A Busca.

12 Resgatando (de novo) - Por Afrodite


Notas iniciais
Esperamos que gostem!
c
o
m
e
n
t
e
m
!

Que raiva!

Atena bolou um plano PERFEITO, que deixaria qualquer um no chinelo e ele foi por água a baixo (piadinha sem graça a minha né?).

Por que Hera teve que abrir aquela boca de batom pro Zeus?

Não tá entendendo nada né? Ok, vou explicar:

Quando a Sofie foi pro reino de Poseidon, ele contou pra Atena, que contou pra mim, que contei pra Apolo, que contou pra Ártemis, que contou pro Dionísio, que contou pra Ares, que contou pra Hermes, que contou pra Hefesto, que pra se vingar da mãe contou pra ela que “sem querer” contou a Zeus.

Raiva!

Agora eu estou aqui, no formato de pomba seguindo o idiota do Zeus!

E eu não acredito! Uma torre? Sério? Ele tá querendo imitar a historinha da Rapunzel ou o quê?

Respira Afrodite...respira bem fundo.

Entrei pela única janelinha e...Caraca! A torre é linda. Não linda não! Mágnifica! Perfeita!

Tem um bercinho no centro, coberto por um véu gigante! Tem alguns detalhes em formatos de ondas e raios nos lados, e florezinhas penduradas em cima do berço balançam com a brisa.

Quanta criatividade. – murmuro

Retirei o véu de cima do berço com cuidado e vi a pequena Sofie.

— Oi pequenina! – Quando ela me viu abriu um largo sorriso e esticou os bracinhos gorduchos para que eu a pegasse. Assim fiz e ela se aconchegou em meus braços.

— linda menina. – eu disse em grego. Minha benção.

Eu a olhava admirada. Ela era inteligente como Atena e calma como Poseidon. Até que barulhos na escada da torre me chamaram atenção.

A porta se abriu e vi Zeus com cara de poucos amigos.

— AFRODITE! Volte aqui com a criança se não... — não o deixei terminar sumi em névoa cor de rosas deixando apenas pétalas de flores no lugar.

Estava caminhando na floresta onde Sofie passaria alguns dias ou anos, não sei. Então você se pergunta: por que a Afrodite aquela deusa linda e maravilhosa, não vira névoa e vai para o lugar? Simples meu caro amigo, o lugar onde ela vai ficar não pode ser rastreado nem por um deus!

Escutei alguns passos e Ártemis apareceu:

— Oi fofucha! Quem é mais linda da tia? É você sim é você amor! Que saudade que a tia estava sentindo! – disse ela mexendo nos bracinhos de Sofie e falando com uma voz esganiçada – Que bebê lindo você está, em? Acho que quando crescer vai virar a minha melhor caçadora, não vai? É claro que vai! Vai seguir os passos da Tia Ártemis!

— Oi pra você também Ártemis! – eu disse com cara emburrada.

— Oi Afrodite. Que cara é essa? Não me diga que está com ciúmes da Sofie? Bem, quer saber? Não me importo! Vem, já estamos quase terminado de decorar o chalé.

— OBA! – eu gritei, esquecendo o meu ciúme e dando um sorriso de orelha a orelha – O que estamos esperando? Vem! – E sai puxando uma Ártemis apavorada e com a Sofie no colo, que ria alegremente.

Parei na frente de um lindo chalezinho

— É esse não é Ártemis?

— É sim. Ficou lindo, né? – disse ela, com orgulho na voz. – Já tá quase tudo arrumadinho. Só falta chegar os vazos de flor que a Deméter vai mandar! Hera e Atena ajudaram bastante. Mas meu irmão, digamos que ele... Tenha ficado fazendo poesias para cada coisa que fazíamos. – eu comecei a rir e Ártemis me empurrou pra dentro do chalé e eu quase desmaiei.

O chalé era lindo! Cortinas rosas com renda, cobriam as janelas, na sala tinha um sofá coberto por mantinhas de lá com estampas xadrez, que ajudavam a deixar o lugar mais aconchegante. Uma tevê gigante estava presa a parede, seria o lugar onde assistiríamos a TV Hefesto. Uma escada de madeira levava ao segundo anda. Um lustre bem grande pairava sobre a mesa de jantar como que por mágia...

— Hécate? – perguntei. Ártemis viu para onde eu olhava e assentiu.

— Nos deu de presente o lustre, e ele só podia ter mágica no meio. E ela encantou alguns pratos e copos para que dessem o que desejássemos e na quantidade que desejássemos! Não é um amor? – Assenti e continuei a olhar os cômodos.

A cozinha tinha flores em cima dos balcões e cheirava a bolo. O canto dos animais ecoava pelo chalé.

Ártemis me puxou pelo braço e subimos as escadas. O segundo andar tinha cinco portas. Quatro quartos e um banheiro. Atena, Ártemis e eu ficaríamos com Sofie, já que os outros deuses estavam ocupados. O último quarto era o de Sofie. Tinha o nome dela gravado e borboletas voavam em volta, magia. Deduzi que era um outro presente de Hécate.

Ao abrir a porta do quarto, quase tive um enfarte.

O quarto era lindo, rosa clarinho, o bercinho envolto em rosas e margaridas.

— Deméter? – perguntei apontando para o berço. Ártemis assentiu.

— É, ela trouxe hoje de manhã.

Coloquei Sofie no bercinho. Ela já estava dormindo. Dei um beijinho em sua testa e a cobri com a mantinha.

Descemos as escadas e nos deparamos com Apolo. Que gritou:

— MENINAS!

— Calado Apolo! A Sofie está dormindo! – gritou Ártemis.

— Me desculpe maninha. – disse ele abaixando a cabeça.

— Já disse para não me chamar de maninha! – Ártemis bufou.

-Calma gente! – tentei mudar de assunto – Apolo o que você tá fazendo aqui? Não tinha que estar no Olimpo? – um sorriso se formou em seu rosto.

— Vim ficar com vocês! Decidi que é melhor eu ficar. – Ártemis ficou vermelha e disse:

— Apolo, não tem quarto! Você deveria ter falado isso quando estávamos construindo! – ela tentou falar calmamente.

— Ah, isso eu já resolvi! – ele deu um sorriso de astro de cinema – Mandei meus filhos trocarem a cama de solteiro do seu quarto por uma de casal. Assim posso dormir com você! Que nem quando a gente era pequeno! – ele sorriu mais ainda e Ártemis gritou:

— O QUE? VOCÊ QUER QUE EU DURMA COM VOCÊ? – ela estava ficando vermelha – NUNCA!

-Psiu! Sofie está dormindo! – eu disse – E eu acho melhor você aceitar querida. É melhor termos um homem no chalé. Mesmo que seja o Apolo. – ele estufou o peito e fez cara de destemido. O que me fez rir.

— Tudo bem! – Ártemis suspirou e levantou a mão em um gesto de desistência. – Mas se você encostar em mim Apolo! A coisa vai ficar feia!

Pelo visto esse tempo aqui no chalé, não seria nada fácil.

Notas finais
Comentem, recomendem e favoritem!