A Centelha
8 15 a 30 minutos
A primeira vista, a água da piscina poderia parecer até quente, sobre ela pairava um vapor, afinal quem sabe se eles mentalizassem a temperatura não seria tão desagradável?
– O que estão esperando?!- Rosnou, foi então que eles pularam na água. Sabe aquela sensação que você tem quando enfia a mão na bacia de gelo em um churrasco? Agora imagine isso amplificado, como milhares de agulhas picando por todo seu corpo ao mesmo tempo, sim isso foi exatamente o que eles sentiram no instante em que entraram em contato com a água.
Logo depois disso, a mesma menina franzina se debatia em pânico por não saber nadar , um garoto de mais velho a socorreu enquanto que o restante tentava apenas não morrer de frio, era difícil manter o corpo em movimento, mas a necessidade básica de respirar estimulou o corpo a subir com mais urgência. Na beirada da piscina Alan os observava, fitando cada expressão e como cada um enfrentava o desagradável.
– Por quanto tempo ficaremos aqui senhor?- Questionou o garoto que segurava a menina mais nova.
Alan ignorou a pergunta se dirigindo a entrada da selva.
– Como podem ver aquela água está a 0 graus, bem gelada. — Apontou para trás onde ou outros estavam. -Nossa selva é uma espécie de labirinto, ou seja ela vai parecer bem confusa quando estiverem lá dentro.
O militar olhou para o relógio e comentou:
– Faz quase uns cinco minutos que estão lá... Vocês precisam encontrar a saída da mata antes que eles morram congelados.
O segundo grupo levou algumas frações de segundo pra entender o que estava acontecendo, mas logo avançaram pela mata.
A primeira vista, a trilha era reta, não tinha muito segredo, foi quando começaram as ramificações, e de repente a neblina estava mais espeça como um tipo de nevoeiro.
– E agora? O que a gente vai fazer?
– A vida deles depende de nós!
–Isso não é justo... Se pegarmos o caminho errado eles morrem.
–Então vamos pegar o caminho certo!- A voz ressoou mais alta que as outras, aquele era Erike, um garoto de doze anos, baixinho e gordinho, tinha bochechas fartas e traços asiáticos.
Os murmúrios se calaram diante da sugestão.
– Como vai fazer essa proeza?- Indagou uma voz feminina.
– Somo muitos, estamos em quantos?- Questionou pensativo.
– Dez pessoas. – A voz feminina respondeu.
– Se cada dupla seguir um caminho, eventualmente vamos acabar saindo da mata. O que vocês acham?
– Mas se ainda houverem outras ramificações?- Outra voz perguntou.
O silêncio tornou se sólido, aquele era um risco no qual eles eram obrigados a correr.
– Eu não sei...- A criança olhou desapontada para o chão. -Alguém tem uma ideia melhor?
Fran não sabia ao certo quanto tempo estava ali, mas as coisas estavam começando a se tornar confusas, seus olhos pesavam, sua cabeça começaram a tombar, quando se deu conta já se encontrava prestes a pegar no sono, seu corpo estava duro enrijecido, voltou a bater os pés, um dos rapazes próximo a ela, estava com o rosto ficando roxo de tão pálido, o pobre prestes a desmaiar.
Ela o sacolejou, e ele respondeu entre dentes:
– O qqque foi?
–Tá tá bem?
Ele balançou a cabeça ofegante em sinal de confirmação.
– Acorda!Anda acorda!
– O qque tá acontecendo?-Indagou Diego, o menino que a pouco quase desmaiou.
–É a Laura.- Respondeu com nervosismo.- Quem é Laura?-Questionou outra voz.
– Ela vai morrer se não sairmos daqui agora!- Disse o rapaz com Laura nos braços.
–Eles precisam da gente, não vão deixar a gente morrer aqui. -Interpelou tentando manter a esperança.-Vamos mantê-la aquecida.
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