Notas iniciais
Neste capítulo começa tudo, aqui a vida de Ricardo começa a se transformar totalmente.

-Nossa cara que dia mais quente, tomara que chova bastante hoje, estou derretendo !

Ricardo é um garoto brincalhão, divertido e completamente negativo sobre as coisas, ele acha que vive sempre as mesmas coisas e já estava cansado disso, mas ele não sabia que a sua vida iria mudar para sempre naquele dia.

-Ah que tédio ! Que calor ! Que dia chato ! Ô vidinha chata !

-Para de reclamar menino, se você não tem o que fazer vem aqui me ajudar a descascar as batatas para o almoço !

-Não mãe, obrigado, eu vou lá para o porão passar um tempo.

-Me diga uma coisa. O que você faz naquele porão para passar o dia inteiro lá ?

-Nada de mais, só que ficar mexendo naquelas tralhas que tem lá é bem melhor do que ficar sentado no sofá olhando para o teto.

-Ah, ta bom, então vai logo que você está me atrapalhando aqui, anda.

-Ta bom, tchau !

Ricardo nunca criou coragem de falar para a sua mãe que ele ia para o porão só para brincar com um cabo de vassoura que ele fingia ser uma espada.

-Nossa, que buraco estranho é esse aqui na parede ? Nunca tinha o visto antes.

Na parede havia surgido um buraco grande, só que não era um buraco causado por destruição ou algum deslizamento pois a parede não estava quebrada. Esse buraco parecia mais uma caverna, o estranho era que dentro daquela caverna a casa dele seria como um ovo, não tinha a minima lógica dela ter aparecido ali derrepente. A caverna estava iluminada de alguma forma.

-O que será que tem ai dentro ? -Pensou o garoto. -Nossa, esse lugar está precisando de uma vassoura!

Ricardo entrou na caverna com cuidado segurando firmemente o cabo de vassoura. Naquela caverna úmida e suja existia alguma coisa estranha apesar de sua casa ser um pouco grande, lá dentro daquela caverna a casa seria como um ovo. Ricardo não percebera mas ele estava andando havia 15 minutos quando começou a encontrar objetos velhos e estranhos.

-Um baú ? O que trouxe uma coisa dessa a um lugar como esse ? E… o que será que tem ai dentro ?

Ele não resistiu a curiosidade e abriu o baú velho e enferrujado que liberou um monte de poeira.

-cof cof ! Mas o que é ?

Ricardo havia encontrado coisas com aparência antigo de eras anteriores e também um saco cheio de moedas cristalinas e brilhantes.

-De onde veio todo isso ? Que coisa mais estranha.

Ricardo rapidamente juntou tudo aquilo que tinha encontrado e continuou andando pela caverna e largou aquele velho cabo de vassoura. Continuando o caminho ele encontrava símbolos e escrituras esquisitas nas paredes da caverna.

-hei ! Uma bolsa, ah nossa, ela está toda empoeirada. -Ricardo guardou as coisas que encontrou na bolsa exceto a espada e o grande saco de moedas seguiu o caminho quando viu alguma coisa brilhante no meio da escuridão a sua frente, curioso ele correu em direção sem pensar e conseguiu enxergar algo com o formato da sua espada mas sem o cabo, algo que parecia ser. -É uma bainha de prata ! Nossa, incrível ! Ela é linda !

Ricardo pegou a bainha e descansou nela a sua nova espada e seguiu novamente o caminho. De repente o garoto sentiu algo tocar o seu ombro e assustado se virou por reflexo, era um homem, um velho. O senhor desconhecido tapou a boca do rapaz e fez sinal de silencio com a outra mão. Depois disso sua visão começou a escurecer e…

-Acorda ! Hei, garoto acorda ! Você está bem ?

-Mãe, é você ? O que aconteceu mãe ?

-O que ? Não, eu não sou sua mãe, meu nome é Carol. O que fez você parar aqui no meu quintal ? O que aconteceu ?

-No seu quintal ? Mas como ? Onde eu estou ?

Ricardo estava sentado em um jardim com belas flores e uma garota morena com cabelos longos até a cintura olhos negros, ela tinha mais ou menos o seu tamanho, ela vestia um quimono branco e estava ajoelhada na frente de Ricardo.

-Como assim onde você está ? Ora, você está em Emaxe e na minha casa.

-O que ? Ai eu Deus, cadê a minha casa ? O que aconteceu comigo ? Eu só posso estar sonhando mesmo, isso não pode ser possível !

Ricardo estava completamente descontrolado e não sabia que a partir do instante em que ele entrou na caverna a sua vida nunca mais será a mesma.

-Calma garoto…

-Calma ? Como eu posso ficar calmo ? A um instante atrás eu estava tranqüilo na minha casa e agora…

-Hei ! Fica calmo ! Qual é o seu nome ?

-Ricardo, e eu com certeza não sou desse lugar ! Eu só posso estar sonhando mesmo não tem como isso ter acontecido.Você pode me beliscar por favor ?

-Eu não vou te beliscar ! Você não está sonhando, isso tudo aqui é real.

-Ta, então…me prova que é real.

-Ótimo…primeiro, você se lembra do que você estava fazendo antes de ter desmaiado e aparecido aqui ?

-Bom… eu lembro… eu estava no porão da minha casa e encontrei um buraco estranho que eu nunca tinha visto por lá antes, lá dentro eu encontrei um baú velho com umas coisas dentro e uma bolsa suja.

-Você está falando Dessa bolsa ?

-A garota estranha levantou uma bolsa exatamente igual a que Ricardo havia encontrado na estranha caverna, o garoto limpou os olhos com a mão pensando que estava enganado mas era mesmo a sua bolsa, a garota estranha também mostrou a ele todas as outras coisas que ele havia encontrado na caverna e então ele começou a acreditar que aquilo não era um sonho. Mas ainda estava muito confuso, afinal, nada para ele fazia muito sentido naquele momento.

-Como eu parei nesse lugar ?

-Eu não sei, eu não tenho a mínima idéia. Eu ia perguntar isso para você agora, mas acho que você também não sabe.

-A ultima coisa que eu me lembro de ter visto antes de aparecer aqui foi um homem velho com uma capa branca que só deixava visível o nariz a boca e a barba longa. Depois que o vi eu comecei a me sentir franco e meus olhos fecharam sozinhos.

-Vem comigo, vamos entrar em casa ai agente continua a conversa.

Ricardo estava pensando no que ele iria fazer para voltar para casa e onde ele estava, mas também preocupou-se em arrumar um lugar para ficar enquanto não sabe como fazer tudo isso.

-Nossa, sua casa é demais.

-Obrigada. Eu posso te fazer uma pergunta ?

-Pode, o que é ?

-Você não mora aqui em Emaxe não é ?

-É.