A Caixa de Sofia
9 O primeiro panfleto aleatório
A não tão célere passagem do tempo durante uma viagem enjoava Sofia mais do que curvas sinuosas, sanduíche de queijo no café da manhã ou o cheiro doce de alguma planta na estrada. Já contava quantas gotas de chuva tinham na janela do carro quando chegaram ao Rio de Janeiro. A “cidade maravilhosa” não tinha mais charmes do que a cidade interiorana onde viviam em Minas. Havia um gatinho atropelado e ninguém mais notava, mas se tinha algo que gostara fora a sensação de que podia fazer tudo dar certo caso quisesse. Ninguém a conhecia. Não havia chance melhor.
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