A Caixa
1 Capítulo Um
Notas iniciais
Esse capítulo ficou curtinho porque não tive criatividade o suficiente pra escrever mais.
Nos vemos lá em baixo.
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V
Passei os dedos com cuidado no vidro fino da janela. Minha casa estava no mais profundo silêncio, o que fez com que eu levantasse mais tarde. Andei pelo meu quarto em direção à porta que saía em um corredor escuro. Ao abrir a porta de madeira, percebi que a luz do corredor estava ligada, iluminando o corredor todo e parte da escadaria. Desci as escadas correndo e desliguei a luz. Andei calmamente até a cozinha. Abri a geladeira e tirei de lá o resto do Lámen que eu havia cozinhado na noite anterior. Encontrei, preso à geladeira, um bilhete da minha mãe, que dizia:
“Oi, meu bebê, bom dia!
Bem, eu sei que hoje é seu aniversário, até pensei em fazer uma festinha surpresa, mas não sabia quem convidar! Nossos parentes moram longe – e você odeia vê-los, né? – e suas amigas voltaram para o Pará. Então desisti da ideia. Pensei em chamar seu irmão e a namorada para um almoço aqui em casa, mas você e Carlos acabariam tentando matar um ao outro. A única ideia que restou era jantarmos hoje à noite juntas, pode ser? Eu passo aí às sete em ponto pra te buscar.
Beijos,
Mamãe”.
Eu realmente odiava a mania dela me chamar de “bebê”, mas nesse caso ela queria jantar comigo, então perdoei o apelido infantil. Tirei o bilhete amarelo da geladeira e coloquei-o perto da estante da sala e voltei para a cozinha, logo colocando o Lámen no micro-ondas. Esperei o tempo necessário e tirei o prato. Andei até a sala e sentei no sofá pardo. Liguei a televisão e coloquei na Globo, já que estava passando TV Globinho – coisa de criança, mas eu gostava.
Quando terminei meu Lámen, pus o prato no chão e deitei no sofá, olhando diretamente para o teto branco. Eu queria que Marina e Carol estivessem ali. Elas estariam afagando meu cabelo, comendo sorvete e fazendo piadinhas toscas. Sorri e cerrei os olhos, em pouco tempo, adormeci.
Eu tive um sonho estranho, confuso. Eu levantei do sofá e andei até a cozinha, mas eu não tinha controle sobre o meu corpo. Eu tentava com todas as minhas forças gritar, mas eu não era capaz. Minha cabeça doía quando em tentava virá-la e meu corpo não obedecia minhas ordens. Era como se eu fosse alguém assistindo à um filme no cinema, e eu não comandava o protagonista. Como se algo ou alguém quisesse me mostrar alguma coisa. Então deixei que me mostrasse.
Na cozinha, peguei uma faca e apontei-a para a porta dos fundos, diretamente para a minha própria sombra. Me virei rapidamente em direção à sala e andei até lá. Aparentemente, a campainha tinha tocado, mas o filme estava mudo. Andei até a porta e abri-a. Não tinha ninguém. Como em um filme de terror, olhei para baixo e vi uma caixa. Era uma caixa em um tom pardo, com os cantos dourados e a fechadura também. Peguei-a e examinei, tentei abri-la, fechando a porta com o pé esquerdo, mas ela estava trancada. Vasculhei-a em busca de um bolso que tivesse a chave, mas foi em vão. Abri a porta novamente, com a esperança de que a chave estivesse ali. Não estava. Então vi, à beira do meu portão, um homem. Ele usava um terno negro e um chapéu coco. Ele estava olhando diretamente para mim e para a caixa. Seus olhos eram brancos e a única coisa em outro tom eram as pupilas negras.
Virei-me em pânico e tentei gritar. Mas, como já expliquei, a voz não saía. E então uma voz conhecida me acordou do pesadelo. A voz da minha mãe.
– Rosa! Rosa! – dizia minha mãe, em pânico. Entreabri os olhos e percebi que ela me sacudia e eu estava à beira da porta, deitada no chão. Ergui-me do chão e ela me abraçou, aliviada – Ah, Rosa, não sabe o susto que você me deu! Os vizinhos ligaram para mim, dizendo que você estava gritando. Eu vim o mais rápido que pude! Ainda bem que você só estava dormindo. Mas, filha, por que você dormiu no chão? – balancei a cabeça negativamente e encolhi os ombros. Eu não tinha dormido no chão.
– Tudo bem, mãe. Já estou bem. – então soltei-me de seu abraço e me virei, indo para a cozinha, mas algo me parou. Eu mesma. Porque eu vi sobre a mesinha da sala a última coisa que eu queria votar a ver: A caixa do sonho.
Notas finais
Enfim. Deixa um review pra mim? Please? Eu gosto de Reviews. Eles são legais ;D
Arigatou!
Sushi ~
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