.”, falando isso me sentei no chão e ela sentou, apoiando as costas nas minhas e fazendo com que nossos corpos se esquentassem, embora ela estivesse molhada.
”Prazer, Tifa Strauss.” – ela disse, quebrando o silêncio constrangedor que havia tido, “Prazer, Zack.”, e o silêncio retorna, o dia foi desaparecendo e a noite tomando conta, até que Tifa se move e apoia uma das mãos em cima da minha, sua mão estava gelada, e foi assim que percebi que ela estava com frio. “Ah, desculpe, não foi minha intenção.” – ela disse. “Você esta gelada.” – falei. “O vento bate e fico com frio, mas não é nada de mais.” – responde ela. Eu não queria ir embora, minha vontade era que aquele momento durasse mais algumas horas, dias, mas se ela ficasse doente por minha causa, não me perdoaria. Me levantei, fazendo-a com que se levantasse também, ela era um pouco mais baixa que eu, olhei para seus olhos e eles olharam para o meu, seu corpo tremia de frio, e então fiz o que eu nunca imaginei fazer, me aproximei de seu pequeno corpo e a abracei, envolvendo sua cintura em meus braços, ela ficou parada, sem fazer absolutamente nada, na hora tinha achado que a assustei, mas logo ela colocou os braços em volta do meu pescoço e retribuiu o abraço, apertando meu pescoço, e eu apertando a cintura dela. Naquele abraço, o que existia ao nosso redor parou, e naquele momento só havia eu e ela ali, abraçados. Deitei minha cabeça em seu ombro, conseguindo sentir o cheiro de seu cabelo, “Você cheira a júniper.” – eu disse, júniper era uma árvore famosa por seu cheiro doce e agradável, na qual muitos alquimistas faziam perfumes para vender, “E você poderia não me soltar...” – ela falou, sorri, eu não queria soltar ela mesmo, não queria que aquele momento acabasse, então afastei minha cabeça do ombro dela e a encarei, olhando profundamente em seus olhos fui me aproximando...
_Não, não pode ser. Chefe... – Beatrice interrompe meus devaneios, falando desesperada para o chefe da missão. Mas foi tarde, alguma coisa derrubou com força os capangas que iam na frente na carroça, fazendo com que eles caíssem desacordados, a maniaca ficou apavorada e arrumando seu arco, tive a chance de correr para o lado, e vi quem fez aquilo. Ele estava perto, mas não pude ver seu rosto por causa da touca que a tampava, o homem de mais ou menos um metro e oitenta vestia um casaco sem mangas, com alguns detalhes vermelhos, que de longe parecia sangue, calças e botas pretas terminavam sua vestimenta, só havia duas coisas que chamavam atenção, em cada coxa havia um bainha que seguravam quatro adagas, que brilhavam com o nascer no sol. E em sua mão direita uma espada fina, que quase arrastava no chão.
Olhei para Beatrice, que desesperada tentava arrumar seu arco em uma posição para acertar o tal homem, e então uma flecha voou, o alvo era certeiro, não havia como errar, a flecha ia diretamente no peito do homem, só que ele desviou e se aproximou de mim.
_Você sabe que não acertará, porque ainda não correu? – Beatrice congelou, nunca imaginei que ela ficaria em tal estado. – Vá, e diga para seu mestre, que ele não destruirá muitas vilas de agora em diante.
_Sempre com suas entradas triunfais. – Beatrice olha para mim, e diz. – Daphne, certo? – meu corpo gelou, como ela sabia o nome da minha irmã? Então a descendente de elfos correu, e foi perdida de vista ao longo da estrada.
_ Qual é seu nome, menino? – Sua touca já não tampava mais seu rosto, e olhei para sua face, uma faixa vermelha cobria seus olhos, e ele sorriu. – Isso é só um detalhe, pequenino. – me oferecendo a mão, perguntou novamente. – Qual é seu nome?
_Zack... – Apertei sua mão em gesto amigável. Não pode ser ele, o homem das histórias, a lenda estava na minha frente? Eu não conseguia falar direito, estava animado e confuso com a situação, então ele confirma minha suspeita.
_Prazer, Drake. Você deve me conhecer como o intocável, mas não é bem verdade...
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