A Caçada
2 Clarisse Maia
Notas iniciais
Clarisse era uma menina irreverente, sempre alegre, parecia que nunca tinha “tempo ruim”. A garota tinha 28 anos, não era muito alta, media 1,70 de altura e pesava 55 Kg. Seus cabelos eram cacheados e ruivos, no rosto várias sardinhas e seus olhos azuis como o céu. Ama flores e suas roupas eram sempre um misto de cores, tinha como hobbies ouvir música, dançar e jogar futebol. Morava com sua mãe que havia se separado quando ela tinha apenas 7 anos.
Clarisse acordou na manhã seguinte bem animada, levantou bem cedo as 5:30, colocou sua roupa de corrida e apressou a sair em sua corrida diária. Sempre fazia o mesmo trajeto, corria 8 KM, começando a esquerda da sua casa no sentindo dos bairros da Zona Sul e ao chegar na praça Antônio Nunes fazia o contorno e voltava pelo lado oposto.
Ao chegar próximo à praça notou uma moto andando bem devagar, ela apertou a corrida e quando olhou para trás o motoqueiro também aumentou o ritmo, o seu coração começou a acelerar, o suor descia com intensidade e sua respiração estava muito ofegante. No desespero começou a correr como se sua vida dependesse disso e em meio as lagrimas e pensamentos de ser os seus últimos instantes no mundo, entrou no meio das arvores da praça, encostou em um dos troncos e olhou para trás procurando o suspeito.
Ao notar que o motoqueiro havia sumido abaixou-se e começou a respirar fundo, chorava muito e mal conseguia se mexer, mas como o medo e ameaça que o homem podia voltar, começou a correr novamente, o mais rápido que pode. Quando chegou na rua da sua casa um pequeno sorriso era notório em sua face, porém, ao chegar na porta da sua casa cansada e angustiada sentou-se na escada bem em frente a porta, abaixou a cabeça e mais uma vez respirou bem fundo e quando levantou a cabeça, para seu espanto o motoqueiro passa na rua olhando para ela.
Clarisse não teve nenhuma reação, entrou em estado de choque, ficou parada ali sem saber o que fazer o que pensar. As horas foram passando e der repente ela retoma a consciência com um estalar de dedos de Will.
— Planeta terra chamado Clarisse, aloou?
— Will?
Disse a garota pulando no seu pescoço e o abraçou como se ele houvesse a salvado. Will não entendeu muito, porém retribuiu o abraço e após um minuto de silencio, ele diz:
— Clarisse o que aconteceu? Parece que viu um fantasma!
— Will eu fui seguida hoje por um motoqueiro, eu tentei correr mas ele acelerou eu fui pra o meio das arvores e ele sumiu. Corri pra cá e ele passou aqui olhando pra mim eu travei eu eu, Will eu achei que ia morrer! – E então Clarisse caiu aos prantos.
Will não quis conversar mais e prolongar o sofrimento da garota, simplesmente a abraçou novamente dizendo:
— Calma, deve ter sido horrível, porém nada aconteceu. Você está bem e eu estou aqui ok? Sempre esteve pra mim e vou sempre estar pra você.
Ele acompanhou ela até seu quarto, Clarisse entrou para o banho e Will ficou olhando para janela, observando se o tal motoqueiro passaria novamente, mas a rua não era muito movimentada e nenhuma moto ou carro passava no local.
A terminar o banho, ainda um pouco assusta e sem acreditar que aquilo aconteceu com ela, começou a questionar Will:
— Will eu já fiz mal a alguém perto de você ?
— Caro que não Clarisse! Não viaja, por favor!
— Mas Will porque eu? E se esse cara voltar todos os dias? Eu amo minha corrida, mas não tenho mais coragem de sair sozinha!
— Ei, Ei – Respondeu Will segurando os braços da garota – Não precisa parar de correr, vamos fazer assim, eu to muito sedentário, vou com você todos os dia ok?
— A Will obrigada, mas eu estou com muito medo! E você detesta fazer exercícios.
—Relaxa, pior parte é acordar as 5:00am, mas tudo bem! E além das contas eu ficar em forma vai ajudar eu nos meus disparos de arco e flecha.
—Ta bem Will, mas posso te pedir uma coisa?
— Claro que sim, diga!
— Não conta pra minha mãe? Ela vai pirar e não vai querer que eu saia pra lugar nenhum.
— Ok – Respondeu Will sorrindo.
— A não vai começar a me zoar que sou criança, mais velha que você, blá blá blá!
— Não! Não vou não, mas já que você mesmo esta auto se zuando!
— Para seu chato.
— Então vamos logo já estamos atrasados
Os dois começaram a rir e logo Clarisse foi esquecendo dos momentos de horrores. Naquele dia os dois trabalharam e voltaram para suas casas. Clarisse ao chegar em casa tomou banho e se apressou a deitar. Quando encostou a cabeça no seu travesseiro e começou a lembrar daquela manhã.
A angustia dos momentos, de estar correndo e o medo, voltaram como se estivesse acontecendo de novo. Lagrimas desciam no rosto da bela menina, o sono foi embora, as horas foram passando e ela não conseguia dormir. A noite parecia eterna, barulhos de um carro passando na rua lembrava o barulho da moto e meio ao medo e desespero, lagrimas e suor sem perceber finalmente Clarisse adormeceu.
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