A Casa De Hades

28 Capítulo 30 - Hazel


Notas iniciais
Chegou gente nova... ou quase isso

Hazel

Hazel estava em pânico. Uma hidra e um texugo gigante destroçaram a muralha principal do forte, derrubando Giges e fazendo Arion correr para ela. Frank, seu querido namorado, estava meio desacordado. Seus amigos tentavam defende-los, enquanto o Tártaro tremia.

Ela viu, com o canto do olho, os garotos distraindo a hidra, enquanto Leo tentava queima-la. As meninas e Giges, novamente de pé, lutavam com o texugo. A batalha se desenrolava por todo o local e os ruídos eram altos. Hazel tinha quase certeza de que mais inimigos chegariam a qualquer momento.

- Temos que sair daqui! – Annabeth gritou.

- E quanto ao forte? E essas coisas? – questionou Leo, apontando para os monstros.

- Não temos mais tempo! Temos que ir para as Portas AGORA! – berrou a filha de Atena.

Um momento de silêncio engoliu o lugar

- Vão logo! Eu vou segurá-los. – disse Giges, por fim.

- Vou ficar também. — falou Calipso.

Nico não parecia nada bem.

- Não, eu não vou deixar você...

- Você precisa ir Nico. Salve o mundo... Por mim.

A garota se aproximou e o beijou longamente, enquanto os heróis do Olimpo lutavam como demônios. Depois, ela apunhalou o texugo na pata dianteira esquerda com a adaga e subiu no dorso do monstro. O centimano rolava com a hidra pelo destroços do forte, golpeando com força as cabeças da criatura

Duas bigas, com dois cavalos em cada, surgiram do nada e foram rapidamente ocupadas pela equipe, enquanto Hazel e Frank montavam em Arion. O grandalhão parecia mais desperto e agora já carregava o arco e uma flecha nas mãos.

Eles seguiram por mais túneis, enquanto os barulhos da batalha iam se extinguindo cada vez mais.

Quando eles chegaram à entrada principal, Hazel não sabia se sorria ou chorava. O Argo II estava entrando no Tártaro, cheios de sátiros por todo o convés. Um dos maiores gritou:

- Peeeeeeeeeeeeeeeeeercy!

Ele acenou para o navio e o trirreme começou a descer. Treinador Hedge e os sátiros sêniores vieram ao encontro deles. O mesmo que gritou por Percy correu e abraçou ele e Annabeth.

- Achei que nunca mais iria vê-lo. – disse o sátiro.

- Juntos até o fim, Grover. – respondeu Percy.

Enquanto trocavam nomes e “prazer”, a equipe embarcou no Argo II e desciam cada vez mais, em direção as Portas da Morte. Segundo os relatos, o Treinador Hedge mandou uma mensagem de íris para o Conselho dos Anciãos de Casco Fendido. Cerca de cento e trinta sátiros, de todo o país, correram para Hollywood, a fim de ajudar na Guerra.

- Se não fosse por ele, nós não teríamos vindo. – comentou um deles.

Os acampamentos naquele momento estavam aprisionados numa barreira mágica, impossibilitando a entrada e a saída de semideuses. Quíron e Lupa estavam preparando um exército para invadir o Tártaro, mas Gaia se precipitou. Os deuses continuam incomunicáveis, mas algumas titânides se comprometeram em conversar com eles.

- Réia está no Olimpo, enquanto Febe visita a Atlântida e Têmis o Mundo Inferior. – comentou Maron, um dos sátiros sêniores.

As únicas ajudas que poderiam chegar eram os Pôneis de Festa e o apoio dos deuses.

Os sátiros estavam apreensivos, mas quando Hazel perguntou, Grover contou que todos eles tinham medo do subterrâneo.

- É uma característica natural nossa. O subsolo cheira a monstros e ciclopes, esses últimos são os piores. – explicou ele.

A viagem pareceu durar apenas alguns minutos, mas era difícil prever o tempo ali embaixo. A grande caverna surgiu à frente, cheia de monstros dos tipos mais variados que podia existir. Lestrigões, javalis, dois manticores, três drakons, telquines, águias negras, pássaros de Estinfália, o leão de Neméia, Basiliscos, serpentes... Centenas e centenas de monstros, prontos para o ataque.

Hazel percebeu, tarde demais, que eles não tinham nenhuma estratégia.

- Alguém tem algum plano? – ela questionou.

- Bombardeá-los daqui de cima e bloquear o avanço da tropa aérea deles. – sugeriu Leo.

- Sem brincadeiras Leo. – pediu Piper. – O assunto é sério.

Annabeth estava ponderando a possibilidade.

- Não, pode ser que dê certo. Frank, você é a nossa única chance. Você pode virar um dragão novamente? – perguntou Percy.

Hazel sabia que era doloroso pra ele se transformar em algo grande, mas ele o fez mesmo assim. Ele cresceu e cresceu, a pele foi substituída por escamas verde-acinzentadas. Frank-dragão pairou por alguns momentos pelo convés e aterrissou.

Alguns sátiros se posicionaram nas balistas, outros empurraram catapultas e traziam pedras, mas a maioria se armou com flautas de bambu, bestas, escudos de madeira e porretes de osso de algo bem grande. A melhor das armas era um grande canhão que era arrastado para a proa.

- Vocês pensaram em tudo! – exclamou Piper.

Todos pareciam mais esperançosos, menos Nico, que amolava debilmente sua espada. Hazel sentiu pena de seu irmão. Estava pensando em ir falar com ele, mas o rugido dos monstros abaixo quebraram suas esperanças.

A batalha começou. Catapultas, bestas, balistas entraram em ação, acertando vários pontos do exército inimigo. Frascos de fogo grego eram jogados no centro das forças inimigas, carbonizando a maioria dos monstros mais temíveis. No ar, Hera, Frank, Leo e Percy combinavam seus poderes e abatiam a maioria dos inimigos voadores. Annabeth estava nos controles, levando o navio para onde as chances eram melhores.

Hazel se viu agarrando as rédeas de Arion e descendo para o chão. Parecia loucura, mas era lá onde ela tinha mais chance de fazer alguma coisa. O chão tremia com força, o poder dos filhos de Hades combinados. Sua espada de cavalaria era perfeitamente equilibrada, de modo que os monstros que se aproximavam viravam pó.

A batalha parecia que estava chegando ao fim quando uma nova onda de criaturas surgiu. Frank-dragão desceu e pegou a ela e Arion, levando-os de volta para o Argo II.

- Está todo mundo bem? – perguntou Nico, com a voz rouca.

- Nenhuma perda e nenhum dano no navio. Tudo em perfeito estado. – relatou Hedge.

- Vamos precisar acabar com eles de uma vez por todas. – disse Leo. – Se continuarmos aqui, não teremos chance de chegar as Portas e Gaia vencerá.

Uma trombeta de guerra soou ao longe. Todos na caverna congelaram. Ninguém sabia de quem pertencia aquele som, mas Hazel pressentiu que era algo grande.

- O QUE É ISSO!? – baliu Maron.

A caverna tremia com força. As trombetas ficavam mais ensurdecedoras a cada instante.

Hazel agarrou com força o cabo da espata e rezou a todos os deuses por ajuda.

Notas finais
Quem será que vem ai?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.