A Caçada Final

2 Capítulo 2 - Operação Transferência


Notas iniciais
Bom. Este é o segundo capítulo da fic.
Harry esta prestes a sair da casa dos tios. Para sempre!

Espero que gostem.

Harry conferiu o malão, abarrotado de coisas, deu uma olhada pelo quarto conferindo para ver se não tinha esquecido nada. Dentro do guarda-roupas estavam os livros que ele usara em Hogwarts e não precisaria mais. Uma pilha de jornais velhos no canto; um saco de lixo cheio de penas e tinteiros velhos. Edwiges piou atrás dele e ele se dirigiu até a escrivania onde ela estava.

— Consegue saber para onde vou garota? – Edwiges piou confirmando. – Consegue ir sem ser interceptada? – Ela piou mais uma vez.

— Então vai com cuidado! – Disse Harry abrindo a gaiola.

Edwiges voou pelo quarto esticando as asas, pousou no ombro de Harry dando uma bicada na haste do óculos e saiu pela janela sumindo entre as nuvens. Nesse momento a campanhia tocou e Harry desceu correndo para atender, mas sua tia já havia feito isso.

— Olá Senhora Figg. – Disse tia Petúnia surpresa. – O que faz aqui?

— Hum, Harry está?

Tio Valter parou à porta dizendo:

— Está! Estava pensando em sair, mas se quiser a ajuda dele com alguma coisa pode levá-lo; quem sabe ele não dorme por lá!? – Disse ele imaginando que a senhora Figg quisesse que Harry a ajudasse com algum gato ou coisa parecida; e esperançoso de que talvez o sobrinho ficasse por lá e esquecesse essa história de Lorde sei lá das quantas.

— Na verdade Sr. Dursley – Respondeu a Sra. Figg entrando e fechando a porta, sob o olhar atento dos outros. – Vim trazer um recado para Harry. – E começou a colocar a mão no bolso quando Harry terminou de descer a escada.

— Parada! Nem mais um movimento! – Disse ele apontando a varinha para a Sra. Figg.

— O que é isso garoto, vai bater nela com um pedaço de pau? – Disse tio Valter temendo que Harry fizesse algo e Sra. Figg descobrisse seu segredo.

— Acalme-se Harry, sou eu mesma. Não tenho uma varinha no bolso é apenas uma carta; um bilhete na verdade.

Tio Valter olhou de tia petúnia para a Sra. Figg. Então ela também era uma de sua laia?!

A Sra. Figg tirou do bolso um bilhete e disse:

— O plano mudou. Parece que há alguém de você-sabe-quem infiltrado no ministério e descobriu de alguma forma o plano, então vocês não irão amanhã como previsto, e sim hoje. Daqui a pouco na verdade. Dédalo Diggle virá buscá-los com a ajuda de Artur Weasley; eles pegarão seus tios de carro e os levarão em segurança. Quanto a você, pegará uma chave de portal na minha casa, escoltado por Tonks, Lupin e Moody, até um local seguro.

— Para onde vou Sra. Figg?

— Não foi revelado, é claro. Imagine se interceptassem a coruja! Píchi é pequena mas não é invisível!

— Píchi? A coruja de Rony?

— Isso, o bilhete chegou pó ela agora a pouco. Muito festiva ela!

Tio Valter fazia uma cara de fúria na mesma proporção que tentava entender o que estava acontecendo ali. Chave de portal, coruja, você-sabe-quem, Ministério da Magia, Artur Weasley; algo fazia tio Valter olhar para a lareira com uma vaga lembrança.

— O que está acontecendo aqui afinal? A Sra. É uma dessas... dessas...

— Bruxa?! – Interrompeu a Sra. Figg. – Sim, e sou membro da Ordem da Fênix, isso faz diferença? Dois bruxos virão buscá-los daqui a pouco num carro que o Sr. Weasley adaptou. Molly está furiosa. – Acrescentou olhando para Harry. – Bem, é melhor se apressarem. Estarão aqui em 20 minutos. Depois disso você espera Tonks e Lupin, Harry, eles virão te buscar. Adeus Dursley. E saiu fechando a porta.

— Quer dizer que quando ia para a casa dela ficavam fofocando sobre o mundo de aberrações a que vocês pertencem! – Vociferou tio Valter.

— Na verdade, não! Soube que ela é uma bruxa há dois anos quando, DEMENTADORES ATACARAM A MIM E AO DUDA E EU SALVEI A VIDA DELE, caso não se lembrem! – Terminou Harry nervoso.

Duda gemeu no canto – Não existe mais daqueles, existe?

— Mais?! Milhares! Eles estão se multiplicando, as pessoas estão com medo, e o medo é a força deles! O medo e as lembranças ruins os alimentam, e eles estão por todos os lados.

Duda parecia ficar cada vez com mais medo. Harry tinha certeza, nunca tinha visto Duda tão aterrorizado.

— Não quero ficar aqui. Não quero estar aqui quando eles chegarem!

A campanhia tocou antes que tio Valter pudesse dizer alguma coisa e Harry se adiantou em abrir a porta.

— Olá Harry! Que prazer em revê-lo! – Disse o Sr. Weasley abraçando Harry.

— Olá Sr. Weasley.

— Harry Potter que prazer revê-lo! – Disse Dédalo Diggle fazendo um reverencia.

— Você! – Brandiu tio Valter. – Você não é bem vindo em minha casa! – Disse ele olhando para o Sr. Weasley.

— Ah! Olá Sr. Dursley, creio que se lembra de mim. Vim buscá-lo para levar o Sr. E sua família em segurança.

— Segurança!

— Sim e peço-lhe mais uma vez desculpas pela lareira. Agora se pudermos nos apressar, temos um longo caminho, meu carro está esperando para voarmos até nosso destino.

— Voar!? – Disseram os Dursley ao mesmo tempo.

— Exato. Fiz um ajuste em um novo carro, precisa ver depois Harry, ficou incrível! Não se preocupem, ninguém nos verá, sairemos dos limites ou das vistas dos trouxas antes de voarmos. – Concluiu o Sr. Weasley, picando para Harry. – Agora vamos, estamos quase atrasados! São só essas as malas?

— Harry assentiu com a cabeça.

— Ótimo. Se quiserem se despedir...

— Não precisa! Vamos andando. – Respondeu tio Valter.

— Vamos nos rever? – Harry olhou surpreso para Duda.

— Não sei.

— Bom. Foi bom ter salvado a minha vida! Sabe... quero dizer...bem

— Não há de quer Duda! – Disse Harry surpreso e chocado com a atitude de Duda. – Nos vemos um dia, quem sabe.

Duda sacudiu a cabeça, pegou sua mala e saiu. Tio Valter olhou para Harry e murmurou um “adeus moleque” e saiu atrás de Duda. Faltava apenas tia Petúnia, Dédalo estava lá fora ajudando a arrumar a bagagem dos Dursley e Artur disse que iria ligar o carro.

— Bem, nos vemos um dia, eu espero!

— Espero que sim! – Disse Harry.

Tia Petúnia enfiou a mão no bolso e entregou uma foto a Harry.

— É a única que sobrou. Mandei fazer uma cópia pra você. Cuide bem dela! – Disse tia Petúnia e saiu pela porta pouco depois de dizer: — Cuide-se.

Harry ficou olhando até o carro do Sr. Weasley virar a esquina e sumir, e ao olhar para o outro lado da rua viu Tonks e Lupin atravessando – a até ele.

— Olá Harry!

— Como vai Harry?

— Bem. Já vamos?

— Já. Quer dar uma ultima olhada na casa? – Perguntou Tonks.

— Quero.

— Seja breve.

Harry subiu até seu quarto e pode ver através da janela o sol sumindo no horizonte. Passou rápido por cada um dos cômodos, se detendo um pouco no armário debaixo da escada, pegou sua mochila, Lupin se encarregou do malão e Tonks da gaiola vazia de Edwiges e rumaram para a casa da Sra. Figg, onde Moody os esperava para de lá aparatarem (Harry guiado por Tonks) para um lugar que só ela, Lupin e Moody sabiam onde seria!