A Caverna Secreta de Nollor
5 Lembranças de Casa.
-Chegamos ! Nossa, já está anoitecendo ! Vamos acho que minha mãe já preparou a janta.
-Vamos ! Eu estou morrendo de fome ! Poderia comer um dragão inteiro.
-Olá crianças ! Como foi o seu primeiro dia ?
-Foi ótimo mãe, eu aprendi poucas coisas mas amanhã é que vai ficar mais legal !
-E o seu Ricardo ?
-Nunca aconteceu nada igual isso comigo.
-Que bom que vocês estão gostando, espero que seja assim até o fim!
-Eu também mãe, estou muito empolgada !
-Ah, senhora Sandra.
-Oi Ricardo.
-Eu preciso de um favor seu.
-Claro, o que você quer ?
-Eu preciso da assinatura de um responsável no papel da minha inscrição para espadachim se não eu não voupoder continuar os treinos.
-Ah, claro, eu assino sim, sem nenhum problema.
-Obrigado, amanhã você terá que ir comigo até o templo.
-Tudo bem, não se preocupe que eu vou.
-Boa-noite ! Como estão vocês ?
-Pai ! Tudo bom ! Por que você só chegou agora ?
-Tive muito trabalho acumulado hoje, só consegui sair de lá agora ! Praticamente eu tive que fugir.
-Oi meu amor !
-Oi amor, tudo bom ? Quem é esse ai ?
-Ah, esse é o Ricardo, ele vai ficar hospedado aqui por um tempo.
-Olá Ricardo ! Eu me chamo Paulo.
-Oi Senhor Paulo prazer em conhece-lo.
-O prazer é meu, bom gente, eu vou tomar um banho, estou todo sujo, o trabalho foi muito pesado hoje.
-Ta bom, mas não demora para a janta meu amor.
-Pode deixar.
-Bom, eu vou para o quarto, trocar de roupa.
Ricardo foi para o quarto, botou o seu quimono em uma sesta de roupasao lado da porta, abriu as janelas que ficava ao lado da cama dali dava para ver uma bela paisagem, o jardim onde apareceu, tinha flores bem coloridas e de todos os tipos, Ricardo apressou-se, vestiu uma roupa menos quente e voltou para a cozinha. Quando chegou lá a comida já estava na mesa, Carol e Sandra estavam conversando sobre o primeiro dia. Ricardo sentou e juntou-se à conversa.
-Provavelmente no 1º dia os seus mestres não falaram nada sobre isso, mas é uma coisa muito importante, vocês não podem falar sobre a sua classe com ninguém que também pratica ela. Entenderam ?
-Por mãe ?
-Bom cada classe tem os seus segredos, e se eles forem espalhados outras classes podem tirar vantagens, as classes não são inimigas mas isso pode causar um conflito.
-Entendido.
-Ok, não vou falar com ninguém sobre nada.
-Estou pronto, vamos comer ?
-Ah, ótimo vamos comer logo gente. Podem se servir ! São as mesmas coisas do almoço mas eu também preparei uma salada com casca de abóbora enfeitiçada.
Ricardo estranhou o novo prato mas não repetiu o do almoço, ele queria provar a asa de dragão e o bife de tigre-dente-de-sabre.
-Essa asa de dragão é muito boa mesmo.
-É o prato que eu mais gosto!
-Ricardo, de onde você é ?
-Eu sou de Rio Branco.
-Eu nunca ouvi falar desse lugar, mas você veio para cá com alguém e veio sozinho ?
-Sozinho, foi um acidente, eu não sei como eu parei aqui.
-Isso é muito estranho, você pode me falar o que aconteceu antes de você aparecer aqui ?
-Bom, acho que por volta das 10h a.m. eu fui ao porão da minha casa e acabei vendo um buraco na parede que eu nunca tinha visto antes, eu entrei no buraco para tentar descobrir o que o causou, mas ele era muito estranho, mesmo sem nenhuma fonte de luz ele estava completamente iluminado, nas suas parede haviam escrituras e eu acabei encontrando algumas coisas pelo caminho, depois de eu encontrar essas coisas eu andei mais um pouco e senti algo tocando o meu ombro, eu olhei para trás e vi um homem bem velho com uma capa branca que cobria os olhos e o nariz, eu só conseguir ver a boca e a barba branca dele e desmaiei. Depois disso a Carol me acho no quintal da casa de vocês e me acordou.
-Hum… é uma história bem curiosa.
-Bom já que todos acabaram de jantar, com a suas licenças eu vou me retirar.
-Ah, eu vou com você amor.
-Crianças vocês podem cuidar das louças ?
-Claro !
-Sem problemas.
Ricardo e Carol levantaram-se e começaram a recolher as coisas da mesa. Levaram para a pia e lavaram conversando e decidindo o que farão amanhã pela manhã. Quando acabaram Ricardo estava indo para o seu quarto, passou pelo quarto dos pais de Carol que estavam conversando.
-Você acha mesmo que pode ser isso ?
-Tem grandes chances de ser meu amor, a história é a mesma da lenda.
-Eu nunca achei que isso fosse real.
-Eu também estou surpreso.
-Amanhã eu vou informar ao conselho sobre isso e ver o que nós podemos fazer.
-Certo, mas aja naturalmente.
Ricardo entrou no seu quarto fechou a porta sentou na janela e ficou olhando para o céu.
-Será o que aconteceu comigo ? Isso com certeza não é um não é um sonho, se fosse eu já deveria ter acordado a muito tempo, onde será que eu estou ? O que eu faço para voltar para casa ?
O garoto deitou na cama e em pouco tempo adormeceu, deixou a janela aberta para ventilar o quarto, o céu estava cheio de estrelas, sem nenhuma nuvem era uma noite de lua cheia. O tempo passou rápido e já era manhã, os pássaros já estavam cantando e o sol iluminava o rosto de Ricardo.
-Mãe ?
…
-Ah, não é um sonho mesmo.
Ricardo sentou na cama soltou alguns bocejos limpou os olhos e levantou. Abriu a porta do guarda-roupa, escolheu uma calça e uma camisa bem solta e se vestiu.
-Até que eu ficou bem nesse negócio.
Abriu a porta do quarto e foi a cozinha, Carol estava lá.
-Como vocês escovam os dentes por aqui ?
-No banheiro tem uma escova verde para você junto com a pasta no armário, é só puxar o espelho.
-Ah, ótimo. Obrigado e, Bom-dia.
-Bom-dia.
Ricardo foi ao banheiro ficou um tempo se olhando no espelho, na sua frente tinha um garoto com cabelos crespos ruivo de cor vermelha um pouco escura, com algumas sarnas na cara olhos castanhos claros, tinha um nariz um pouco grosso e lábios nem muito carnudos nem muito pequenos. Ele abriu o armário, tinha uma 4 escovas de cores ver, azul, vermelho e cor-de-rosa, ele pegou a escova verde e o tubo de pasta, fechou o armário abriu o tubo e apertou em cima da escova, abriu a torneira encharcou a escova e começou a escovar os dentes.
-Ricardo, o café da manhã está pronto !
-Já estou indo !
Ricardo chegou na cozinha e na mesa havia pão, café e ovos mexidos de dragão.
-Ah que bom, pelo menos pão e café eu já conheço !
-Vamos comer para depois sair para você conhecer um pouco da cidade.
-Certo !
-Não precisa ter pressa.
-Tudo bem, cadê os seus pais ?
-Eles já saíram, eles sempre saem muito cedo.
-O que tem de legal para fazer por aqui pela cidade ?
-Ah, tem vários lugares para sair, tem a praça lá é um lugar cheio de mercadores que vendem de tudo, tem umas coisas bem legais. Também tem o parque lá tem umas coisas bem interessantes, alguns jogos que dão premios quando nós ganhamos, tem o teatro que sempre tem peças ótimas e engraçadas, e tem mais vários lugares divertidos.
-Acabei.
-Então vamos indo !
-Vamos, acho bom você levar um pouco do seu dinheiro, quantas moedas você achou ?
-Ah, eu não contei, mas eu peguei tudo que eu tinha encontrado no baú, estão todas naquele saco, acho que tem mais de 10kg de moedas.
-Bom, pegue algumas e vamos.
-Ok, espera aqui que eu já volto.
Ricardo correu para o quarto, abriu aquele saco mais ou menos do tamanho de um galão de água mineral. E pegou algumas moedas enfiou dentro da sua mochila e voltou para a cozinha a encontro de Carol.
-E então ? Vamos ?
-Vamos !
-Para onde você vai querer ir primeiro ?
-Vamos para a praça eu quero ver se lá tem alguma coisa que eu queira comprar.
-Ta bom !
-O que os mercadores vendem mais lá pela praça.
-Ah, como é uma praça, e geralmente em praça é onde mais vai gente se divertir então eles vendem bastantes coisas engraçadas, mas também vende armas, armaduras, e muitas outras coisas.
-Legal ! Estou bastante empolgado. Sabe estar aqui é como ter viajado, então já que eu não sei como voltar para casa é bom eu aproveitar o que tem que fazer por aqui enquanto eu tento descobrir também como voltar.
-É hoje com certeza você está bem mais tranquilo que ontem !
-É mesmo, ontem eu estava muito nervoso !
Ricardo e Carol pararam de falar por um tempo e Ricardo ficava observando todo lugar por onde passava, as ruas daquele lugar era coberta com tijolos de barro, e a maioria das casas eram de pedra e madeira.
-Pronto, chegamos !
Ricardo olhou aquele lugar, era uma praça bonita, repleta de árvores, jardins e bancos de madeiras, e cheios de pessoas vendendo e comprando por toda parte.
-Nossa, incrível essa praça sempre tem tanta gente assim ?
-Tem sempre muita gente mas a tarde é quando vem mais gente é o comércio vende muito mais.
-Vamos dar uma olhada no comércio, eu quero ver algumas coisas.
-Vamos.
Ricardo saiu andando de mercador em mercador, cada um com mercadorias diferentes.
-Crianças vejam só que coisas incríveis esses braceletes vão te dar mas agilidade e precisão nos seus treinos e nas suas batalhas além de poder te ajudar a se defender do oponente, e esse colar abençoado que te dará mais força e resistência nas batalhas !
Ricardo ficou surpreso com a propaganda daquele estranho desde quando existem colares e braceletes que alteram a nossa força ? Aquilo era muito estranho.
-Carol, esses colares e braceletes não podem fazer isso podem ?
-Podem sim ! Mas se você estiver interessado em compra-los é bom você primeiro ver a qualidade deles.
-Nossa, que estranho, moço me fala mais desse colar.
-Garoto esse é o colar de Nemesis, ele foi feito por um ótimo ferreiro com um metal muito resistente e abençoado por um dos maiores monges dessa região.
-Quanto ele custa ?
-O que mais você tem ai ?
-Tem variadas coisas meu jovem. Eu tenho essa pequena bolsa com esse dragão vulcânico estampado que você pode prender na cintura e guardar o seu dinheiro, tem também tem essa pedra, ela é ótima para afiar qualquer arma, é uma das melhores e também tem assa luva preta aqui, ela não tem muita coisa de especial, mas ela te impedirá de ficar com calos manejando a sua arma.
-Eu vou querer levar o colar a bolsa, a pedra e a luva por favor.
-Bom, a pedra está apenas 10 Latans, o colar está custando 20 Latans e a bolsa custa apenas 5 Latans e a luva são 5 Latans também, fica 40 mais eu faço tudo por 35 para você !
Ricardo abriu a mochila, pegou um Kaos da sua mochila e fechou a mochila de novo.
-Você aceita Kaos ?
-Aceito sim garoto.
-Aqui está o troco, 15 Latans e aqui estão as suas coisas !
-Obrigado moço.
-Eu é que agradeço garoto, volte sempre.
Carol estava sentada em um banco na praça esperando Ricardo e ele foi até ela e sentou também.
-Já ?
-Já, até que demorou um pouco não é ?
-É verdade.
Ricardo guardou a pedra amoladora na mochila, tirou as moedas e botou no seu saco novo e prendeu à cintura, botou o colar no pescoço, a mochila nas costas e a luva na sua mão direita.
-Quer um sorvete ?
-Hum…Quero !
-Qual é o sabor você quer ?
-Eu quero de chocolate. Pega aqui o dinheiro.
-Não precisa, pode deixar que eu pago.
-Não precisa !
-Eu vou pagar ! Pode deixar, não tem problema.
-Ta bom, não vou mais discutir.
-Espera só um pouco.
Ricardo dirigiu-se a um mercador com um carrinho de sorvetes observou os sabores.
-O que você deseja garoto ?
-Ah, por favor, eu quero dois sorvetes de chocolate.
-Aqui estão, são 4 Latans.
Ricardo abriu o saco preso em sua cintura, tirou 4 moedas amareladas e entregou para o mercador.
-Obrigado garoto.
-Eu agradeço.
Ricardo voltou para o banco de madeira no centro da praça entregou um dos sorvetes para Carol, e sentou.
-Esses sorvetes daqui são gostosos.
-Você nunca tomou sorvete ?
-Já sim, só que os daqui tem um gosto muito melhor.
-Ah, esses sorvetes são muito bons mesmo, não existe uma pessoa que resista a um desses.
-É verdade.
-Vamos voltar, é melhor agente voltar para casa que daqui a pouco é o almoço e nós temos que nos arrumar para ir para o templo.
-É mesmo, vamos, amanhã eu conheço mais a cidade.
-Ok, amanhã nós vamos a outro lugar.
Enquanto eles voltavam para casa Ricardo continuava a comer o sorvete e observar aquela cidade que aparentava ser tão pacifica. Ele olhava placas de lojas que vendiam de coisas que onde ele mora essas lojas são chamadas de lojas de antiguidades ou museus.
-Acho que a mamãe já chegou.
-É, está tudo aberto.
-Oi crianças !
-Oi mãe, como foi o trabalho ?
-Normal, só trabalho, trabalho e trabalho.
-Oi dona Sandra.
-Ricardo, por favor, me chame só de Sandra, Dona Sandra me faz envelhecer pelo menos uns 5 anos.
-Hahaha, ta bom então, me desculpe, agora vocês me dêem licença que eu vou guardar essas coisas.
-Onde vocêsestava minha filha ?
-Eu levei o Ricardo para conhecer a cidade, nós fomos a praça.
-Ele gostou de lá ?
-Nossa ele adorou, comprou algumas coisas para ele e me pagou um sorvete. O que você está preparou para o almoço ?
-Hoje tem batatas gigantes cozidas com carne de tigre-dente-de-sabre moída dentro da batata, e salada com macarrão.
-Hum…já está dando água na boca.
-Que cheiro bom é esse ?
-Ah, o almoço já está ficando pronto Ricardo !
-Não precisa ter pressa, e vou ficar um pouco no quarto descansando, quando o almoço estiver pronto você pode me chamar ?
-Claro, pode deixa que eu chamo sim.
Ricardo foi para o quarto de hóspedes, pegou a sua bainha, sentou na janela e ficou observando aquele objeto prateado brilhante que refletia a luz do sol, tinha olhos de gato esculpido na bainha, Ricardo sacou a espada, o seu cabo tinha uma lua cheia esculpida.
-Ricardo, o almoço já está pronto !
-Já estou indo !
Ricardo descansou a sua espada, encostou a sua bainha no guarda-roupa, foi para a cozinha e sentou à mesa.
-Hoje você podem comer tranquilos que ainda falta muito tempo para começar o treino de vocês, enquanto vocês comem eu vou tomar um banho e me arrumar para ir com você assinar a sua inscrição Ricardo.
-Ta bom, pode se servir Ricardo.
-Eu ainda estou escolhendo, acho que eu vou pegar um pedaço dessa batata gigante com carne moída de tigre-dente-de-sabre.
-Eu também vou pegar um pedaço.
-Nossa…É muito bom, onde eu vivo, esse prato é bem conhecido, só que as batatas não são tão grandes e a carne é de gado.
-Também deve ser bem gostoso.
-É, mas não se compara a essa aqui.
Assim que Ricardo e Carol acabaram de comer eles retiraram as coisas da mesa e foram esperar Sandra sentados no sofá da sala.
-E então, vamos crianças ?
-Vamos ! -Responderam.
-Carol me ajuda a fechar a casa, Ricardo, você pode esperar aqui mesmo.
-Ah, eu ajudo vocês !
-Ta bom, você pode fechar a janela e a porta da cozinha por favor ?
-Claro.
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