O Departamento das Missões tinha convocado o Lee, portanto naquela tarde eu estava liderando sozinha. Resolvi ir caminhar pelo lago, longe de todos os campistas. Meus pés afundaram na areia quente e por um belo segundo parecia que eu estava acompanhada.

- Pai? Você pode me ouvir?

A única coisa que eu pude considerar como uma pista de que ele podia sim me ouvir era a areia derretendo nos meus pés. E então quando eu recuei, senti um aperto caloroso no meu ombro. Era Apolo, o meu pai tinha vindo até ali me ver. Até então eu era uma das poucas que tinha contato com ele. É triste saber que tenho irmãos que nunca o conhecera antes.

- Vicky, que bom que recebeu o meu sinal.

- Refere-se àquela flechada no meu ombro? Uma maneira muito calorosa de receber visitas!

- Aquelas flechas fizeram o seu subconsciente viajar longe, não era isso que eu esperava delas, na verdade, elas iriam te ajudar a achar o que tanto procura.

- O que? Então aqueles sonhos malucos foram mal projetados? Ora, poupe-me pai!

- Vicky minha querida, eu quase nunca apareço, e quando venho você quer arrancar de mim informações do tipo até "quem vai ser o próximo presidente"?

Enquanto Apolo falava aquilo eu não me contive. Quer dizer que não basta o seu pai ser um deus grego com uma renca de filhos por ai, ele tem que me ignorar e acabar quase dizendo que eu canso a sua beleza.

- Apolo... pai... eu não estou interessada nas próximas eleições, eu só queria saber sobre o meu sonho esquisito...

Mas antes que ele pudesse me responder uma harpia da limpeza apareceu furiosa com suas garras afiadas vindo na minha direção. Foi o tempo de eu correr e me esconder atrás de uma árvore larga o suficiente para acobertar uma pessoa em caso de harpias devoradoras te atacarem.

-

Notas finais
Continua...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.