Havia uma casa, uma casa de aparência um tanto quanto comum, mas ao mesmo tempo interessante. Não era grande, mas não poderia ser chamada de pequena, suas janelas eram cobertas por uma grossa cortina, suas paredes amarelas estavam encardidas pelo tempo, na entrada havia três pequenos degraus. A intrigante habitação localizava-se uma pouco afastada da cidade, perto do bosque. O mesmo bosque onde uma menina – não, definitivamente já era uma moça – passeava.

A menina-moça possuía mania bem incomuns para o estilo rústico de sua pequena cidade, sempre passeando pelo bosque( lugar onde, aparentemente, vivia um “monstro”), sempre citando poetas, escritores e filósofos e principalmente falando sobre o amor verdadeiro, assunto que parecia causar horror tanto nos moradores mais velhos quanto nos mais jovens.

O vento batia de forma fraca, fazendo os cabelos loiro-avermelhados e a saia rodada se movimentarem gentilmente. Na mão direita trazia uma pequena bolsa rosa, e na esquerda havia um livro de capa semi-nova.

A garota ia andando sem rumo, nenhum dos habitantes conseguia entender o por quê da garota sair andando dessa maneira para, depois, escrever textos sobre amor e magia totalmente “dispensáveis”. Andou até chegar ao fim do bosque, revelando, através das árvores em seu caminho, a casa amarela.

Seguiu até a casa, curiosa, e olhou pela janela discretamente.

Nada.

Parou de frente á porta, pousando a mão gentilmente sob a maçaneta, hesitante. A curiosidade foi maior que a razão, logo estava invadindo uma residência e nada poderia fazer, afinal, a casa parecia enfeitiçá-la .

Entrou silenciosamente, passando os olhos maravilhadamente sobre tudo. Em sua mente via tudo do jeito que sempre considerou ser perfeito.

Era incrível, qualquer pessoa que olhasse para a casa naquele momento veria apenas uma garota parada no meio de uma sala, onde a única mobília era uma pequena mesa de madeira com um baralho de tarot encima, a única coisa presente no tanto no mundo real quanto no imaginário. O mesmo objeto que mais chamava a atenção da jovem.

Pegou o baralho curiosamente, virando-o nas mãos. Toda a fantasia se desfez, tornando-se a sala vazia de sempre.

Sentiu a presença de mais alguém na casa, quis se virar para verificar, mas o baralho a fascinava demais.

Toc toc toc

Escutou os passos se aproximando e logo um golpe foi deferido em seu pescoço.

Um barulho ecoou pela casa, o corpo desfalecido jazia no chão, junto com as cartas espalhadas.

O dono do golpe pegou uma das cartas, O Ceifador. Riu, para logo depois pegar o corpo delicado e descartá-lo em outro lugar.

Notas finais
Bem, é isso...Eu juro que pretendo melhorar na minha escrita >.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!