A Caçadora
13 Mestiça
Notas iniciais
Capitulo 13
O ar frio balançou seus cabelos e pela primeira vez não pensou em matar vampiros ou qualquer outra criatura, ela só queria...relaxar.
Andou até um parquinho deserto e se sentou em um balanço e olhou para o resto do parque, imaginou as crianças brincando na gangorra, descendo um escorregador, ou até mesmo, brincando com seu cachorro. Uma infância que era desejada pela mesma quando era pequena. Uma lágrima escapou de seu olho.
Há quanto tempo ela não sentia o liquido quente cair e descer pelo rosto até cair no chão.
–-Por que chora?—ouviu uma voz vindo por trás, ela limpou a lagrima rapidamente e olhou para o lado e viu Natsu, sentado em um balanço e a encarando.
–-Não estava chorando.—se defendeu.—você estava me seguindo?
–-Encare da forma que quiser, eu diria, vigiando, mesmo eu estando aqui antes mesmo de você chegar.
–-Bem, não preciso que me vigiem.
Ele riu.
–-Bem, diga isso ao lobisomem que matei agora pouco. Estava te rastreando sabe?
Lucy o olhou assustada, mas depois em seu olhar a indiferença surgiu.
–-Eu cuido de um ninho de vampiros sozinha. Acha que não dou conta de um misero lobisomem?
–-Está desarmada.—ele observou com o sorriso sacana.
–-Pare com isso.—disse ela.
–-Com o que?
–-Com esse sorrisinho. —ela disse. —Você se acha irresistível, não é mesmo?
–-Então eu sou irresistível? Não te culpo, tenho essa influencia nas mulheres.—ele se aproximou a poucos centímetros do lábio dela, mas a loira se levantou irritada.
–-Venho aqui para espairecer e acabo encontrando a pessoa mais irritante da terra!
–-Não se esqueça que essa pessoa salvou sua vida.
–-E você não vai deixar escapar nenhuma vez.—ela concluiu.
–-Por enquanto, esse é meu curinga. —ele riu.—mas e ai? Vai ficar o tempo todo se lamentando ou vamos curtir a vida? Afinal, mesmo sendo dia de semana, a noite não é tão curta como todos pensam.
Lucy levantou o olhar, ele tinha razão, tirou o sobretudo e de dentro tirou um canivete que mantinha no bolso por precaução, rasgou a calça e a blusa, de forma que parecessem destruídas por um animal, bagunçou o cabelo e puxou a mão do rosado.
–-Para onde vamos?—ele perguntou desentendido.
–-Nos divertir.
♥ A Caçadora ♥
O som da musica alta estava no máximo e Lucy gostava disso, puxou Natsu até um canto no bar e pediu uma rodada de bebida, o garçom logo a trouxe.
–-Não é estranho não pedirem documento?—Natsu observou.
–-Estamos em um bar mágico Natsu, só membros do submundo vem aqui.—Lucy respondeu bebendo o liquido de coloração verde.
–-Já vim em vários e posso dizer que não haviam pessoas desse tipo.—observou que todos mesmo parecendo mal encarados eram muito mais belos do que estava acostumado a ver.
–-Mas não tinha os contatos certos. Sou a única caçadora que Mick deixa entrar.—suspirou.—Ele tinha negócios com o babaca do meu pai.—falou a loira amargamente.
–-Pelo visto vejo que temos algo em comum.—Natsu sorriu e ergueu o copo, indicando um brinde.—Não gostamos de nossos pais.
–-Não é questão de gostar e sim conhecer. Ele me largou quando era pequena naquele quartel.
–-Deve ter sido difícil.—Natsu a consolou.
–-Nem tanto.—ela sorriu.—Se não fosse por aquele idiota, não teria conhecido o Laxus, a Erza, muito menos você.
Natsu arqueou uma sobrancelha mas sorriu.
–-Fico feliz que tenha me colocado na pequena lista de amigos.
–-Como não considerar? Você até me salvou, duas vezes.
–-Esqueceu do lobisomem.
A loira riu e virou o copo, o batendo na mesa.
–-Não vou sair daqui até estar totalmente bêbada e relaxada.—ela sorriu e chamou o garçom novamente.—Mais uma bebida!
O homem assentiu e logo encheu o copo dela com o liquido esverdeado.
♥ A Caçadora ♥
Treze,catorze, quinze dozes de tequila depois Lucy dançava livremente na pista de dança atraindo olhares de todos os integrantes da li, Natsu dançava com ela igualmente bêbado e ambos faziam seus corpos se tocarem de maneira sensual.
–-Vamos entrar em coma alcoólico.—ela riu, se virando de costas para Natsu e tirando o cabelo do pescoço, colocando-o de lado.
–-Esse pescoço está me tentando sabia disso?—ele sussurrou provocante no ouvido dela.
–-Quer morder?—ela brincou.
–-Quero fazer muitas coisas com você, mas sugar o seu sangue definitivamente não é uma delas.
Lucy se virou para o mesmo e depois para os lábios dele, Natsu a olhou sem entender, até que a loira o beijou ferozmente. Ela sentiu como se o mundo envolta não existisse. Como se as pessoas bêbadas em volta nem o som absurdamente alto estivessem lá, era apenas ela e ele.
–-Vamos sair daqui?—sussurrou o rosado entre o beijo.
Lucy assentiu sorrindo maliciosamente e o seguiu até a saída da balada. Ambos andavam na rua, ele a agarrava a arrastando até ele, ela ria da cara que o mesmo fazia quando ela negava os beijos dele.
–-Está sorrindo como nunca vi, Lucy.—ela olhou para o lado e viu Laxus.
Os olhos de Lucy se arregalaram e Natsu ficou alternando o olhar entre os dois loiros.
–-L-Laxus. O que faz aqui?—a loira perguntou.
–-Eu que lhe faço essa pergunta. Eu estava preocupado com você.—ele olhou para Natsu.—quem é esse?
–-Natsu.—estendeu a mão para Laxus que a olhou mas não fez nenhum gesto amigável.
–-Te conheço muito bem Natsu. Lucy, sei que você sai bastante com membros do submundo, mas sabe com quem está se metendo?
–-Laxus, ele é um de nós!—a loira disse sorrindo.—ele é um Caçador.
Laxus olhou para Natsu sério e depois para a loira e suspirou.
–-Vamos para casa, agora.
Lucy sentiu algo no peito, mas fez o que o loiro pediu, se despediu de Natsu com o olhar e seguiu o tutor até o quartel.
Assim que entraram no prédio foi arrastada por Laxus até seu quarto, a empurrou para dentro e depois o loiro entrou trancando a porta atrás de si.
–-O que está fazendo Laxus?—a loira perguntou histérica.
–-Eu que lhe pergunto, Lucy! O que fazia com aquele cara?
–-Ele é o Natsu! Meu amigo.
–-Você não sabe quem ele é ou o que ele é. Fique longe dele.
–-Claro que sei Laxus! Ele é um caçador, como nós! Ele me salvou.
–-Ele não é um caçador. Muito menos um vampiro ou um lobisomem e nunca chegará a ser humano.
–-Não estou entendendo Laxus.
–-É Tão difícil entender, Lucy? Ele é um mestiço, hibrido de vampiros com humanos.
O corpo de Lucy ficou estático, ela nunca soube da existência daquela raça antes, nunca falaram para ela sobre aquele assunto, isso era impossível, vampiros não podiam se reproduzir.
–-M-mas como?—a voz da loira saiu fraca.
–-Pesquisas, descobriram que apenas algumas humanas poderiam ter filhos com vampiros, mas mesmo assim era muito difícil o bebê ou a mãe sobreviverem, na maioria dos casos os dois morriam. Apenas dois mestiços sobreviveram.
–-Alem do Natsu, tem mais um?—Lucy perguntou.
–-Lembra do massacre na vila de Elfos, que matou a maior parte de caçadores?
–-Muito vagamente. Lembro de todos serem mortos por um vampiro.
–-Não foi um vampiro Lucy. Foi você.
–-Laxus.—os olhos da loira estavam arregalados e o corpo tremendo.—o que pensa que está dizendo?—sibilou.
–-Lucy...—tentou acalmá-la, mas foi empurrado com força para trás.
–-Não toque em mim.—Lucy fitou o quarto com confusão, destrancou a porta e correu para fora, indo buscar explicações.
♥ A Caçadora ♥
Estar em frente daquela porta era a coisa que mais intrigava Lucy. Por que raios ela estava lá? Talvez por ele ser o único que soubesse lhe dizer o que ela era, o único que devia saber como ela se sentia. O único de sua espécie.
Bateu três vezes na porta e escutou os múrmuros vindos da parte de Natsu, mas logo a porta foi aberta pelo mesmo e o olhar de espanto dele foi visível.
–-O que faz aqui?
–-Preciso falar com você.
–-Pela sua cara não me parece algo bom.—ele sorriu de canto mas deu passagem.—Entre.
Lucy deu uma boa olhada no apartamento, não mudara nada. Pelo menos ao seu olhar, ela não havia prestado muita atenção no ambiente quando esteve ali pela única e ultima vez. Natsu sentou no sofá e deu alguns tapinhas no acento ao seu lado, indicando que queria a loira sentada ali. Lucy sentou-se ao seu lado um tanto desconfortável.
–-O que queria falar comigo?—perguntou.
–-Eu sei o que você é.
–-Um cara super gostoso? Demorou todo esse tempo para descobrir?—ele sorriu sacana.
–-Pare de ser idiota por um momento, mestiço.
As feições de Natsu mudaram de brincalhonas para sérias em questões de milésimos de segundo. Lucy o encarava com a mesma intensidade que ela a olhava.
–-Como descobriu?
–-Laxus me contou.
–-Aquele idiota.—sussurrou o rosado.—Então, se ele contou sobre mim ele deve ter falado sobre...
–-Eu ser uma mestiça? Sim.—Lucy suspirou.—Você já sabia não é mesmo?
–-Sim.
–-Quando descobriu?
–-Desde sempre, eu acho. Senti algo em relação a você desde aquele dia em que te salvei. Mas há pouco tempo soube o que você realmente era.
Lucy cerrou os punhos nervosa.
–-Por que não me contou?
–-Achei que era melhor pra você.
Lucy abaixou a cabeça e tampou os olhos, os pressionou com um pouco de força, tentando evitar as lágrimas que ardiam tentando sair. Desde quando ficara emotiva a este ponto?
–-Lucy, fique calma.—Natsu pousou uma mão no ombro da loira.
–-Natsu.—A loira olhou para ele, com as lágrimas caindo em seu rosto.
A mão esquerda de Natsu ergueu o queixo de Lucy e se aproximou, contornou a fina cintura da loira com a outra que estava livre.
–-Não chore. Eu amo você, Hartfilia.
Os lábios de Natsu encostaram suavemente nos da loira, um arrepio percorreu pelo corpo de ambos, Lucy contornou os braços ao redor do pescoço de Natsu, enquanto se aproximava sentando em seu colo.
As mãos de Natsu agora percorriam cada milímetro do corpo da loira, das pernas à bunda, das costas à nuca. Lucy arranhava as costas do rosado, ás vezes ia até o cabelo do mesmo e dava leves puxões nos fios róseos.
O rosado levantou ainda com a loira no colo e sem interromper o beijo, indo para o quarto, jogou a loira na cama e ficou por cima, distribuiu beijos no pescoço de Lucy, dando alguns chupões fazendo a loira gemer baixo.
–-Lucy, não sabe o quanto esperei por este momento.—ele sussurrou em seu ouvido, fazendo a loira tremer.
–-Eu digo o mesmo, Natsu.—a loira sussurrou e logo mordeu a orelha de Natsu.
Ele tomou os lábios dele de volta para si, prensando-a contra seu corpo, e agora, com as mãos dentro da blusa de Lucy, acariciando os seios fartos sobre o sutiã.
Logo tanto a blusa como o sutiã de Lucy estavam jogados em algum canto do quarto, lambia, sugava e apartava, deu o mesmo tratamento a ambos os seios sentindo a loira se contorcer em baixo de si. Enquanto tratava dos seios, ia desabotoando a calça da mesma e a retirando vagarosamente, assim que a loira estava apenas com a calcinha ele fez um rastro de beijos de seus seios até sua intimidade, que já estava úmida de tanta excitação.
Retirou a calcinha da mesma, começou a estimulá-la com os dedos e com a ajuda de sua língua, penetrou-a com um dedo e logo depois seguido por outro, Lucy se contorcia e gemia enquanto Natsu a observava sorrindo perversamente, assim que sentiu que Lucy iria chegar ao ápice, retirou os dedos ouvindo um gemido de protesto.
–-Ainda não.—inclinou-se para beijar a loira, mas ela inverteu as posições ficando em cima.
–-Não é injusto eu estar totalmente nua enquanto você ainda está devidamente vestido?
–-Acho isso certo, você deveria andar nua sabia?—ele sorriu.—mas só em minha casa, é claro.
–-Engraçadinho. Mas agora, quem comanda sou eu.—Lucy sorriu.
A loira tirou a camisa de Natsu e arranhou o peitoral definido, beijou e mordiscou o pescoço do mesmo e desceu até sua calça, vendo o grande volume que ali estava, olhou para Natsu e viu o mesmo a encarando seriamente, Lucy abriu o zíper da calça e assim com a ajuda de Natsu a retirou, vendo o membro ereto do rapaz. Sem pensar duas vezes abocanhou o membro, ouvindo os gemidos de Natsu enquanto fazia os movimentos para cima e para baixo.
Lucy parou e viu ser posta sob Natsu, ele beijou o pescoço dela e tateou a mesa de cabeceira achando o preservativo, colocou-o rapidamente e logo penetrou a loira.
Ambos soltaram um gemido de prazer, as estocadas de Natsu que eram lentas no começo, ficaram cada vez mais rápidas e fortes, Lucy arranhava com ardor as costas do rosado. Uma ultima e forte estocada de Natsu depois que ambos chegaram ao ápice juntos. Lucy viu Natsu cair ao seu lado e a encarar, sorrindo.
–-Não achei que a noite fosse acabar assim—ele sorriu mais ainda.—estou realmente feliz, Lucy.
–-Eu te amo Natsu.—a loira o abraçou fortemente.
–-Eu também de amo, loira.
–-Acho que esse é o momento mais feliz da minha vida até agora.—Lucy disse quase num sussurro.
–-Se depender de mim, você terá muitos outros, Luce...—beijou o topo dos fios loiros e adormeceu ao lado de Lucy.
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