A Canção Da Estrada
1 Prólogo.
O céu estava escuro, dizendo que já era hora de dormir. As criaturas do dia procuravam um lugar para descansar longe do perigo, enquanto as criaturas da noite se preparavam para cumprir seu lugar na cadeia alimentar.
O silêncio foi quebrado por um grito estridente e um baque ensurdecedor. Acomodado no topo de um vulcão, jazia o cadáver de um morcego-raposa com suas entranhas aparentes apodrecidas. Ao seu lado, havia um homem corpulento e com um aspecto sombrio junto de um lobo solitário, de pelos sujos e emaranhados. As três criaturas jaziam mergulhadas em sangue, com hematomas e seus órgãos grotescamente aparentes.
De uma gruta no vulcão, uma luz amarelada conduzia ao berço do grito. Tratava-se de uma luz artificial, criada pelo homem. No mesmo ambiente podiam-se perceber tubos de ensaio, aparelhos científicos, jarros com pequenas partes de corpo humanas e grandes aracnídeos vivos.
A criatura horrenda devorava o que parecia ser a perna de um homem, as galochas surradas e enlameadas pareciam mais difíceis de mastigar do que os próprios músculos. O resto do corpo desaparecera, deixando apenas um rastro de sangue em direção à saída da gruta, com a ligeira impressão de fuga desesperada.
Não havia outra alma viva aos arredores do vulcão e, em breve, não haveria em toda a ilha.
Fale com o autor