A Caminho Da Batalha Final
32 A batalha final. part.3
Notas iniciais
Pov. Piper.
Olha, eu sempre achei que ser uma filha de Afrodite igual as minhas irmãs bajuladoras da Drew era praticamente um insulto a mim. Ficar horas penteando o cabelo pra mim sempre foi desnecessário, pois não quero que alguém se apaixone por mim por causa dele; ficar dias procurando uma roupa bonita, se for confortável já esta bom; anos me maquiando, pelo amor dos deuses nunca gostei de parecer uma palhaça.
Mas no meio da guerra, meu maior sonho era poder estar lá na tranquilidade de meu acampamento, me embelezando.
Era uma guerra terrível, em qualquer lugar que você olhasse era possível ver alguém morrendo, ou alguém matando, havia vários corpos para se tropeçar, e não conseguia para de escorregar no sangue que banhava o chão.
Passava por dentro da batalha e ia matando qualquer monstro que entrasse em minha frente, e tentava ajudar os outros.
Mas quem disse que eu conseguia. Parecia que a maioria das pessoas queria me ajudar. Parece que a maior parte da população olha pra mim, e só pela minha beleza pensa “é uma filha de Afrodite, é indefesa vamos ajudar”. Odeio isso. Sempre foi assim, as pessoas parecem só pensar que eu não passo de um rostinho bonito. Esse foi um dos motivos para esconder quem era o meu pai, se soubessem que sou filha de Tristan McLean me tratariam como uma rainha indefesa que teria que ficar trancada em uma torre de 500 metros para ficar em segurança onde só poderia sair quando seu príncipe chegasse e subisse a torre por seus cabelos super compridos.
Acho que deu para perceber que não gosto da Rapunzel, muito menos da Branca de Neve, menos ainda da Bela, de Bela e a fera. Eu odeio as princesas da Disney, sempre tão queridas e amadas, tendo que aguentar os desafios super ridículos da vida e no final ter o seu tão famoso Final Feliz. Nunca gostei deles, finais felizes não existem, por mais feliz que seja a sua vida, ela não vai ser assim para sempre. E os desafios das princesas? Comer uma maçã e adormecer não é nada comparado a levar uma espadada na barriga.
Não sei o por que minhas irmãs querem ser iguais a minha mãe. Só de assistir o que ela fez mostra que ela é uma imprestável, queria ser filha de Athena, ou sei lá, pelo menos queria ser filha de Alguma deusa que faz coisas incríveis, não que chora por uma unha quebrada.
Olho e vejo Candece, minha nova irmã de um outro acampamento. Tão bela, tão frufru, tão Afrodite, e a maioria tenta morrer para salvá-la, e ela deixa, e o pior gosta disso. Gosta de ser o centro das atenções, gosta de ser bonita, gosta de ser indefesa... Se bem que ela nem parece indefesa nessa batalha, ao mesmo tempo em que muitos tentam protegê-la, vários dão espaço para ela lutar, ela têm um ego grande e parece saber o quão especial e forte é. Parece saber que com seu charme ela consegue desarmar um batalhão inteiro de monstros. E o pior é que ela faz isso mesmo, umas palavrinhas e um monte de dracanaes, arcais, quimeras, centauros, ciclopes entre outros.
Tento esquecê-la, e me concentrar na batalha, meu objetivo é matar o gigante-anti Afrodite, que por algum motivo era mudo, bom na verdade a boca dele era costurada, vi ele á alguns metros a minha frente, um gigante verde musgo onde veias azuis e vermelhas eram bem demarcadas, e um olho em forma de fenda vermelho sangue, dois pares de braços, e as pernas eram na verdade cobras, suas orelhas pareciam de morcegos, e sua altura era mínima, no máximo 2 metros de altura.
Quando me aproximo do gigante sinto o cheiro horrível dele. Ele fede a meias velhas e ovo podre.
Bom, meu objetivo é matá-lo e aí vou eu.
***
–HEEY, e aí seu monstrengo, o que aconteceu, o gato mordeu sua língua?- Grito tentando atrair sua atenção.
Ele olha pra mim e sorri, ou pelo menos tenta, pois com sua boca costurada parece uma careta.
“Ó, se não é a semideusa da profecia”- Disse uma voz grave em sua mente. Ao que parece o gigante falava na mente das pessoas.
–Ó, se não é o anti- minha mãe.- Digo empunhando minha adaga.- Qual é o seu nome? Sr. Horrorosidade?
“Seu sarcasmo é ‘admirável’. Meu nome é kishkindha, mas também sou conhecido por hypnosis”- Diz ele.
–Como?- Pergunto.- kishkindha? Que raios de nome é esse?
“É um nome da Índia”- Diz ele em minha mente. “ Minha Terra natal”
–Você não vem da Grécia?
“Minha mãe deu a luz a mim na Índia”- Diz o gigante.- “e por lá fiquei”
–Ah, agora entendi o porque de sua horrorosidade.- Digo.- Alguns deuses indianos são realmente feios.
“Não, eu sou o oposto de Afrodite, então se ela é a beleza em pessoa....”
–Você é a feiura.- completo-o.
“Bom, sim, as pessoas olham para mim e vem o que mais acham feio.”
–Realmente feio.- Digo.
E em seguida eu o ataco.
Como ele não estava preparado não teve tempo para desviar, e acabou sendo atingido na barriga por uma Katoptris.
Porém, a espada ricocheteou ao se chocar com a pele do gigante.
“ minha pele é feita de titânio.”- Disse o gigante.-“ você não pode me cortar.”
Droga. Agora fácil. Matar um gigante sem poder acertá-lo. Facílimo.
“O que foi?”- Perguntou o gigante.-“ Não faz ideia de como me matar?”- É, penso.- “ Bom, não esperava menos, sendo filha de quem você é.”- Diz me atacando.
Eu desvio, mas acabo caindo no chão. Logo sinto meu braço esquerdo arder como se estivesse em chamas, olho para ele e vejo minha camisa em palpada de sangue.
Apesar disso, minha raiva de ser comparada a alguém é maior. Sempre odiei que me tratassem como uma princesa indefesa, mas odeio muito mais ser comparada ás pessoas.Levanto e berro.
–Eu não sou como ela.
“Disso eu não tenho dúvidas.”- Diz ele.- “ Afrodite é mais forte.”
–Claro ela é uma deusa.- Digo mesmo sabendo que ele não está falando desse tipo de força.
“Eu não quero dizer mais poderosa no sentido de poder.”- Diz o gigante.-“ Quero dizer mais forte em outras coisas. Como a beleza que paralisa qualquer um, ou seu charme incomparável, ou o amor que todos sentem por ela. Você sabe, que não tem nada disso. É a pior de suas filhas, não liga para a beleza, não tem amor, não é capaz nem de fazer o rito de passagem.”
–Silena também não fez.- Digo com raiva. Mas no fundo me sinto um lixo.
“Sim, mas Silena era uma verdadeira filha de Afrodite, era poderosa , linda e amada. E você Piper que te ama?.”- Perguntou ele.-“ Ninguém, nem seu próprio pai te ama, por isso ele te ignora.”
–Isso não é verdade.- Grito.
“Sim, é a mais pura verdade.”- Diz kishkindha.-“ Sua mãe, não poderia ter mais vergonha de uma filha como você. Seus irmãos só faltam morrer de tanto medo de se misturar com uma intrusa como você. Seus amigos fazem de tudo para ficar longe de uma fracassada como você...”.
–Isso é ridículo.- Digo com lágrimas no olhos. Não pode ser verdade.
Imagens se formam em minha mente. Meu pai fingindo que eu não estou ali, minha mãe dizendo: “Tenho tanta vergonha de você. Por que não é como Drew? Ela sim é uma verdadeira filha minha, me dá tanto orgulho. E você? Você não é nada, não passa de uma tola apaixonada por um garoto que te despreza, ou você acha que Jason te ama? Como poderia amar? O que você tem de tão especial? Nada, só cabelo feio e mal cortados, você não têm nenhum atrativo, ele te largará para ficar com Reyna. Ela sim tem muito mais para dar.”, meus irmão rindo as minhas costas e sussurrando coisas maldosas, meus amigos cochichando coisas sobre me expulsarem do navio, pois não sou especial, Jason e Reyna se agarrando enquanto durmo....
“Veja essa é a realidade, isso é o que acontece quando você não está olhando”- Disse o gigante com uma voz calma, como se estivesse com pena de mim.- “ Essa é a dura verdade...”
“Não, não é Piper”- Escuto a voz de minha mãe em minha mente.
“Você não têm ninguém nesse mundo.”- Dizia o gigante com uma voz hipnótica.
–Não tenho ninguém no mundo.- Concordei hipnotizada.
“Você têm a mim e a seus amigos.”- Minha mãe tentava me trazer de volta a realidade.
“Seu pai não liga pra você, ele nem queria ter tido uma filha, preferia ter tido um garoto.” –Dizia o gigante.
–Ele não liga para mim.- Concordei novamente.
“Seu pai te ama filha, você sabe disso.”- Minha mãe tentava.
“Sua mãe têm vergonha de você.”- Repetia o gigante.
–Ela têm vergonha de mim.
“Não, eu tenho muito orgulho de você.”- Minha mãe falava.
“Ninguém precisa de você, ninguém quer você.”- Dizia o gigante.- “ Sua morte seria a melhor coisa.”
–Ninguém me quer e minha morte seria a melhor coisa.
“Não, não seria.”- Disse Afrodite.- “ Você é amada por muitos que não aguentariam sua morte. Você não é fútil, você é corajosa e forte, várias pessoas amam isso em você, elas não querem perder você, eu não quero perder você, nós te amamos.”
Volto um pouco a lucidez.
“Filha, o amor não é um tormento, não é uma coisa ruim, é mais do que um sentimento, é uma emoção forte, e muito bem-vinda. Mostre isso a ele, kishkindha não têm amor, por isso é assim, mostre a ele o que você é capaz, mostre a ele que você é mais do que ele pensa.”
–Minha mãe me ama, assim como meu pai, Jason, Leo, Annabeth, Hazel, Frank, e meus amigos.- Digo colocando o Maximo de sentimento que consigo nas palavras, tenho que ser persuasiva.- Sou muito amada, diferente de você, Gaia nunca deu amor para vocês, e você a odeia por isso.
“Odeio?”- Pergunta o gigante. Ao que parece estou conseguindo.
–Odeia, odeia demais, odeia ser tratado como uma marionete, odeia ser comandado por ela.
“É Odeio ser comandado por ela”.
–Sim, você não está do lado dela.- Digo.
“Não estou?”- Perguntou o gigante perdido.
–Não não está, você está do nosso lado.- Minha mãe (que havia aparecido do meu lado) e eu falamos juntas colocando o Maximo de persuasão na voz.
“Sim, estou do lado de você”.- Diz o gigante já totalmente hipnotizado por nós.
–É, você está do nosso lado, e irá atacar o exército de Gaia.- Diz minha mãe.
“sim eu vou.”- Diz kishkindha.
–É, você vai.- Diz minha mãe.- AGORA.
O gigante momentaneamente hesita, mas depois de minha mãe berrar com ele ele sai em direção a batalha, e começa a destroçar o exército inimigo.
–Muito bom minha filha.- Diz minha mãe carinhosamente.- Não podia ter mais orgulho de você agora Piper.
–Obrigada mãe. – Digo meio desnorteada, talvez seja pelo cansaço de colocar tanta persuasão na voz, ou talvez seja pelo corte no braço que está eu fazendo perder os sentido.
–Oh, coma isso.- Diz Afrodite me estendendo um pouco de ambrosia. Ela depois disso, com um pano, faz um curativo improvisado em volta do meu braço para evitar a perda de sangue.- Pronto, você consegue voltar para a batalha?
–Claro.- Digo já empunhando a minha adaga.
–Ótimo.- Diz minha mãe.- Então vamos nessa, temos uns monstros para destruir.
E juntas entramos no meio da guerra.
Pov. Annabeth.
Eu estava voando. Minha visão estava embaçada, e a negridão ia tentando tomar conta dela.
Sei que vou morrer, isso não é uma pergunta, ou o meu destino, ou um futuro muito longe, é a realidade, é um fato. É uma coisa tão simples e real quanto o fato de que o seres vivos precisam do ar para viver. Desde que entrei na batalha já sabia que esse seria o meu fim, ninguém precisou me contar, eu já sabia.
Enquanto minha visão vai escurecendo tento não ficar pensando muito na morte que acolherei de bom grado, por que é isso que farei, aceitarei a morte como uma velha amiga, pois assim irei para o Eliseo e encontrarei o Percy, o MEU Percy.
Olho ao redor de mim, e vejo a batalha. Tento focar em coisas que façam sentido, mas minha mente já estava vagando para o fim. Vejo Quiron com o corpo cor-de-rosa, Thalia brilhando como uma estrela; Jason está voando vestido de Super-man; e Leo é uma tocha humana. Acho que a única coisa verdadeira é o Leo como uma tocha humana.
Não sei quando comecei a gritar, só sei que meus ouvidos escutavam a minha voz berrando ao longe, os sons da batalha eram abafados por meu grito. Tenho certeza que se eu não estivesse de olhos abertos nunca saberia se a batalha ainda acontecia. Tentava manter os olhos abertos, se fosse para morrer queria pelo menos que meus últimos minutos de vida fossem vendo meus amigos.
Leo, Piper, Hazel, Rachel, Luke, Thalia, Jason, Nico, James...
No momento ele lutava com um Gigante. Polibotes talvez. Não sei, nem consigo entender por que estou o encarando, não é como se o conhecesse e gostasse dele, na verdade pelo que eu ouvi, o Maximo que poderia sentir por ele era repulsa. Mas mesmo assim meus olhos se fixam nele. No modo em que ele desvia dos ataques do gigante e o ataca, no modo como ele faz a água surgir com eficácia, e a usa como modo de ataque, no modo em que Poseidon aparece do nada e o atravessa com uma espada, no modo em que ele se vira e me encara, no modo que ele desaparece...
Ele desapareceu? Eu realmente não devo estar bem, pessoas não desaparecem assim do nada.
De qualquer forma não tenho tempo para pensar direito pois no segundo sinto um impacto com minhas costas, o ultimo impacto que senti em minha vida.
Pov. Jason.
Viver ou não viver eis a questão?
Isso é o que mais passava pela minha cabeça. É uma pergunta fácil, e de resposta mais simples ainda. Obviamente qualquer um escolheria viver, mas nesse momento eu não tenho tanta certeza.
Tipo, eu estou aqui praticamente a beira da morte por causa da luta que tive com Porfírion, na qual eu saí vitorioso, mas bem estraçalhado. Minhas perna estão cheias de cortes, meus braços parecem que foram lavados em uma banheira de sangue, e me sinto tão fraco que acho que posso desmaiar a qualquer momento.
Matar o gigante foi mais difícil do que pensei, ainda mais pelo fato de que eu o matei voando e tentando atingi-lo com raios. E isso esgotou minhas forças.
A dor que sinto é tão insuportável, que cair num sono pesado e sem fim é uma ótima opção no momento.
Mas tento me manter vivo, morrer agora não é uma opção, e não estou muito a fim de perder para o cansaço. Tomo um pouco do néctar que tenho e volto a lutar.
Desvio, chuto, ataco, grito algumas ordens de ataque, e repito tudo de novo. Me sinto com uma metralhadora, pronta para dar fim a vida de vários monstros.
Ao longe ouço uma explosão, e vejo que uma das tendas armadas para servir de enfermaria estava pegando fogo. Tento fazer com que o vento apague o fogo, mas estou cansado demais para conseguir tal proeza.
O choque da fraqueza me pega desprevenido. Estamos em uma batalha, e o fato de eu não conseguir usar os meus poderes é alarmante. Como é que eu posso sobreviver sem meus poderes? Tento ignorar a dor que sinto e produzo uma ventania que consegue apagar um pouco do fogo.
Depois disso tento produzir alguns furacões, mas quando vou começar a produzi-los, sou lançado longe por um monstro.
Bato a cabeça (N/A: Que novidade) em uma coluna, e quando recupero os sentidos tento levantar, mas sou, novamente levado ao chão por algum monstro que esta sobre mim.
É um cão com uma cauda de serpentes e duas cabeças com dentes bem pontiagudos. Tento lembrar que ser mitológico é aquele, mas nada me vem em mente, pois só consigo pensar em como tirar aquele ser com garras superafiadas de cima de mim.
–Ei cachorrinho bonitinho, você não quer me comer não é mesmo cachorro fofo...
–ARRRRRRRRR.- Ruge o cão antes que eu termine de falar.
Tento alcançar minha espada que está ali longe, mas não consigo, pois o cão sem nome, percebe o que eu quero fazer e arranha o meu peito com sua garras enormes.
Nem preciso dizer que doeu que nem o inferno, pois vejamos bem, é um cão de dois quilos, com uma pata anormalmente grande com garras afiadíssimas.
Respondendo á dor, dou um choque no cão que salta para trás enquanto seus pelos se eriçam. Sem parar para pensar me jogo para minha espada. Agora somo eu uma espada e um cão de duas cabeças e uma cauda de serpentes, por que eu não estou calmo.
–Ei cachorrinho, você quer me pegar?- Pergunto.- Então venha sua bola de pelos.
O cão parecendo entender o que eu falo, se joga sobre mim, e assim começamos a rolar no chão, eu tentando enfiar minha espada em sua carne, mas não consigo, pois rápido como um raio, o cão me imobiliza.
Pronto, é o meu fim. O cão de duas cabeças avança em mim com as presas expostas.
Porém, antes de dar o golpe final, o cão é novamente eletrocutado. Levanto já agradecendo Thalia, quando percebo que é aquela garota d cabelos negros e olhos azuis, Sandy.
–Uhh, obrigada...
–Deixa disso, eu sei que sou incrível, mas você pode me lembrar disso depois da batalha.- Diz ela.
–Ok.- digo meio a contragosto, não sou o maior fã de garotas metidas, mas ela salvou minha vida então...- Como atacamos-o?
–Fácil, eu já matei Ortros uma vez- Agora lembrei da história, ele é o Ortros cão de guarda mais feroz da antiguidade com duas cabeças e uma cauda de serpente, filho de Equidina e Tifão foi morto por Hércules em um de seus trabalhos quando teve que roubar os bois de Gerião.- Então o que nós temos que fazer é basicamente distraí-lo e matá-lo.- Diz ela.
–Como vamos distraí-lo?- Pergunto me sentindo um babaca por ser comandado por uma garota metida e desconhecida.
–Sei lá se virá, e você tem dois segundos.- diz ela.
Eu tento enteder o que ela quis dizer, mas quando percebo ela joga uma faísca de eletricidade em Ortros e voa rumo ao céu (N/A: A vá, pensei que ele fosse voar rumo ao solo.), enquanto isso o cão corre em minha direção para o ataque.
Gostaria de dizer que fiquei parado e o enfrentei bravamente. Mas isso seria mentira, pois na verdade eu sai correndo dele.
Não sei por quanto tempo fiquei correndo, só sei que eu me embrenhei na batalha e tinha que, várias vezes, parar para lutar com algum monstro que entrava em minha frente, o que não era fácil, pois ortros não parava de me perseguir. Então depois de muito correr, ouço um rugido gutural e me viro para ver o cão de duas cabeças morto com uma lança fincada nos pescoços.
–De nada novamente.- Levo um susto ao ver Sandy parada ao meu lado.
–De nada?- Pergunto incrédulo.- Você deixou ele correndo atrás de mim por tipo muito tempo em vez de simplesmente matá-lo logo e quer que eu a agradeça?
–Não ah de que. Além disso, você poderia ter voado maninho.- Diz ela com um sorrisinho de escárnio e volta para os céus causando vários relâmpagos.
Eu, fico paralisado momentaneamente, mas logo volto ao juízo e adentro mais uma vez na batalha.
Pov. Annabeth.
Ao tomar o impacto, diferente do que pensei, eu não morri, ainda mais que o impacto não foi com uma coluna, e sim com um corpo, que me segurou fortemente e me depositou com cuidado no chão.
Eu poderia esperar até que Gaia fosse a minha salvadora, mas eu não esperava que este fosse James.
–O que você está fazendo me largue.- Digo me afastando.
–Você esta bem?- Ele pergunta me ignorando.
–Claro, só estou com uma lança na barriga.- digo irritada.
–Deixe-me ver.- Diz ele.
–Não, me deixe.- Digo.
–Você quer morrer?- Ele pergunta com uma incredulidade familiar na voz.
–Bom, mais ou menos, se eu morrer eu posso ficar com a pessoa que eu amo no Eliseo, se eu viver, eu viverei como uma caçadora e eu não quero isso.
–Para uma garota sabidinha, você esta bem burra.- Disse ele. Só que ele cometeu um erro grave, do qual não percebeu.
–Como?- Perguntei.
–O que?- Ele perguntou .
–Do que você me chamou?- Pergunto.
–De nada, não te chamei de nada.- Diz ele nervoso me dando néctar.
–Você me chamou de sabidinha.
–Não chamei não.
–Sim, chamou, só meu namorado me chama de sabidinha então...- Digo ligando os fatos.
–Caramba Annie, entra no roteiro.- Disse James ou melhor Percy.
–Eu eu, eu pensei que você tinha morrido, eu vi você morrer. Eu eu eu não acredito que você esta vivo.- Digo dando um sorriso enorme. Afinal meu cabeça de algas estava vivo, toda angústia e raiva se esvaiu de meu corpo, pois ele estava vivo.
–Eu te prometi.- Disse ele, me dando um sorrisinho.- E você me salvou, finalmente você entendeu o que eu quis dizer com o colar.
Sorrio contente, eu o salvei, e ele esta aqui, agora só para mim. Sei que vou chorar de alegria, mas tento me controlar.
–Bom, senti muito a sua falta.- Digo me afastando, pois se é para pensarem que ele é James ficar na posição que estávamos não ajudava.
–Também senti a sua.- Diz ele.- Mas agora temos que voltar para a batalha, se cuida sabidinha.
–Você também cabeça de algas.
E com isso ele some se transfigurado em água, e com um sorriso enorme e completamente curada, eu entro novamente na batalha.
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