A Cat In My Life
17 16 — Uma visita e muita paixão
Notas iniciais
16

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“A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe.” (William Shakespeare).
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A semana não passou voando como o normal. Talvez visto que Lucy estava muito ansiosa para que chegasse o sábado. Sempre que tentava tirar alguma pista de Natsu, nunca dava certo. Ele realmente sabia como esconder uma surpresa, e era o que a deixava mais curiosa.
Levy e Gajeel estavam indo muito bem no namoro — tirando o fato de que adoravam discutir por besteiras e acabar aos beijos —. Não era de se esperar que Lucy estivesse adorando aquela nova fase de sua vida. Natsu era muito carinhoso e ela amava seu jeito “atualizado”.
Às tarde, todas as garotas iam para a casa de Levy estudarem para as provas que se aproximavam. Era óbvio que as coisas nunca eram apenas “aprender”. Quase sempre tudo aquilo acabava com conversas paralelas sobre qualquer outra coisa, como: namoro e sexo. Juvia corava todas as vezes que tocavam naquele assunto — e Lucy não ficava de fora. Naquele sábado, ela também iria ter uma grande noite com Gray, ou pelo menos, era o que esperava que acontecesse. Lucy se perguntava quando seria sua grande noite com Natsu, e tremia de expectativas.
Parecia incrível como Erza prestava atenção nas palavras de Levy, até porque ela era a única que já tinha experimentado algo a mais, ao contrário de todas dali. Não conseguiram segurar o riso quando Levy disse a ela que Jellal era “broxa”, pois quase nunca chegava até Erza para terem uma conversa mais séria, como dizia. A timidez dela era forte demais para qualquer outra coisa, porém, todas concordaram em ajudá-la em relação à Jellal, pois sabiam que ambos se gostavam muito.
Era óbvio que Lucy não ficou de fora da conversa. Natsu tinha muita pegada, muita mesmo. O problema era que na única oportunidade que teve e finalmente ia se entregar a ele, ficou bêbada. Sempre tinha vontade de se bater ao lembrar-se da burrada que fez naquela noite. Sempre que se lembrava daqueles amassos que trocaram na sala vazia, um arrepio passava por ela inteira.
Quando foram estudar, Lucy, às vezes, pensava em Natsu e em como seus lábios se moviam para pronunciar seu nome e quando sentia prazer ao tocá-la mais “proibidamente”. E ela também adorava. No mesmo momento, recebeu uma mensagem de Natsu, o que foi estranho, mas bom.
N – Estudando?
Ela sorriu, mordendo os lábios e verificando se alguém a olhava.
L – Sim, por quê?
N – Nada. Eu apenas queria estar aí... Mas no seu apartamento.
Sua posição ficou mais ereta naquele chão da sala, com o coração acelerando. Talvez brincar um pouco com ele não fosse demais.
L – Ah, claro. Estudando comigo, né?
N – Com certeza. Que tal sobre Reprodução Humana? Podemos até reproduzir as cenas.
Ela não tinha noção do quando seu rosto estava vermelho com aquela mensagem. Imaginar os dois no chão de sua sala, sozinhos, encenando a “reprodução”, a deixou inquieta.
Aproveitou e disse que às meninas que ia ao banheiro, mas ainda com o celular. Ao sentar-se na privada com a tampa virada, voltou a digitar.
L – Quando você vai deixar de ser tão pervertido?
N – Vai me dizer que não gosta?
Ah, ela amava.
L – Estou ocupada e você me perturba!
N – Tenho certeza que seu rosto está vermelho agora. Quer fazer amor por mensagem?
Lucy arregalou os olhos com o jeito direto de Natsu. Também era a última coisa que ela queria, mas ao mesmo tempo, seria muito interessante experimentar... Arregalou os olhos com a própria afirmação.
L – Você não perde uma, né?
N – Você não recusou. Isso é um sim? Então, vamos começar.
Seu coração se descompassou novamente, mas ela não respondeu após ver na tela que ele digitava. O que será que ele ia escrever?
N – Estou entrando no seu quarto enquanto você me espera deitadinha na cama. Eu vou até ela e beijo carinhosamente suas omoplatas, para logo depois te virar e dar um beijo de tirar o fôlego, até vê-la gemer... O que me diz?
Lucy leu aquela mensagem realmente sem fôlego. Sem pensar, ela digitou:
L – É uma mensagem, não tem problema. Ok. Eu aceito seu beijo.
Natsu, na sua casa, sorriu, vendo que ela estava tão nervosa que nem sequer conseguia digitar coisas plausíveis.
N – Quero saber de ações mais fortes. Se estiver nervosa, me deixe continuar... Retiro sua roupa delicadamente, deixando você tirar as minhas também, com beijos em todos os momentos. Beijo seus seios fartos e lindos por cima do sutiã e te faço soltar um gemido delicioso.
Lucy já sentia um desejo bem no seu ventre com aquelas palavras.
L – A lingerie é vermelha, porque você gosta muito. E tem rendas.
Na cama de sua casa, ele praguejou muito excitado. Natsu não queria se tocar enquanto escrevia mensagens no celular. Preferia fazer aquilo pessoalmente com Lucy, mas de um jeito bem mais lento e carinhoso. O maior motivo daquilo era deixá-la envergonhada, mas até que ela estava se soltando aos poucos — mesmo não sendo sua verdadeira intenção.
N – Vou tirando seu sutiã e sua calcinha com os dentes, te beijando e lambendo ao mesmo tempo. E logo vejo que está pronta pra mim.
Aquilo estava fora de controle. Lucy fechou as pernas com força, tentando lutar com o desejo frenético entre suas pernas. Não sabia se conseguiria ficar daquele jeito na frente de Natsu quando fosse o grande dia.
L – Eu tenho que ir. Beijos, Natsu. Eu te amo.
(...)
Natsu estava quase satisfeito com aquelas mensagens e a reação final de Lucy. Mas no fundo, ele adoraria ter continuado aquela conversa, e era óbvio que preferiria por voz, para poder escutar todos os gemidos roucos que sairiam de sua garganta.
Não era viciado em sexo, mas ficar tantos meses sem dormir com ninguém o deixava maluco. Com certeza não conseguiria pensar em ficar com outra mulher ao invés de Lucy. Ela era tão tímida, era quase impossível que ambos se “relacionassem” como ele queria — e só de lembrar-se do jantar em sua casa, tinha vontade de repetir a dose.
Lucy nunca aceitaria fazer amor por telefone. Imaginou como seria a primeira vez de ambos e sorria à toa. Talvez quando mostrasse a ela o que estava planejando, poderia torná-los mais íntimos. Assuntos como aquele não fazia Natsu sair contando para todos, nem mesmo Gajeel ou Gray. Sábado estava próximo e incrivelmente, ele estava nervoso.
Quando pensou em como Lucy ficou ao ler aquelas mensagens. Teria ficado excitada? O pensamento o levou à loucura. Ela quase se abriu com ele para tentarem algo mais intenso pelo celular. Sonhava todas as noites com ela, jogada na cama com os cabelos assanhados e o rosto vermelho, chamando-o entre ofegos. Respirou fundo e foi tomar um banho frio para aliviar a tensão.
Na casa de Levy, por sorte, nenhuma das meninas tinha desconfiado de sua saída frenética até o banheiro. Durante o restante dos estudos, não conseguiu se concentrar muito bem, mas aprendeu bastante coisa antes que Natsu a perturbasse.
E quando o sábado finalmente chegou, Lucy acordou cedo da manhã para tomar um longo banho e se arrumar. Passou uma maquiagem bem clara por causa da hora e prendeu a metade de seu cabelo em um meio rabo de cavalo. Usou um vestido branco e uma sapatilha rosa clara. Pegou seu celular rapidamente e pensou em mandar uma mensagem para Natsu. Infelizmente ela se lembrava do dia passado, e talvez não conseguiria falar normalmente com ele por causa do ocorrido.
Por sorte, nem sequer precisou escrever para ele.
N – Já são quase 10h. Está pronta?
Seu rosto corou, pensando em outra coisa que ele havia dito: “N – Vou tirando seu sutiã e sua calcinha com os dentes, te beijando e lambendo ao mesmo tempo. E logo vejo que está pronta pra mim.”.
Balançou a cabeça com força, tentando parecer mais normal possível.
L – Sim. Estou te esperando. :)
N – Ótimo. Daqui a 10 minutos estou em frente do seu apartamento.
L – Vai me contar aonde vamos?
N – Surpresa, Raio de Sol.
Ela amava aquele apelido, mas não ousaria dizer em voz alta. Sorriu enquanto digitava, fingindo estar chateada.
L – Chato! Estou te esperando.
N – Eu te amo.
Seu rosto esquentou quando lia umas dez vezes aquela mensagem. Enquanto ele não chegava, ficou assistindo tevê até que desse os minutos prometidos por Natsu. Estava tão curiosa para saber aonde iriam que não se concentrava na programação. Desceu um minuto mais cedo que o combinado e o esperou na entrada do prédio, ansiosa.
Não demorou muito para que ele chegasse com seu Audi. Ele saiu do carro e abriu a porta, esperando que ela se aproximasse, com um sorriso nos lábios. Suas calças eram jeans, bem simples, e sua camisa vermelha, com outra por baixo de mangas compridas.
Lindo. Ela pensou, passando os olhos deliberadamente pelo seu corpo e se envergonhando em seguida. Era até melhor não tocar no assunto das mensagens de texto. Percebeu as garotas que passavam pela calçada e olhavam sem pudor para o corpo chamativo do namorado sedutor.
Sentindo uma pontada de ciúmes de todos aqueles olhares, ela foi até ele. Com toda coragem que teve, ficou na ponta dos pés e deu um beijo casto em seus lábios, surpreendendo até ele mesmo. Satisfez-se ao ver que as garotas que o olhava de longe, se afastaram rapidamente. Natsu sorriu maliciosamente, segurando sua cintura.
— Satisfeita?
— Com o quê? — corou, se apoiando em seu peitoral.
— Bem, sei que me deu esse beijo morto só pra espantar aquelas gatinhas ali. — sorriu na curvatura de seu pescoço, sussurrando.
Engoliu em seco, achando aquela aproximação muito íntima a se mostrar para os passantes dali. Só depois perceber o que Natsu havia dito.
— Beijo morto? — franziu o cenho, arregalando-os os em seguida. — Gatinhas?
Ele gargalhou rapidamente: — É. Quer ver um beijo de verdade?
E nem deu tempo para que ela respondesse.
Sua língua passeou por sua boca até que Lucy não se importasse em estar na rua ou na entrada de seu prédio. Os lábios de Natsu eram viciantes e poderia beijá-lo por quanto tempo fosse preciso. Ela passou os braços por seus ombros e prensou seus seios em seu peito — o que ele não poderia sentir no momento.
As mãos ágeis dele passearam pela sua cintura e costas, ao mesmo tempo em que praticamente devorava seus lábios macios e inchados dos beijos trocados. Algumas pessoas passavam por eles e davam pequenas risadas, porém aquilo não foi suficiente para fazê-los pararem.
E sim, com certeza era um beijo de verdade. Por um único momento, Lucy nem sequer lembrou-se que iam sair — o que antes estava tão curiosa. Aproveitando que seus cabelos estavam empatando a visão dos passantes, sugou sua língua com a pouca experiência que tinha adquirido naqueles meses. Ele gemeu, deixando-a satisfeita.
Quando se separaram, estavam ofegantes. Natsu sorriu maliciosamente e a guiou até a poltrona de seu carro. Rapidamente chegou ao outro lado, passando pela frente do automóvel. Entrou e deu-a um último beijo.
— Você ainda não me respondeu sobre as “gatinhas” — fez um biquinho, enciumada de verdade. — Pensei que eu fosse sua prioridade.
Ele riu, ligando o carro com a chave.
— Com certeza você é minha prioridade — piscou um olho. — Está vendo sua cara? Amo quando está ciumenta assim.
— Não sou ciumenta!
— E por que está assim, Raio de Sol? — sorriu, olhando para ela.
Lucy não respondeu nada, apenas reprimiu um sorriso sem que ele visse. Sabia muito bem que ele morreu de ciúmes quando era apenas um gato. O carro começou a se movimentar e ela soltou um gemido, lembrando-se.
— Agora posso saber pra onde estamos indo?
— Não. — sorriu, olhando para a estrada.
Ela suspirou, pegando seu celular da bolsa e ouvindo música para parar a pensar naquilo.
(...)
Natsu estava começando a ficar nervoso quando percebeu que estavam se aproximando do local. Olhou de recanto para Lucy e a viu ainda escutando música. Aquilo era bom, pelo menos ela ainda não perceberia o lugar em que estava indo.
Seu coração estava batendo mais rápido que o normal. Tanta coisa havia acontecido desde o começo daquele ano, que nem ele mesmo estava acreditando: se transformar em um gato, conhecer a mulher da sua vida, uma bruxa, e ainda descobrir a verdade por atrás de seu pai. Era óbvio que ainda queria revê-lo, mas no momento, estava preocupado com outra coisa.
Teve vontade de rir quando pensou se iria se transformar em um gato novamente. Esperou que não, óbvio. Apenas se Minerva ficasse com a ira dos sete mares e fosse atrás dele mais uma vez. Pelo menos, ela estava vivendo sua vida — ou ele esperava que sim.
Lucy estava próxima de saber um pouco mais do coração de Natsu. Ele queria que ela o conhecesse mais, assim como ele também. Esperaria o seu tempo para perguntar. Estavam quase em frente de seu destino quando dobrou uma última rua. A sorte era que não era tão longe e chegariam rapidamente.
Lucy desligou seu celular ao perceber mais ou menos a área em que estavam.
— Acho que conheço esse lugar — ela parecia confusa, olhando os dois lados. —, mas não me recordo.
— Já estamos chegando.
Natsu dobrou a última rua e Lucy soltou o ar, vendo onde estavam.
— Ei... — mordeu os lábios, curiosa. — Um cemitério?
Ele apenas concordou com a cabeça, sem expressão aparente. Lucy ficou calada até que ele estacionasse em um lugar vago. Natsu pediu para que ela esperasse e abriu sua porta. Até nervoso ele era cavalheiro.
Ao trancar o carro, ele pediu sua mão.
— Vamos. — Lucy segurou sua mão, tremendo um pouco.
Ela não estava entendendo muito para onde eles estavam indo. Provavelmente seria alguém que ele conhecesse, talvez um amigo. Estranhou o porquê de ele a estar levando para aquele cemitério. Sempre que pisava em um, lembrava-se de sua mãe, o que a deixava ligeiramente triste.
Seguiu Natsu até a entrada do cemitério. Era bonito, não estava velho ou caindo aos pedaços. Era como se tivesse sido reformado há pouco tempo. Lucy apertou mais forte a mão dele, chamando sua atenção. Quando se olharam, ela sorriu ternamente.
— Estamos chegando. — ele respirou fundo, passando por vários túmulos grandes e chamativos.
Natsu parou um pouco brusco demais ao chegar a um em especial. Lucy procurou o nome de quem estava escrito ali e arregalou os olhos, sem acreditar.
Nara Reder Dragneel: 1970 – 2001
É a sua mãe? Ela se perguntou. Seus olhos se umedeceram, percebendo que havia morrido tão jovem. Natsu apertou sua mão e olhou para o lado, sem que ela pudesse ver seu rosto abatido.
— Natsu, ela era...
— Minha mãe, sim — ele suspirou, fechando os olhos. — Eu jamais vim aqui com ninguém, a não ser meu avô.
— Oh... Então, por que me trouxe? — ela segurava seu choro, tentando ver seu rosto escondido.
Ele relaxou os ombros, destinado a falar.
— Por que eu te amo.
Lucy sentiu o sangue correr mais rápido em suas veias e o coração bater mais forte. Natsu parecia tocado ao estar ali com ela, e por aquele motivo, teve certeza de que era verdade o que ele dizia. Ela sorriu, abraçando-o pelas costas carinhosamente, beijando-a.
— Eu te amo muito — sorriu, atritando seus lábios ali. — Obrigada por me trazer aqui.
Eles ficaram de frente para o túmulo e rezaram pela sua alma, bem calados, respeitando aquele momento. Lucy tinha certeza de que ele sentia muita falta da mãe, por isso, iria ter calma. Ao ouvi-lo dizer “eu te amo” tão intensamente, só quis se entregar a ele, de corpo e alma.
Pensar no dia em que o pai lhe contou a verdade sobre Layla a deixava com extrema vontade de chorar. Ela rezou por todos os adolescentes que perderam algum parente querido. Talvez Natsu fosse daquele jeito por causa da perda dos pais, e estava feliz por conseguir mudá-lo aos poucos.
Depois de terminarem, ele a abraçou, puxando-a em seguida para se sentarem na ponta do túmulo.
— Eu sempre venho aqui quando fico triste — sua cabeça continuava baixa e ele voltou a segurar sua mão. — Trazer alguém comigo aqui é... novo pra mim.
Ela sorriu, se aproximando dele.
— Tudo bem se quiser ficar calado.
— Não. Quero me abrir com você. — ele a olhou de recanto.
Engolindo em seco, ela concordou com a cabeça.
— Desde que eu tinha cinco anos, me lembro de cada momento que passei com ela. Não seria justo que eu me esquecesse. Eu me lembro de que ela me amava muito e fazia de tudo pra me mimar — riu sem animação. — Tenho várias fotos dela escondidas no meu armário.
— Tenho certeza de que ela era linda. — Lucy sorriu, beijando todo o seu rosto delicadamente.
— E era mesmo. Meu avô disse que todos gostavam dela na escola, principalmente meu pai. Começaram a namorar no último ano do colegial e casaram ainda na faculdade, quando ela engravidou bem no final — suspirou. — Talvez se eu a tivesse até hoje, eu não teria feito tudo isso que fiz...
Ela franziu o cenho, inclinando-se para beijar seu rosto emburrado.
— O destino quis isso. Nós nos encontramos e eu te mudei — sorriu. — Graças à Minerva, descobrimos nossos sentimentos e eu adorei isso. Sei que seu passado não é bom, mas tudo que passou, passou. Não precisamos nos preocupar com mais nada.
Natsu ergueu o rosto, fitando seus olhos por alguns segundos e beijando-a intensamente em seguida. Lucy passou os braços por seus ombros e aprofundou aquele beijo, sentindo seus dedos amassarem seu vestido. Se não fosse pelo túmulo de sua mãe, ele a colocaria no colo ali mesmo.
— Vem pro meu apartamento — Lucy sussurrou, lambendo seus lábios com carinho. — A Levy saiu com o Gajeel a essa hora e não tem como eles atrapalharem...
Ele gemeu. Lucy estava propondo mesmo aquilo? Se fosse, estava com sorte, pois precisava muito dela naquele momento. Ela o deixava bem, mesmo sentindo muitas saudades de Nara. Natsu segurou seu rosto nas mãos e a encarou intensamente.
— Você tem certeza?
— Muita.
(...)
O trajeto para voltar ao apartamento de Lucy foi difícil. Toda vez que eles paravam em um engarrafamento, ele praticamente a puxava para seu colo e a dava um beijo de tirar o fôlego. O melhor de tudo era que ela não tentava pará-lo, nem empurrá-lo.
Nem mesmo ela sabia como havia tirado tanta coragem para chamá-lo até o seu apartamento. Não sabia o que sua frase quis dizer aos ouvidos de Natsu, mas o conhecia bem para imaginar o que ele tinha entendido naquele convite.
Ser amada era uma sensação tão boa que ela simplesmente o chamou para seu quarto. Descobrir um pouco mais sobre a vida familiar de Natsu era ainda melhor, pois sabia que aos poucos ele estava se abrindo — e com aquilo, ela precisaria se abrir, também. Ela só sabia que naquele momento, ao tardar do dia, se entregaria de corpo e alma para o seu namorado.
Não poderia negar que estava muito nervosa. Apenas uma visita ao túmulo de sua mãe a deixaria tão tocada e disposta a se jogar nos braços de Natsu, como sempre sonhou. Ela percebia que ele estava feliz e excitado pelas expectativas, assim como ela. Tinha que admitir que não imaginou que sua primeira vez com ele seria daquele jeito, mas não importava para ela.
— Lucy, você ainda pode esquecer o que disse. — disse Natsu, pisando fundo no acelerador.
— Eu sei o que eu quero... — corou, olhando para as mãos.
Ele respirou fundo.
— Eu queria que sua primeira vez fosse de outro modo, mas sinceramente, não estou me aguentando.
Ela sabia muito bem daquilo. Natsu estava se segurando para não amá-la ali mesmo, no carro. Lucy sorriu, tocando sua mão delicadamente. Queria muito se tornar uma mulher, sendo tocada por ele em todos os lugares de seu corpo. O mesmo que deveria ter acontecido no jantar.
Quando finalmente chegaram até a entrada de seu apartamento, Natsu correu para estacionar e pegar Lucy do outro lado do carro. Ambos quase correram até a entrada e entraram no elevador. E vendo que ele estava vago, Natsu segurou sua cintura em um ato possessivo e a beijou ali mesmo.
Estava tocado ao saber que poderia contar com a ajuda de Lucy sempre que quisesse. Mostrar onde sua mãe estava enterrada foi uma missão complicada a se fazer. Amá-la estava sendo uma das melhores coisas que havia feito naquele ano.
Lucy andou de costas até encostar-se às paredes do elevador, sendo prensada pelo corpo grande e másculo de Natsu. Ela gemeu em seu ouvido ao senti-lo beijar seu pescoço de um modo suave. Ele já estava excitado ao extremo com todos aqueles beijos frenéticos. A única coisa que ele queria era jogá-la em uma cama e mostrar a ela o que era prazer.
— Ah, Lucy. Eu te amo tanto — gemeu, roçando seus lábios nos dela.
Com toda certeza, se fosse outra garota ao invés de Lucy, ele não estaria tão desesperado daquela maneira, como se seu oxigênio fosse dar prazer àquela pessoa. Lucy estava com as bochechas coradas e ele adorava vê-la assim.
As portas do elevador se abriram e ele tomou sua mão novamente, pensando que o guarda teve uma ótima visão pelas câmeras de segurança. Lucy parou bruscamente, segurando sua mão.
— O que foi? — perguntou, ofegante.
— Nada — gaguejou. —, é que tem um rapaz ali que eu conheço...
Natsu olhou para onde ela apontava e franziu o cenho. Ele tinha os cabelos negros que batiam nos ombros.
— E daí?
— Se ele nos ver... — corou.
Ela estava realmente preocupada com aquilo? Naquele momento?
— Foda-se isso, Lucy. Eu te quero antes que eu morra de tanto tesão.
Lucy quase desmaiou de vergonha. Nunca imaginou que escutar Natsu falando aquelas coisas seria tão excitante. Zeref viu os dois enquanto passava pelo corredor e ela se sentiu nervosa.
— Vamos logo antes que ele perceba algo a mais. — sussurrou, puxando-o para sua porta e a destrancando em seguida.
Natsu não quis nem esperar que ela trancasse sua porta de volta e a puxou pelo braço. Pegou sua bolsa e a jogou no sofá, beijando-a como se fosse morrer no dia seguinte. Nem sequer sabia por onde começar com Lucy.
Ela percebeu que ele estava desesperado e teve um pouco de medo. Mesmo que ele a amasse, poderia acabar machucando-a sem querer, esquecendo-se que ela era virgem e não sabia de nada do assunto.
— Natsu, calma... — ofegou enquanto ele apertava suas costas.
Ele sabia que estava indo rápido demais, mas algo dentro dele o instigava a continuar. Lucy gemeu quando ele desceu uma mão até sua nádega e apertou carinhosamente enquanto beijava seu pescoço. Seu corpo era perfeito e ele só queria passar seus lábios e mãos por cada centímetro dele, para vê-la se contorcer e pedir por mais.
Perguntou-se qual lingerie ela estaria usando e seu corpo tremeu de expectativas. Foram até o sofá onde estava sua bolsa e a jogou no chão quando a deitou lá, ficando por cima dela e voltando a beijá-la com fervor.
Quando sua mão foi subindo até seu seio, Lucy gemeu incerta e segurou seu pulso. Ele era farto, como ele gostava. Suas mãos eram grandes e conseguiam cobrir toda a extensão dele. Apenas aquele toque foi preciso para que ele sentisse seu mamilo enrijecer através do sutiã de seda e gemesse em seguida.
— Você é tão gostosa, Lucy.
Ela gemeu, tirando a mão de seu pulso e indo arranhar sua nuca, pedindo por mais. A outra mão dela foi até seu braço, apertando-o com força. Natsu teve mais confiança e apertou seu seio, arrastado o polegar pelo seu mamilo enrijecido e convidativo. Lucy ofegou e sentiu um aperto entre as pernas.
Ele beijou seu pescoço e o chupou com força em seguida, sabendo que ficaria marcado para que quando Lucy fosse até o espelho, visse o resultado daquele fim de tarde.
E foi nesse momento em que seu celular tocou, vindo de sua bolsa caída no chão.
— Porra — praguejou, tentando impedi-la de olhar para o local. —, deixa tocar.
Gemendo, ela levou sua mão até o celular.
— Pode ser importante, espera um pouco.
Ele grunhiu e deixou que ela o pegasse. O número era desconhecido e ela estranhou.
— Alô. — sua voz saiu quase como um sussurro quando atendeu.
— Lucy, é o seu pai! — sua voz saiu altamente grave e autoritária, como se soubesse exatamente o que ela estava fazendo naquele momento.
Seu sangue gelou e ela arregalou os olhos.
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