A Cabana
1 E assim a história começa...
Notas iniciais
POV DUDA
Finalmente o dia havia chegado, o dia em que eu viajaria para Filadelfia com minhas amigas, Laura e Carolina. Estávamos no aeroporto nos despedindo de nossos pais, quando ouvimos a funcionaria do local falando:
– Atenção passageiros do vôo 4700! Última chamada para o embarque pelos portões 13 e 14 localizados na asa B do terminal 2!
Essa era nossa deixa, momento em que passaríamos a ter uma vida mais independente.
Andamos até o local de embarque confiantes, empolgadas e muito ansiosas com a viagem. Lá, encontramos vários jovens passageiros que estavam com a mesma blusa que nós: a da empresa Moments Viagens.
Não conhecíamos ninguém. Como não tinha idéia de quem ficaria comigo no quarto durante o acampamento, não sabia se deveria me sentir nervosa e ansiosa ou feliz, pois seria uma oportunidade de conquistar novas amizades.
Depois de resolver todos os tramites para entrar no avião, decolávamos. Eu estava sentada ao lado de um menino, não o conhecia.Portanto não sabia direito como agir no momento ou como quebrar aquele silêncio insuportável que se manteve por um bom tempo, até que ele falou:
– Nossa acho que eles ligaram o ar condicionado muito forte. Ta muito frio aqui né?!
– Verdade! Ta mesmo e o pior é que eu não trouxe nenhuma blusa de frio dentro da minha bolsa de mão!
– Ah! Sem problemas! – disse ele se levantando em direção a sua bolsa e, dela, retirou um moletom cinza – Pode usar ele durante o vôo, ele é bem quente!… Ah! E a propósito, meu nome é Leonardo mas pode me chamar de Leo e o seu?
– Maria Eduarda, mas todo mundo me chama de Duda!
POV LEO
– Maria Eduarda, mas todo mundo me chama de Duda! – ela disse de uma maneira que, eu não sei como, mas mexeu comigo.
Então, ela vestiu o meu moletom e, assim, começamos a conversar. Falamos e rimos muito, até que decidimos assistir um filme: A Facada Mortal.
Nesse filme, haviam vários adolescentes e um psicopata, o qual utilizava uma capa preta e matava um por um a facadas.
Duda ficou com muito medo. Eu, percebendo isso, tentando acalmá-la, a abracei e comentei:
– Isto é apenas um filme, nada disso acontecerá com você! Relaxa!
No meio da viagem, iniciou-se uma turbulência muito forte. Com isso, os monitores e as luzes foram desligadas e o sinal de afivelar os cintos foi aceso, fazendo com que a menina fique mais nervosa ainda, a ponto de ter que tomar um calmante.
Quando, finalmente, a turbulência parou, percebi que a garota ao meu lado dormia profundamente, porém, sua cabeça pendia para o lado, o que provavelmente causaria torcicolo. Portanto, abracei-a e ajeitei sua cabeça em meu peito, fazendo com que ela, sem querer, desse um sorriso inocente. E assim permanecemos até o pouso do avião.
POV LAURA
Finalmente chegamos naquela bosta!
O lugar era quente, abafado, com cheiro de suor, sujo, cheio de mosquitos e ainda por cima nos vamos para um lugar com mais árvores(mais mosquitos) e onde celular não pega. Já não suportava o local!
Assim que chegamos no local do acampamento, ouvimos a seguinte ordem vinda de um auto-falante:
– Todos os campistas, favor comparecer ao anfiteatro para receber algumas informações sobre o acampamento Camp Life!
Chamei Carol e Duda e fomos até o local designado. Lá haviam muitas cadeiras, sentamos na ultima fileira ao lado de alguns meninos. Um deles me chamou atenção, pois não parava de olhar e conversar com Duda. Será que ele estava interessado nela?! Isso não era possível! Todo mundo tinha que olhar para mim e somente para mim! Ele tinha que gostar de mim! Não dela!
–Aquilo tem que mudar!– pensei um pouco alto, mas, ainda bem, ninguém me ouviu.
POV OFF
Alguns minutos depois começaram a falar as regras:
1- Quando o sinal da hora de dormir tocar, é proibida a saída dos quartos.
2- É proibida a entrada de meninos nos quartos da ala feminina e vice-versa.
3- Os quartos e quem nele permanecerão serão escolhidos pela Camp Life
4- Não é permitida a troca de colegas de quarto
5- A circulação entre os quartos é permitida até as 23h30min
6- É proibida a agressão entre os companheiros
7- Em caso de desrespeito às regras, o indivíduo será imediatamente enviado para a cabana de isolamento
Após esse esclarecimento, a funcionária pegou uma lista e começou a falar os nomes das pessoas que ficariam em cada quarto:
– Lúcia Amitie e Carolina Omorfiá no quarto 17B, Maria Eduarda Liebe e Laura Bréagach no 28B, Julia Maria Neganya e Rafaela Nihila no 14B…
– Artur Cour e Bruno Petos no quarto 16A, Leonardo Mullido e Felipe Beidh no 23A, João Ergel e Eduardo Fumei no 10A…
E, assim, todos os quartos foram ditos e todos dirigiram-se aos seus respectivos para conhecer seus companheiros.
POV LUCIA
Finalmente, o acampamento que eu esperei o ano havia chegado!
Estava sozinha no quarto em que eu ficaria até que chegou alguém. Era uma menina bonita, magra, alta, com cabelos castanhos cacheados e olhos verdes. Ela parecia ser simpática.
Não sabia direito o que falar, até o que me parece, ela também não. Até que ela quebrou aquele silêncio insuportável:
– Oi! Eu sou a Carolina, mas pode me chamar de Carol. E você?
– Meu nome é Lucia, mas pode me chamar de Lu.
–Vamos meninas! Todas para a entrada da floresta – gritava uma voz distante, era a monitora.
Cumprindo suas ordens, chegamos no local destinado e começamos uma trilha. Nela, percebi que havia uma menina que não parava de encarar um casal de amigos que conversavam bastante, isso era tão exagerado que parecia até que ela tava com inveja. Então decidi comentar com a minha companheira de quarto, Carol:
–Nossa! Você viu aquela menina? O olhar dela ainda não os queimou só porque a distância dela pra eles é muito grande…
– Se toca garota! Essa menina aí que você tanto fala é minha amiga e você não tem direito de falar nada dela, você nem a conhece. Se conhecesse, saberia que ela é muito amiga daquela ali ó – ela disse e apontou – Sabe aquela que você disse que ela está "queimando"?! – falou ironicamente dando ênfase à palavra queimando.
–Bem, pelo que parece, nem você conhece muito ela… – respondi no mesmo tom de voz
– Ai cala a boca! Você não sabe o que fala! Vai cuidar da sua vida, vai?! – falou de maneira exaltada e saiu andado para conversar com a de olhos de fogo/de inveja.
"Aí que maravilha! Num faz nem um dia que eu to aqui e já arrumei intriga!"
POV CAROL
"Nossa! Mas como tem gente que se intromete na vida dos outros! Mas é melhor eu deixar pra lá, com essas coisas não devo perder o meu tempo!"
Andamos mais um pouco e passamos por uma cabana, ela parecia meio abandonada e velha. Dava até medo de passar na frente.
– É para cá, aonde vocês vão parar se desobedecerem as regras, viu senhores?! Aqui é a cabana que dissemos anteriormente.
Virei-me para olhar novamente para a casa e vi uma sobre passando por uma de suas janelas enormes. Então, decidi questionar:
– Tem alguém aí dentro?
–Não, mas pode ser um animal, pois nessa parte do acampamento não há uma cerca que divida o acampamento da floresta.
"Não pode ser um animal, eu tenho CERTEZA de que eu vi uma sombra de alguém! Só se agora os animais conseguem andar de pé igual uma pessoa e ter a mesma forma que ela!"
Notas finais
COMENTEM!
COMENTEM!
COMENTEM!
COMENTEM!
Por favor, comentem, mesmo se não gostou, comente, isso me ajudará muito!!
Postarei o próximo capítulo o mais rápido que eu puder...
AH! E não se esqueçam de comentar! hahahah
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