A Casa De Hades
7 Capítulo 8 - Leo
Notas iniciais
Leo
Leo estava se sentindo revoltado e intruso dentro do próprio navio. Devido a sua sede maluca e sem sentido, todos começaram a desconfiar dele.
– Não importa o que eles pensam, eu tenho by Browse to Save\">trabalho a fazer.
Leo chamou o Treinador pra ele ficar nos controles por um tempo.
Ele foi até sua cabine, que tinha uma cama e uma estante no lado da porta e uma pilha de sucata e metais no outro lado. Leo pegou a esfera de Arquimedes, abrindo-a com cuidado e examinando os projetos que estavam ali dentro. Enquanto Leo examinava, fazia anotações e projetava novos equipamentos a noite caiu. Ele percebeu que estava faminto e foi até o refeitório. O lugar estava vazio, então ele entrou, pegou um prato e colocou duas fatias de pizza portuguesa e pegou também uma garrafa de Coca-Cola.
Enquanto comia, Leo pensava em tudo que vinha acontecendo com ele. A acusação de ser espião; as imagens que viu em Katoptris, principalmente um dos gigantes. Um deles realmente incomodou Leo. O cara parecia uma máquina que Leo não podia nem consertar, nem controlar. Essa sensação o deixava nervoso. Ainda tinha a profecia de que um morreria pela mão do inimigo do pai. Leo começou a desconfiar de quem era o gigante que o incomodava.
Antes de sair, pegou seus rascunhos e colocou no bolso. Ele saiu do refeitório e iria para a cabine, mas viu alguém na proa do navio. Leo andou até o convés principal e viu o treinador nos controles, mas o sátiro não o viu. Frank estava sentado em uma elevação com algo na mão e conversava com a coisa. Ele sentiu Leo se aproximar e guardou o item no bolso.
– Fazendo o que? – Leo perguntou.
– Observando o céu. Não tive muito tempo de paz desde que sai do Acampamento Júpiter.
Leo tentou ler a expressão dele. Frank parecia está escondendo algo.
– Preocupado com algo?
– Sim, com a visão que a adaga de Piper nos mostrou. Tem algo de desagradável em um dos Gigantes. Algo que me incomoda.
– Eu também senti o mesmo. Mas eu não intendo o porque.
Frank se levantou.
– Tenho que fazer uma coisa agora. Até mais.
Leo não entendeu muito bem, mas respondeu assim mesmo.
– Tudo bem.
Leo ficou olhando o horizonte por um tempo. Depois desceu até a proa e acariciou a cabeça de Festus.
– Até amanhã. – ele disse e voltou pra cabine dele.
Leo pegou seus projetos e quando ia guardar, um chamou sua atenção. Ele guardou os outros, pegou seu caderno, fez alguns cálculos. Depois de ver o resultado, ele se arrepiou.
– Uau, isso é impressionante.
Imaginei que ia encontrar você aqui. – alguém disse as suas costas.
Ele virou e deu de cara com Piper, usando um pijama branca de bolinhas rosa. Leo tentou evitar, mas acabou rindo histericamente.
– Do que está rindo? – ela perguntou.
– Bela roupa, Rainha da Beleza.
Piper corou. Ela se sentou na cama de Leo e olhou alguns papeis espalhados.
– Veio ver se eu estava falando com os Gigantes? – ele questionou, com amargura na voz.
– O que... Não, claro que não. Vim falar com você. Pedir desculpas por ter desconfiado de você.
Leo não acreditou naquilo. Ele sabia que ela estava escondendo alguma coisa, mas ele não sabia o que.
– Está desculpada. – ele disse.
– Olha, eu sei que te magoei, mas eu estou nervosa. Estou preocupada com você. E com todos os outros. – ela acrescentou rapidamente. — Essa guerra está me consumindo muito.
– Está consumindo a todos nós.
Leo se levantou pra sair, mas Piper agarrou o braço dele e usou como alavanca, levantando. Mas ele puxou o braço e a abraçou. Eles ficaram com os rostos a poucos centímetros de distancia um do outro.
– Seu bobo. – Piper falou e bateu em Leo, mas ela tinha um sorriso no rosto.
– Até amanhã, Garoto Da Manutenção.
– Até amanhã, Rainha Da Beleza.
Ela sorriu pra ele e saiu.
Leo voltou aos projetos. Ele pegou alguns metais, os remexeu nas mãos por um logo tempo, pegou uma chave de fenda, fez outras alterações, pegou um alicate, mudou mais ainda e depois encaixou um parafuso. Ele observou seu mini projeto com os dedos.
– É isso! É o que eu irei fazer. Claro, porque não pensei nisso antes.
Leo se deitou na cama e ficou pensando nas conversas com Piper e Frank, principalmente em Piper.
Leo dormiu como uma pedra. Em seus sonhos, ele estava em uma forja parecida com a Carvoeira 9, só que muito melhor. Um homem estava sentado em uma cadeira, mexendo em alguns metais. Leo pigarreou.
– Oh, olá meu filho. Há quanto tempo. – Hefesto falou.
– Hum, olá Hefesto, quero dizer... Pai. – respondeu Leo, meio incomodado.
– Vejo que está tentando se acostumar a me chamar de pai. Pois bem, eu te chamei aqui porque sei que você quer falar comigo.
– É, mas como você sabe? – ele questionou.
– Venho monitorando você. – o deus respondeu – Quem você acha que guiou você até aquela câmera em Roma? Quem você acha que fez justamente aquele papel cair?
– Obrigado, eu acho.
Hefesto soltou uma gargalhada.
– E parabéns pela construção do navio. Ficou excelente meu filho.
Leo corou com o elogio. Quando seu pai é um deus, não é todo dia que ele fala com tanto orgulho das suas criações.
– Mas vamos tratar dos assuntos. Pois bem, você criou e encontrou o meio de usar uma das chaves para derrotar os Gigantes. Sim, é aquele mini projeto que você fez. Agora é só reproduzir ele em tamanho natural e usar ele no Argo II.
Leo quase pulou de alegria. Aquela seria a chave pra ele resolver um problema que deixou pra trás. A única maneira de resolver.
– Mas você precisa começar rápido. Aproveite os dias que você tem pra melhorar seu navio. Dia 15 os 7 da profecia deverão fechar as Portas da Morte, mas eles não irão a lugar nenhum se não estiverem com você.
– Eu sou um inútil. Por minha causa os dois acampamentos estão em guerra. – Leo berrou.
– Não, a culpa foi do Eidolon. E se não fosse por você, eles nem teriam chegado até aqui. Você é as pernas do grupo Leo. Sem você eles não andam.
Leo refletiu sobre aquilo. Ser as pernas não era um trabalho muito digno para ele.
– Deixa eu ver se entendi. Eu tenho que fazer aquela coisa em tamanho natural e terminar antes do dia 15. Tenho que fechar as Portas da Morte sem morrer. Mas ainda tem outra coisa. Um dos Gigantes...
Hefesto coçou a barba, nervoso.
– Você sabe quem é ele.
– O Gigante que se opõe a você. Aquele que me deixa com tontura e a ponto de desmaiar.
– Ele mesmo. O nome dele é Mimas.
Assim que Leo ouviu aquele nome, seu corpo começou a virar geleia.
– Até qualquer dia filho. – o deus falou.
Em seus sonhos, Leo apagou. Quando acordou, tomou banho, se vestiu e foi até o refeitório. Somente Nico, Piper e Hazel tinham chegado.
– Precisamos de uma reunião. – ele disse.
– Eu vou chamar eles. Vamos Hazel? – chamou Nico.
– Na, ah sim, claro. – ela olhou pra Leo e Piper e saiu.
Leo e Piper ficaram sozinhos no refeitório.
– Se comentar com qualquer um sobre o que aconteceu ontem... – ela ameaçou.
Leo teve a coragem de rir. No fundo, ele sabia que tinha gostado da conversa.
– Não se preocupe. Nosso segredo está guardado.
Ela libertou um sorriso fraco e se sentou pra esperar os outros.
Notas finais
Deixei algumas dicas no capítulo, acho que perceberam
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