A Cartomante
1 Capítulo único: A cartomante
Notas iniciais
"A cartomante"
Certo dia, entediados de ficarem no quarto, já que não havia nada para fazerem, Rukia e Ichigo resolveram dar uma volta pela cidade de Karakura para passar o tempo. Nas diversas ruas de Karakura havia vários lugares bonitos para se visitar, mas um em particular chamou a atenção de Rukia. Uma estreita rua, tinha uma pequena casa e de pouca beleza, incomum as que conhecera em Karakura.
- Ichigo... Que casa é essa? – perguntou com extrema atenção na pequena casa.
- Não faço idéia. Melhor irmos para outro... Rukia! – gritou Ichigo para Rukia que se aproximava da casa, já que era muito curiosa.
- Olhe só... Os vidros estão todos empoeirados!
- É... Parece uma casa abandonada. – disse Ichigo que se aproximou rapidamente de Rukia.
- Vamos ver se tem alguém?
- Porque o interesse?
- Vai me dizer que você também não está curioso para saber quem ou o que tem aí dentro?
- Não estou interessado. – Disse encerrando o diálogo.
- Ok então. Eu vejo sozinha!
Rukia bateu na porta. Passaram-se alguns minutos, e ninguém atendeu. Chegava à conclusão de que naquela pequena casa estranha não morava ninguém.Pouco depois, quando Rukia estava quase dando meia volta para ir embora, a porta da casa se abriu, de lá, uma senhora saiu. Pela aparência não devia ser japonesa. E sim de algum lugar da Europa. Sim, ela havia estudado sobre as diversas populações.
- O que deseja garota? – perguntou a velhinha rouca.
- E-eu... — Rukia ficou surpresa. Ela falava sua língua. – Eu só estava de passagem...
- Ela não queria incomodar senhora. Já estamos indo. – disse Ichigo que puxava o braço de Rukia para se retirarem dali. A aparência da velhinha não agradava o garoto de cabelos laranja.
- Não vão! Por favor, fiquem. Vocês não parecem ser dessa área da cidade. Não gostariam de entrar descansar um pouco e tomar um chá comigo? Faz muito tempo que não recebo visitas, ainda mais dois jovens tão lindos como vocês.
Ichigo e Rukia ficaram um tanto envergonhados. Apesar da má aparência, a velhinha parecia ser simpática. Resolveram entrar. Ichigo ainda estava um pouco desconfiado, mas Rukia queria porque queria entrar, sabia que uma senhora ofereceria algo de bom para comer, e ela já estava com fome, pois passava do meio-dia. Entraram.
- Sentem-se. – disse a velhinha fazendo um gesto para ambos sentarem-se em um pequeno sofá. – Vou fazer o chá e volto já. – e se retirou
- Ela não parece ser má pessoa... – Disse Ichigo olhando a decoração da pequena sala.
- Sim. Mas, solitária... – Disse Rukia com um tom de preocupação na voz.
Alguns poucos minutos depois, minutos insuficientes para se fazer um chá, a velhinha retornou. Com uma bandeja com xícaras floridas, um prato com bolachinhas e um bule com o desenho de uma Sakura.
- Sirvam-se! – Disse a velhinha sorridente.
- Er... Obrigada, senhora. Mas... Qual é mesmo o seu nome?
- Ah! Desculpe não ter me apresentado. Meu nome é Rita.
- Rita? Diferente... – disse Rukia.
- Hehe, sim. Não sou exatamente daqui do Japão, deve ter percebido.
- Sim, eu notei. – confirmou Rukia com um meio sorriso. – Meu nome é Kuchiki Rukia, prazer.
- Kurosaki Ichigo. Prazer. – disse o sisudo.
Ichigo olhava tudo apreensivo. Não queria tomar o chá que a boa velhinha oferecera. Estava totalmente sem fome.
- Não vão se servir? – perguntou a velhinha Rita para os dois.
- Oh! Sim, sim! Desculpe-me Rita-san – Rukia esticou seu braço para pegar a xícara, e Rita ligeiramente pegou a mão da garota.
- Minha nossa! Que bela mão você tem...!
- Tenho?! Er... Obrigada Rita-san. – Rukia não entendia. O que Rita havia visto em sua mão? Ichigo também estranhou a atitude da velhinha, mas preferiu somente observar
- Posso... Pedir-lhe um favor, Rukia-chan?
- S-sim. – respondeu Rukia.
- Permita-me desvendar o seu futuro.
- Futuro? Você pode prever o futuro? – Disse Rukia espantada.
- Posso. – foi apenas o que disse.
- Como?! – estava cada vez mais interessada.
- Através das cartas... Elas me dirão, e eu direi a você, se me permitir.
- Claro! – Disse Rukia por fim.
Rita levou os dois jovens para outra sala, quarto para falar a verdade. Não muito grande e este era mais diferente ainda. Era pouco iluminado e havia uma pequena mesa no centro. Rita fez um gesto para que ambos sentassem no chão.
No alto de uma estante, Rita pegou um baralho, diferente do comum, Rukia não pôde ver com clareza, mas nele aparentava ter imagens diversas. Resolveu esperar para ver. Rita embaralhou as cartas, fazendo Rukia e Ichigo ficarem apreensivos.
Colocando algumas cartas na pequena mesa, fez Rukia escolher três.
- Hum... Rukia-chan, eu vejo... – falava Rita pausadamente. – você, gosta muito de uma pessoa. Estou certa?
- Sim. – respondeu Rukia.
- E tem medo de que essa pessoa não lhe dê devida atenção, de que essa pessoa não a ame.
- Sim... – disse Rukia em um suspiro.
O que Rita falava e as respostas que Rukia dava deixavam Ichigo, estranhamente, furioso. Por quem Rukia era apaixonada? Precisava saber! Resolveu se interferir.
- E quem é essa pessoa?! – perguntou Ichigo levantando-se aparentemente irritado.
- Não posso lhe dizer... Ichigo-san. – respondeu Rita calmamente.
- Ichigo! Não atrapalhe! – repreendeu Rukia.
Ichigo então se sentou e preferiu somente ficar observando, depois conversaria com Rukia ‘seriamente’...
- O que mais, Rita-san...?
- Um grande acontecimento virá...
- Grande acontecimento?! Quando?! – cada vez mais Rukia estava curiosa.
- Espere para ver, espere...
- Que bobagem! – resmungou Ichigo.
- Cale a boca seu idiota! – repreendeu Rukia mais uma vez. – Me desculpe Rita-san... Ele é...
- Hehe... Eu entendo. Nem todos são os que acreditam no poder das cartas. Precisam ver, para crer. – Ichigo percebera que a indireta fora para ele, claro, não era burro. Rita, uma mulher um tanto misteriosa... Será que ela estava certa? Seria possível que tudo aquilo que ela disse fosse verdade? Na mente de Ichigo, sim. Se pudesse existir deuses da morte, poderia existir também, alguém que pudesse ver o futuro das pessoas. Mas, se fosse assim... Quem era o amado de Rukia? Era algo que o deixava irritado e ao mesmo tempo triste.
Uma hora se passou depois que Rita leu as cartas para Rukia, e havia os levado para conhecer o restante de sua casa, voltaram depois para comer bolachinhas e tomar chá. Ichigo nada comeu, mas Rukia estava satisfeita, e feliz. Em tão pouco tempo haviam pego afeto pela velhinha. Mas o que ela disse a Rukia quando leu as cartas, estava martelando na cabeça de Ichigo.
Despediram-se de Rita logo depois. Disseram-lhe que voltariam para visitá-la mais vezes, principalmente Rukia, que havia gostado muito do jeito da velhinha.
Os dois pouco se falaram assim que viraram a esquina da casa de Rita, alguns comentários vindos de Rukia eram respondidos por Ichigo, que não queria prolongar a conversa.
Ichigo não agüentava mais de curiosidade, quem era ‘ele’ quem era aquele que estava o assombrando? Precisava saber! Imediatamente! Ichigo tomou uma atitude rápida. Pegou Rukia e a encostou numa parede. Estava nervoso, triste e nervoso.
- Rukia... Preciso saber... Quem é ele?!
- Ele? Ele quem? – perguntou fingindo-se de confusa.
- O homem por quem você está apaixonada. Quem é ele?! Quero saber se... Se ele é digno de ter alguém como você.
- Alguém como eu...? Como assim?!
- Alguém... – já não sabia mais o que dizer, estava gelado, com as mãos segurando seu corpo encostadas na parede a sua frente. Prendendo Rukia, de maneira que ela não saísse dali até que falasse. Estava trêmulo, e Rukia também aparentava estar nervosa, mas menos que Ichigo.
- Alguém...? – insistiu Rukia.
- Alguém... – resolveu falar de uma vez por todas. – ...Alguém, tão perfeita como você, uma garota maravilhosa... A garota que... – pausava suas falas, e uma de suas mãos começou a acariciar o rosto macio de Rukia. – ...a garota que me conquistou...
- Ichigo... – foi a única palavra que Rukia conseguiu dizer.
- Por favor, seja lá quem for esse cara... Não fique com ele, por favor. Por favor Rukia, eu... Eu te amo.
- Ichigo... – era a hora, tinha que ser agora. – É... É você seu bobo... Você é quem eu amo. – uma pequena lágrima caiu dos belos olhos de Rukia. Ele a amava. Era um sonho? Se fosse, não queria que fosse acordada... Nunca.
- Rukia... – estava sonhando, ela também o amava.
- Ichigo...
Rukia se aproximava dos desejados lábios de Ichigo. O beijou. Um beijo delicado com um amor gigantesco que ambos mantinham guardados em seus corações. Rukia lembrou-se do que Rita havia lhe dito. Sim, ela não havia errado em nada...Haveria um grande acontecimento... E estava acontecendo, agora.
Fim.
Notas finais
Está fraquinha eu sei, mas eu achei essa Fic fofa. ^^
Gostou? Odiou? Não importa, deixe um review com a sua opinião! :D
Bjos. =o.~
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