A Caçada Final
11 Capítulo 11 – Notícias de Fora
Notas iniciais
Outubro pareceu passar mais rápido do que o normal. O trio não tinha tempo para muitas coisas, estavam sempre ocupados nas aulas, com deveres extras, Quadribol ou tentando descobrir algo mais sobre as horcrux. Harry tinha tentado sem muito sucesso conversar com o professor Slughorn, mas este já havia lhe contado tudo o que sabia no ano anterior.
– Estão sumidos meninos! – Uma voz atrás do trio fez com que todos se virassem.
– Hagrid!
– Olá. Muito trabalho esse ano?
– Muito mesmo! – Respondeu Hermione.
– Vamos ficar loucos! – Disse Rony.
– Parece preocupado Harry. É só as matérias ou tem algo mais?
– Muitas coisas Hagrid, muitas coisas. Mas como você está? Tentamos um milhão de vezes irmos a sua casa, mas nunca dava tempo.
– Ah, tudo bem. Eu sei como é o último ano. Estou bem. Vi os testes da Grifinória. Bom time o seu! Escutem, conseguem vir a minha casa hoje? Tenho uma coisa para contar. Terei que viajar em breve e quero que saibam.
– Viajar, para onde?
– Bem Hermione, conto isso hoje a tarde. Vocês têm o horário livre não tem? Venham tomar chá comigo.
O meio gigante se afastou deixando o trio ali perto da entrada das masmorras.
– O que será que Hagrid vai fazer? – Perguntou Rony.
– Não sei. A última vez que viajou assim foi para Dumbledore.
O trio foi até a cabana de Hagrid aquela tarde. Bateram a porta e ouviram canino latir. Um latido fraco de um cachorro velho.
– Olá meninos. Entrem!
Os três entraram e sentaram-se no grande sofá de Hagrid.
– Aceitam chá meninos? – Perguntou Hagrid virando-se para o fogo.
– Não obrigado (a) – Disseram os três quase ao mesmo tempo.
– Bem, vou me servir então. – E sentou-se na poltrona em frente a eles. – Como está indo o último ano?
– Corrido – Disse Harry.
– Desesperador! – Respondeu Rony
– Difícil e entusiasmante! – Respondeu Mione com um sorriso.
– Essa é nossa bruxinha, hein! – Disse Hagrid com um sorriso e bebendo um gole de seu chá. – Agora, meninos, ouçam. – O meio gigante se abaixou um pouco para ficar mais perto deles. O trio sentou-se mais na ponta do sofá.
– Precisava contar a vocês antes de viajar. Sei que vão acabar contando, mas queria que fosse eu a dar a notícia. Devem ter percebido que o “Profeta Diário” está muito silencioso para os tempos difíceis que estamos enfrentando, não?
– Sim, percebemos. – Respondeu Harry que olhava ansioso seu exemplar do jornal todos os dias e até então não tinha nada de interessante.
– Pois bem. A Ordem, é claro, teme que “Você-Sabe-Quem” esteja planejando uma guerra. Ele esteve muito silencioso nos últimos dois meses. Nenhuma morte estranha de trouxas. Nenhum acidente. Nada! Ele está preparando algo por baixo dos panos. Por isso a Ordem pediu para que eu tentasse uma última vez, convencer os gigantes.
– Gigantes! – Disse Hermione quase inaudível. – Mas Hagrid, você se machucou da última vez.
– Sim Hermione, mas tenho que tentar não é. Queria levar Grope, ele está bem treinado. Mas não será possível. Alguns Aurores vão comigo, é claro. Eu deixei uma mensagem de Dumbledore da última vez que fui lá. Espero que alguns ainda se lembrem dela.
– E como você vai Hagrid? Vai demorar como antes?
– Não Harry. Não temos tanto tempo. Nem sei se ainda temos tempo! Agora teremos que ir numa chave de portal até certo ponto e então ir andando ou voando. Ainda não definimos por completo. Mas em todo caso não poderei contar como vou. É segredo. Alguém errado pode ouvir. – E nesse instante Hagrid olhou pela janela. – Está ficando tarde meninos. Vão e cuidado, sim? Malfoy está muito quieto.
O trio demorou um pouco mais a voltar naquela tarde, aproveitando o tempo que ainda tinham com Hagrid e já estava quase na hora do jantar quando entraram no castelo.
Hagrid viajou alguns dias depois de conversar com o trio. Os treinos de Quadribol estavam animadores. A equipe estava realmente sintonizada e a experiência do ano anterior parece ter sido muito útil.
– Parece que Voldemort voltou a agir – Disse Harry olhando o jornal que Edwiges acabara de trazer naquela manhã.
Hermione, Rony, Simas e alguns outros alunos que estavam próximos curvaram-se para olhar o “Profeta Diário” nas mãos de Harry. Logo na capa podia-se ver uma foto de pessoas correndo em um lugar que parecia ser uma pequena vila. No alto o título “Gigantes atacam pequeno povoado trouxa”. Harry passou as folhas até encontrar a página da notícia que continha a foto de uma bruxa que tinham conhecido recentemente e começou a ler.
Gigantes atacaram ontem a tarde um pequeno povoado trouxa. Ainda não é possível dizer o tamanho do estrago no local, porém já foi possível afirmar que quatro trouxas morreram. Aurores conseguiram conter com certa dificuldade os três gigantes que abandonaram o povoado pouco tempo depois. Não se sabe o motivo do ataque, mas as suspeitas recaem sobre “Aquele que não deve ser nomeado”. A Chefe do Departamento de Regulamentação de Criatura Mágicas, Morgana Rockwood chegou ao local pouco depois do ataque. “Ainda não pude averiguar a situação. Trouxe comigo pessoas do Departamento de Acidentes e Catástrofes Mágicas que irão cuidar das memórias dos moradores a fim de manter nosso mundo a salvo.”
Ao ser questionada sobre uma possível rebelião a Chefe do Departamento disse que “Acredita ter sido um mal entendido dos gigantes sobre os limites de suas áreas de habitat. Iremos localizar e conversas com o chefe deles para maiores explicações.” E quanto as suspeitas sobre o Lord das Trevas ela apenas afirmou que “É cedo para acusar qualquer um como culpado, até mesmo “Aquele que não deve ser nomeado”, porém não deixarei o mundo mágico sem uma resposta.”
– Mal entendido! Tá na cara que não foi um mal entendido. – Disse Rony se endireitando. Os poucos alunos que estavam no salão olharam para ele.
– O que acha que foi Weasley? – Perguntou um garoto na mesa da Corvinal.
– Não é obvio? – Respondeu Harry – Isso é coisa de Voldemort.
Alguns alunos se espantaram com a menção ao nome.
– E acha que o Ministério sabe? – Perguntou outro garoto da Lufa-Lufa.
– É claro que eles sabem. Ao menos suspeitam. – Respondeu Hermione. – Mas é óbvio que eles não vão nos alarmar. O “Profeta Diário” jogou uma isca e Morgana Rockwood não mordeu. É simples assim.
– Bom, ela é inteligente. – Apontou uma garota da Corvinal – Se o Ministério assumir que a culpa é de “Você-Sabe-Quem” assumirá que eles não tem controle nenhum sobre seus atos e nem as criaturas que estão sob sua responsabilidade. Não seria apenas uma falha da Sra. Rockwood, mas de todo Ministério.
– E principalmente agora as vésperas de se escolher um novo Ministro isso não seria nada favorável para Scrimgeour. Sua aposentadoria seria vergonhosa. – Completou Mione.
– E muito favorável a eleição de Atila Rockwood. Ela talvez esteja do lado do Ministério, mas não do Ministro.
Harry olhava de Mione para a garota da Corvinal. O que se passava no Ministério ainda era segredo total. Scrimgeour apesar de ter assumido a pouco tempo estava cansado e doente. Teria que se aposentar e um novo Ministro assumiria. O que impediria que fosse Atila Rockwood?
– Rony, sabe onde o Rockwood trabalha? Em qual setor? – Perguntou Harry enquanto voltavam ao dormitório.
– Na verdade não. Mas sei que o cargo é bastante importante.
Os dias se seguiram com pequenos comentários sobre o ocorrido. A Sra. Rockwood nem ninguém do Ministério tinha se pronunciado sobre o culpado. Eles não tinham nenhuma notícia de Hagrid ou da Ordem. Ataques continuavam a acontecer em povoados trouxas. Surtos de doenças desconhecidas, invasão de Kapas em povoados próximos a rios. Assassinatos sem explicação. Todas as vitimas eram trouxas.
As expectativas eram grandes para a festa de Halloween. Seria a última deles na escola. E era a chance de tentar esquecer, pelo menos por algumas horas o acontecimentos do mundo fora da escola. Mas foi depois de uma determinada manhã que a animação real começou. Ao saírem do dormitório encontraram em um mural próximo ao salão principal um cartaz que dizia: “Baile de Máscaras de Halloween. Escolham seu par! Vestes a caráter.
– Um baile de máscaras! Enquanto o mundo se acaba lá fora? – Perguntou Rony incrédulo.
– Não é obvio? – Perguntou Hermione, como sempre. – McGonagall está tentando minimizar o clima tenso. As reportagens do “Profeta Diário” tem atingido a escola. Os alunos estão tensos.
– Como você sempre consegue pensar em tudo?
– Sempre o tom de surpresa!
– Ótimo! Agora temos dezessete anos e temos que arrumar um par. Já não foi suficiente difícil tentar arrumar um com quatorze?
– Por que está preocupado Rony? Faça o certo dessa vez, convide Mione.
– O que? – Rony olhou para Harry com os olhos arregalados. Os dois tinham entrado no dormitório dos meninos.
– Ora Rony. Não acredito que vai perder mais essa oportunidade!
Rony olhou para os próprios sapatos, pensando sobre o que Harry tinha dito. Ele lembrava-se do que Hermione tinha dito pra ele no final do baile de inverno há três anos “Da próxima vez me convide para o baile e não me trate como última opção”. Sim, ele pensou. Essa era a oportunidade que ele tinha de reparar o erro. E não teria Victor Krum para atrapalhar.
– Com quem você vai? – Ele finalmente perguntou para Harry.
– Não sei. – O outro respondeu olhando pela janela. – Não tenho a menor ideia.
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