Nherrc!!!

O barulho da velha porta se abrindo fez meu coração quase parar. Hesitei por dois minutos e nesse meio tempo desejei ir embora, porém quando olhei para trás pude ter quase toda a certeza que a Equipe Alfa não estava disposta a me deixar ir. Droga!

Olhando por uma pequena brecha consegui ver o quão escura lá estava, não havia nem mesmo uma vela acesa .

Antes de entrar, suspirei três vezes e pedi a Deus em oração que me protegesse daquele lugar. Comecei a dar passos largos com o propósito de chegar a uma outra porta no final do corredor.

Quando estava quase lá a porta a minhas costas se fechou, um barulho muito alto me fez saltitar, corri imediatamente de volta e tentei girar a maçaneta, estava trancada, quase a arranquei com os dentes.

– Beca! – duas batidas suaves na porta me apavoraram ainda mais.

– Me tira daqui Jess! – berrei, quase comprometi a missão, mas e dai? Eu estava trancada.

– Pare de gritar! – ordenou sussurrando – Vá em frente, com cautela, não comprometa nosso objetivo, traga Gregori, te seguremos assim que encontrarmos um novo modo de entrar.

– Mas que droga Jess, tudo bem – soltei enquanto me afastava.

Gregori seu pervertido idiota, por que tem que morra em um lugar assim? Ele era tipo, a sensação do momento, cantor, compositor e ainda ator. Não havia motivos ( A não ser pelo fato dele ser um original noturno; retirando sempre suas habilidades da escuridão) para morar em um lugar tão escuro e assustador.

Novamente eu estava naquele corredor, quase estuprei a maçaneta, mas a porta estava trancada, o pior é que eu nem tinha uma arma, para dar tiros.

Escorreguei pela parede e sentei-me ao chão. Quando olhei para cima vi uma pequena brecha, bem iluminada. Era um sotã.

Rapidamente arrastei um pequeno móvel para baixo da entrada, assim me daria uma ajudinha, subi em cima dele e dei três pulinhos para alcançar, fiquei meio que perdurada como uma louca, sem ao menos olhar para baixo, meu se eu escorregasse, puf, já era.

Forcei minha entrada, foi ai que vi o pé da cama de casal, meio que me arrastei sorrateiramente pelo chão até que eu fiquei bem afrente dele, de vagar me levantei, meu objetivo era surpreendê-lo, mas acabou que ele me surpreendeu.

Gregori estava dormindo, sua face estava serena, me parecia um anjo. Ele era tipo Zac Efron, mas muito mais lindo. Os meninos costumavam o chamar de Gay e mesmo se fosse eu continuaria o achando tipo, lindo. Tomei coragem para o acordar, entretanto senti algo me empurrar contra ele perdi o equilíbrio e cai sobre seu peito nu. Que vergonha, ao me levantar senti sua mão suave apertar meu pulso com força.

– Eu não esperava visitas em meio a madrugada – Gregori disse sem abrir os olhos. Sua voz era sonolenta.

– Me solta! – ordenei com a autoridade de uma ceifeira.

– Beca? – ele abriu aqueles olhos verdes.

– Você está preso Gregori – procurei as algemas que deveriam estar presas a minha calça.

– E quem vai me prender? – ele deu gargalhadas.

– Eu!

– Se é assim … – ele estendeu os braços – Leve-me até seu mestre.

Olhei fixamente para ele e tudo o que eu pude pensar foi:

Droga de Gregori !!!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.