A Casa Maldita 2

12 Capítulo 11: Ferindo um companheiro sem querer.


Notas iniciais
Está ai mais um capitulo.... ele está bem legal espero que vocês leitores gostem.

Pedro não parava de observar aquela cena que o incomodava, sua vontade era naquele mesma hora ir interromper a felicidade dos dois de uma vez por todas, mas se conteve e decidiu conversar com sua irmã mas tarde, assim que ela parasse de conversar com Bruno. Jaqueline se levantou da grama e saiu para entrar na casa de mãos dadas com Bruno... ela parou na porta da casa, e perguntou para seu irmão, porque ele estava parado ali. Pedro respirou bem fundo, e dessa vez não se conteve jogou pra fora a raiva que estava sentindo.

— Você não tem vergonha na sua cara, eu vir vocês dois se beijando ali no gramado. — Disse Pedro olhando fixamente para Bruno e Jaqueline. Jaqueline ficou surpresa com a reacção de seu irmão e respondeu: — Vergonha na cara.... mas o que eu fiz alguma coisa de mais, só porque eu agora estou namorando com o Bruno você está nervoso, eu ia te contar. — Ela não estava entendo a atitude de seu irmão, e tentou se explicar. — Não seja cínica!! nem conhece esse daí direito e já vai se agarrando com ele na frente de todo mundo. — Pedro ficou nervoso. Bruno já estava cansado de ouvir as besteiras que Pedro falava, e se defendeu: — Me desculpe Pedro, mas você está exagerando... Nós não estávamos fazendo nada demais. — Cala boca!!! por que estou falando com ela e não com você. — Disse Pedro apontando o dedo na cara de Bruno. Bruno se despediu de Jaqueline e logo se retirou, só ficou Pedro e Jaqueline cara a cara para conversar. Jaqueline ficou quieta ( não tinha mas nada para comentar, sobre aquilo). Mas Pedro tinha algo mais para falar: — Você mudou tanto Jaqueline.... não é mais a mesma, pense bem no que você está fazendo, para não se arrepender depois. — Pedro se retirou e foi pro seu quarto. Jaqueline pensava: \'\' Pedro só pode está ficando louco, ficar bravo comigo por causa de nada, só por que eu estou namorando com Bruno, depois eu tenho que conversar melhor com ele, não gosto de ficar brigando com meu irmão.... sempre fomos unidos\'\'. Mais uma vez amanhece na \'\'casa maldita\'\' os alunos se levantarão cedo, por que o Comissário tinha um comunicado importante a informá-los, sobre a morte do Líder. Todos se sentaram na cadeiras que tinham no grande salão a espera de saber o que o Comissário tinha de tão importante a informar. Ele entrou no salão e começou a informar: — Infelizmente aconteceu uma tragédia, ontem no momento em que a luz foi embora o Líder tinha ido ver o que aconteceu lá, eu não sei como foi direito, mas Lúcio disse que ele escorregou e caiu na cachoeira. — O Comissário falava quase chorando. Todos ficaram frustrados com a mal notícia que receberam do Comissário e não estavam acreditando, que o glorioso Líder estava morto. Guilerme se levantou da sua cadeira, e foi no palco dizer o que achava: — Engraçado não é Lúcio, toda vez que acontece uma tragédia, você está sempre presente para dizer o que aconteceu, como foi os detalhes e tudo mais. Como você consegue está em todos os lugares. — Guilerme desconfiou de Lúcio. — Eu não sei por que você está desconfiando de mim, aquela vez que vocês sofreram o acidente no trem, foi pura coincidência eu está lá. — Lúcio tentou se livrar da acusação do Guilerme. — Foi tanta coincidência, que até descobriram que foi uma sabotagem que fizeram nos trilho do trem. — Guilerme não perdeu a chance e pegou Lúcio de jeito. — Eu não sou obrigado a ficar aqui ouvindo essas acusações sua, você não tem provas concretas contra mim. Lúcio se retirou atordoado do salão, e todos perceberam o seu nervosismo. Guilerme tentou abrir os olhos do Comissário. — Se eu fosse você ficava de olho no Lúcio — Guilerme avisou — você não achou estranho ele está naquele dia no acidente, e agora o Líder. — É provável, prometo prestar mais atenção nele Guilerme, mas não quero que você fique acusando ninguém, até que tenha provas. — Disse o Comissário. O Comissário encerrou o seu comunicado que ninguém queria ouvir, foi realmente uma decepção para os alunos.... e principalmente para o Comissário que terá o grande papel agora de seleccionar um novo Líder para a casa maldita. Lúcio estava na sua sala bravo jogando algumas coisas no chão, e batendo forte na mesa, ele não esperava que Guilerme falasse tudo aquilo na frente de todos, manchando o seu moral que estava tendo com o Comissário. Ramalho entrou na sua sala e perguntou o que ele iria fazer agora. — Eu ainda não sei, aquele Guilerme que não continue atrapalhando os meus planos!!! porque senão terei que tomar as minhas providências. — Lúcio bateu mais uma vez na mesa. — Eu não esperava Padrinho que ele levantaria dizendo toda aquelas coisas sobre você, ele tem aquela cara de bobo... mas pelo visto é só cara mesmo, porque de bobo ele não tem nada. — Disse Ramalho. — Nem eu esperava isso, se eu soubesse eu tentaria não deixar isso acontecer... mas agora isso já passou, meu objectivo agora é tentar resgatar a confiança que o Comissário tinha em mim. — Disse Lúcio. — Dessa vez vai ser um pouco difícil em, aposto que ele deve está super desconfiado de você. — Disse Ramalho rindo. O Líder saiu cedo mas os Índios para caçar comida, ainda está sendo tudo novo pra ele conviver com toda essas mudanças, por que ele já pode ser considerado Índio também, Anasé que ainda não se acostumou com essa ideia, vive olhando o Líder com desprezo, sem vontade nenhuma de aprender a conviver com um homem branco, já os seus companheiros de tribo compreenderam a situação em que o Líder se encontra e está tentando ter uma boa convivência com ele. A tribo chegou até um rio ( em que é feito a captura de peixes) os Índios começavam a se preparar para pegar os peixes com suas flechas, já Apuã estava ensinando o Líder a capturar os peixes e depois deixou ele tentar capturar um sozinho, mas sua apontaria estava muito mal e ele acabou acertando um Índio no braço. O corte foi muito grave, o índio não parava de gritar de dor, o Líder ficou desesperado com o seu erro e se aproximou dele para tentar ajudar em alguma coisa, mas Anasé revoltado com aquilo pediu que ele se afastasse imediatamente. — Eu ainda não entendo por que Apuã deixou você ficar aqui. — Disse Anasé olhando fixamente para o Líder. Apuã retirou aquela flecha que estava presa sobre a pele dele, e colocou um pano sobre seu braço para dar tempo de chegar até a cabana e preparar algumas ervas para ele, Anasé que estava próximo de Apuã disse: — Viu o que seu amiguinho branco fez, ele quase matou um de nós, com seu erro patético. — Disse Anasé nervoso com aquela situação. — Ele ainda está começando Anasé será que você não percebe? — Perguntou Apuã. — Eu não acredito que estou ouvindo isso de você, aquele BURRO ALI QUASE PROVOCOU UMA MORTE!!!! E VOCÊ DIZ QUE ELE AINDA ESTÁ COMEÇANDO. — Gritou Anasé. Apuã empurrou ele na árvore e disse: — Presta bem atenção no que eu vou te dizer, eu que comando essa tribo toda aqui, e abaixa esse tom de voz para falar comigo, entra e sai quem eu quiser daqui entendeu? — Entendi. Apuã chamou o Líder e pediu que ele prestasse mais atenção da próxima vez, ele entendeu e pediu desculpas pelo ocorrido. Depois da caça eles voltaram para o centro da aldeia para descarregar os alimentos, enquanto os índios e o Líder descarregavam os alimentos, Apuã cuidava do Índio ferido. — Não se preocupe porque irei ajudar você a sarar esse braço. — Disse Apuã enquanto limpava com um pano o sangue. — Tudo bem, eu confio em você, eu fico com pena daquele homem branco.... eu espero que ele aprenda logo o nosso modo de viver. — É só uma questão de tempo, ele tem o jeito de ser esperto e vai pegar o nosso ritmo. Os alimentos já estavam todos descarregados, o Líder se sentou sobre o barro para descansar um pouco de um dia longo e difícil para ele, Anasé aproveitou que ele estava sozinho e sentou sobre a areia também para conversar com ele; — Você não já viu o que você está fazendo, quase matou o meu companheiro, um dos mais importante da tribo, porque você não arruma outro lugar pra viver e nos deixa em paz aqui. — Anasé foi curto e grosso com ele. — Que eu saiba até agora não te atrapalhei em nada aqui, desde ontem que eu cheguei aqui eu percebi que você não gostou da minha presença, mas não se preocupe não porque é só por um tempo até eu recuperar a minha memória. — Disse ele se defendendo das palavras de Anasé. — Espero mesmo que você fique aqui só por um tempo mesmo, porque se você ficar muito tempo eu vou fazer de tudo para Apuã de expulsar daqui, porque nenhum homem branco vai desonrar a nossa tribo. — Avisou ele muito certo de suas palavras. Não se falava outra coisa na \'\'casa maldita\'\' e só sim sobre a morte do Líder, ainda não caiu a ficha dos alunos, para eles é como se a qualquer momento ele entrasse pela porta fazendo aquelas imensas reuniões que ele tinha com os alunos, Leandro lamenta muito a sua morte e se lembra do ano passado como ele deu dor de cabeça para ele com algumas atitudes erradas que ele tomou. Enquanto caminhavam os dois conversavam: — Sinceramente eu vou sentir muita falta do Líder Edilson, eu me arrependo de como eu fui mal com ele chegando ao ponto de ser aliado do Rafael. — Leandro lamentou. — Você errou muito mesmo Leandro, mas esqueça isso lembre-se dos momentos alegres, porque esse é o único jeito de você se redimir um pouco dessa dor.
Notas finais
continua...

não percam os próximos capitulos de a casa maldita 2, porque está cada mais interessante e recheado de suspense essa fic!!!! conto com vocês