A Cat In My Life
15 15 — Uma omissão deliciosamente conhecida
Notas iniciais
15

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“Quanto amei ou deixei de amar, é a mesma saudade em mim.” (Fernando Pessoa)
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O resto da tarde de Lucy foi muito difícil. Às 15h falou com Levy por telefone e, soube que Erza iria ajudá-las com as matérias mais complicadas — lê-se: matemática/geometria, física e química. Juvia também iria, ajudando com história e geografia. Lucy adorou saber que teria mais alguém com as duas, ainda mais com as loucuras que aconteciam ao juntá-las.
Pensar que um dia após aquele tudo seria revelado sobre seu “relacionamento”, a deixava bem nervosa. Natsu parecia mesmo querer levar o namoro dos dois a sério. Só de lembrar que havia praticamente destruído o jantar dos dois na noite passada, tinha vontade de bater em si mesma.
Para melhorar a situação, Natsu a mandou uma mensagem antes que ela fosse dormir, narrando tudo o que ela tinha feito com ele naquela noite — como a dança “quase” erótica, as saliências e as coisas nada inocentes que ela havia dito. Lucy ficou tão envergonhada que se perguntou se aquilo que ele dizia realmente era verdade, mas percebeu que, como não se lembrava de praticamente nada, devia constatar ser verídico.
Ela ficou o resto da noite pensando como Natsu reagiu com o jeito desinibido dela. Por algum motivo, ficou um tanto feliz por saber que ele a tratou com mais cuidado — não fazendo nada além do permitido —. Lucy precisava se redimir por ter estragado o jantar dos dois. Talvez um outro encontro fosse ótimo, porém, deixaria para conversar sobre isso mais tarde.
Com todos aqueles pensamentos, ela dormiu, sonhando com Natsu em seguida.
(...)
Ao amanhecer, Lucy fez sua higiene diária para ir à escola. Como o normal, Levy a chamaria pela porta do quarto. Ainda se sentia um pouco nervosa por ter que contar tudo ao pessoal sobre Natsu e ela. Torcia que tudo desse certo, e que as meninas não ficassem chateadas pelo omito.
Arrumou-se rapidamente e passou uma básica maquiagem no rosto. Respirou fundo, vendo que teria que se portar bem naturalmente. Ouviu Levy bater na porta e foi até lá após pegar sua mochila.
— Bom dia! — disse Levy ao vê-la. — Aconteceu alguma coisa?
Ah, Levy e suas percepções nada modestas... Pensou.
— Bom dia — sorriu, tentando parecer o mais normal possível. — Estou bem. São só... umas coisas...
— Coisas? Hm... Quero saber dessas “coisas”, ouviu?
— Claro. Eu vou contar a você e às outras garotas — sorriu. — Uma surpresinha.
Levy arregalou os olhos. Ela detestava ter que esperar para ganhar algo ou saber algum segredo.
— Merda, Lu-chan. Me conta agora. Eu juro que não falo pra ninguém! — ela puxou a manga da farda de Lucy com um olhar de súplica. Ela riu.
— Não. Quero contar apenas no final da aula. — a deu língua e saiu sem falar mais nada.
Ela ouviu Levy resmungar até chegarem à escola, tentando parecer a vítima e chamar Lucy de amiga malvada por não contar os segredos a ela. Sem dúvidas, ela poderia ser uma atriz se quisesse — não que ela a desse aquela ideia.
A caminhada foi tranquila — tirando Levy e seus resmungos —, e rapidamente chegaram até a escola. Lucy não admitia, mas não odiava segundas-feiras, ainda mais sabendo que a pessoa que ela amava estava a poucos metros de distância dela.
Olharam os arredores em busca de Erza ou Juvia. Provavelmente Juvia estaria com Gray, namorando às escondidas. Lucy, por um momento, pensou em como seria namorar dentro da escola, escondido de todos, corando logo em seguida. Por sorte, Levy não havia percebido sua reação repentina.
Ambas foram para a sala de aula, quando Levy, finalmente, havia parado de falar do tal segredinho — por conta que Gajeel chegou até ela e a deu um beijo digno de um Oscar. Lucy entrou na sala e viu Natsu, que, por estranho que parecesse, tinha chegado cedo.
A verdade era que Natsu estava um tanto nervoso com o que iriam dizer após as confissões. Lisanna não o estava mais perturbando, e aquilo era ótimo. Ao ver Lucy chegar, um sorriso brotou em seu rosto no exato momento. Ela também sorriu, parecendo assustada. Ao lado, Levy e Gajeel se beijavam apaixonadamente — e era o que queria muito fazer com Lucy, também.
Ele teve menção de dizer para Lucy as coisas que ela fez no jantar. Ficou imaginando o rosto que ela havia feito após aquilo já que não o respondeu. Só de lembrar-se o tanto que a desejou, sentia um lampejo de desejo passar pelo sul de seu corpo.
— Bom dia. — disse Lucy, tirando-o de seus devaneios.
— Bom dia, Lucy — ele sorriu, aproveitando para olhar seu corpo deliberadamente antes que alguém visse. — Me parece muito bem hoje.
Ela corou e começou a sussurrar.
— Idiota!
— Não se esqueça do que vai falar no final da aula, tudo bem? — riu abafado.
— Eu nunca esqueceria. — sorriu, indo até sua cadeira.
O resto da aula tinha sido tranquila. Erza chegou um pouco depois, parecendo feliz e contando que Jellal a tinha beijado de surpresa na biblioteca após todos saírem. Levy deu um grito e ela e Lucy a abraçaram. Perguntaram se poderia acontecer um namoro depois do acontecido, porém, Erza tinha praticamente fugido dele depois do beijo, falando que precisava ir para casa.
Jellal chegou um pouco mais tarde que o normal e às vezes ele e Erza se entreolhavam timidamente. Por uma dádiva dos Deuses, Levy não fez nenhum escândalo, e Lucy se preocupava mais em olhar para certo rapaz que sentava um pouco mais atrás.
Lisanna havia chegado um pouco mais cedo e se sentou perto de Cana, tentando se enturmar com aquele grupo. Natsu nem acreditou no que vira, mas não se importou com ela.
No intervalo, Lucy e as outras foram comprar o lanche, vendo — como sempre — os garotos jogando vôlei. Enquanto comiam, o treinador avisou sobre um campeonato que teria no próximo mês. Lucy ficou curiosa para assistir. Quando Natsu sacou a bola, seus pensamentos mudaram de ângulo para apreciar um belo abdômen sarado.
Já perto do final, Gray chegou até a mesa de onde estavam e sussurrou algo no ouvido de Juvia, deixando-a ligeiramente corada. Levy olhou para as outras meninas e se perguntaram com o olhar o que ele tinha dito a ela.
— Ei, posso saber o que foi isso? — perguntou Levy, com um rosto pervertido.
Ela corou, como se saísse de um transe.
— Eu nem sei como dizer isso... — gaguejou. — É que...
— Fala logo! Assim eu fico curiosa. — exclamou Lucy.
Juvia suspirou, parecendo nervosa.
— Nesse sábado eu vou até a casa do Gray... Dormir lá... — rubra, ela disse. — Acho que vocês sabem o que isso quer dizer.
Sem saber o que falar, as três abriram a boca, assustadas. Juvia dormiria na casa de Gray! Isso era um avanço na relação dos dois. Lucy lembrou-se, ligeiramente, do jantar com Natsu, se perguntando o que aconteceria se ela estivesse sóbria. Corou com o pensamento e voltou sua atenção para a amiga.
— Isso é sério? — perguntou Levy, se preparando para algum surto.
— Bem, eu acho que vai rolar. Estou nervosa. — disse, olhando para as mãos.
Erza parecia muito concentrada no que ela dizia, com o rosto um pouco vermelho. Queria ter alguns detalhes extras, obviamente. Levy já conhecia do assunto graças ao namorado punk, e poderia das umas dicas.
— Ah, você quer isso? — perguntou Levy.
— Sim... — sorriu. — O Gray é muito especial pra mim. Talvez não tenha problema.
Lucy sorriu, vendo que ela parecia muito feliz com ele. Torceu para que conseguisse ficar sempre com Natsu. Naquele momento ela percebeu que seria terrível ter que terminar com ele algum dia. Afastou aqueles pensamentos de si.
— Que tal a gente conversar mais sobre isso no dia em que formos estudar? Vai ser bem divertido. — disse Erza, dando uma grande ideia.
— Soa bem — disse Juvia. —, mas precisamos voltar para a sala.
— Tem razão. Vamos!
As quatro foram juntas em direção à sala. Lucy aproveitou para dar uma olhada em Natsu na quadra, porém, entristeceu quando viu que ele já tinha saído sem que ela percebesse. Quando avistou o bebedouro, se separou das meninas para tomar um pouco de água.
Deu um suspiro de susto quando sentiu duas mãos grandes segurarem sua cintura e a levarem até uma sala vazia que não estava em uso. Lucy sentiu seu coração acelerar, reconhecendo os cabelos róseos de seu namorado. Sorriu logo em seguida, sabendo que não seria pega naquela sala escura com ele.
— Oi. — disse, parando de sorrir ao vê-lo sério.
— Vou te beijar, Lucy.
E ele o fez.
Lucy soltou um breve gemido ao sentir sua língua estar entrelaçada com a de Natsu. Ele ainda estava de regata e ela pôde apertar seus bíceps duros e bem definidos. Natsu gemeu quando ela os apertou e arranhou de leve.
Aquele beijo estava mais insano que o normal. Sua boca estava mais rápida e precisa sobre a dela. Ela estava satisfeita ao ver que ficar aos beijos às escondidas era tão excitante, mas também perigoso, pois, se algum coordenador os visse, provavelmente estariam muito encrencados. Ao sentir a mão grande de Natsu apertar sua cintura, ela esqueceu-se daquilo rapidamente.
Segurando seu pescoço com os braços, Lucy tentou parecer a mais sinuosa possível ao chupar sua língua e sugá-la para dentro de sua boca. Natsu deu um gemido delicioso a qual ela levaria para toda sua vida. Naquela penumbra, eles pareciam fazer amor apenas com as bocas.
Ela percebeu que ele estava um pouco desesperado e adorou aquilo. Seus corpos praticamente se fundiam um no outro em uma valsa erótica. O melhor de tudo era que Natsu sabia muito bem segurar uma mulher.
O oxigênio começava a faltar, entretanto, eles não queriam parar de forma alguma. Para poder respirar, Natsu foi descendo os beijos até seu queixo, clavícula, garganta, e, finalmente, o seu adorável pescoço a qual ele amava venerar. Deteve-se a não dar um chupão no local para ninguém vê-lo. Provavelmente, no próximo encontro deles, ele deixaria sua marca nela — aquele pensamento o excitada ainda mais.
Lucy gemeu ao sentir Natsu beijar e lamber seu pescoço com plena maestria. Aquela área sua era muito sensível, e só senti-lo ali era como uma explosão de sensações. Ele mesmo gemia ao sentir seu perfume enquanto beijava toda aquela extensão. O desejo passou pelo ventre dela e aquilo foi demais.
— Na... tsu — gemeu. —, o sino vai tocar daqui a pouco.
Ele suspirou, esfregando o nariz contra a curvatura de seu pescoço.
— Eu não vejo a hora de contar tudo ao pessoal. — disse com uma voz baixíssima
— Mais três aulas, tudo bem? A Levy já avisou para a Erza e a Juvia que esperassem na sala. — ronronou.
— Isso é ótimo — ele lhe deu um último selinho. — Vá para a sala sozinha. Se chegarmos juntos não será muito bom.
Eles se despediram com mais alguns beijos, logo depois Lucy foi para a sala de aula com as pernas um tanto bambas. Quando chegou, Levy estava conversando com Gajeel, Erza estava mostrando um livro para Jellal com um rosto rubro, enquanto Juvia brincava com os cabelos de Gray.
Sem chamar muita atenção, Lucy foi até sua cadeira e esperou para que a aula começasse. Natsu chegou um pouco depois, já devidamente vestido. Ele era lindo demais, e por um momento Lucy percebeu que poderia olhar para ele sem parar, sem enjoar em nenhum segundo.
O professor chegou logo em seguida, pedindo para todos se sentarem. O resto do dia foi bem normal e Lucy fez algumas atividades até a hora de liberarem os alunos. Erza, Levy e Juvia continuaram na sala.
— Estou sentindo um déjà vu por aqui — disse Levy após perceber que Natsu também estava na sala. — Tem mais alguma coisa pra contar, Lu-chan?
— Digamos que sim. — corou, se aproximando das garotas.
Natsu limpou a garganta, percebendo que teria que falar por Lucy, que estava meio nervosa. Juvia parecia um pouco confusa, porém Levy e Erza estavam desconfiadas até demais do que ele ia dizer.
— A gente quis chamar vocês de novo, porque... — ele coçou a cabeça, sem jeito. — precisamos contar uma coisa que omitimos durante um tempo.
Levy estranhamente reprimiu um sorriso, parecendo saber de tudo.
— Vocês estão namorando. — e não fora uma pergunta.
Lucy e Natsu arregalaram os olhos e se encararam por um momento. Erza não estava muito surpresa, mas Juvia parecia assustada assim como o casal do lado oposto. Levy parecia que sabia daquilo há muito tempo, o que era estranho.
— O quê...? — perguntou Lucy. — Como?
Ela sorriu, mordendo os lábios.
— Um diazinho atrás eu estava voltando da padaria e vi você saindo do carro do Natsu. E me parecia bem feliz — Lucy arregalou os olhos novamente, corando em seguida. — Não ache nada mal de mim! Eu juro que não contei a ninguém. Mas eu tenho que te dizer que a Erza tinha umas dúvidas relacionadas a vocês.
Natsu estava boquiaberto. Não imaginou que haviam sido tão burros a ponto de não imaginarem que Levy poderia estar do lado de fora a qualquer momento. Mas o melhor de tudo era que ela não parecia nada irada.
— Caramba, mas você não está brava comigo? — Lucy perguntou.
— Por quê? Eu já imaginei que você iria contar pra gente, só não agora — mostrou a língua. — Gostou da minha atuação ontem no prédio?
Ela arregalou os olhos e lembrou-se de que Levy havia mesmo atuado quando ela tinha dito que saiu com Loke. Corou logo em seguida, vendo que tinha sido enganada e um tanto boba.
Juvia deu um sorriso e abraçou Lucy.
— Meus parabéns, amiga! Eu nem desconfiei — ela fez um biquinho. — Cuide bem dela, Natsu.
Ele deu seu típico sorriso.
— Deixa comigo.
Levy também a abraçou e deu uma bronca em Natsu se ele fizesse algo de ruim para Lucy. Erza e as outras riram e se despediram rapidamente por causa do tempo. Gajeel esperava Levy na saída, que resolveu ir para casa com ele, deixando os “pombinhos” a sós. Antes de sair, as três pediram para que Lucy contasse todos os detalhes, que seriam ditos no dia dos estudos — Lucy começou a pensar que não conseguiriam estudar com tantos assuntos para porem em dia.
Natsu segurou sua mão e a guiou até a entrada. Lucy estava nervosa, afinal, qualquer um iria ficar sabendo do relacionamento dos dois — inclusive Lisanna —. Aquilo a assustava um pouco, mas não desistiria de Natsu tão facilmente — ou de jeito nenhum.
— E então? Foi muito difícil? — brincou. — Certo, a Levy já sabia, mas eu pergunto mesmo assim.
— Não. — riu. — Mas e agora? O resto da escola vai ficar sabendo quando virem a gente.
Ele soltou um som de desaprovação.
— Está preocupada com isso, é? Eu nem me importo. Pelo menos a gente pode andar mais... juntos. — sorriu malicioso.
Ela lembrou-se de algo e se apressou em dizer: — Falando nisso, eu queria te falar sobre uma coisa.
— O que é?
— Bem, como eu estraguei nosso jantar — corou. —, talvez a gente pudesse ter outro encontro ou...
— Você está me convidando para um encontro, Lucy? Deixe-me pensar no seu caso — dramatizou, pondo a mão no queixo e pensando, enquanto Lucy ficava mais rubra. — Ah, não vai dar. Tenho que dormir.
Lucy começou a achar graça de seu teatrinho e abriu a boca, decepcionada, dando um soco em seu ombro.
— Ah, é assim? Pois tudo bem. Eu estava pensando em ligar para o Loke quando chegasse em casa — sorriu, fingindo dar rabissaca. — Sabe como é, ele é muito meu amigo.
Natsu franziu o cenho, ficando enciumado de verdade — ponto para ela —, e agarrou sua cintura em forma de posse. Ela deu um gritinho e se segurou em seu ombro.
— Seu amigo, é? Que história é essa, posso saber? — deu um sorriso, sem deixá-la responder com um beijo.
Ela se afastou antes que aquilo ficasse mais quente.
— É claro que eu vou sair com você — ele completou. —, eu gostaria de te levar em um lugar, pode ser?
— Onde seria? — sorriu.
— Não vai ser bem um “encontro”, mas eu queria muito te levar nesse lugar. — ele parecia um pouco sério. Lucy ficou curiosa.
— Claro, eu vou, sim — sorriu, dando-lhe um selinho casto. — Vai me deixar em casa? — perguntou, sorrindo.
— Com certeza, minha dama. — ele ofereceu seu braço antiquadamente.
Lucy riu e o aceitou, porém antes, ele quis levar sua mochila. Ela não precisa de mais nada com um namorado cavalheiro daqueles, e sabia que ele estava dando seu melhor — e estava acertando em cheio, como sempre.
O que eles não sabiam era que Lisanna observava todos os seus movimentos. Já havia desconfiado que eles estivessem namorando e escutou atrás da porta enquanto eles conversavam com as meninas. Ela queria matar Lucy e jogá-la em algum buraco profundo para nunca mais vê-la. Estava com algumas amizades que a ajudariam muito a separá-los.
Natsu era todo dela, e ninguém o tiraria de suas mãos.
(...)
Em uma rua qualquer, se ouviam conversas fiadas e risos típicos de um casal apaixonado com uma roupa de colegial. Algumas pessoas passavam e sorriam com as coisas que Natsu fazia com a namorada, parecendo uma criança de nove anos, como: apertar seu nariz, morder sua bochecha e puxar seus cabelos até ela batesse nele.
Eles pareciam felizes a ver de qualquer pessoa. Natsu a amava muito, em um estágio que nunca pensou que a amaria. Lucy se sentia do mesmo jeito. Quando se beijavam, a sensação era muito boa, como se eles se encaixassem perfeitamente. Ela corou ao imaginar como seria quando fizessem amor.
Quando finalmente chegaram até a entrada do prédio de Lucy, ele a soltou, dando-lhe um beijo apertado. Infelizmente teriam que se separar naquele momento. Ela sorriu e segurou seu rosto.
— Bem, no sábado às 10h, eu venho te buscar de carro. — disse.
— Tão cedo? — ela franziu o cenho, sorrindo. — O que está planejando, Dragneel?
Ele sorriu, dando-lhe um outro beijo: — Surpresa, Heartfilia.
— Vou tentar não morrer de curiosidade, tudo bem?
— Nem pense em morrer. Quero você bem viva para os nossos futuros momentos... tórridos. — ele sussurrou a última palavra e ela corou.
— Pervertido. — ela tentou dar um soco em seu estômago, porém, nada adiantou.
Ele riu: — Um pervertido que você ama.
Lucy não respondeu, apenas reprimiu um sorriso e entrou no prédio. Natsu sorriu e deu meia-volta para ir para casa. Ele iria levá-la onde jamais outra garota esteve. Natsu costumava ir até lá para relaxar quando estava muito estressado ou nervoso, e mostrar aquilo a Lucy seria como uma amostra que ele a queria em sua vida para sempre.
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