A Casa Maldita 2

17 Capítulo 16: Anasé lança a flecha em vítor.


Insatisfeito em só ficar observando Vítor desceu totalmente para conversar com o Líder. Se aproximou dele segurando a vassoura com a mão esquerda e disse: — Líder porquê se afastou da casa maldita? pensei que estivesse morrido — Disse Vítor sorrindo. Ele se assustou com a agitação daquele garoto, lhe dizendo coisas que nunca se passaram em sua mente. — Como? quem é você? nunca te vi antes na minha vida — Disse ele confuso com as palavras de Vítor. Vítor não entendeu porque o Líder não estava te reconhecendo, ele pensou que ele se explicaria por não ter voltado para a casa maldita, mas infelizmente não aconteceu da forma que ele esperava. — Não... você me conhece sim, eu sou o Vítor lembra? o aluno da casa maldita. Estamos precisando de um Líder e não tem ninguém melhor que você. — Me desculpe mas não me lembro de nada disso, perdi a memória e minha mente está muito confusa!!! — Disse Líder se mostrando preocupado. — Você precisa se lembrar — Insistiu Vítor — você caiu na cachoeira, o comissário te procurou por ela mas não conseguiu te encontrar. — Sim eu me lembro que acordei aqui completamente molhado; isso que me disse pode ser verdade — Líder ficou em dúvida. — Venha comigo, talvez se lembre de algo quando ver a casa maldita — Vítor lhe chamou. — Não posso ir... estou gostando de viver aqui na tribo com os índios, só sairei quando recuperar a minha memória — Decidiu ele. Vítor sentou-se no chão inconformado com sua decisão de permanecer na tribo, ele ficaria satisfeito se aceitasse sua proposta de lhe acompanha-lo no lugar que pudesse lhe trazer lembranças importantes de sua vida. — Tudo bem — Disse Vítor decepcionado — Sei que não vai adiantar de nada eu continuar insistindo para que você volte, tenho que ir, mas se você mudar de ideia me procure na casa maldita, todos te receberão de braços abertos de volta — Sorriu Vítor. Anasé saiu de sua cabana e observou aquele menino branco conversando com o Líder. Ele não pensou duas vezes, entrou na sua cabana retirando algumas flechas que estavam expostas em sua cama. Saiu novamente e observou cada passo dele; Não querendo perder mais tempo mirou a primeira flecha na direcção da sua barriga e a lançou. Vítor sofreu um corte profundo e caiu no chão. Anasé que não estava satisfeito ter lançado apenas uma flecha lançou outra em seguida nas suas costas. Vítor permaneceu paralisado no chão como se estivesse morto sangrando por todos os lados: boca, nariz. Líder ficou desesperado pondo suas mãos na cabeça. Se aproximou desesperado de Anasé para pedir explicações. — Você está louco!! Anasé olha o que você fez coitado do menino está sangrando. — Disse o Líder empurrando Anasé. — Não venha me encher a paciência, eu fiz a coisa certa e se eu fosse você deixava ele morrer aos poucos ai. — Eu não sou igual a você, vou ajudar ele sim — Disse o Líder. — Você não vai mesmo ajudar ele — Disse Anasé segurando o Líder pelos braços. Líder se soltou dos braços de Anasé e lhe derrubou no chão te socando várias vezes. Anasé ordenou que ele parasse mas o Líder não quis ouvi-lo, repetia várias vezes os murros no seu rosto para descarregar tudo o que já tinha escutado dele. Apuã estava chegando da floresta e foi logo correndo para separar os dois. — Vocês pode me explicar o que ta acontecendo aqui. — Olha o estado daquele pobre menino — Disse o Líder apontando para Vítor — Anasé feriu ele brutalmente, como que uma pessoa pode ser tão cruel assim? — Disse Líder muito triste com aquela situação. — Não podemos perder tempo, Anasé pegue aquele menino agora — Ordenou Apuã. — Mas..... — Faça o que estou te pedindo, leve ele para cabana agora, e torça para que ele não morra, porque se acontecer qualquer coisa com ele eu não sei o que sou capaz de fazer com você. — Disse Apuã olhando fixamente para Anasé. — Ah que merda! — Disse ele retrucando