A Cat In My Life
22 21 — Uma história distorcida
Notas iniciais
21

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“O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.”
— Henry Van Dyke
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O caminho até a casa de Gray fora bem rápido. Natsu tinha apenas 10 minutos até que o treino de vôlei começasse. Lucy estava ao seu lado, ainda pensando no momento tórrido que tiveram dentro daquela dispensa. Seu namorado tinha fogo e seria bem difícil ficar a sua altura.
Estava bem feliz em saber que estava começando a se envolver com os amigos de Natsu. Imaginou que a casa de Gray fosse tão grande quanto a dele, e estava ansiosa para vê-los jogar.
Lembrou-se de que Juvia estava na casa de seu namorado, e provavelmente já teria rolado a primeira vez do casal, assim como a dela. Seria um bom dia para colocar assuntos “frescos” à tona. Erza adorava falar daquelas coisas, apesar de nunca ter experimentado.
Quando Natsu parou o carro, Lucy viu uma enorme casa com um muro altíssimo. Gray tinha um grande jardim após o portão de entrada. As portas se abriram enquanto Natsu olhava para ela com ternura.
— O que foi? — ela sorriu, tímida.
— Te amo, sabia? — brincou, olhando para frente enquanto passava pelo portão automático.
Sem saber o que dizer, ela deu uma risadinha e continuou sorrindo como boba. Estava tão apaixonada por Natsu que pensou que nunca mais choraria novamente, nem se pensasse no idiota do seu pai.
Ao ver que os portões pretos se fecharam, Lucy conseguiu ver alguns garotos do time de vôlei naquela área, como Sting e seus amigos. Gajeel estava perto de uma piscina com Levy, sentados numa cadeira e se beijando apaixonadamente.
Natsu parou seu carro em um local onde já havia outros e saiu.
— A casa do Gray é linda. — sorriu Lucy, saindo com ele.
— O terreno do pai dele é bem maior que o meu, apesar de eu ser mais rico — riu, mostrando a língua e indo até ela para tomar sua mão. — Vamos?
Rindo, ela concordou.
Natsu já estava com a roupa do treino: regata preta, bermuda e sapatos. Os outros rapazes já os esperavam e acenaram de longe. Gray apareceu de dentro da casa de mãos dadas com Juvia, que vestia um vestido casual, porém bonito.
Lucy escolheu apenas uma blusinha comum e um short por conta do calor que estava fazendo. Por um momento, teve vontade de ter levado um biquíni parar pular naquela piscina tão convidativa.
— E aí, pessoal — disse Gray. —, como vão?
— Eu estou bem, pronto para treinar bastante e ganhar o campeonato. — sorriu.
— Estou ótima, Gray — disse Lucy. — Vou torcer por vocês com as meninas perto da piscina.
Retirando-se com um aceno, Lucy foi até Levy. Gajeel se despedia dela com um último beijo e gesticulou para Juvia, que já estava ao seu lado. Lucy desejou boa sorte quando passou por ele e correu até as amigas.
— Oi, meninas — disse Lucy, animada. — Que bom ver vocês aqui, cadê a Erza?
— Ela me enviou uma mensagem e disse que saiu com o Jellal — Levy fez um rosto malicioso. — Não vejo a hora de ela sair da solidão, mesmo o Jellal sendo um lesado.
Juvia riu e disse: — O Jellal está se esforçando, sabemos que ele é tímido.
Lucy se sentou em uma das cadeiras e sorriu, olhando para o lado e vendo os meninos colocarem a rede de vôlei para começarem o treino. Natsu sorriu para ela de longe, mostrando seus dentes perfeitos.
— Então, Lu-chan, pode nos contar da sua noite em detalhes — Levy riu, tomando sua atenção. — Já contei pra Juvia.
— Levy-chan! — corando, ela a repreendeu. — A Juvia também deve ter muita história pra contar.
— Sim, ela tem, mas não quis me contar ainda — Levy fez biquinho. — Parem de tabus, suas merdas! Soltem a língua.
Juvia corou, mordendo os lábios e olhando para Gray rapidamente. Sabia que ela também havia dormido com o namorado pela primeira vez e sentia a mesma vergonha. Levy já conhecia bastante daquilo e era constrangedor para ambas.
— Foi bom — Lucy sussurrou. — Só isso.
Levy praguejou: — Se vocês não se soltarem mais, vou perguntar eu mesma para os meninos.
— Não! — as duas gritaram em uníssono e riram logo após.
(...)
— Vai, Natsu, ataca! — gritou Gajeel, na defesa.
O treino já durava mais de uma hora. Lucy se perguntava como eles conseguiam aguentar tanto. A regata de Natsu estava totalmente suada, e ela pôde ver seus músculos definidos sob o tecido.
Juvia finalmente abriu um pouco o jogo e contou sobre sua noite com Gray. Ela admitiu para as duas que nunca tinha pensado que ele poderia ser tão romântico, e estava ainda mais apaixonada após a noite tão perfeita.
Já Lucy não quis dizer muita coisa, apenas o necessário. Sabia muito bem que os garotos também iam conversar sobre o mesmo, só que de um jeito bem “diferente”. Conferiu o horário em seu celular, vendo que já eram quase 12h.
Também conversaram sobre sua morada na casa de Natsu detalhadamente e o que Jude havia feito com ela. Levy surtou e quis imediatamente matá-lo. Lucy tentou acalmá-la e a avisou que não queria mais pensar nele, e que Makarov já estava tratando daquele assunto, felizmente.
Após mais alguns minutos, o assunto tinha acabado.
— Que fome! — disse Levy.
— Todos nós poderíamos ir almoçar juntos num restaurante, que tal? — perguntou Juvia, sorrindo.
— Pode ser, mas estou sem dinheiro — Lucy suspirou. — Preciso economizar o que tenho enquanto moro com Natsu.
Levy sorriu: — Eu sei muito bem que seu namorado vai pagar, não se faça de sonsa.
Lucy franziu o cenho e fez um rosto estranho: — Não quero que ele me pague nada, odeio isso. Quero, ou pelo menos tentar, viver um pouco mais independente e com meu dinheiro.
— Limpar a sala das escolas não vai te dar muitas escolhas — disse Levy, irritada. — Deixe de querer recusar as coisas que seu namorado quer te dar.
— Não é tão fácil — disse Juvia. — Também passo por isso com Gray, Lucy. Ele queria me dar muitos presentes, mas eu me sentia muito desconfortável, sabe? Com o tempo eu me acostumei e amo quando recebo algo.
Lucy ficou calada, processando aquelas ideias sem nexo. Era melhor que não falasse de presentes, ou Natsu, do jeito que era, nunca pararia de fazer surpresas em datas quaisquer.
— É melhor cada um almoçar na sua casa. Preciso me acostumar com a ideia de morar com Natsu e Makarov.
— Não pense muito ou vai queimar seus neurônios. — brincou Levy, levantando-se. — O amor da minha vida acaba de chegar, com licença.
Gajeel, suado, recebeu um abraço apertada de Levy.
— Ei, baixinha, estou fedendo. — disse, sorrindo.
— Dane-se, você sabe que amo seu suor. — riu, sendo levantada por ele e recebendo um selinho.
Juvia procurava por Gray, assim como Lucy. Ambos tinham sumido. Resolveram procurá-los.
— Sting, onde estão o Gray e o Natsu? — perguntou Juvia ao ver Sting passar por elas.
— Parece que chegou alguém e eles foram atender. Só não sei o porquê de irem os dois. — respondeu, pensativo.
— Não tem ideia de quem possa ser? — perguntou Lucy.
— Todos do grupo estão aqui, então não, gata. — sorriu.
Sting saiu para falar com Gajeel e Juvia suspirou: — Daqui a pouco eles voltam.
Enquanto eles não voltavam, Lucy voltou a se sentar. Estava grilada com o pensamento de quem poderia ter chegado, e a vontade de saber somente aumentava com os minutos. Seu coração se acalmou quando viu Gray chegando, porém sem Natsu.
Ao perceber seu estado, se assustou. Ele parecia preocupado, como se estivesse com medo de algo.
— Gray? — perguntou Lucy, se aproximando rápido. — Cadê o Natsu?
Ele engoliu em seco: — Ele...
— O quê? — perguntou ela, assustada. — Fala!
— O pai dele estava aqui, porra! Você tem noção de como isso é tenso pra caralho?
Lucy arregalou os olhos, sem acreditar. Seu pai? Após tantos anos desaparecido, voltar assim? Precisava encontrar Natsu, ou sabia que ela perderia a cabeça por ter que se lembrar daquele passado terrível.
— E cadê ele, Gray? Me diz, agora!
— Eles estão lá fora, e eu acho melhor você não ir até lá.
Antes que ele pudesse pará-la, Lucy correu até a saída, sem pensar em mais nada. Não poderia acreditar que seu pai havia aparecido. Natsu deveria estar se sentindo péssimo, e muito irritado. Sabia que ele poderia ser grosso com ela, porém Lucy não se importava, precisava estar com ele.
Quando já se aproximava do portão, conseguiu ver Natsu com uma mão no rosto, nervoso, entretanto ainda não pôde ver seu pai, pois o muro não permitia. Ao chegar até lá, imediatamente pôs sua mão no ombro de Natsu e olhou para o homem a sua frente.
Eles se pareciam muito. A cor do cabelo era quase idêntica, tirando o fato de que a de seu pai era mais escura. Seus cabelos eram longos, chegando até a cintura e num rabo de cavalo. Suas roupas eram, sem dúvidas alguma, de um detetive ou algo bem parecido.
O silêncio era quase palpável. Lucy queria falar algo, porém nada saía de sua boca. Com toda certeza seu pai estava tendo uma ótima vida, julgando pelas vestimentas. Ela não sabia se tinha raiva ou nojo dele.
— É sua namorada? — o homem perguntou, sua voz grossa e autoritária.
— Lucy, entra. — ele pediu, seco.
— Não vou sair daqui — ela simplesmente respondeu, no mesmo lugar. — Não posso deixar que perca a cabeça.
— Vou perder a cabeça se continuar aqui! — rosnou, assustando-a.
Ela respirou fundo, sabendo que ele a trataria daquela forma. Ignorando-o, ela deu um passo à frente. Natsu tirou as mãos do rosto e respirou fundo.
— Você é o pai de Natsu?
— As notícias andam rápido aqui — disse. — Sim, eu sou. Você deve ser Lucy Heartifilia.
Arregalando os olhos, ela se perguntou como ele sabia.
— Como...
— Igneel, vai embora — ordenou Natsu, puxando Lucy pelo braço com uma voz assustadora. — Se eu souber que anda rastreando a minha vida, acabo com a porra da sua raça.
Seu pai suspirou, um pouco impaciente.
— Não quero ter essa conversa com você aqui. Quero te levar pra minha casa.
Natsu riu com deboche, ainda sim, muito nervoso.
— Você acha que vou para sua casa? É melhor você ir e me deixar em paz.
— Olhe, Natsu, não estou aqui para pedir desculpas de joelhos. Quero apenas te explicar o que aconte...
— Eu não quero saber! — gritou. — Acha que eu quero lembrar? Minha vida estava ótima até você chegar.
Igneel ajeitou seu terno e olhou o relógio.
— Se você acha que sabe o que aconteceu, está meramente enganado. — disse, sem problemas.
Lucy franziu o cenho. Igneel parecia muito sério e convicto de que havia mais segredos por trás daquela história tão sobrenatural. O maxilar de Natsu estava tenso e ele, sinceramente, queria bater em seu próprio pai.
— Não estou nem aí pra isso — murmurou. — Só quero que você vá embora.
— Seu ódio por mim é desproporcional ao que eu fiz — respondeu ele. — O que Makarov contou a você, está errado.
— Como é que é? — ele cerrou os olhos.
— Eu já disse, só vou lhe contar em minha casa. Aqui, não.
Lucy olhou para Natsu: — É melhor você ir.
Ele olhou para a namorada, incrédulo com o que ela havia dito.
— Quer que eu vá para a casa dele?
— Eu iria com você, Natsu! Você precisa saber...
Só poderia ser loucura, ele pensou. Sabia que Lucy tinha passado por coisas terríveis em relação ao seu pai. Talvez ela ainda tivesse esperanças de que Igneel não fosse o culpado naquela história. Se ele fosse, seria realmente por Lucy.
Respirando fundo, ele olhou para Igneel, sério.
— Não vou passar muito tempo, acho melhor você ser convincente.
— Me sigam. — ele deu as costas e foi até um carro preto, Bugatti Veyron.
Lucy teve certeza de que ele era milionário, ou até bilionário pelo carro que tinha. Natsu só ficava com mais raiva a cada segundo. Não estava acreditando que seu pai havia continuado rico, mesmo após ter sumido.
Apesar de tudo, ele ainda estava nervoso, ansioso. Não imaginaria que ainda encontraria seu pai. Sua cabeça estava confusa, e não sabia se a conversa que teriam iria melhorar alguma coisa em sua vida.
Pelas fotos que havia visto, ele não havia mudado muita coisa. Seus cabelos estavam mais compridos, e ele aparentava mais forte. Talvez já estivesse casado novamente, com outros filhos. O pensamento de ter irmãos o deixou transtornado.
Igneel abriu a porta do motorista e entrou, destravando as portas de trás. Natsu abriu a porta e esperou que Lucy entrasse, e logo depois, sentou-se ao seu lado. Não conseguiria ficar de lado de seu pai, não naquele momento. Precisava ficar perto de Lucy para se manter são.
Quando seu carro deu a partida, Lucy foi abraça por Natsu e percebeu de imediato que ele estava nervoso, assim como ela. Sorrindo, deu-lhe um selinho confortante e sussurrou:
— Tudo vai dar certo. Estou com você — abraçando-o, continuou. — Amo você.
Natsu sorriu, beijando o topo de sua cabeça. Ainda vestia as roupas do treino, porém pouco importava. Lucy se assustou um pouco com a vibração de seu celular vindo de sua pequena bolsa.
— É a Levy — murmurou. — Ela deve estar preocupada.
— Diga a ela que tivemos que sair por conta de... problemas. — ele acentuou bem a última palavra, sem se importar que Igneel ouvisse.
Rapidamente, Lucy mandou uma mensagem para Levy e desligou o celular. Não queria usá-lo enquanto pai e filho conversavam. Estava extremamente inquieta, e só aumentava a tensão enquanto os minutos passavam e a casa de Igneel nunca chegava.
— Mais 15 minutos e chegaremos. — disse ele, sem desviar o olhar da estrada, com o carro bem veloz.
Natsu não respondeu, apenas continuou abraçado à Lucy e brincando com seus fios dourados. Precisaria se acalmar o máximo possível para que não enlouquecesse e acabasse fazendo alguma besteira.
Exatamente quinze minutos passados, o carro parou. Igneel liberou as portas e saiu, Natsu e Lucy fizeram o mesmo, de mãos dadas. Seu pai trancou o carro e andou até um apartamento não muito chamativo. Ambos estranharam, pois suas roupas e seu carro demonstravam uma coisa totalmente diferente de onde morava.
— Você mora aqui mesmo? — perguntou Lucy, sem pensar.
— Nada provisório — respondeu, entrando no apartamento. — Por isso preciso ter essa conversa com Natsu.
— Então é um viajante solitário? Que emocionante. — disse Natsu, com gozação.
Igneel o ignorou e andou até o elevador, apertando um botão e esperando pacientemente. Lucy continuava de mãos dadas com seu namorado. Não conseguia se acalmar sabendo que seu “sogro” estava perto deles.
Os três entraram logo que as portas se abriram. Igneel apertou outro botão, colocando as mãos nos bolsos enquanto o elevador subia. A música calma lá de dentro tornava o momento ainda mais constrangedor. Nenhum falava nada, apenas esperava.
Poucos segundos depois, as portas se abriram novamente e seu pai saiu. O casal o seguiu até a porta de seu quarto. O lugar não era nada pobre, porém nada tão bonito. A cor das paredes era um bege morto, deixando o lugar um tanto depressivo.
Igneel parou de frente para uma das últimas portas do corredor e pegou as chaves de seu bolso. Natsu mantinha uma certa distância dele, não querendo parecer estimulado com o que ele queria falar.
Entraram no quarto, bem arrumado, porém sem muita coisa para ver. Na verdade, parecia um pouco com o apartamento de Lucy, sendo que a estética era totalmente diferente. Natsu entrou com ela, e enquanto seu pai ia fazer café, eles esperavam de pé.
— Querem algo para beber?
— Você sabe por quê estamos aqui — ele disse, ríspido. — Pode começar a falar.
Ainda fazendo seu café, ele disse: — Não precisa ficar nervoso, Natsu. Eu vou contar. Sente-se.
Lucy tocou seu braço antes que ele respondesse, dizendo com o olhar que talvez fosse melhor fazer o que ele pedia.
— Não tenho o dia todo. — resmungou, sentando-se.
Igneel pegou uma xícara de café e foi até o sofá, sentando-se de frente para os dois. Lucy mudou sua postura, ficando ereta. Natsu continuava do mesmo jeito, esperando que o pai falasse.
— Bem, o que quis dizer com “o que Makarov disse está errado”?
— Vamos começar por partes — disse, colocando a xícara na mesinha da frente. — Em primeiro lugar, quero saber o que Makarov contou a você.
— Deixe-me lembrar — coçou o queixo dramaticamente. — Que você viu a minibruxa jogar um feitiço, depois fugir quando minha mãe morreu.
Igneel praguejou como se tivesse sentido dor, porém sem perder a elegância.
— Eu nunca faria isso com as pessoas que eu amava. — sussurrou.
Natsu franziu o cenho: — Quer me dizer que é mentira, Sr. Igneel?
— É claro que é. Eu amava você e sua mãe.
— Então me convença.
Lucy ouvia tudo atentamente, prestando bem atenção se o que ele dizia era realmente verdade. Não havia encontrado resquícios de mentira na fala de Igneel, porém não diria nada no momento.
— Quando aquela garota soltou aquele suposto “feitiço”, eu senti que havia algo errado — suspirou. — É ridículo falar isso, nunca acreditei em coisas sobrenaturais.
— “Algo errado”, uh-hum. — murmurou.
— Talvez você não acredite, é claro. Passou anos e mais anos com ódio de mim.
Natsu continuou calado, esperando que ele falasse mais. Queria ir embora o quanto antes.
— Eu senti que aquele feitiço atingiria as pessoas que eu amava. Não sei como, apenas senti — ele se apoiou nos joelhos, olhando diretamente para o filho. — Depois que sua mãe morreu, eu não fugi, Natsu.
Com uma risadinha sarcástica, ele perguntou: — Ah, não? E o que foi aquilo?
— Após ver que a mulher que eu amava havia morrido, a última pessoa que eu queria ver morta era você — disse, sério. — Eu sabia que se ficasse com você, a mesma coisa aconteceria.
— E como sabia disso? Por acaso é um adivinha?
Lucy, por incrível que parecesse, estava acreditando no início daquela conversa. Igneel pareceu tenso por conta da pergunta de Natsu, então suspirou forte e se preparou para contar aquela parte da história que ninguém ousara saber, mesmo depois de todos aqueles anos.
— Eu... Tinha conhecido a mãe daquela garota... Nós havíamos nos apaixonado...
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