Notas iniciais
Desejo a todos uma boa leitura....

Sangue

Ela estava chocada.

Não havia palavras que descrevessem como aquela informação a deixara desolada.

Depois de se controlar para não explodir a casa de raiva ela conseguiu mandar Neji Hyuuga para o lugar de onde nunca deveria ter saído. O inferno.

Levantou de onde estava e colocou o vestido preto que ficara esquecido em um canto, quando o celular tocou levou um susto tão grande que sentiu a visão embaralhar, pegou o aparelho e atendeu.

– Oi...

Sakura? Você está bem?

Ela suspirou tentando melhorar seu tom de voz.

– Sim Sasuke, e você?

Bem, tenho uma noticia ... prendemos a assassina das crianças.

Sakura sentiu todo o sangue fugir das veias e escorregou para o chão onde permaneceu destruída.

– E...quem era?

Ciara.

– Como sabem?

Recebemos uma denuncia anônima... entramos na casa dela e encontramos uma blusa, era de uma das crianças.

Ela fechou os olhos e respirou fundo.

– Era uma blusa listrada? – perguntou já temendo a resposta.

Sim, como sabe?

– Meu lindo, preciso desligar agora. Conversamos mais tarde ok?

Está tudo bem?

– Sim, até mais.

– Até, se cuide.

– Você também.

Ela largou o celular no chão e levantou, tudo exatamente tudo fazia sentido agora. Como fora tão burra? Tão relapsa?

Saiu do quarto e foi em direção as escadas, enquanto descia começou a juntar as peças como um grande quebra cabeça. Fora muito tola.

Parou em frente à porta do quarto de Tsunade e sentiu o familiar aroma pútrido, suspirou pesadamente e abriu a mesma. Dentro do cômodo o cheiro era quase insuportável, a rosada levou uma mão à boca para controlar a ânsia de vomito que teimava em vir e caminhou até o centro do aposento, olhou para o tapete em baixo de seus pés. O cheiro vinha dali.

Puxou a peça cheia de poeira e se deparou com um alçapão de madeira, tentou se preparar mais a adrenalina já corria forte em suas veias, então desceu as escadas em total escuridão.

Seus pés descalços bateram em algo sólido e áspero, provavelmente pedra. Espalmou as mãos pelas paredes do mesmo material em busca de algum interruptor, o cheiro ali era o mesmo de um animal em decomposição. O pensamento a assustou.

Suas pequenas mãos rasparam em uma tomada e ela apertou o botão. A luz amarela tremulante iluminou o pequeno quarto subterrâneo e Sakura levou as mãos à boca para conter o grito de horror.

Nunca em toda sua vida pensara que veria algo tão grotesco como aquilo.

– Pelos deuses...pelos deuses... – disse enquanto contornava o quarto.

Ali, no centro havia uma banheira de louça branca, as pontas estavam lascadas pelo uso, mas o que estava dentro dela à fez cair de joelhos e vomitar a própria bile.

Havia sangue, muito sangue. O liquido estava coagulado e apodrecido pelo tempo e acima da banheira, pendurada no teto por um gancho restava o que fora um dia o corpo de Lana Owen.

.

~~

– Uchiha me escute! – dizia Ciara enquanto era conduzida por dois policias até a sala de interrogatório.

– Vou escutar, todos querem te escutar Ciara.

– É sobre a Sakura.

Ele parou e fez sinal para os outros policiais pararem também.

– O que tem a Sakura?

– Em cima da minha mesa. Cheque rápido!

– Naruto você pode?

O loiro assentiu e foi desconfiado até a sala da mulher, Sasuke voltou a conduzi-la junto com os demais.

– O que o Naruto vai encontrar lá Ciara? – disse enquanto a mulher algemada sentava na cadeira de metal desconfortável.

– A verdade.

Após alguns minutos que pareceram horas Sasuke observou um Naruto mais branco que papel adentrando a sala. Este segurava algumas folhas nas mãos tremulas e esticou com relutância para o amigo.

– O que tem aqui Naruto.

O outro não conseguiu responder, um nó estava formado em sua garganta e os olhos ardiam.

– O nome da descendente que vocês procuravam.

Sasuke levantou os olhos para a mulher.

– Como sabe que procurávamos isso?

– Porque eu também a procurava.

Desconfiado levantou a folha e viu um nome circulado em meio a uma arvore genealógica completa. Seu coração apertou e ele percebeu o que Ciara queria dizer, tinha que correr.

– Sakura! – disse saindo da sala em disparada.

.

~~

Sakura saiu de seu devaneio assim que ouviu o barulho do alçapão sendo aberto, depois passos na escada e por fim um suspiro bem atrás de si.

– Então era você. – disse relutante.

– Demorou pra perceber...

Os olhos da rosada se encheram de água.

– Por quê?

– Tenho meus motivos Sakura.

Ela virou para encarar a mulher a sua frente.

– Que motivos Hinata? Quero saber que motivos te levaram a matar crianças! – cuspiu ela com nojo.

– Motivos meus, que não lhe interessam.

– Isso, isso aqui é grotesco, é nojento! Não é humano! – disse enquanto apontava para a banheira.

– Não somos humanas Sakura. Somos diferentes...

– Humanas sim! O que, o que você fez Hinata! Meus deuses – sua voz era de total desespero, não sabia o que fazer o que falar ou em que acreditar. Só sabia de uma coisa, sua amiga, sua irmã era uma assassina cruel e sem escrúpulos.

– Você não deveria ter vindo até aqui. – a voz da morena soou perigosa e hostil.

Sakura levantou os olhos, o pavor e o susto agora davam lugar à raiva.

– Onde estão as outras três crianças?

– Mortas.

– Mentira, eu saberia se estivessem. Onde elas estão Hinata?

– Porque quer saber? Acha que vou soltá-las? – disse sorrindo – desista Sakura, só uma pessoa vai sair viva daqui essa noite, e não é você.

– Não me desafie Hinata.

A morena tombou a cabeça de lado e sorriu, os dentes se mostraram afiados e um tanto quanto assustadores.

Sakura não entendeu o que ela fazia a olhando tão fixamente, depois sentiu um pequeno incomodo ao lado esquerdo de sua cabeça, tentou coçar mais reparou que vinha de dentro dela. Hinata estava tentando entrar em sua mente.

Revirou os olhos e sentiu os cabelos róseos erguerem um pouco no ar.

– Saia de dentro da minha cabeça! – gritou com força impulsionando os pensamentos contra a mulher a sua frente. Hinata fora jogada com força para trás e com um baque forte seu corpo colidiu com a parede de pedra.

Sakura se assustou com a própria força, nunca havia feito aquilo antes mais não tinha tempo a perder, queria encontrar as crianças. A outra se levantou e limpou o rosto que ficara sujo de poeira.

– Onde aprendeu a fazer isso? – perguntou com a voz carregada de raiva.

– Não sou tão fraca quanto você pensa.

– Mas é burra. – disse sorrindo quando Sakura sentiu algo pesado bater contra sua cabeça – Eu sou muito esperta Sakura.

A ultima coisa que viu foi o chão vindo de encontro ao seu rosto.

.

~~

Sasuke pegou as chaves do carro e correu desabalado em direção ao estacionamento, o coração estava apertado e um nó teimava em ficar na garganta. E se algo acontecesse com ela? Quem na verdade era Hinata Hyuuga? Como não perceberam antes?

Deu partida no sedan preto e afundando o pé no acelerador foi em direção à casa da colina.

.

~~

Ela acordou quando um liquido gelado foi jogado em seu rosto, assustada, olhou para os lados e sentiu uma fisgada na nuca.

Não estava mais na casa, estava no meio de uma floresta pois nas paredes de madeira haviam frestas que mostravam o balançar das arvores. Olhou para frente e viu Hinata arrumando um altar, punhais de prata estavam cuidadosamente colocados em cima de uma mesa com uma toalha roxa.

Olhou ao seu redor e se assustou “estou em uma gaiola”. O local girava e ela sentia náuseas com o cheiro de ocre. Tentou levantar mais não conseguiu, assim então percebeu que estava drogada.

Um gemido ao seu lado denunciou as três crianças que a olhavam fixamente, uma das meninas estava com um talho profundo na perna direita, a carne estava adquirindo uma coloração escura e ao redor havia inúmeras bolas de pus.

– O que é isso Hinata? O que fez a essa menina?- perguntou tentando se mover.

– Testei o vapor dela, só isso. – respondeu ainda remexendo nos utensílios em cima do altar.

A iluminação na pequena cabana vinha de inúmeras velas postadas por todo o cômodo.

– O que fez comigo? – disse com a voz pastosa.

– Ah você sabe, me faça perguntas mais interessantes.

Sakura parou para pensar, sabia que havia alguma toxina em seu corpo. Não consegui se mexer ou falar com clareza, precisava reverter aquilo.

Hinata parou de mexer em seus objetos e voltou à atenção para a gaiola, sorriu para a menina febril e foi até eles a puxando para si. A depositou em cima da mesa e sorriu para si mesma.

– Hinata... Hinata o que vai fazer com ela? – perguntou Sakura alarmada.

– O que farei com todos vocês. Preciso disso pra realizar meu ritual... vapor me torna poderosa.

– O que é essa merda de vapor? – sabia que precisava de tempo. Mentalizou o sangue fluindo em suas veias e carregando toda a droga para fora de seu corpo em forma de suor.

– Vapor Sakura, como vou te explicar? – disse a outra caminhando ao redor da mesa e observando a menina que tremia por conta da perna inflamada — é a alma das pessoas. Extraindo essa essência eu consigo ficar mais forte, eu aspiro vapor enquanto elas morrem... e torturando, consigo mais.

– Isso é loucura Hinata, não precisa disso, deixe essas crianças em paz! Me use, eu tenho muito mais vapor.. – seus dedos já estavam úmidos.

– Ah você tem sim, mas elas também têm. Crianças tem muito vapor.

– Porque elas?

– Você é uma verdadeira vaca Sakura Haruno e sabe por quê? Porque nunca se interessou em saber sobre a MINHA vida! – cuspiu a morena parando em frente à gaiola e a observando com ódio.

– Isso não é verdade ...

– É sim! Lembro-me bem do dia que você apareceu aqui. Ah, Tsunade ficou encantada! Viu em você algo que ninguém mais via... me deixou de lado, queria te ensinar tudo sobre magia.

– Hinata ela te amava também.

– CALE A BOCA! – rugiu com raiva – Quem é você pra falar isso? Falar de amor!

– Eu não entendo... – murmurou a rosada se concentrando mais, precisava ser rápida.

– Pois vou te explicar Sakura Haruno. Quando essa porcaria de vila foi formada meus ancestrais foram mortos! Queimados na fogueira por bruxaria, sabe como isso é doloroso? É muito! – disse ela andando com um punhal na mão – então os filhos deles fugiram para as montanhas, as solitárias montanhas... foram caçados e conseguiram entrar em um navio para o Japão, nosso doce Japão.

Sakura continuou em silencio deixando a outra falar, seu corpo inteiro suava e as duas crianças a olhavam cada vez mais cheias de medo.

– Lá construíram suas vidas, suas famílias até que meus pais se encontraram e eu nasci. Poderia ser uma linda historia, mas a família do meu pai nunca esqueceu as origens. Quando ele percebeu que eu era magica ficou apavorado! Ai então me mandou pra Tsunade... de volta pra Clare.

Ela respirou fundo e continuou.

– Ele nunca mais falou comigo Sakura, nem ele, nem minha mãe, nem ninguém da minha família. Abandonaram-me aqui nessa droga de lugar com aquela velha maluca! Eu gostei no inicio, mas então você chegou, você chegou e tomou toda a atenção dela... “nossa como a Sakura é esperta!” “Como a Sakura é inteligente” – fez uma cara de nojo – e você sua cretina – disse apontando para a rosada – você abandonou seus pais! Você os mandou para longe! Por quê? Porque eu que queria tanto estar em casa fui jogada aqui enquanto você escolheu os excluir?

– Hinata você sabe os meus motivos...

– Motivos ridículos! – gritou a morena – mas então eu finalmente percebi o que teria de fazer para obter o respeito da minha família. Meu pai fez tudo de caso pensado. Mandou-me pra cá com um objetivo, vingança!

– Claro que não Hinata! Eles nunca fariam isso!

– Claro que sim! E eu comecei a estudar freneticamente! Descobri tudo sobre Clare, sobre a origem da bruxaria, descobri quem eram os descendentes daqueles assassinos! E por fim – disse sorrindo — descobri a origem da alma, do vapor.

– Você quer se vingar em pessoas inocentes!

– Já mandei ficar quieta! Será que não consegue perceber a grandiosidade disso? Eu descobri como extrair a alma de uma pessoa! Então matando as vinte crianças eu terei um poder inimaginável e todos vão saber que nós existimos que nós somos mais fortes e que ninguém mais vai morrer por ser bruxa. Meus pais vão me receber em casa com um tapete vermelho. – disse ela totalmente deslumbrada.

– Isso é uma monstruosidade Hinata...

– Tsunade disse a mesma coisa quando descobriu.

Os olhos de Sakura se arregalaram ainda mais.

– Você, você teve algo com a morte dela sua vadia mimada? – gritou do chão onde estava estirada.

Hinata gargalhou.

– Mas é obvio! Ela desconfiou dos animais mortos, tive que tomar uma providencia e aos poucos fui entrando em sua mente... adoecendo-a, por fim, morreu!

– Eu vou matar você – cuspiu Sakura com raiva – eu vou matar você sua infeliz!

A morena revirou os olhos e se posicionou ao lado da garota ferida. Com a ponta da faca tentou perfurar o machucado, mas Sakura gritou chamando atenção.

– E o Naruto?

A rosada respirou aliviada quando Hinata virou-se para ela, esquecendo novamente da menina.

– Ele foi uma parte boa de mim. – pensou por mais um instante – mas é um tolo. Atrapalhou tudo... claro que foi fácil conseguir informações com ele, mas por conta daqueles dois tive que sequestrar as crianças antes do tempo, mudei meus planos sabe.

– Você matou o Salém sua louca! Você arrancou as próprias unhas! – continuou Sakura em desespero.

– Eu precisava fazer aquilo – respondeu Hinata ofendida – precisava tirar o foco de vocês! Ai o Naruto fez a questão de me dar aquela porcaria de cachorro, que além de farejar o corpo daquela criança suja no porão ainda fez o favor de desenterrar uma blusa. Maldito!

– Você os enterrou aqui?

– Claro sua idiota! Estamos em casa! Essa cabana fica na nossa floresta...

– Mas como a policia não encontrou nada no dia da morte do Neji? Você também o matou...

– Ele era muito burro, precisava ser descartado e obvio Sakura que eu escondi esse lugarzinho aconchegante com magia.

– Você incriminou Ciara.

A morena crispou os lábios.

– Aquela vadia, só atrapalhou minha vida... desde o começo.

Sakura já recobrara os sentidos do próprio corpo e agora respirava mais aliviada. Olhou de soslaio para as duas crianças que estavam junto dela abraçadas uma na outra, as faces lívidas de medo.

Com a mente tomada pela raiva ela se concentrou e olhou para Hinata.

– Isso tudo por uma vingança sem sentido.

– PARA MIM TEM MUITO SENTIDO – gritou a morena apontando a faca para Sakura.

– Hinata deixe as crianças saírem daqui, vamos acabar com isso..

A outra sorriu descaradamente e se voltou para a garota na mesa.

– Não. – disse com simplicidade erguendo a faca.

Sakura então projetou uma onda contra as grades da cela que romperam com um barulho estrondoso. A cabana tremeu sob seus pés e as crianças gritaram assustadas.

Hinata se voltou para eles com o olhar cheio de ódio e surpresa.

– Como fez isso?

– Eu disse para não me desafiar. – e erguendo as mãos levantou o corpo da morena como uma boneca de pano e a jogou com força na parede de madeira, que se rompeu com o impacto deixando um buraco aberto contra a noite.

Ela olhou para as duas crianças que estavam apavoradas em um canto da gaiola:

– Quero que vocês corram o mais rápido que puderem e chamem ajuda certo? Sua amiga precisa de um médico rápido.

O garotinho de cabelos loiros assentiu e levantou puxando a amiga pela mão, os dois assustados se puseram a correr no instante que Hinata se levantou do meio dos entulhos.

Sakura sabia que tinha que tirá-la dali para que a menina não sofresse mais nenhum tipo de agressão.

– Você está morta – grunhiu Hinata dando um passo em direção à Sakura com um filete de sangue saindo da testa.

– Não Hinata, você está.

As duas então ergueram suas mãos e começaram um duelo com a energia presente no espaço. Faíscas vermelhas saiam das mãos de Hinata que girava os pés com rapidez e leveza, Sakura por sua vez conseguira projetar um escudo que a protegia dos golpes mais fortes.

Hinata olhou para as tábuas de madeira da velha cabana e com um ligeiro mover de dedos as fez voarem em direção de Sakura que levou o golpe com força, caindo de joelhos no chão duro e sentindo o sangue fluir das costas.

– Maldita... –sibilou com raiva.

Seus olhos então adquiriram um brilho mais intenso e o losango desenhado em sua testa veio à tona. Sentiu vapor sair de baixo de seus pés e logo se ergueu para encarar Hinata que permanecia impassível.

Ela deu dois passos na direção da morena que se retorceu ligeiramente de dor.

– Lembra-se do que eu fiz com o garotinho da minha escola? – disse Sakura sombriamente fazendo Hinata a olhar assustada.

Com um sorriso de canto Sakura entrou na mente de Hinata e a fez pegar um gancho que estava caído aos seus pés. A morena obedeceu lutando visivelmente para conseguir reatar o controle sob o próprio corpo.

– Você enfiou esse gancho em quantas crianças?

– Sakura não faça isso... – implorou a morena com uma voz fina.

– Vou fazer pior.

Girando os dedos fez a morena cravar a ponta do gancho na própria barriga, ela urrou de dor quando o sangue começou a escorrer e encarou Sakura com seus olhos esbranquiçados. Sorriu.

Sakura a olhou assustada, logo sentiu o corpo ser erguido e atirado para fora da cabana com tanta força que ricocheteou nas arvores quebrando alguns galhos, quando caiu no chão rolou por vários metros até parar. Ficou por alguns segundos deitada tossindo terra e sangue. Com muita dificuldade apoiou os braços no chão e ergueu o tronco, ouviu uma risada ecoando na mata.

– Você é muito tola irmãzinha! Sabe quanto vapor eu já tomei? Eu sou muito mais forte que você!

Sakura rastejou pelo chão até sentir outra textura, estava sob uma pedra. Olhou em frente e viu o penhasco se abrir para a imensidão do mar. Foi até uma arvore e escorou o corpo para descansar, precisava pensar em algo, precisava de mais força.

– Irmãzinha? – ouviu a voz arrastada de Hinata cada vez mais perto. Ela passou pela arvore onde Sakura estava escondida e de relance a rosada viu um machado em suas mãos.

“Talvez a força mental dela tenha se acabado... ela pode estar fraca” pensou consigo sentindo um ar de esperança.

Hinata caminhou até o penhasco e observou as ondas que batiam na pedra escura.

– Sakura!

A rosada sentiu um fino fio de gelo escorrer por sua espinha, olhou para o lado e viu Sasuke correndo na direção de Hinata que o esperava com o um sorriso diabólico no rosto.

– Sasuke não ... – pediu baixinho.

– Olá Sasuke. – ouviu a voz de Hinata dizer.

– Onde está a Sakura?

– Você não sabe? Estou procurando por ela também.

– Hinata largue esse machado. Eu encontrei as crianças e você está presa.

Ela gargalhou, o vestido branco coberto de sangue e sujeira.

– Então vou ter que matar você também, que pena, é tão bonito.

Sasuke sacou a arma que rapidamente foi atirada longe com um simples aceno de Hinata. Ela então começou a andar em sua direção.

Sakura tomou folego e saiu de trás da árvore correndo.

– Hinata!!! – gritou tomando impulso.

Quando a morena virou para encará-la Sakura a segurou pelo tronco e a empurrou.

Juntas as duas caíram na escuridão no oceano.

Notas finais
*Esperando vocês me atirarem pedras* E entãooo?? algumas pessoas desconfiaram da nossa Hinatinha... parabéns! Quanto a relação de Ciara com tudo isso? Como vai ficar o Naruto? as duas morreram na queda? Tudo isso e muito mais no proximo capitulo de A casa da colina!! ahhahahahhahah Espero seus comentários! E sejam queridos, não me xinguem muito vai. Beijocas