A Casa da Colina

7 O vulto no escuro Parte 2


Notas iniciais
Olá gente bonita! Agradeço muitos os comentários que recebi e já já irei responder...agora, onde estão os outros? Cadê vocês pessoal?? Estou ficando triste com a ausência de alguns :'( Gente é o seguinte, o meu querido leitor Marcos chamou a atenção para um palavrinha errada! Mil perdões! Eu havia escrito "relevante" quando era pra ser "irrelevante", acabei de arrumar! Obrigada por me avisar meu querido!! ^^ Sem mais... boa leitura ^^

O vulto no escuro (Parte 2)

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Sasuke subiu a escada e sentiu o frio penetrar lhe a pele, o andar de baixo era relativamente mais quente por conta da lareira acessa.

Seguiu até a porta indicada e viu que ela estava entreaberta, empurrou e notou que o quarto estava à meia luz, assim bebericou o vinho enquanto observava o aposento. Uma cama grande de casal com uma colcha preta, pesadas cortinas roxas, um tapete branco e um guarda roupa simples, mas não foi isso que chamou sua atenção.

Segurando as duas taças ele parou em frente a um pequeno altar que ficava logo abaixo da janela que era açoitada pelo vento. Ali havia sete velas brancas que estavam postadas em meia lua, no meio um pentagrama de metal e vários potinhos de porcelana com substancias coloridas. Ao canto direito havia uma imagem de um homem coberto somente com um trapo nas partes baixas segurando uma flauta, de sua cabeça cresciam dois chifres enormes e seus olhos eram vermelhos.

O rugido seco de um trovão fez o moreno se assustar e ao dar um passo para trás viu a rosada parada o observando junto à outra porta.

– PORRA SAKURA! – gritou ele fazendo a garota gargalhar.

– Te assustei? Desculpa.

– De onde você saiu?

– Daqui – disse ela apontando para a porta do banheiro como se fosse muito obvio.

– Ah, certo desculpa – disse ele balançando a cabeça.

– E porque está no escuro? – ela acendeu a luz e observou o amigo com as taças de vinho na mão.

– Eu não vi, não pensei...

Ela se aproximou e pegou uma das taças levando aos lábios.

– Você esta nervoso. – não era uma pergunta.

– O que é isso? – perguntou ele apontando para o altar.

– Um altar Sasuke e não, não é adoração ao demônio. Pode ficar tranquilo.

– Você é estranha.

Ela revirou os olhos e bebeu o resto do vinho.

– E o Naruto?

– Lá em baixo.

– Então vamos? Estou morta de fome!

Ele observou a amiga se afastar e se surpreendeu ao observar o simples vestido de seda preta que esta usava. O tecido era tão transparente que era possível perceber as curvas de seu corpo branco e magro.

– Porque só usa roupas longas? – perguntou antes que conseguisse frear a curiosidade.

– Todos aqui me chamam de bruxa – respondeu ela descendo a escada – deixo que me vejam como uma.

Ele tomou o resto do vinho e assim entraram na cozinha.

A mesa estava posta e Naruto conversava com Hinata com tanta concentração que precisaram 5 minutos inteiros para que eles notassem a presença dos outros dois.

Hinata olhou ligeiramente corada para a amiga e sorriu.

– Vocês demoraram! Está pronto, vou servir.

Sakura e Sasuke se olharam confidentes já ligados do clima que estava rolando ali e se aproximaram da mesa.

– Teme dá aqui sua taça!

Depois de alguns minutos os quatro estavam sentados à mesa comendo e bebendo enquanto a tempestade se acalmava na rua.

– Hinata chan isso é uma delicia! – disse Naruto repetindo o prato pela terceira vez.

– Obrigada, posso fazer sempre que quiser.

O loiro ergueu os olhos e ela se engasgou.

– Digo, sempre que quiserem fazer uma janta ou algo parecido.

– Nós entendemos Hina. – disse Sakura amavelmente percebendo o constrangimento da amiga.

Depois de Naruto literalmente raspar a panela de ferro Sakura se pôs a lavar a louça e Sasuke ficou para secar, na verdade era mais uma desculpa para deixar o novo casal vinte ir para sala com a terceira garrafa de vinho na mão.

– O Naruto parece um idiota na frente dela – falou o moreno secando os pratos.

– Ele sempre parece um idiota Sasuke, mas acho que ela gostou dele porque tinha planejado sair depois do jantar e até agora está lá na sala.

– Ela tem namorado?

– Pega um primo.

Ele riu e passou a secar os talheres.

– E você? Nenhum namorado?

– Não, já tive uns rolos por ai mais nada especial.

– E namorada?

Ela riu e jogou um pouco de água nele.

– Ai que cena clichê! E não, nem namorada.

– Hm...

– Terminamos! – disse ela largando a esponja e dando um tapinha no ombro dele.

– Sakura, eu soube do que aconteceu hoje.

Ela parou de costas pra ele, colocou o seu melhor sorriso amarelo e virou para encará-lo novamente.

– Não foi nada Sasuke.

Ele se aproximou e tocou a testa machucada dela com os dedos.

– A maquiagem não esconde tão bem.

Ela tirou a mão dele e se surpreendeu ao sentir a pele quente em contato com a sua fria.

– Já disse que não foi nada.

– Me sinto um pouco culpado.

– Por quê?

– Ficamos sabendo que uma mulher foi vista na véspera três sequestros, essa informação deve ter vazado e essa gente fez isso.

– Não é culpa sua e para com isso.

Ele encarou os olhos verdes dela por um minuto e sentiu-se ligeiramente estranho.

– Ei vocês dois, vamos lá que o Naruto me ensinou um jogo novo! – disse Hinata entrando na cozinha atrás de outra garrafa.

– Que? Hinata é a quarta garrafa e você trabalha amanha!

– Sakura, relax relax! Vem, ele chama de jogo da tampinha!

O moreno postou a mão na nuca dela a empurrando para a sala.

Naruto e Hinata já estavam sentados no chão em volta da mesa de vidro com uma moeda e uma tampinha de garrafa.

– Como é esse jogo? – perguntou Sakura sentando também.

– Joga a moeda na mesa, ela tem que quicar uma vez e cair na tampinha. Se cair fora você bebe uma dose. – respondeu Sasuke sentando ao lado dela.

– Hm, então vamos lá!

Uma hora depois as risadas eram tão altas quanto os trovões da rua, Hinata ria escorada no ombro de Naruto que por sua vez chorava olhando para Sasuke que estava de pé imitando Mikoto. Sakura tentou levantar e caiu de cara no chão, os três pararam por um momento e depois explodiram em novas risadas, somente Sasuke conseguiu secar as lágrimas e levantar a amiga que praguejava.

– Eu já estou com fome outra vez! – falou Hinata com a voz arrastada.

–‘Pera! Vou pegar uns biscoitos! – gritou Sakura como se aquilo fosse à solução para a fome do mundo.

– Os de chocolate? – perguntou Sasuke esperançoso.

– Sim, os de chocolate – falou ela tocando a testa dele com cada silaba dita.

– Você tem problema Sakura?

– Os mesmos que você.

Rindo foram até a cozinha onde ela pegou um pote cheio de biscoitos e Sasuke uma garrafa de água na geladeira. Ao voltar Sakura parou de chofre no arco que separava os cômodos, Sasuke esbarrou nela e derramou um pouco de água em si próprio.

– Mas já? – perguntou ela rindo.

O moreno esticou o pescoço por trás da amiga e viu a cena: Naruto e Hinata se beijando apaixonadamente.

– Ela é rápida porque o Naruto é pior que uma lesma. – murmurou ele apavorado com a cena.

– Heeei, biscoitos! – gritou Sakura fazendo os dois se separarem vermelhos de vergonha.

– Aí Sakura chan estraga prazeres – resmungou Naruto com um biquinho na boca.

– Cala boca Naruto. – disse ela jogando o pote na cara do amigo.

Depois de se recuperarem um pouco com a glicose e a água os dois se despediram. Sakura fechou a porta e suspirou vendo a bagunça que a sala ficara.

– E ai sua vagaba, ele beija bem? – perguntou à Hinata que juntava as almofadas do chão.

– Muito bem, ai Sakura não sei o que deu em mim! Não aguentei e beijei mesmo.

A outra riu da amiga.

– Vou dormir tá? Amanha você me conta mais sobre...

– Ok! Boa noite amiga!

– Boa noite.

A rosada tirou o vestido deixando seu corpo totalmente a mercê do frio que entrava pela vidraça entreaberta, buscou sua camisola de seda branca e se arrumou para deitar quando Hinata entrou silenciosamente no quarto.

– Sakura! – disse ela em um sussurro urgente.

– Diabos Hinata! Quer me matar? – exclamou ela levando a mão ao coração.

– Eu vi alguém na orla da floresta. – continuou a outra ainda em um sussurro.

Todos os pelos da rosada se ouriçaram ao ouvir o tom de medo na voz dela.

– Como? São três da manha e ninguém sobe aqui.

– Eu não sei! Fui fechar a cortina da sala e vi alguém lá.

Um barulho seco no andar de baixo fez as duas se entreolharem.

– Vamos ver isso. – sussurrou ela puxando Hinata pela mão.

As duas desceram as escadas silenciosas como um espectro e o único barulho vinha do vento que uivava por entre as frestas.

– Por que apagou as luzes Hinata? – sussurrou.

– Pra não poderem nos ver aqui dentro.

Chegaram à sala e estacaram, a porta estava aberta.

– Eu fechei a porta. – falou Sakura mecanicamente.

– E ela estava fechada quando eu subi.

O coração de ambas falhou quando ouviram um ranger vindo do teto. Sakura sentiu algo quente e viscoso pingar em seu ombro.

– Hinata...

– Eu sei...

As duas olharam para cima e sufocaram um grito quando uma massa de carne, sangue e pelos caiu sob suas cabeças.

Hinata olhou para os braços ainda em choque e caiu de joelhos em meio a sujeira.

– Sakura, Sakura!

A rosada olhou para a amiga sentiu um nó na garganta.

– Eu sei.

– É o Salém! SAKURA É O SALÉM!

– Eu sei Hinata! Droga eu sei!

A porta se fechou com um estralo forte e ela se ajoelhou ao lado da amiga sem ligar para o sangue.

– Calma, assim vai derrubar a casa.

A morena olhou ferozmente para Sakura.

– Tem mais alguém na casa? Procure você consegue!

A rosada fechou os olhos e se concentrou.

– Estamos sozinhas.

....

Notas finais
Hohooo, me digam por favor que sentiram ao menos um pinguinho de medo? E leitores fantasmas, me deem um oizinho vai, eu ficaria tãoo feliz!! Ps.: Se virem algum erro, qualquer erro podem me falar gente, eu não peço para ninguém betar a fic então pode ser que existam vários erros que para mim passem imperceptíveis, então por favor puxem minha orelha! Aguardo vocês nos comentários! Beijocas