Notas iniciais
Oi meus amores!!!

Aqui está o último capítulo da minha fic...

Vou deixar os agradecimentos para as notas finais

Espero que gostem!!!

Coloquei meu melhor vestido preto de manga longa, sapatilhas pretas e um casaco sobretudo da mesma cor e saí de casa. Mark estava me esperando encostado em seu carro trajando seus jeans habituais, uma camiseta preta e sua jaqueta de couro também preta.

“Pronta para ir?” perguntou, abrindo a porta do carona para mim.

“Pronta” suspirei entrando no carro. Mark fechou a porta assim que entrei e foi para o lado do motorista.

“Tem certeza que quer fazer isso? Você não parece muito bem” comentou me estudando atentamente. Ele estava certo, não estava me sentindo bem desde a morte de Laureen, mas era o certo a se fazer e me traria alguma paz de espírito, pelo menos era o que pensava.

“Tenho, preciso disso e ela merece. E a ideia foi minha, ou seja, não posso simplesmente voltar a trás e ficar em casa” ele logo entendeu que estava me referindo a Laureen.

“Se você tem certeza não sou eu quem vai te fazer voltar a trás” ele deu de ombros e pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos.

Na tarde anterior havia decidido que não podíamos simplesmente deixar o corpo de Laureen apodrecer dentro da floresta ou jogá-lo em um rio, ela merecia mais do que isso. Conversei com Alice sobre o assunto e decidimos fazer um enterro digno para Laureen, mesmo ela sendo uma vampira ela era nossa amiga, merecia ter um enterro e tenho certeza que ela gostaria disso. Não parei muito para pensar se havia algum lugar no céu para os vampiros, mas queria muito acreditar que existia, ela era uma pessoa boa, merecia um tempo tranquilo agora que seu corpo já não podia mais a abrigar.

O cemitério da cidade não era grande nem bonito, mas era um lugar bom o suficiente para o que haviámos planejado. Logo na entrada encontramos alguns conhecidos da faculdade que haviam ouvido falar sobre o assassinato, apesar de não saberem o que havia acontecido realmente, o jornal apenas dizia que havia um assassino na cidade que matara duas pessoas e que a população deveria tentar evitar sair nas ruas durante a noite. Na verdade parecia que a cidade inteira estava lá, várias pessoas que nunca vira antes estavam presentes, mas não pareciam tristes pelo que aconteceu e sim curiosos para saber como tudo acontecera. Eles perderam seu tempo indo ali achando que conseguiriam alguma informação extra, nunca falaríamos sobre o que acorrera na clareira duas noites atrás.

Cumprimentei a todos que pronunciavam seus pêsames mesmo não se sentindo mal pelo que acontecera a Laureen. Avistei Alice e Mike em um canto afastados da população que aparecera por ali por estarem curiosos quanto ao que acontecera. Nos juntamos a eles e esperamos pelo reverendo John que iria dar as últimas bênçãos ao corpo. O céu estava encoberto por nuvens escuras, era como se o clima estivesse representando nós quatro estávamos sentindo por dentro.

O reverendo não demorou a chegar, era um homem baixo e acima do peso, estava trajando um terno preto que parecia prestes a descosturar por ser menor que seu corpo, ele parecia não estar habituado a trajar aquelas roupas. Seus cabelos grisalhos e ralos e as pequenas rugas perto dos olhos faziam com que todos ali o respeitassem como a uma autoridade.

“Eu sinto muito pelo que aconteceu” falou, pegando minha mão em um gesto de compaixão.

“Todos nós sentimos, reverendo” respondi, usando o tom de voz mais calmo que pude, tentando represar as lágrimas que sentia chegando.

“Acho que já podemos ir” falou, indo para a frente da multidão para que todos pudessem vê-lo e fez sinal para que o seguissem.

Andamos em meio as lápides sem prestar atenção a elas, tentava não pensar muito sobre o que havia acontecido àquelas pessoas que nunca conhecera na vida e nas famílias que sofreram por elas porque me faria lembrar da dor que ainda sentia em mim por causa de minha recente perda. Aquele lugar parecia estar intensificando a dor que sentia.

O reverendo parou perto de um canteiro cheio de flores brancas. Ali as lápides eram substituídas por grama e placas de pedra indicando o local onde um corpo estava enterrado. Um buraco havia sido aberto onde um placa de pedra nova estava posicionada. Alice havia escolhido as palavras que iriam estar incrustadas nela porque eu estava sem ideias. Um caixão preto e simples todo fechado estava parado ali. As pessoas se reuniram e ficaram em silêncio esperando pelas palavras do padre.

Ele pigarreou, abriu a bíblia que carregava dentro do paletó e começou a ler as frases que havia escolhido para o momento. Ele parecia ter se dedicado muito na preparação de suas falas e estava concentrado no que fazia.

Senti meus olhos inundarem cada vez mais e não pude conter minhas lágrimas. Mark me abraçou, puxando-me para mais perto de si tentando me reconfortar, mesmo sabendo que seria inútil, mas só de tê-lo ao meu lado já me sentia mais segura e certa de que tudo iria se resolver um dia.

Quando o reverendo terminou, o caixão foi colocado dentro daquele buraco e logo foi coberto por terra. Todos começaram a ir embora cabisbaixos e alguns até mesmo decepcionados por não terem ouvido o que queriam, nos deixando a sós ali. Fui até o canteiro e arranquei algumas flores brancas dele, colocando-as em cima de onde o corpo de Laureen se encontrava.

“Obrigada por tudo. Descanse em paz, nós nunca te esqueceremos” murmurei em meio as lágrimas.

Olhei em volta e vi que Mike, Alice e Mark estavam repetindo meus movimentos, cada um tinha uma flor em mãos e iam até o monte de terra falar suas últimas palavras a vampira que tanto amávamos.

Meu celular vibrou e o peguei curiosa para saber o que era. Era uma mensagem de Sophie. Me espantei ao ver o nome dela aparecer na tela de meu celular, achei que nunca mais a veria ou teria notícias suas. Enxuguei meu rosto para poder ler melhor e abri a mensagem rapidamente, com medo de ser uma má notícia.

Eu sinto muito pelo que aconteceu.

Achei muito bonito o que fizeram por Laureen hoje, queria ter comparecido, mas sabia que vocês não deixariam eu ir embora se voltasse.

Eu estou com o Dean, ele também falou que sente muito pelo que fez. Nós vamos sair em busca de nossa cura. Nos desejem sorte!

Mandarei notícias em breve, prometo, não precisam ficar se preocupando comigo.

Amo vocês,

Sophie

Mark veio até mim e me abraçou.

“O que houve? Você parece distante” comentou. Mostrei a ele a mensagem que havia recebido. Ele a leu rapidamente “Ela vai ficar bem, sabe se proteger sozinha. Não precisa se preocupar com ela” beijou minha bochecha e secou as lágrimas que teimavam em escorrer por minha face delicadamente, mas, assim que as secou, novas lágrimas começaram a escorrer por meu rosto e ele desistiu de enxugá-las.

Esperamos para que Mike e Alice se juntassem a nós. Mostrei a mensagem a eles que pareceram ficar mais aliviados sabendo que Sophie estava bem e que mandaria notícias logo. Mark passou o braço pela minha cintura, me puxando para mais perto de si. Desde o ritual, desde que pensamos ter perdido um ao outro, nós estávamos mais próximos e unidos do que antes.

“Vamos para casa?” perguntou.

Iria ser difícil retomar nossas vidas depois de tudo que acontecera nestes últimos dias, mas teríamos que ser fortes e aguentar, não podíamos nos prender ao passado, isso não era saudável. Tínhamos que seguir em frente e tentar, aos poucos, voltar a ter uma vida feliz. Precisávamos finalizar este capítulo para podermos escrever os próximos capítulos de nossas vidas, mas nunca iríamos esquecer de todos os dias felizes que passamos todos juntos e de todo o sofrimento que os seguira.

Foi com esses pensamentos que deixei aquele lugar, com Mark ao meu lado, o homem que nunca seria capaz de deixar de amar; meu irmão, que sabia que sempre estaria ao meu lado, nos momentos bons ou ruins; e minha amiga, que nunca sairia de minha vida.

“Vamos para casa” concordei, caminhando lentamente ao seu lado rumo nossa nova vida.

“E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode curar dores emocionais. Descobre que se leva anos para construir uma confiança, e apenas segundos para destruí-la. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém… Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo. E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.”

-- William Shakespeare

FIM...

Notas finais
O que acharam? Reviews?

Quero agradecer a todos os leitores que me deixaram reviews, pela leitora que escreveu uma recomendação pra fic (já estava achando que ia terminar a fic sem uma hahaha) e também tenho que agradecer aos leitores fantasmas que acompanharam a história (mesmo não comentando, saber que vocês acompanhavam a fic já era o bastante para me fazer feliz)

E assim chega o fim da história da caçadora que se apaixonou pela sua caça...

Espero que tenham gostado da história tanto quanto eu gostei de escrevê-la!!!

Beijinhos e obrigada por tudo!!! (dessa vez não posso mais falar até o próximo capítulo =/ )
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!