A Casa De Hades
16 Capítulo 17 - Nico
Notas iniciais
COMEÇOU a tão esperada batalha
Nico
Nico acordou por volta das 11 horas da manhã. O acordo era para todos dormissem bem, até esse horário. O Treinador Hedge passava pelo corredor, batendo o bastão de baseball contra a porta e berrando “Acordem, os gigantes não vão esperar vocês despertarem, vamos. Reunião em vinte minutos”.
O filho de Hades levantou da cama. Tomou uma ducha rápida, vestiu uma camisa preta, calça, tênis e casaco da mesma cor. Penteou os cabelos, mas antes de sair, pegou uma pequena estátua no bolso.
- Me ajude se puder pai, por favor. – ele orou.
A estátua não respondeu, o que era um alívio. Guardou a peça no bolso e se juntou a equipe no refeitório.
O lugar parecia animado, o que era estranho quando eles caminhavam para a morte. Uma guerra de guardanapos em bolas acontecia, enquanto o Treinador agarrava com a boca a maior quantidade possível.
- Parecem que se esqueceram da missão. – observou Nico.
- Cara, se for pra morrer, quero morrer sabendo que aproveitei o quanto pude. – respondeu Leo.
Nico riu, assim como todos na sala. Hazel e Piper chegaram juntas, analisando a brincadeira. Uma bola de guardanapo acertou Hazel na testa, fazendo o refeitório explodir em gargalhadas.
Depois de controlarem o riso, todos fizeram os pratos e se sentaram a mesa.
- Uma última refeição todos juntos. Os melhores aliados que poderia querer. Uma equipe unida e feliz. – disse Frank, erguendo o copo. – Um brinde a nós.
Todos tocaram os copos entre si. Frank tem razão em quase tudo, pensou Nico, ele só se esqueceu do espião, assim como todos nós durante esse período.
Nico não conseguia desconfiar de nenhum deles ali. Cada um trabalhou duro pra que todos chegassem ali. Não era certo nem justo com seus amigos ficar catando hipóteses e suspeitas contra eles.
Depois do almoço, eles desceram para o arsenal e se arrumaram. Nico e todos os outros colocaram peitorais de bronze, com revestimento de couro por dentro; um escudo de Bronze Celestial, com a letra ômega gravada no centro.
- Vamos para o convés, lá será melhor para decidirmos o que fazer. – sugeriu Céos.
A equipe se sentou perto dos controles, onde o Treinador Hedge levantava o Argo II, levando-os para a batalha.
Céos sugeriu um plano eficaz e fácil de entender. Uma equipe ficaria no navio e com as balistas, iria cuidar da vanguarda, das alas da direita e da esquerda. O outro grupo cuidaria da retaguarda e dos flancos. A reserva iria se dividir para ajudar os que precisavam, deixando a força central desprotegida. A terceira equipe cuidaria deles e assim conseguiriam a vitória.
- Mas e quanto aos Gigantes? – questionou Hazel.
- Vamos rezar para que eles não estejam lá. Senão teremos que ativar o plano B. – respondeu o titã.
O plano B era mais complicado e muito mais arriscado. Os três semideuses lutariam com os rivais dos pais, distraindo-os, enquanto a equipe do Argo II cobriria a ala direita, o flanco leste e a vanguarda, enquanto a 2ª equipe cuidava da retaguarda, ala esquerda, flanco oeste. Algumas distrações seriam jogadas no centro das forças inimigas, causando pânico.
- Deixem essa parte comigo. – pediu o Treinador. – Eu tenho um plano.
- Então tudo bem. – respondeu Jason.
Nico olhou para o horizonte. A cidade de Épiro crescia a frente deles, mas a missão os levava para as ruínas da antiga cidade.
- Está chegando a hora. – disse Frank.
Eles se prepararam. Todos prenderam os escudos no braço, arrumaram as armaduras e peitorais. As ruínas de Épiro surgiram e mais a frente o destino deles.
***
O buraco cresceu ainda mais, de modo que caberia mais de trezentos trirremes iguais ao Argo II poderiam ser empilhados lá dentro. Nico ficou espantado com a quantidade de monstros no local.
- Parecem que são mais de dois mil monstros. – observou Hazel.
- Com toda certeza. Teremos problemas em derrotar todos eles. – confirmou Piper.
Nico concordava com a garota, mas o plano estava correndo de modo perfeito, até ali nenhum sinal dos Gigantes.
Os monstros se organizavam na posição militar como Céos previu. Na vanguarda e na retaguarda, a equipe de javalis com armas no lugar de algumas partes do corpo; autômatos nas alas direita e esquerda; híbridos nos flancos leste e oeste. A força central era composta por alguns Manticore, uma Hidra, alguns cães infernais e pela terrível Equidna. No céu, pássaros de Estinfália e águias negras voavam em bando.
- Fizeram um ótimo trabalho. Concentraram os piores monstros no centro, colocando os comuns e ardilosos na frente para atrasar nosso progresso. – observou Céos.
- Fiquem aqui, eu já volto. – disse o Treinador Hedge.
Os monstros começaram a bater os porretes, latindo, gritando insultos, rugindo, silvando.
- Nós somos uma equipe agora, trabalhando como se fossemos um só. Não importa nossas desavenças entre nós, nem quantos monstros caiam sobre vocês, lutem com garra e venceremos. – disse Frank.
- PELO OLIMPO! – gritaram em uníssono.
O sátiro voltou com dois potes de fogo grego nas mãos, com o porrete pendurado no cinto. Guardou um frasco no pelo, pegou o porrete.
- MORRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAM – gritou ele.
O homem bode jogou um pote pra cima e o rebateu com um home run. O frasco atingiu em cheio o centro das forças do inimigo, carbonizando totalmente a força central. Cerca de 400 monstros viraram pó.
- Seu maluco! Quer nos matar!? – berrou Jason.
- Bah, veja garoto. Explodi todos eles. – respondeu o bode, com um sorriso no rosto.
Nico ficou paralisado. Nunca, em toda a sua vida, ele tinha visto alguém destruir tantos monstros de uma única vez.
Leo soltou uma gargalhada e levantou o polegar em sinal de positivo.
- Assumam as balistas! Ordenou Céos.
Nico e Jason assumiram as da direita enquanto Piper e Hazel ficavam com as da esquerda. Com o canto do olho, Nico viu Frank virar uma coruja gigante, abatendo os inimigos aéreos do céu junto com Siges. Arion estava em terra, causando confusão na vanguarda, destruindo e empurrando-os.
Quando parecia que a batalha estava se tornando a favor deles, a reserva entra na batalha. Cerca de 500 monstros jorraram da caverna, trazendo um canhão gigante, apontado para o navio. Nico tinha certeza de que se eles disparassem, seria o golpe final, e o Argo II iria pelos ares.
- Eles têm um canhão gigante. – ele berrou.
Céos entendeu a mensagem e correu para os controles, puxando uma alavanca. O canhão disparou com um estrondo, mas ricocheteou em um campo de força e voltou para o chão.
BRRUUUUUM! – o estrondo foi de sacudir o mundo – pensou Nico.
Ele correu para a amurada e observou o campo de batalha. Duas enormes crateras abriam o chão, com cerca de quinhentos monstros ainda de pé. A retaguarda e a parte sul dos flancos tinham desaparecido. Arion e Perseu dominavam a retaguarda, enquanto Leo pegava os controles. As meninas continuavam nas balistas destruindo a parte norte dos flancos e as alas da direita e da esquerda.
- Parece que conseguimos. – disse Frank, de volta a forma humana.
Nico avaliou o céu, que só estava ocupado por Siges.
- Vamos entrar. – ordenou Jason.
Os que estavam fora do navio entraram e o Argo II mergulhou na cratera das Portas da Morte.
Notas finais
Não coloquei tudo em só um capítulo, quero deixar um gostinho de quero mais. Ansiosos pra descobrir quem é o espião?
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