A Caçada Final
16 Capítulo 16 - Festas, presentes e amores
Notas iniciais
Lupin e Tonks se despediram logo após o jantar, com a promessa de voltarem para o natal. Ian não se demorou muito depois disso. Harry deixou Rony e Hermione na sala e Gina despedindo-se de Ian e subiu para o quarto de Sirius onde suas coisas e as de Rony estavam e deitou-se na cama olhando para o teto. As imagens do ataque a Plataforma, dos Comensais, de Gina sendo atacada e de Ian salvando-a passavam na sua mente como fantasmas. Ele tinha ouvido toda a explicação sobre o ataque e sobre as atitudes de Ian, e estava certo de que o garoto não tinha mentido, mas o sentimento dele não era de desconfiança.
“Ian salvou Gina, não eu.”
“Ian namora Gina, não eu.”
“Ian está fazendo Gina feliz, como eu não pude fazer.”
– Harry! Está dormindo de olho aberto? – A voz estridente de Hermione tirou Harry de seus devaneios e ele pulou sentando-se na cama.
– Mione, o que foi?
– Eu e Gina estamos no quarto logo ali na frente, e, bem, você precisa ver isso. – Hermione saiu não esperando para ver se Harry a seguia. Mas ele seguiu.
Chegaram juntos ao quarto no final do corredor. Harry entrou e viu Rony e Gina parados perto da porta olhando para ele e Mione. Não, não para ele. Para a porta.
Harry virou-se lentamente, sem saber o que iria ver. Hermione olhava para ele e depois para a porta, com ansiedade. O quarto, ele reparou, era todo verde, decorado com objetos da Sonserina por toda parte. “Deve ter pertencido ao irmão de Sirius”, ele pensou “um orgulhoso Sonserino”. Virando-se completamente ele viu apenas uma porta, de tom esverdeado, uma maçaneta prateada gasta pelo tempo, levantou o olhar e foi então que ele viu. Cravada acima da altura da sua cabeça havia uma placa prata também gasta e desenhada nela as palavras “Régulo Arturo Black”.
– Régulo Arturo Black – Disse Harry quase num sussurro. Todos no quarto continuavam a olhar para a porta e para ele. Harry estava se perguntando se estava seguindo a linha correta de raciocínio, a linha de Hermione quando a garota lhe deu a resposta.
– Régulo Arturo Black. – Repetiu ela. – R.A.B. Encontramos ele Harry.
– Talvez o medalhão esteja aqui. – Disse Rony.
– Que medalhão? – Perguntou Gina – O que vocês estão escondendo de mim?
O trio olhou de um para o outro considerando contar tudo para Gina, ela estava ali com eles não estava? Mas e se ela decidisse ir com eles? O esforço de Harry seria em vão.
– Gina – Começou Harry – É melhor você não saber...
– Pare de dizer o que é melhor para mim Harry! Eu tenho direito de saber.
Harry olhou de Gina para os amigos a procura de socorro, mas Hermione disse.
– Harry, temos que contar pra ela. Estamos juntos nisso. É pra isso que serve a armada, certo?
– Mas Mione...
– Não estou dizendo que ela irá se arriscar na busca Harry, só estou dizendo que ela tem o direito de saber e de nos ajudar.
Harry considerou as palavras de Hermione por um momento e depois se virou para a porta fechando-a.
– Certo, vamos contar a ela.
***
– Como está a sua missão? – Uma voz fria soou no canto da sala.
– Estou progredindo Milord! – Respondeu o outro próximo a lareira, o fogo crepitava baixo, quase se extinguindo e ele esfregava as mãos uma na outra tentando se aquecer. O Lorde das Trevas próximo à janela, bem longe do misero fogo parecia não se importar com o frio.
– Espero que “Estou progredindo” signifique que eles confiam em você! – Ameaçou Voldemort.
– Milorde, estou tendo os problemas previstos para ganhar a confiança de dois deles, mas em breve eles não serão problema.
– Espero que sim! Logo o Ministro cairá e teremos o poder sob o Ministério. A escola deverá ser fechada e o mundo bruxo me temerá novamente. E meu sucesso depois disso depende em parte de você, meu rapaz. Espero que não falhe como seu amigo Malfoy. Estou farto de jovens burros...
– Ele não é meu amigo Milorde. – Respondeu o outro um pouco irritado e cansado. Voldemort riu secamente.
– É claro que ele não é. Você não precisou fingir esta parte não é. E a garota? Ela é tão bobinha, tão ingênua. Parece que conseguiu convencê-la.
– Certamente Milorde, ela não foi problema.
– Não está apaixonado por ela está Hector? – O outro exitou um pouco antes de responder.
– Claro que não, Milorde.
***
– Harry! Harry! Acorde!
– O quê?
Harry abriu os olhos assustado, ergueu-se nos cotovelos e olhou para Hermione. A expressão da garota não era nada boa.
– Harry, você teve um pesadelo.
Harry procurou pelos óculos e os colocou. Sentiu o cabelo úmido caindo nos olhos, a testa estava suada.
– Acho que sim.
– Com o que você sonhou?
Ele se levantou e pegou a toalha estendida na cadeira.
– Harry! Diga-me... diga que não sonhou com Voldemort.
– Desculpe Mione, não sei como aconteceu.
– Droga Harry! – O garoto olhou para amiga assustado.
– Mione, eu...
– Não Harry, não diga nada. Estamos no meio de uma caça as Horcrux, não encontramos nenhuma ainda, apenas descobrimos quem é R.A.B e agora você volta a ter uma conexão com ele! Isso não é bom! Nossa situação não é nada boa! – Sem esperar que Harry se defenda ela continuou. – Vá tomar um banho, e seja rápido. Fred e Jorge virão para o almoço, assim como Lupin, Tonks e Shacklebolt. A Sra. Weasley quer que ajudemos a arrumar a casa. E vamos começar a preparar os enfeites de natal.
Fechando a porta Hermione deixou Harry sozinho, com seu entorpecimento e sua culpa.
– Ei maninha, mamãe disse que está namorando. – Disse Jorge olhando para Gina.
– Temos que conversar sobre isso! – Fred disse olhando para a irmã também.
– Ah, qual é. Vocês são meus irmãos não meus pais. – Protestou Gina.
– Exatamente, agora fiquem quietos e comam. – Disse a Sra. Weasley sorrindo.
– Mas queremos conhecê-lo! – Disseram os gêmeos juntos.
– Vocês já o conhecem. – Disse Rony parecendo aborrecido com a conversa.
– Conhecemos?
– Quando?
– E de onde?
– De Hogwarts – Respondeu Gina – E do casamento do Gui e da Fleur.
– O QUÊ? – Gritaram Fred e Jorge ao mesmo tempo, fazendo todos na mesa saltarem.
– Não pode estar falando sério – Disse Fred voltando a se sentar.
– Está namorando o Rockwood! Mas Gina – Jorge ia começar quando Gina interrompeu
– Escutem aqui, não quero saber o que tem o mas e nem meio mas. Eu posso muito bem escolher com quem eu namoro ou deixo de namorar. Ok? – Disse Gina se levantando.
– Gina querida, sente-se. Vamos terminar o almoço. E vocês dois calem-se! – Advertiu a Sra. Weasley muito séria. – Ou vão ficar sem ceia de natal
– Mas mãe...
– Quietos!
Harry observou Lupin se mexer desconfortavelmente e olhar para o Sr. Weasley. Em uma breve troca de olhares o Sr. Weasley assentiu e tomou a palavra.
– Gina, falando nisso... bem, eu e sua mãe estivemos conversando e...
– Ah não, não venham dizer que são contra o namoro também... – Começou Gina.
– Gina, deixe o seu pai falar. – Gina olhou para a mãe e contrariada tornou a olhar para o prato. Os gêmeos e Rony e até mesmo Harry olhavam com certa esperança para o Sr. Weasley, esperando que ele proibisse o namoro ou algo do tipo.
– Bem, eu e sua mãe decidimos que seria bom se Ian passasse a noite de Natal conosco.
Todos na mesa olharam para o Sr. Weasley como se tentassem descobrir se ele estava falando sério. Apenas Lupin e Tonks não pareciam surpresos.
– O que? – Gina olhou incrédula de seu pai para sua mãe. – Querem que Ian passe a noite de Natal conosco?
– Sim, nós queremos. Estaremos todos aqui. Carlinhos virá e trará Michele, e Gui e Fleur também estarão aqui. E Hermione, só vai faltar o Ian.
Hermione olhou para o Sr. Weasley com o rosto mais corado do que parecia humanamente possivel.
– Ora minha querida não precisa fazer essa cara – Disse a Sra. Weasley sorrindo para Hermione e pegando uma de suas mãos. – Nós sabemos que você e Rony não estão namorando oficialmente, ainda, mas finalmente meu filho tomou a iniciativa, não é mesmo. – Terminou ela piscando para Hermione e voltando a se recostar na cadeira. Rony parecia querer disputar com Hermione o titulo de rosto mais vermelho da mesa.
– Enfim, — Continuou o Sr. Weasley. – imagino que os Rockwood não vão se importar, muito menos Ian. Se ele gosta mesmo de você, vai querer conhecer melhor sua família e ter a nossa aprovação. Mande uma coruja para ele. Diga que estamos esperando ele amanhã à noite. E... bem... diga que ele... que ele dormirá aqui.
– QUÊ? ONDE? – Dessa vez foi Rony quem gritou.
– No seu quarto, e de Harry. Se não se importarem.
– Claro que me importo!
– Harry?
O Sr. Weasley olhou para Harry, assim como todos na mesa, esperando por uma resposta.
– Não... claro que não. – Respondeu ele deixando um Rony mais que incrédulo – Ele é o namorado da Gina. Pode ficar aqui.
– Mas no nosso quarto! A casa tem quartos desocupados! – Rony ainda protestava.
– Carlinho e Michele dormirão aqui. Talvez Gui e Fleur também. Estou pensando em dividir meninos e meninas e ocupar apenas dois quartos com os solteiros. – Disse a Sra. Weasley já brava com o filho.
– Então Carlinhos...
– Sim Ronald, ai Carlinhos ficaria no quarto também.
– Não vai precisar ter medo do Ian. – Disse Gina ironicamente para o irmão. – Porque é isso que parece.
Rony fez menção de responder, mas o Sr. Weasley interrompeu.
– Certo, chega com isso. Gina chame Ian. Diga que ele será bem vindo. E vocês três. – Continuou o Sr. Weasley olhando dos gêmeos para Rony – Tratem de se comportarem. Vocês todos já são maiores de idade. Não precisamos de nenhum espetáculo no Natal como o do casamento.
Os três assentiram calmamente. O restante do almoço trancorreu quase em silêncio, apenas com algumas trocas de palavras entre o Sr. Weasley, Lupin e Tonks.
***
A casa estava completamente decorada no dia seguinte. A lareira permanecia acesa aquecendo a casa do frio do inverno. Harry desceu as escadas e entrou na biblioteca.
– Desculpe, eu pensei que encontraria Hermione aqui. – Gina estava sentada na ponta da mesa folheando um grande livro.
– Tudo bem Harry não precisa se desculpar. Acho que ela está em uma das salas com Rony.
– Ah. – Harry não sabia exatamente o que dizer sobre aquilo, então, resolveu tentar mudar de assunto. – Então... Ian virá?
– Sim, ele virá. Ficou muito feliz pelo convite. Harry... sei que você não se dá bem como ele, mas...
– Tudo bem Gina. Não estamos em Hogwarts. Talvez possamos deixar um pouco da rivalidade das casas de lado, certo?
Gina olhou para ele incrédula. Aquele era Harry? O Harry de que ela gostava desde muito tempo atrás. O Harry que Hermione tinha ajudado-a a fazer ciumes. O Harry corajoso que sempre lutava pelo que queria, era aquele? Aquele que estava diante dela oferecendo uma tregua para seu atual namorado? Ele estava novamente desistindo dela? Para sempre?
– Posso te fazer uma pergunta Gina? – A voz de Harry a tirou dos seus pensamentos.
– Claro.
– Você ainda me ama?
Gina olhou para Harry um pouco assustada. Ela certamente não esperava aquela pergunta. Eles estavam mesmo tendo aquela conversa?
– Por favor, seja sincera.
– Eu... não sei Harry. Já não sei se te amo tanto!
Harry com certeza não esperava aquela resposta, mas tentou parecer calmo e seguro quando perguntou.
– Você ama o Ian?
– Harry... Eu gosto dele.
– Por quê?
– Por quê? Por que Harry? – Ela nunca tinha pensado no porque de gostar de Ian, ela apenas sabia que gostava. Tudo tinha começado como uma armação, mas o feitiço caira contra a feiticeira. E de repente, ela sabia o por que. – Bom, por que ele me faz sentir especial.
– Especial?
– Sim, especial e valorizada. Ele não me deixa de lado quando as coisas se complicam. Ele me coloca ao lado dele, perto dele, para me proteger. Ele sabe que sou forte, decidida e capaz de muitas coisas e ele deseja que eu explore isso. Ele gosta de mim exatamente como eu sou. Assim teimosa, corajosa, forte. Ele vai tentar me convencer a ficar em segurança, mas vai lutar ao meu lado se não conseguir.
Gina não sabia o efeito que aquelas palavras teriam em Harry, mas com certeza ela não estava preparada para a resposta que viria.
– Bom, espero que ele te faça muito feliz. – E saiu da biblioteca deixando Gina.
Pouco antes das seis da tarde as primeiras pessoas começaram a chegar ao número 12 do Largo Grimmauld. Lupin e Tonks chegaram em meio a uma discussão acalourada sobre a cor das almofadas.
– Cinza é muito triste Remo! – Disse Tonks mudando a cor dos cabelos para cinza e depois para Roxo vivo – Roxo! Roxo é muito melhor! Acho que podemos deixar tudo roxo!
Remo fez um sinal com a cabeça, se entregando e Harry não pode deixar de sorrir.
– Fomos os primeiros a chegar Molly?
– Ah sim, foram sim Remo. Arthur está no Ministério, mas logo virá. Gui e Fleur devem chegar em instantes. Fred e Jorge vão fechar mais cedo hoje, estão vendendo muito, muito mesmo! Estão quase sem estoque. Carlinhos e Michele devem demorar mais, vão pegar uma chave de portal. Estiveram na França a semana inteira. – Respondeu a Sra. Weasley examinando as panelas sob um olhar furioso de Monstro. – Gina, Ian vai chegar que horas?
– Marquei com ele às sete horas mamãe.
– Ótimo! Sete é um bom horário.
– Senhora Weasley – Começou Hermione olhando a mãe de Rony atentamente – A senhora está bem? Parece... nervosa.
– Ah não minha querida, estou bem. Oh! Preciso me arrumar. Vejo vocês daqui a pouco.
Todos observaram a Sra. Weasley subir as escadas rumo ao seu quarto. Quando a mulher fechou a porta atrás de si, Rony comentou.
– Ela está agindo estranho assim desde que chegamos, e está ficando pior.
– Ela só está preocupada – Disse Remo – A interceptação do Ministério, o ataque na Plataforma, Hogwarts, tudo isso está mexendo com ela. Estamos para começar uma nova guerra bruxa e ela está vivendo novamente alguns dos piores dias de sua vida. Não devem culpá-la.
Harry olhou do professor Lupin para seus amigos. “Estamos para começar uma nova guerra bruxa”. Aquela frase ficou ecoando na cabeça de Harry por um bom tempo. Ninguém estava seguro, certo? Nem ele, nem seus amigos, ou Gina, nem nenhum dos Weasleys. Ninguém. O que aconteceria? O incidente no povoado dos Gigantes parecia ter sido um caso isolado, mas o ataque a Plataforma tinha sido há quatro dias e o “O Profeta Diário” ainda questionava explicações e soluções. Uma matéria falava sobre o grande número de alunos no trem e a evacuação da escola para o feriado de Natal. A comunidade bruxa estava furiosa, não com a escola, mas com o Ministério.
Um toque na campanhia tirou Harry de seus pensamentos. E depois deste, outros dois anunciavam que a festa estaria completa em breve. Todos estavam sentados na grande sala da casa quando o relógio da parede marcou sete horas, no exato momento em que a campanhia tocou.
– Oh! Deve ser o Ian. – Disse Gina saltando do sofá e indo até a porta.
– Ela parece bem feliz. “Deve ser o Ian! Blá blá blá”.
– Jorge! – Chamou o Sr. Weasley – O que eu disse?
– Desculpe pai.
Harry observou Gina sair da sala e escutou quando a porta se abriu.
– Oi meu amor! – Ele ouviu Ian dizer.
Nenhuma resposta foi ouvida por Harry, e ele suspeitou que Gina tivesse respondido sussurrando, como ele já a vira fazer algumas vezes. Algo revirou no estomâgo de Harry. Será que ele tinha feito a coisa certa? Agora Gina sabia sobre as horcruxes. Ela não estaria em perigo do mesmo jeito?
– Boa noite senhores! – Disse Ian entrando na sala. Hermione se ergueu para abraça-lo.
– Ian! Feliz natal!
– Feliz natal Mione. Feliz natal Sr. Weasley! Feliz natal a todos.
– Sempre tão educado né? – Caçoou Fred.
– Ian querido! Que bom que chegou. – Disse a Sra. Weasley abraçando o genro. – Gui, Fleur, acho que se lembram do Ian. Gina apresente o Ian para o Carlinhos e a Michele.
A noite seguia festiva. Musicas natalinas tocavam no rádio da cozinha e se espalhavam pela casa. Na sala as conversas seguiam animadas. Michele e Carlinhos tinha se envolvido em uma animada conversa com Ian sobre dragões e outros seres perigosos, e Ian parecia partilhar de um grande conhecimento sobre eles, graças à função de sua mãe no Ministério.
– Quero dizer – Continuava Carlinhos enquanto explicava sua opinião sobre a proteção dada aos dragões. – Eles são criaturas incríveis, entendem? Incríveis e perigosas é claro. Quando o Ministério da Magia fechou o acordo para proteção dos dragões foi incrível! Eles realmente conseguiram minha admiração. Eu provavelmente apoiaria aquela mulher para Ministra.
– Que mulher? – Perguntou Gina.
– Que mulher? A Chefe do Departamento para a Regulamentação de Criaturas Mágicas, Morgana Rockwood. Ela tem feito um ótimo trabalho, claro que teve aquele incidente com os gigantes, mas não voltou a acontecer, certo?
– Certo. – Respondeu Ian sentindo-se orgulhoso. – Sabe Carlinhos, também a acho uma mulher incrível! E com uma sabedoria sem igual. É ótimo passar horas conversando com ela sobre as diversas Criaturas Mágicas, você iria adorar.
– Você a conhece pessoalmente? – Gina e Ian sorriram com a pergunta inocente de Carlinhos e Ian educadamente respondeu. – Ora Carlinhos, ela é minha mãe.
– O jantar estava incrível Sra. Weasley! – Disse Ian quando todos voltavam para a sala.
– Ah, obrigada Ian! Tive uma ótima ajuda de Monstro, tenho que admitir. Que tal trocarmos os presentes?
Todos se animaram e sentaram-se na sala. Uma arvóre no canto tinha uma pilha de presentes.
– Bom, vou começar...
A Sra. Weasley iniciou entregando os presentes que ela e o Sr. Weasley tinham comprado (“Não podemos dar dois presentes pra cada.” – Lamentou-se ela.) para seus filhos, as noras, os amigos Lupin e Tonks e por fim para Harry, Hermione e Ian. E terminaram trocando os presentes que tinham comprado um para o outro.
Todos abriram ansiosos e se surpreenderam.
– Puxa mamãe...
– Se superou este ano! – Disseram os gêmeos abrindo seus presentes para encontrar novas vestes para trabalhar.
Dessa vez, os presentes não eram os velhos suéteres que ela mesma fazia. Cada um tinha ganhado um presente diferente, embora, a maioria fossem roupas.
Os outros seguiram em ordem entregando presentes. Gui e Fleur levaram presentes para toda a família e também para Hermione e Harry, assim como Carlinhos e Michele. Os gêmeos deram artigos das gemialidades Weasley para todos (menos para Ian) e Remo trocou presentes com Tonks. Os dois também tinham comprado presentes para o casal Weasley.
– Eu, bem, eu não tinha dinheiro. – Começou Rony, então eu só comprei presentes para o papai, a mamãe – Disse ele entregando os presentes aos dois – e... bom, pra você – Terminou ele timidamente entregando um presente para Hermione.
– Pra mim? – Disse ela surpresa.
– Sim, pra você. Espero que goste.
Hermione tomou o presente nas mãos e deu um passo a frente e Rony a tomou nos braços para um forte abraço. Talvez pudesse ter tido até um beijo, mas os gêmeos tinham feito tanto barulho que os dois ficaram envergonhados.
Hermione abriu o presente e não ficou surpresa quando encontrou um livro
– Eu não queria errar. – Disse Rony dando de ombros.
– Eu adorei!
Harry se levantou e pegou seus presentes, entregando um para cada. Depois foi a vez de Gina, que também tinha presentes para todos.
– E, esse é seu. – Disse ela entregando um presente para Ian. – Espero que goste.
– É linda! – Disse Ian pegando uma pulseira verde e prata e erguendo-a na altura dos olhos.
– Você pode usar sempre que quiser, combina até com as vestes de Hogwarts. – Disse Gina tímida.
– Eu nunca vou deixar de usar. – Respondeu ele olhando nos olhos da namorada. – Acho que é minha vez. Eu pensei em dar presentes para todos, com base no que Gina já me contou sobre sua família. Eu espero não ter errado.
Ele se virou e pegou alguns presentes. Entregou um para cada. À medida que entregava, parecia ir acertando os presentes.
– Oh Ian não precisava! – Exclamou a Sra. Weasley revelando um lindo vestido.
– Puxa! É um relógio trouxa? – Perguntou o Sr. Weasley admirando o presente.
– Sim senhor. Do tipo digital, ele não tem ponteiros.
Ian tinha dado um quadro Franco-Saxão para Fleur e Gui, dois exemplares raros do livro “Dragões extintos e suas causas” para Carlinhos e Michele, material para fabricar produtos para Fred e Jorge (“Precisamos admitir que estes são difíceis de encontrar”, disse Jorge), vestes novas para Lupin que olhou para Tonks tendo a certeza de que ela tinha ajudado nisso, um jogo de capas de almofadas roxas para Tonks (“Ah!! Amei! Eu disse que roxo era bem melhor!”) uma vassoura nova para Rony que a recebeu com extrema desconfiança e um kit de estudos para Hermione.
– É o kit que vimos no Beco Diagonal! Mas Ian...
– Não adianta protestar Mione, sei que queria.
– Eu adorei. – Disse ela sorrindo.
– Bem, Potter, isso é para você.
Harry pegou o embrulho de Ian e olhou para ele esperando que dissesse algo.
– É melhor eu explicar antes de abrir. Meu pai estudou com o seu em Hogwarts. Eles eram apanhadores também e como a maioria dos apanhadores, tinham um “pomo de estimação”. No último ano fizeram uma aposta, se meu pai pegasse o pomo e Sonserina ganhasse da Grifinória seu pai lhe daria o pomo dele. Se Grifinória ganhasse então meu pai lhe daria o pomo.
– E seu pai pegou o pomo. – Disse Harry se lembrando do primeiro jogo da temporada naquele ano.
– Sim, Harry, meu pai pegou o pomo. O Sr. Potter prometeu ao meu pai que teria uma revanche, mas ela nunca aconteceu. É uma espécie de tradição o pai passar ao filho sua herança do Quadribol caso ele também se torne jogador, por exemplo, se ele fosse batedor então eu teria ganhado um bastão. Seu pai ficaria muito feliz se pudesse ter lhe dado isto no seu primeiro ano.
Harry olhava para Ian sem ter o que dizer. A sala caira em um profundo silêncio.
– É verdade Harry – Disse Lupin quebrando o silêncio. – Eu estava com seu pai quando ele fez a aposta.
Harry abaixou os olhos e abriu o embrulho, dentro de uma caixa encontrou um velho pomo de ouro. Tomando-o nas mãos o pomo agitou as asas e voltou a ficar imóvel.
– Mas... – Disse Harry surpreso – Eu não fui o primeiro a tocar nele, por que ele se moveu?
– Porque você tem o sangue daquele que o fez. É um feitiço muito antigo. Este Harry é o primeiro pomo que seu pai pegou em Hogwarts, e agora ele é finalmente seu.
Harry não sabia o que dizer, virou o pomo e viu a caligrafia de seu pai que marcara o pomo com as iniciais T e L, ele apenas olhou Ian com o olhar mais agradecido que conseguiu e voltou a se sentar, emocionado.
– E finalmente – Disse Ian voltando-se para Gina – este é seu.
Gina estendeu a mão e pegou a caixa comprida e fina que Ian lhe entregara. Abriu cuidadosamente e encontrou o presente mais lindo que já recebera, um colar de ouro com um pingente avermelhado e pequenos diamantes na ponta representando o símbolo do infinito.
– Ian! Eu... eu não sei o que dizer. É lindo!! – Disse ela olhando o namorado nos olhos.
– Não precisa dizer...
Ian deu um passo à frente e tomou Gina nos braços sem se importar com os olhares de todos a sua volta e lhe deu um beijo comportado, mas apaixonado.
– Eu te amo – Disse ele se afastando um pouco e olhando nos olhos lagrimejados da namorada.
– Eu também te amo!
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