A Cabana
3 A chegada...
Notas iniciais
E aqui está mais um capítulo...
Espero que gostem...
POV ARTUR
"Por que, bem naquela hora, a monitora tinha que aparecer? Estava sendo tão bom, depois de dois anos de namoro…"
Fizemos o que ela pediu e nos dirigimos a cabana. Lá, encontramos com Bruno, Felipe e Leonardo, amigos de meu companheiro de quarto e eles cheiravam a álcool. Todos os que estavam presentes estavam com uma roupa qualquer, nós havíamos nos trocado para não sair por aí de pijama. Era um local muito escuro e silencioso. A casa era feita de madeira, tinha um cheiro forte de bolor e, também, era muito frio lá dentro, mesmo sendo verão. Os móveis estavam cobertos por panos brancos, havia muita poeira e nada, exatamente NADA, tecnológico. Parecia uma casa da Idade Média, porém abandonada e destruída em algumas partes. Chegava até a assustar um pouco.
Percebi que Lu ficou com um pouco de medo, portanto a abracei com a intenção de tranquilizá-la. No momento em que fiz isto, a monitora me fuzilou com olhar e disse:
– Já chega por hoje, né?! Já não aconteceu o bastante?!
Nos separamos, e só pude perceber que Bruno, Leo e Felipe me encaravam com um sorriso meio malicioso.
Depois de um tempo, a monitora já havia apresentado a casa.
POV CAROL
Chegamos na casa.
"Como eu estou com medo, meu Deus!"
Desde que eu havia visto aquela sombra na janela, não simpatizei com o local. Me parecia até uma casa mal assombrada.
"Eu sou tão esperta que, não basta eu não ir com a cara da casa, eu tenho que fazer besteira para vir ficar nela! Sou inteligência pura!"
Após a monitora apresentar a casa, percebi que haviam apenas quatro camas nela e, ainda por cima, todas no quarto onde eu havia visto aquela sombra.
– Vocês estarão suspensos das atividades por dois dias para que possam aprender a lição. Ah! E a casa é meio pequena, mesmo…. Poucas pessoas costumam a vir para cá.Dessa vez vocês bateram o recorde! – disse a monitora, a qual se chamava Gertrudes, era velha, chata, feia e tinha cabelos horríveis, parecia até aquelas bruxas que colocam em filmes.
Quando a monitora foi embora, nos apresentamos e fomos decidir como que seriam separadas as camas. Iríamos separar entre meninas e meninos, 2 camas com 2 meninas cada e 2 camas com 2 meninos cada, já que estávamos em oito. Porém, nem todos condordaram. Lucia e Artur não queriam dormir separados e, nem Duda, nem eu, queríamos dormir junto com a Laura depois do que aconteceu.
– Nós ja arrumamos uma cama nossa, agora decidam entre vocês como que vão se dividir… – disse Artur colocando suas coisas em cima de uma cama
– Mas nada de ficar se pegando durante a noite ou algo parecido, viu?! Ta todo mundo no mesmo quarto e ninguém quer ficar vendo ou ouvindo vocês – ordenou Duda
– Ah… tudo bem, então…– respondeu Artur que estava com Lucia começando a arrumar as coisas de ambos.
– Bom, temos três camas, seis pessoas: três meninas e três meninos. Como podemos fazer? – comentei
– Pensando desse jeito, a maneira mais fácil seria uma menina e um menino em cada cama, mas acho que alguns aqui não concordam… – disse Felipe
– Gente, podemos até fazer isso, mas todos temos que respeitar o que Duda falou… E meninos, nada daquelas brincadeiras idiotas durante a noite, ouviram, nada de safadezas! – ordenei
– É! Nada de achar que porque a menina ta na sua cama, ela realmente QUER algo com você! Você só vai DORMIR ao lado da pessoa, não é nada de demais! – complementou-me Duda
– Quem concorda com isso levanta a mão!
Todos concordaram, até Laura, a qual não estava gostando muito da situação.
– Como que vai ser? Como vão ser as duplas?
– Que tal o Leo com a Duda, eu com a Carol e o Felipe com a Laura?– sugeriu Bruno
– Pode ser – todos responderam em uníssono
Todos nos dirigimos às suas respectivas camas e arrumamos nossas coisas ao redor delas. Como ninguém mais estava com pijama e ainda era de noite, fomos no banheiro nos trocar. Obviamente, primeiro foram os meninos e depois, quando eles saíram, foram as meninas.
POV BRUNO
Quando terminei de por o pijama, fui arrumar a minha cama para depois pode dormir. Enquanto as meninas não saiam, eu e os meninos conversávamos.
– Não podemos fazer nada hein gente?! Nem pensem em fazer besteira! – falou Leo
– Sim, vou tentar me segurar – comentou Artur, todos rimos e fomos para nossas camas para esperar as meninas para, depois, já dormir
Eu estava deitado em minha cama pensando na vida, quando as meninas saíram do banheiro e foram em direção as camas.
" UAU! Como a Lúcia tava gostosa naquele pijama de cachorrinho" pensei enquanto a admirava, mas ela logo beijou Artur .
" Até o fim do acampamento ela vai ser minha"
Olhei, então, para Carol, que vinha em minha direção para cama. Carol é a mais bonita entre elas, porém o fato de que a Lucia era bonita e tinha um namorado, me desafiava, fazendo com que eu a quisesse cada vez mais. E, além do mais, Carol tinha cabelos castanhos, e eu prefiro as loiras com Lucia.
Carol chegou na cama e apagou a luz, ela estava maravilhosa com aquele pijama. Suas pernas estavam à mostra por causa do shorts, que no caso era até que curto, seu pijama inteiro realçava bem seu corpo.
"Nossa! Que gata!… Eu quero conquistar a Lucia, mas não é por isso que, enquanto ela não é minha, eu não posso ficar com mais nenhuma menina…"
Quando Carol deitou-se, ela ajeitou-se, creio que em busca de uma posição confortável. Ela acabou ficando deitada de costas para mim. Estávamos um pouco distantes um do outro. Portanto me aproximei lentamente e a abracei com movimentos leves para que ela não percebesse. Quando eu pressionei-a contra o meu corpo para que ficássemos mais perto, ela acordou, olhou para mim e disse:
– Para, eu não quero nada com você… – disse em um tom meio baixo para que os outros não acordassem
Não respondi nada. Ela apenas voltou a sua posição inicial. Após algum tempo, achei que ela já deveria ter dormido e não me agüentei e coloquei minha mão em sua bunda que estava virada para mim e chamava a minha atenção, pensando que ela não perceberia.
Porém, me enganei, ela não estava dormindo ainda.
– Para! Eu vou sair daqui e ir dormir em outro lugar! – ela resmungou de uma maneira um pouco mais alta e brava
– O que que ta rolando aí? – questionou Felipe
– Nada não – respondi para Felipe e continuei falando com Carol – Desculpa, não vai acontecer mais… Pode ficar aqui
Ela não me respondeu. Apenas me olhou com cara de reprovação e voltou a dormir, porém dessa vez virada para mim. Depois daquele meio-grito de reclamação que ela fez, ela só me provocou mais.
"Agora eu PRECISO fazer mais alguma coisa com ela pra ela saber que ninguém fala assim comigo"
Com isso, esperei um bom tempo e percebi que todos no quarto já dormiam. Assim, me aproximei de seu rosto com a intenção de dar-lhe um selinho, porém, quando estava próximo a sua boca, ela movimentou os braços e, assim, me afastei com medo que ela percebesse.
Ela continuava virada para mim, então fui de novo em sua direção. Na hora que minha boca estava quase colada na dela e eu conseguia ouvir sua respiração que estava ofegante, pois dormia, ela mexeu, inconscientemente, o rosto para o lado, fazendo assim, que fosse mais difícil para eu beijá-la.
Porém, não parei o meu caminho e cheguei mais perto de sua boca. Mas, concluí que com apenas um selinho ela não aprenderia a lição, então, dei um grande beijo em sua boca, fazendo com que ela acordasse e tentasse sair do beijo. Eu não conseguia parar de querer beijá-la cada vez mais, não era só porque estava bom, mas, também, para que ela aprendesse de uma vez, porém ela me empurrou fortemente para trás e assim eu completei rapidamente:
– Ninguém grita assim comigo…
– Você não entendeu que eu não quero nada com você, menino?! Você tem algum problema? Por acaso é surdo?
– Ei ei ei… o que ta acontecendo aí? – perguntou Felipe que havia acordado com a gritaria
– Esse idiota me forçou a beijar ele!
– Que isso, cara?! E o combinado?! – indagou Felipe
– Ah, num foi nada! Ela que ta fazendo drama! Vamos dormir vai?! – respondi
– Eu não to fazendo drama! E você não vai mais dormir comigo! Vai dormir no sofá ali do canto ó! – ela me disse apontando para um sofá velho que estava no canto do quarto
– Não vou não!
– Vai, cara, por favor, só hoje dorme ali no sofá que amanha a gente resolve e vê deixa a gente dormir, por favor!
–Ai ta bom então! Mas SÓ hoje! – resmunguei dando ênfase no só
POV FELIPE
"Nossa! Que imbecil! A gente tinha combinado e nem 30 minutos ele consegue cumprir?!"
Fiquei preocupado pela menina, Carol, ele poderia haver a machucado. Então fui ao lado de sua cama, onde ela estava sentada, verificar se estava bem.
– Você ta bem? Ele te machucou? – perguntei
– Por que que você quer saber? Vocês meninos são todos iguais mesmo?!
Sentei-me ao seu lado na cama e disse:
– Não é porque um faz besteira que todos são iguais. Você não está vendo que eu to preocupado com você?
– Ta… to bem… já respondi tudo o que você queria? Pode voltar para sua cama já! – ela respondeu
– Vou voltar, mas qualquer coisa me avisa…
Andei até minha cama, pude perceber que ela me seguia com o olhar. Até que reparei que Laura já dormia profundamente e ocupava a cama inteira, não sobrando espaço para eu me deitar. Olhei meio sem jeito para Carol. Ela revirou os olhos, suspirou e disse:
– Já que ele não vai dormir comigo, se quiser, pode passar a noite aqui. Mas sem gracinhas, se não já vai arranjando um espaço naquele sofá! – convidou-me Carol
Dirigi-me até a cama e dormi ao seu lado. Entretanto, meu sonho durou pouco. No meio da noite, todos acordamos com um grito agudo e aterrorizante vindo da sala.
Notas finais
COMENTEM!
COMENTEM!
COMENTEM!
Fale com o autor